Cidades

Cotidiano

Congresso realoca R$ 2,7 bilhões em emendas para Saúde e corta verba da comissão de Nikolas

Deputados e senadores remanejam emendas de comissão para turbinar transferências a fundos de saúde em ano eleitoral

Continue lendo...

O Congresso aprovou nesta quarta-feira (29) projeto que remaneja R$ 2,85 bilhões da verba das emendas de comissão e turbina, em ano eleitoral, as transferências a fundos de saúde de estados e municípios.

Para mover estes recursos, os deputados e senadores zeraram os cerca de R$ 180 milhões previstos para a Comissão de Educação da Câmara, presidida pelo bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-M).

O projeto também retirou quase R$ 1 bilhão previsto ao Ministério das Cidades, principalmente para ações de mobilidade urbana e saneamento básico. O Ministério da Defesa perdeu R$ 97,9 milhões previstos para a construção de navios-patrulha.

Praticamente toda a verba remanejada foi direcionada ao Fundo Nacional de Saúde. O Congresso decidiu adicionar R$ 2,84 bilhões em recursos que são distribuídos para ações de média e alta complexidade, como cirurgias e exames, e para a atenção primária.
Esses repasses são cobiçados em ano eleitoral por bancar obras em unidades de saúde e mutirões de cirurgias. Apresentado pelo governo, o Projeto de Lei do Congresso Nacional foi aprovado em sessão conjunta de deputados e senadores.

O remanejamento também cortou R$ 405 milhões previstos para a segurança pública e R$ 40 milhões que serviriam para compra de alimentos da agricultura familiar, entre outras ações orçamentárias.

O próprio Ministério da Saúde perdeu cerca de R$ 150 milhões em algumas ações, medida tomada já no plenário do Congresso para evitar corte direcionado ao Ministério das Mulheres. O saldo para a Saúde após a aprovação do texto foi de cerca de R$ 2,7 bilhões a mais em emendas.

A decisão de poupar as políticas voltadas às mulheres foi defendida pela deputada Soraya Santos (PL-RJ) e pela senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), que é irmã do líder da maioria do Congresso, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Aguinaldo atuou para retomar esse valor da pasta das Mulheres. Em um dado momento durante a sessão do Congresso, ele se reuniu reservadamente com o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, (sem partido-AP), e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para costurar o acordo.

Presidida pelo deputado Dr. Francisco (PT-PI), a Comissão de Saúde da Câmara já liderava a verba de emendas entre os colegiados.

O texto também acrescentou R$ 6 milhões para obras do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas) de segurança hídrica, além de R$ 2,4 milhões para o FNS (Fundo Nacional de Saúde) executar convênios em municípios de até 50 mil habitantes.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi um dos mais críticos à votação do projeto. Ele disse que esse remanejamento não servirá para atender a área da saúde, mas, sim, campanhas políticas.

"Este dinheiro, na verdade, não é para irrigar hospitais e postos de saúde, mas as campanhas eleitorais de deputados e senadores que se utilizam de emendas de um orçamento secreto, de um butim do dinheiro público", afirmou nesta quarta. "Trata da transferência de quase R$ 3 bilhões para emendas parlamentares para balcão de negócios."
"Esse é o PLN da compra de apoio político, do conluio", acrescentou a deputada Adriana Ventura (Novo-SP)

Líder do PT na Câmara, Odair Cunha (PT-MG) defendeu a aprovação do texto e disse que o remanejamento é "legal e transparente". "Não há nada ilegal naquilo que o Congresso está fazendo. Os recursos são aplicados dentro das regras estabelecidas nos órgãos específicos", disse.

O senador Marcelo Castro (MDB-PI) disse que a proposta do Executivo foi a pedido de lideranças do Congresso, porque há um consenso de que "a área prioritária neste momento da gestão pública é a da saúde". "Que mal há nisso? Não vejo nenhum", disse.

O governo não é obrigado a pagar as emendas de comissão, pois elas não são impositivas. São obrigatórias apenas as emendas individuais e de bancada estadual.

Somando os três tipos de emenda, há R$ 51,6 bilhões reservados no orçamento para as indicações de deputados e senadores.
 

*Informações da Folhapress 

Saúde

Na Capital, pacientes do SUS poderão realizar procedimentos em unidade particular

São 624 vagas com investimento de R$ 715,9 mil pelo programa "Agora Tem Especialistas"

07/09/2026 17h15

Arquivo

Continue Lendo...

Na Capital, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizar 624 procedimentos em uma unidade particular. Os atendimentos serão feitos no Instituto da Visão de MS, em Campo Grande, por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas", com investimento de R$ 715,9 mil para Mato Grosso do Sul.

Do total, 458 procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), enquanto outros 168 são cirúrgicos. A estratégia utiliza a estrutura de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de atendimento aos pacientes da rede pública.

Pelo modelo, as instituições participantes realizam os procedimentos para pacientes do SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais.

As OCI reúnem consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma mesma especialidade em um único atendimento. A proposta do Ministério da Saúde é reduzir a necessidade de o paciente passar por diferentes unidades até concluir a investigação e o tratamento.

Em todo o país, o programa já formalizou contratos com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados. A previsão é realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos, entre consultas, exames e cirurgias, com R$ 1 bilhão em créditos financeiros.

Entre os procedimentos previstos estão atendimentos nas áreas de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.

A oftalmologia concentra a maior previsão nacional, com 170 mil procedimentos por ano. Depois aparecem cardiologia, com 133 mil, ortopedia, com 113 mil, e oncologia, com 72 mil.

Atendimentos

A utilização de unidades particulares pelo SUS faz parte da estratégia do Agora Tem Especialistas para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados.

Segundo o Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada.

O programa também passou a contemplar a Terapia Renal Substitutiva (TRS), utilizada por pacientes que precisam de hemodiálise. Ao todo, 136 instituições estão vinculadas à modalidade, com R$ 350 milhões destinados aos contratos e previsão de atendimento contínuo para cerca de 40 mil pacientes por mês.

 

Educação

Últimos dias: IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 9 de setembro

07/09/2026 16h30

Divulgação/IFMS

Continue Lendo...

Com 2,2 mil vagas, as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) seguem até dia 9 de setembro.

São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027. Cabe destacar que o prazo de inscrições se encerrava no último dia 1°, contudo foi prorrogado. 

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).