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Conheça mitos e verdades da relação entre gêmeos

Conheça mitos e verdades da relação entre gêmeos

TERRA

18/02/2012 - 13h00
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Desde que o mundo é mundo, o nascimento de irmãos gêmeos é algo que fascina o ser humano. "Talvez por ser algo diferente ou por serem duas pessoas 'iguais' mas com vidas diferentes, isso sempre atraiu o ser humano", acredita a psicóloga Cecília Zylberstajn, especialista em psicoterapia de adolescentes e adultos, em São Paulo.
Além da incrível semelhança, a conexão especial que ambos compartilham é algo que nem a ciência conseguiu decifrar ainda. "Existe muito sobre o assunto que ainda não tem explicação", diz a psicóloga. Como qualquer assunto envolto em mistério, muito do que acontece desde a concepção até o dia a dia dos gêmeos acaba sendo motivo de suspeita. Afinal, o que é verdade e o que não passa de mito na vida dos irmãos gêmeos? Veja abaixo a resposta para algumas das principais questões sobre essa relação:

Todos os gêmeos são idênticos
Mito. Apenas os que se originam do mesmo óvulo fecundado (chamados de univitelinos) são iguais e nascem com o mesmo sexo. Os gêmeos bivitelinos, originados de dois óvulos fecundados ao mesmo tempo, têm a mesma semelhança física e genética encontrada entre irmãos não gêmeos e podem ou não ser do mesmo sexo.

Eles choram juntos
Verdade. "Eles passaram nove meses juntos na barriga da mãe", explica Alessandra Cavalcante, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. "Por isso, quando um fica irritado, o outro fica também", explica. E isso tem mão dupla: juntos, eles ficam mais tranqüilos também.

Um nasce maior do que o outro
Verdade. Mas a diferença é bem pequena. "Cerca de 200 ou 300 gramas é de diferença no peso é normal", afirma a pediatra Alessandra Cavalcante. Gêmeos com uma diferença muito grande de tamanho e peso são raros e geralmente vítimas de doenças durante a gravidez. "A maturação da placenta pode ter sido diferente para os dois e um deles recebeu mais nutrientes", explica a médica.

Um sente o que o outro sente
Depende. "É inegável a irmão entre irmãos gêmeos, principalmente os idênticos", afirma Cecília Zylberstajn, especialista em psicoterapia de adolescentes e adultos. Segundo ela, é possível, sim, que a conexão emocional se torne física. "O cérebro possui a capacidade de se conectar ao outro de forma a sentir o que ele sente", explica. A ciência, no entanto, ainda não conseguiu explicar quando ou como isso acontece.

Gêmeos idênticos podem se passar um pelo outro
Depende. Os irmãos adoram trocar de lugar na escola, por exemplo, mas nem sempre conseguem enganar. "A mãe dificilmente vai confundí-los", afirma a pediatra Alessandra Cavalcante. Segundo ela, mesmo sendo muito parecidos, a mãe - que convive mais com as crianças - nota certas diferenças sutis de comportamento ou detalhes físicos que passam desapercebido para estranhos.

Eles têm dificuldade para ficar separados
Depende. Gêmeos ficam muito bravos quando são confundidos, mas nem sempre conseguem eles próprios se separarem. Embora sejam dois indivíduos e cada um com sua personalidade, construir essa identidade não é simples. "Um tem o outro como referência na vida e para eles é complicado fazer as próprias escolhas e conseguir manter a conexão com o irmão", acredita a psicóloga Cecília Zylberstajn.

Eles têm a mesma impressão digital
Mito. Os gêmeos idênticos carregam o mesmo material genético e são frequentemente chamados de clones perfeitos, por possuírem o mesmo DNA. Mas, mesmo assim, carregam digitais diferentes, pois sua formação dentro do útero não segue a mesma fórmula nos dois bebês.

Os dois têm as mesmas doenças
Depende. No caso de gêmeos idênticos, como os dois possuem a mesma configuração genética, teoricamente possuem, sim, chances de desenvolver as mesmas doenças. "Isso não acontece nos gêmeos que não são idênticos, quando a semelhança genética é igual a de irmãos não gêmeos", explica a pediatra Alessandra Cavalcante. 

