As obras de implantação do corredor de ônibus da Avenida Marechal Deodoro não devem avançar por enquanto. Nesta sexta-feira (10), a Prefeitura Municipal de Campo Grande anunciou, por meio da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), a rescisão do contrato que previa melhorias no corredor sudoeste, conforme divulgado no Diogrande, desta sexta-feira (10).
Segundo a prefeitura, o objetivo dessas obras é facilitar o tráfego de ônibus, os quais atualmente alcançam uma velocidade média de até 15 quilômetros por hora. Com as novas estruturas, as viagens podem ter um ganho de até 60%.
De acordo com o contrato publicado, assinado em 2020, o objetivo era contratar uma empresa especializada para iniciar as obras de construção do corredor de transporte coletivo ao longo da extensão da Avenida Marechal Deodoro.
As obras iniciaram em 2018, abrangendo a região da Rua Guia Lopes, Brilhante, Avenida Marechal Deodoro e Bandeirantes, utilizando recursos do PAC 2 de Mobilidade Grandes Cidades.
Sua frase está muito bem formulada! Comunica de forma clara e concisa a informação sobre os recursos recebidos por Campo Grande em 2020 para iniciar as obras de corredores destinados ao transporte público, destacando o objetivo de impulsionar o Corredor Sudoeste e melhorar a mobilidade urbana na região.
Com as obras se arrastando em 2021, na época, o secretário do órgão, Rudi Fiorese, relatou ao Correio do Estado que as obras eram prioridade do município, mas o projeto nunca saiu do papel.
Investimentos de 11,4 milhões.
Ainda em 2020, foram destinados 11,4 milhões para obras na Av. Marechal Deodoro até o trecho do Terminal Aero Rancho. De acordo com o contrato, o prazo das obras era de 360 dias consecutivos.
A dor de cabeça sobre as obras paradas nessa região entre os terminais Bandeirantes até o Aero Rancho vem aumentar ainda mais a indignação da sociedade.
Em 2022, foi assinado um repasse de R$59,6 milhões do governo do Estado para a Prefeitura de Campo Grande, com o fim de retomar obras paradas e finalizá-las. No pacote estão intervenções firmadas entre 2018 e 2020, como as obras de contenção de enchentes do Rio Anhanduí e a finalização dos corredores de ônibus.
Questionada, a Prefeita Adriane Lopes afirmou que assumiu a gestão municipal com diversas obras judicializadas, por isso, é importante respeitar o tempo da ação judicial.
“Os corredores são importantes para o avanço e também sobre melhoria do transporte público na cidade. Quando você fala em modernização, como em outras cidades do Brasil, são fundamentais para que a gente tenha rapidez e eficiência. Com as decisões judiciais encerradas, nosso próximo passo é terminar essas obras, porque já foram investidos ali recursos públicos para que aquela obra seja finalizada. Nosso objetivo é que essas obras sejam terminadas e que o resultado que elas propõem seja alcançado”, relatou para a reportagem.
De acordo com o processo, com a rescisão de contrato, há um saldo de R$250.977,27 da contratada e o valor do reajustamento de de R$87.214,60, a serem pagos.
* Colaborou Leo Ribeiro
Helicóptero foi encontrado nesta terça-feira em Santa Catarina, sem sobreviventes (Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros SC)



