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Sustentabilidade

COP 28: Hospital São Julião em MS será referenciado como primeiro no Brasil a reduzir lixo em 82%

Ao menos sete representantes de MS participam do COP-28 em defesa das políticas de sustentabilidade

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Durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28), em Dubai, o Hospital sul-mato-grossense São Julião será referenciado pela conquista do título de "Primeiro Hospital Rumo ao Lixo Zero do Brasil".

Há 23 anos, o São Julião investia silenciosamente na reciclagem, compostagem e reflorestamento afinal está localizado em uma área de 240 hectares. De acordo com o Instituto Lixo Zero, representante no Brasil da Zero Waste International Alliance, o hopsital é o primeiro do país a atingir o índice de 82% de desvio de resíduos sólidos do aterro sanitário.

“O exemplo do Hospital São Julião merece ser citado em minha fala nessa reunião global para o meio ambiente”, afirma o presidente do Instituto Lixo Zero do Brasil, Rodrigo Sabatini que participará COP 28.

O conceito de 'lixo zero' é a luta contra o desperdício e a meta é o máximo desvio de resíduos sólidos dos aterros sanitários.

Responsável pela transformação da antiga colônia de hansenianos em um hospital, a Ir. Silvia Vecellio, atualmente com 92 anos, conta que esse processo foi iniciado em 1970, revolucionário para a época, pois teve como base princípios humanistas, hoje em consonância com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

MS também irá defender financiamento de carbono 

Ao menos sete representantes de Mato Grosso do Sul participam do COP 28 em defesa das políticas de sustentabilidade. Dentre eles, o secretário Jaime Verruck, da Semadesc; diretor-presidente do Imasul, André Borges; secretário Executivo de Meio Ambiente, Artur Falcette; Coordenador de Regulação, Normas e Negociações Socioambientais, Pedro Mendes Neto e assessora Internacional do Escritório de Relações Institucionais e Políticas do Mato Grosso do Sul no Distrito Federal, Thaís Bittar. Além da deputada federal, Camila Jara (PT) e do presidente da Aprosoja, André Dobashi. 

Conforme a programação do evento mundial, amanhã (1º), Verruck participa do painel Governança Multinível para o fortalecimento da integração climática nacional, com a participação de secretários de outros estados e à tarde ele será o moderador do debate sobre Financiamento Climático: Mecanismos e oportunidades, constando a participação dos governadores do Tocantins e Espírito Santo e representantes de empresas.

Reiterando a meta do governo estadual, de se tornar 'Carbono Neutro' até o ano de 2030 o secretário, o secretário deve defender, no segundo dia de painel, o 'Financiamento Climático e Mercado de Carbono' como uma oportunidade e desafio para os Estados Brasileiros.

Bancada Federal

A deputada federal Camila Jara (PT-MS) irá representar o Pantanal e o Cerrado, no evento que é o maior e mais importante do mundo sobre mudanças climáticas. 

Jara irá entregar ao presidente Lula a carta redigida durante o Seminário Pré-COP, realizado na última terça-feira (28) em Campo Grande, com as principais instituições de ensino e pesquisa e ONGs de conservação do Pantanal.

A carta reúne as prioridades e urgências para a conservação do bioma, entre eles, está um plano integrado para mitigação e combate ao fogo, criação de crédito de biodiversidade, captação de recursos e a criação do Fundo de Proteção do Pantanal.

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Consumo

Onda de calor faz consumo de energia crescer 4% em MS

Demanda chegou a 1.374 MW no domingo, em meio a temperaturas de até 44ºC e sensação térmica de 48ºC

28/09/2026 18h30

Calor predomina até terça

Calor predomina até terça Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A onda de calor que mantém Mato Grosso do Sul em alerta vermelho já mudou o comportamento do consumo de energia no Estado. Com temperaturas que chegaram a 44ºC e sensação térmica de até 48ºC no domingo (27), a demanda por eletricidade cresceu 4% no último fim de semana em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Energisa. O maior pico ocorreu às 19h, quando o consumo chegou a 1.374 megawatts (MW).

O horário do pico chama atenção porque coincide com a mudança no padrão de uso de aparelhos de ar-condicionado. Com o calor persistindo ao longo do dia, os equipamentos permanecem ligados por mais tempo e passaram a pesar mais no consumo residencial também durante a noite.

Segundo a Energisa, mesmo sem alteração na rotina da família, temperaturas externas mais altas fazem o ar-condicionado trabalhar por mais tempo para manter a temperatura programada. A diferença é maior quando a temperatura externa se aproxima ou supera os 35ºC.

No domingo, enquanto algumas regiões do Estado registraram máximas entre 38ºC e 44ºC, a umidade relativa do ar ficou entre 15% e 30%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em Campo Grande, a sensação térmica chegou a 44ºC; em Corumbá, a 48ºC.

Calor predomina até terça

Como reduzir o consumo

Durante a onda de calor, algumas medidas podem ajudar a diminuir o gasto de energia sem abrir mão da refrigeração dos ambientes. No ar-condicionado, a recomendação é manter portas e janelas fechadas, limpar os filtros semanalmente e, quando possível, utilizar o aparelho em 23ºC. Também é importante verificar se a potência do equipamento é compatível com o tamanho do cômodo.