FRONTEIRA

PF apreende 17 toneladas de solvente químico para cocaína

Apreensão aconteceu na manhã deste sábado (10) em Corumbá na fronteira com a Bolívia

10/10/2026 11h00

Divulgação / Receita Federal

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A Polícia Federal (PF) apreendeu na manhã deste sábado (10)  aproximadamente 17 toneladas de acetato de etila. O solvente é considerado pelas autoridades como  parte essencial do processo que refina a cocaína base para o cloridrato de cocaína,  q uando o entorpecente está em pó e pronto para o consumo.  

A apreensão   ocorreu em uma operação em parceira com a Receita Federal, na fronteira entre a Bolívia e Corumbá, na região oeste de Mato Grosso do Sul.  

Conforme as informações policiais, o transporte da carga era realizado em uma carreta, e durante a abordagem foi notada incorreções na nota fiscal, com divergências evidentes entre as especificações dos produtos no documento e o real carregado no veículo.

A carga foi então apreendida pela PF de Corumbá, em parceria com as equipes locais de Vigilância e Repressão da Receita Federal.

Para realizar a interceptação do veículo e esquema  a equipe  de Análise de Risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, com sede em São Paulo/SP (DIREP08) auxiliou na operação.  

Segundo dados técnicos divulgados pelas forças de segurança, o volume apreendido nesta manhã teria um alto impacto no sistema logístico de narcotráfico, uma vez que a métrica para o uso do solvente apreendido renderia ao menos 34 toneladas de cocaína em pó.

A estimativa é que a cada um litro de acetato de etila, sejam produzidos dois quilos da droga, que seria utilizado para abstacer laboratórios clandestinos de produção.

Apreensões de solventes e insumos químicos na região fronteiriça são tratados como prioridades estratégicas para as autoridades policiais no combate ao crime organizado e narcotráfico, uma vez que o objetivo é impedir que o processo de fabricação da droga aconteça, evitando que ele chegue aos centros urbanos.

O motorista da carreta, assim como o veículo foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal para seguir com os procedimentos cabíveis.

transtorno

Após 38 dias, reforma das pontes na MS-040 finalmente vai começar

As pontes tem apenas 12 anos de uso e correm risco de queda, segundo a AGEMS. A previsão é de que tráfego de caminhões seja retomado no começo de dezembro

10/10/2026 10h16

Instalada sobre rio Ponte de Pedra, uma das pontes parcialmente interditadas desde 5 de setembro tem cerca de 30 metros

Instalada sobre rio Ponte de Pedra, uma das pontes parcialmente interditadas desde 5 de setembro tem cerca de 30 metros

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Exatos 38 dias depois do veto ao tráfego de caminhões em duas pontes na MS-040, rodovia que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, a concessionária Caminhos da Celulose finalmente promete dar início, na próxima segunda-feira (12) às obras definitivas de reforço estrutural nas duas pontes. A previsão é de que o tráfego volte à normalidade a partir de 30 de novembro.

A interdição parcial das pontes, anunciada no dia 4 de setembro, e a demora para dar início aos trabalhos de reparo já foram alvo de protesto de caminhoneiros e produtores rurais e o anúncio dos prazos para iniciar e concluir os trabalhos ocorreu nesta sexta-feira (9), após encontro entre o comando da concessionária e a presidência da Agência de Regulação (Agereg)

De acordo dom a Caminhos da Celulose, que assumiu a rodovia no dia 6 de fevereiro deste ano e pretende dar início à cobrança de pedágio na mesma data de 2027, a situação das pontes exigiu atenção extrema após a identificação de comprometimentos que vão além de uma necessidade rotineira de manutenção.

Após a análise inicial feita pela concessionária, foi necessário realizar uma inspeção especial nas duas estruturas, que apontou um cenário mais grave do que o inicialmente observado, com risco de colapso nas duas pontes, informou nota da empresa. 

Para preservar as pontes e garantir a segurança dos usuários, alega a concessionária, foram adotadas as restrições à circulação de veículos pesados foi feito reforçou a sinalização e os carros de passeio estão obedecendo ao sistema de pare-siga até a conclusão das obras.

