Cidades

20 ANOS

Cordão Valu comemora duas décadas e leva milhares de pessoas ao Carnaval da Capital

Além de hoje, o bloco volta às ruas de Campo Grande na próxima terça-feira (17), a partir das 15h, para fechar seu último dia de festividade

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No segundo dia de Carnaval em Campo Grande, o histórico bloco Cordão da Valu foi às ruas para comemorar seus 20 anos, levando a alegria nos sambas, marchinhas e frevos que ecoaram pelo trio elétrico na Esplanada Ferroviária. Silvana Valu, principal nome do evento junto com seu esposo Jefferson Contar, expressou uma sensação incrível e de profunda realização ao levar o bloco mais um ano para Capital.

"É uma sensação incrível, 20 anos de Cordão da Valu, a gente que persistiu, resistiu e hoje a gente tem aí esse carnaval de rua maravilhoso em Campo Grande. Então, assim, eu estou realizada, estou chorando toda hora".

A descida do bloco teve um pequeno atraso causado pela chuva, mas a dona da festa acredita que, por volta das 17h30 quando houve o cortejo com o trio elétrico tocando as famosas marchinhas, o bloco devia estar com cerca de 20.000 pessoas, mas a expectativa é reunir 50.000 participantes até o final da noite.

Além de hoje, o bloco volta às ruas de Campo Grande na próxima terça-feira (17), a partir das 15h, para fechar seu último dia de festividade.

História

O Cordão Valu nasceu em 2 de dezembro de 2006, uma data que não por acaso coincide com o Dia Nacional do Samba. Fundado pelo casal Jefferson Contar e Silvana Valu, o bloco surgiu de um sonho compartilhado: resgatar a essência do carnaval de rua em Campo Grande e criar um espaço de celebração da cultura brasileira.

Inicialmente chamado de "Cordão do Bar Valu", o bloco teve sua origem no bar homônimo, que se tornou o ponto de encontro dos primeiros foliões. No desfile inaugural, em 2007, reuniram-se cerca de 100 pessoas - hoje consideradas cofundadoras do Cordão.

Carnaval em família

O casal Augusto e Renéria expressam grande satisfação em passar o Carnaval em família e dizem ser uma experiência "gratificante". Um dos principais objetivos, segundo a mãe do pequeno Nicolas, é proporcionar a ao filho a oportunidade de aprender sobre respeito e igualdade, convivendo com diferentes pessoas e aprendendo a valorizar as diferenças. Além disso, querem transmitir à criança os valores e a imersão cultural proporcionada pelo Carnaval de rua.

"É bom poder proporcionar isso a ele, mostrar que todos são iguais, mostrar o respeito pra ele, que ele respeite, porque aqui a gente tem pessoas diferentes. E é bom que ele conviva com isso e aprenda a respeitar essas diferenças", disse Renéria.

Renéria, Augusto e o filho Nicolas no Cordão Valu

Esta não é a primeira vez da família no Carnaval de Campo Grande. É uma tradição familiar que eles mantêm todos os anos, com exceção do período da pandemia, quando Nicolas nasceu, em 2021.

"A infância é uma diversão, conhecer essa diversidade é importante. Ele gosta de música, então é legal apresentar para ele essa forma brasileira", disse Augusto sobre a mensagem que deseja passar ao filho Nicolas. O pai lembra de quando curtia estas festividades na sua infância, tendo participado de carnavais em Aquidauana, o que reforça a ligação pessoal da família com a tradição.

Por fim, Augusto ressalta a importância cultural do Carnaval, especialmente em Campo Grande, afirmando que o Estado carece de mais eventos e celebrações culturais fortes.

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INTERIOR

Nível do Rio Taquari sobe e acende novo alerta para Coxim

Ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o rio já estivesse de volta à casa de 475 cm, a possibilidade de pancadas de chuva mantém riscos em alta

14/02/2026 14h00

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm.  Reprodução/Imasul

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Distante aproximadamente 294 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, o Rio Taquari voltou a subir com a chuva da noite desta sexta-feira (13), o que obrigou o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a acender novo alerta emergencial para o município de Coxim. 

Essa situação de emergência, conforme repassado pelo órgão que é vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), se dá justamente em razão da elevação do nível do Rio Taquari. 

Com base nos dados da chamada Plataforma de Coleta de Dados, segundo nota divulgada pelo Imasul, graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Como bem frisa a Semadesc, ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o Taquari já estivesse de volta à casa de 475 cm, ao extrapolar a cota de emergência há um indicativo potencial de que a integridade da população ribeirinha e áreas próximas ao curso do Rio possam estar em perigo, além de possíveis danos materiais. 

Ainda, a própria previsão do tempo elaborada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indica a possibilidade de pancadas de chuva, que alia-se a um estado de maior variação de nebulosidade e influência de uma frente fria que deve chegar pelos próximos dias, "especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari", cita nota do Imasul. 

"O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2", complementa o Instituto. 

Ou seja, aliada à recente elevação do nível do rio, há possibilidade de que as águas invadam áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, o que pode resultar em um agravo ainda pior do cenário.

Sobe e desce

Há cerca de 10 dias o Imasul já havia emitido dois primeiros alertas de emergência, graças à elevação do nível dos rios Taquari e Aquidauana, que nos primeiros dias desse mês já beiravam as respectivas cotas de inundação. 

Para o Taquari, o último dia 04 marcou 501 centímetros, já considerada nível de emergência e de inundação, enquanto o Aquidauana nessa ocasião já registrava entre 697 e 706 cm, beirando a cota emergencial de 730 cm. 

Com o perigo novamente no radar, o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) faz questão de reforçar a necessidade de atenção das autoridades locais. 

Além disso, após deliberações técnicas, a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul deve ser também acionada para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.

 

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BRASIL

Com maioria, STF vai contra aposentadoria especial para vigilantes

Voto vencido, relator da matéria tinha posicionamento favorável a conceder carreira especial, o que daria a vigilantes aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

14/02/2026 13h24

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) Divulgação/ Agência Brasil

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Por seis votos a quatro, os ministros votaram a favor do voto divergente, apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, e, com isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no plenário virtual contra a concessão de benefício para a aposentadoria especial de profissionais da vigilância.

O relator da matéria – e voto vencido – foi o ministro Kássio Nunes, cujo posicionamento era favorável a conceder aos vigilantes carreira especial, o que concederia a eles aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Votaram contrários à aposentadoria especial para vigilantes os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça, além de Gilmar Mendes.

Votaram a favor do benefício os ministros Kassio Nunes Marques (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

INSS

O plenário virtual da Corte julga recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância que reconheceu o benefício.

O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões em 35 anos.

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes alegou que a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e que a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais.

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator, que foi voto vencido.

 

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