O Hospital Público Municipal já não é mais uma certeza para Campo Grande. Segundo informa o jornal Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) não garante mais a construção do hospital, que é discutido desde o ano passado. A justificativa é que “não tem nada definido” para erguer o hospital, orçado em R$ 112 milhões.
A publicação informa que a construção de um Hospital Público Municipal foi uma das promessas de campanha de Alcides Bernal (PP). Nos 14 meses em que esteve à frente da prefeitura, Bernal chegou a levar um projeto a Brasília e o apresentou ao senador Delcídio do Amaral (PT), outro entusiasta da ideia. Porém, a proposta do ex-prefeito e do senador não saiu do papel.
Agora, o secretário municipal de Saúde, Jamal Salem, diz que “não tem nada definido” para erguer o hospital e que não há verba também para a construção da unidade de saúde, que poderia desafogar os prontos-socorros da Santa Casa de Campo Grande, Hospital Universitário e Hospital Regional Rosa Pedrossian. Com a demanda cada vez maior, os três hospitais públicos existentes hoje na Capital vivem superlotados.
Jamal diz que, por enquanto, a secretaria está fazendo um levantamento, mas sem nenhuma previsão de que a construção saia do papel deste vez. O secretário afirma, ainda, que a Sesau, hoje, precisa dar prioridade àquilo que é mais emergencial. “Na verdade, a gente precisa de tudo, porque temos falta de leito, falta de pronto-socorro pediátrico. Como a verba é pequena, temos que dar prioridade para aquilo que é mais emergencial”, defende o secretário.
A reportagem é de Patrícia Belarmino.