As duas pontes têm um pouco mais de uma década de uso. A MS-040 foi oficialmente inaugurada no final de dezembro de 2014, no final da administração do então governador André Puccinelli. Seu secretário de obras era Edson Giroto. O primeiro foi eleito deputado estadual no último domingo (4), com 40.602 votos. Giroto, por sua vez, foi reprovado nas urnas, com 7.790 votos.

Além da fragilidade das pontes, boa parte do asfalto da rodovia também deixou muito a desejar. Menos de um ano depois um trecho de quase 100 quilômetros começou a desmanchar e até hoje exige serviços constantes de tapa-buracos. Normalmente, obras de pavimentação feitas dentro dos padrões técnicos exigidos começam a apresentar defeitos após dez anos de uso. Pontes, porém, são normalmente construídas para resistir durante décadas.

SÉRIO RISCO

"Identificamos o risco antecipadamente e agimos de imediato, adotando as medidas de segurança necessárias para evitar a interrupção completa da rodovia. Já iniciamos o processo de recuperação, com foco na segurança das pessoas e na agilidade dos serviços, para restabelecer as condições de tráfego no local o quanto antes", afirmo Luiz Fernando De Donno, presidente da Caminhos da Celulose nesta sexta-feira após a reunião na Agereg. 

A solução foi definida após levantamentos topográficos, sondagens, ensaios e análises técnicas realizadas por equipes especializadas. Até agora, apesar da interrupção do tráfego ter ocorrido no começo de setembro, foram feitos apenas os serviços preparatórios para a reforma, como a abertura dos acessos necessários à execução das obras. 

A equipe de engenharia da AGEMS (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) também analisou as informações apresentadas pela concessionária, incluindo dados técnicos, registros fotográficos e avaliações das estruturas. A análise regulatória confirmou a necessidade de rever as condições estruturais das pontes e adotar medidas de reforço com urgência. 

“Quando uma inspeção aponta risco de uma ponte cair, a segurança precisa estar acima de qualquer outra consideração, até porque, quanto vale uma vida? Ela não tem preço. A AGEMS está acompanhando os dados técnicos e as medidas adotadas junto à concessionária para que o problema seja enfrentado com a urgência necessária. Nosso compromisso é com uma solução responsável, que preserve vidas e garanta condições seguras para o tráfego no futuro”,  afirmou o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis.

Durante o período de restrição, caminhões e outros tipos de veículos pesados devem utilizar a BR-267 como rota alternativa. O tráfego de veículos leves permanece liberado nos quilômetros 205 e 223 da MS-040. 
Fase final e recuperação da estrutura 

No quilômetro 205, os trabalhos antecipam serviços estruturais previstos para uma etapa posterior. Já no quilômetro 223, a intervenção também precisou ser incorporada à solução, embora essa ponte não estivesse originalmente prevista no escopo contratual de obras da Caminhos da Celulose, em razão do planejamento de um contorno rodoviário em Santa Rita do Pardo.

O contorno está previsto para uma etapa posterior da concessão. A ponte, por sua vez, deverá passar à responsabilidade da prefeitura após a conclusão da estrutura viária prevista. Como essa solução não será implantada de imediato, tornou-se necessário atuar também na ponte existente, evitando que a situação permaneça sem resposta até a execução do contorno.

As obras serão realizadas simultaneamente nas duas pontes, com serviços de fundação e implantação de estruturas metálicas de reforço. A etapa inicial busca recuperar as condições necessárias para uma futura liberação do tráfego de cargas pesadas, enquanto os estudos de engenharia continuam para definir e executar as próximas fases de recuperação.

De acordo com a concessionária, existe a possibilidade de que uma das pontes tenha de ser completamente refeita. “A proposta é avançar para uma solução estrutural duradoura, que pode envolver reforço ou reconstrução, conforme os resultados dos estudos técnicos”.

Nesse primeiro momento, o projeto contempla o alargamento das pontes, com a implantação de espaço adicional para acostamento, ampliando a estrutura disponível e contribuindo para a circulação de veículos, explica a Caminhos da Celulose.
 

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