Cidades

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Corolla com mais força

Corolla com mais força

Redação

19/03/2010 - 04h13
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Depois de retomar no fim do ano passado a liderança do segmento de sedãs médios no mercado brasileiro, a Toyota mostrou que não está disposta a perder o posto e melhorou o Corolla no ponto em que ele era mais vulnerável quando comparado aos seus concorrentes: o desempenho. Desde ontem as revendedoras da marca japonesa no Brasil já disponibilizam o modelo com o novo motor 2.0 Dual VVTi Flex, que é mais potente, porém, gastando praticamente o mesmo combustível que o conhecido 1.8 VVTi Flex. Com o ex-líder e principal concorrente, Honda Civic, ainda no retrovisor, e para evitar a aproximação dos possantes rivais franceses no segmento de mercado que é acostumada a dominar, a Toyota relativizou a máxima futebolística de que “em time que está ganhando não se mexe“. A versão 2011 do Corolla ainda é a mesma para quem vê, mas tornou-se mais poderosa e confortável para quem dirige. O motor mais potente (153 cv álcool/ 142 cv gasolina) deixou o Corolla muito mais esperto. O carro acelera de 0 a 100 km/h em 11,6 segundos, e leva apenas 7,55 segundos para ir de 60 km/h a 100 km/h, situação comum em ultrapassagens. Esta melhora no desempenho deixa o automóvel da Toyota pronto para brigar na pista com os rivais Citroën C4 Palllas, Peugeot 307, Renault Megane, Nissan Sentra e Chevrolet Vectra - todos com motor 2.0 -, e para, com o pé no acelerador, levar vantagem sobre o Honda Civic, seu principal oponente, e único do segmento que continua com motor 1.8. Além da potência maior, o novo propulsor da montadora também introduz em seus modelos nacionais o duplo comando de válvulas variável (Dual VVTi). A diferença desta nova tecnologia para a VVTi, empregada no motor 1.8, é que o comando variável se faz presente nos processos de admissão e exaustão da combustão, enquanto que no 1.8 o funcionamento com este processo mais inteligente existe apenas na admissão. “Esta nova tecnologia dá um ganho de potência, e garante um consumo baixo de combustível”, traduz o engenheiro-chefe da montadora japonesa, Kenji Watanabe, responsável pelo desenvolvimento do motor, criado exclusivamente para o mercado brasileiro. Na estrada, o Corolla 2.0 faz, segundo a marca, 10,1 quilômetros com um litro de álcool, e 12,8 quilômetros com um litro de gasolina. Na cidade, a média é de 6,1 km/l (álcool) e 8,22 km/l (gasolina). Os índices são praticamente os mesmos do Corolla 1.8. “Diferentemente da maioria dos motores disponíveis no mercado brasileiro, este 2.0 foi feito para operar com dois combustíveis, e não criado como motor a gasolina, e depois adaptado para também aceitar álcool”, finalizou Watanabe. Câmbio As versões 2.0 do Corolla trouxeram novidades para o sistema de transmissão. Elas serão equipadas exclusivamente com um câmbio automático diferente do disponível para os motores 1.8. Agora, as trocas de marcha, quando no modo esportivo de condução, além da alavanca, também poderão ser feitas por meio de borboletas localizadas atrás do volante, como nos carros de Fórmula 1.

MATO GROSSO DO SUL

Governo define novo secretário-adjunto de Turismo, Esporte e Cultura

Decreto publicado nesta segunda-feira (3) oficializa o novo secretário-adjunto da pasta; gestor já ocupou cargos no Estado e na Prefeitura de Campo Grande

03/03/2026 10h40

Gestor já ocupou cargos no Estado e na Prefeitura de Campo Grande

Gestor já ocupou cargos no Estado e na Prefeitura de Campo Grande Arquivo

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Corrêa Riedel, nomeou Alessandro Menezes de Souza para exercer o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura. A nomeação foi oficializada por meio do Decreto “P” nº 145, publicado nesta segunda-feira (3), com efeitos a partir da data da publicação.

De acordo com o ato, Alessandro passa a ocupar cargo em comissão de Administração Superior e Assessoramento, símbolo CCA-00, conforme previsto no anexo II da Lei nº 6.036, de 1º de janeiro de 2023, e suas alterações. A função integra a estrutura estratégica da pasta responsável por políticas públicas nas áreas de turismo, esporte e cultura no Estado.