Ventiladores devem permanecer ligados apenas durante o uso do ambiente. Deixar o aparelho funcionando antes da ocupação do cômodo não reduz sua temperatura e aumenta o consumo.

Na geladeira e no freezer, é importante conferir a vedação das portas, evitar aberturas frequentes e manter os equipamentos longe de fontes de calor. Outra orientação é aproveitar a iluminação natural e optar por lâmpadas de LED quando houver necessidade de iluminação artificial.

 

 

Calor Extremo

Corumbá alcança quinta maior temperatura em quase 100 anos de monitoramento

Marca registrada nesta segunda é a quinta maior desde o início das medições do Inmet no município, em 1931

28/09/2026 18h30

Rodolfo César

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Os termômetros na cidade de Corumbá registraram a maior temperatura de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (28) e a quinta mais alta em quase um século de monitoramento. Por volta das 14h, o registro alcançou 43,2º C, menos de 1º C do recorde histórico no município, que foi 43,9º C, registrado em 20 de setembro de 2021. A onda de calor na região vem sendo registrada desde o sábado e esse cenário de máximas acima dos 40º C deve dar uma trégua nesta terça-feira (29). No Brasil, o recorde de temperatura ocorreu em novembro de 2020, em Nova Maringá (MT), com 44,8º C, enquanto a segunda maior marca foi em Bom Jesus (PI), em 2005, com 44,7º C.

Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) possuem histórico desde 1931 para Corumbá e os recordes de temperatura ficaram concentrados nos meses de setembro e novembro. Em 15 de novembro de 1962, quando houve um período longo de estiagem no Pantanal, a temperatura chegou a 43,8º C. Em 2020, quando um novo período de estiagem passou a ser registrado no território, houve registro de 43,4º C em outubro. Já em 14 de novembro de 2023, a temperatura máxima na cidade alcançou 43,3º C.

Conforme o Inmet, que já tinha gerado alerta para a atual onda de calor, esse fenômeno ocorreu por uma combinação entre a atuação do fenômeno El Niño e a formação de um domo de calor, que é uma área de alta pressão em altitude que comprime e aquece o ar. Essa condição age como se fosse uma tampa, retendo o ar quente. Essa condição ficou reservada para todo o Centro-Oeste, com algumas regiões tendo efeito mais intenso, como foi o o caso de Corumbá.

“Um dos sistemas que contribuem para essa configuração é uma área de baixa pressão que se intensificou entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai. Conhecido como Baixa do Noroeste da Argentina (BNOA), o sistema começou a se desenvolver na madrugada de sexta-feira (25), com pressão central próxima de 1008 hPa. Entre domingo (27) e segunda-feira (28), a previsão indica um rápido aprofundamento, e o sistema poderá atingir pressão central próxima de 995 hPa na tarde de segunda-feira, quando deverá apresentar sua maior intensidade”, explicou o Inmet, em nota. 

Além do Centro-Oeste, essa ocorrência também foi registrada em quase todo o estado de São Paulo, parte sul de Minas Gerais e em todo o Paraná, além de Mato Grosso.

A Prefeitura de Corumbá divulgou nota na tarde desta segunda-feira e decidiu alterar horários de aulas escolares para esta terça (29) e quarta (30), quando ainda deve haver altas temperaturas, porém em condição menos intensa do que foi no final de semana e nesta segunda-feira. Haverá aulas reduzidas, com o turno da manhã funcionando apenas entre 7h e 9h30; o turno da tarde, entre 13h e 15h30; e o período integral será até 12h.

“A Semed emitiu orientações às unidades escolares para o período de calor intenso, as quais devem manter os estudantes hidratados, incentivando a ingestão frequente de água, e suspender as atividades físicas que possam aumentar os riscos das altas temperaturas. As unidades também devem evitar atividades com exposição prolongada ao sol e priorizar ambientes frescos, ventilados e, quando disponíveis, climatizados”, detalhou a Prefeitura de Corumbá, em nota.

Não foi divulgado se nesta segunda-feira ocorreu registro de estudantes ou servidores com mal-estar. Em geral, os problemas ocasionados pela alta temperatura podem ser tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça, cãibras e desmaios. 

Como foi no Estado


As regiões do Pantanal, Norte e o leste de Mato Grosso do Sul foram onde as maiores temperaturas foram registradas neste dia 28 de setembro. Para Porto Murtinho, o termômetro alcançou 42º C. Em áreas da Nhecolândia, a temperatura chegou a 42,3º C.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado (CEMTEC) divulgou boletim nesta tarde e apontou que o recorde de temperatura ocorreu em Corumbá (43,2º C), seguido pela Fazenda São Francisco (município de Corumbá, 42,8º C); Fazenda Vale do Cedro (município de Alcinópolis, 42,7º C); ainda Fazenda Barranco Alto (município de Aquidauana, 42,3º C); e também Paranaíba, com 42,1º C.

Veja a tabela das maiores temperaturas abaixo:

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