Com trajetória na administração pública e articulação política, Alessandro Menezes já foi presidente regional do Solidariedade, indicado pelo ex-governador André Puccinelli. No âmbito municipal, atuou na Prefeitura de Campo Grande como diretor-presidente do IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia e Informação), nomeado em maio de 2014 pelo então prefeito Gilmar Olarte. Também teve passagem pela Superintendência de Gestão da Informação (SGI).

Em 2017, exerceu o cargo de subsecretário de Relações Institucionais do Governo do Estado. Além da atuação no setor público, Alessandro participou da fundação da ONG SOS Pantanal, onde atuou como conselheiro, ampliando sua atuação para a área socioambiental.

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EM IVINHEMA

MPE teme rompimento de rodovia e exige pagamento de multa

Obras paliativas da Agesul não aguentou o volume de chuva de fevereiro e aumentou riscos de acidentes na rodovia

03/03/2026 10h03

Divulgação MPMS

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Por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) formalizou um pedido provisório de decisão ao Município e à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para que se cumpra o pagamento de multa em razão da degradação ambiental e risco viário na rodovia MS-141.

A motivação veio após denúncias de moradores da região, que apontaram escoamento desordenado de águas pluviais, acumuladas da chuva, vindas de áreas urbanas. O resultado ficou evidente com a erosão às margens da rodovia. 

Com isso, foram realizadas vistorias no local, e a confirmação foi que as medidas adotadas tanto pelo Município, representado pela Prefeitura de Ivinhema, quanto pela Agesul foram insuficientes. Notado que as obras paliativas realizadas na rodovia estadual não resistiu aos temporais do mês passado, o MPE configurou como descumprimento de liminar judicial anterior.

Ainda segundo o MPE, a falha nas estruturas resultou em:

  • invasão de lama na pista;
  • infraestrutura exposta;
  • e dano ambiental ampliado.

Porém, não apenas pela questão ambiental e a degradação do ambiente, em razão da segurança dos que ali transitam, o órgão também apontou que com a constante chuva, o volume da água invade a pista e cria 'rios' sobre o asfalto, o que aumenta o risco de aquaplanagem e acidentes fatais na rodovia.

Chuvas e pavimentações

Segundo relatório da Defesa Civil, em fevereiro foram 106,2 milímetros de chuva apenas entre os dias 22 e 23 do mês. Com isso o volume da água que acumulou na região gerou o rompimento de diversos pontos das obras de contenção feitas pela Agesul, no trecho que liga Ivinhema a Angélica.

Anteriormente, como já havia noticiado o Correio do Estado, no final do ano passado o Governo de MS, por meio da Agesul engatilhou 13 projetos de pavimentações no valor de R$ 2,6 bilhões. Entre as que estavam incluídas no pacote, estava a previsão de implantação de 68 quilômetros de asfalto ligando a BR-267 à cidade de Angélica, pela MS-141.

Em decisão liminar, o MPE havia determinado um período para que a situação fosse devidamente resolvida e houvesse cumprimento das obrigações, porém o prazo se encerrou sem que o problema fosse integralmente sanado.

Devido a negligência diante da ocorrência e precariedade das intervenções realizadas pela Agesul e pelo Município, o MPE solicitou que os envolvidos, e incluindo o Estado, comprovem que a situação foi controlada com a contenção imediata do escoamento de águas pluviais e a manutenção das estruturas de drenagem.

A aplicação de multa diária já foi determinada desde a decisão liminar, e em caso do não cumprimento da comprovação a multa seguirá fixa diariamente. O órgão ainda solicitou que os valores de multa vencidos em dezembro do ano passado sejam pagos imediatamente. O valor será revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente de Ivinhema.

Segundo o Promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki, responsável pela ação, a área degradada atualmente é maior do que a registrada no início do processo. A cada chuva a rodovia está sujeita a maior degradação, e até mesmo o rompimento dela, além do aumento de risco de acidentes devido a água.

"Evidencia-se o agravamento do quadro de dano e do risco à integridade dos usuários da via e dos moradores da região", destaca.

O MPE ainda anexou fotos e vídeos enviados pelos moradores da região, que relataram o medo constante de tragédias em dias de chuvas. No documento, as imagens mostram galerias entupidas e o avanço das voçorocas que ameaçam casas próximas do local.

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