Cidades

BOLETIM CORONAVÍRUS

Covid-19 infecta 954 pessoas e mata duas em sete dias no Estado

Óbitos são de dois homens residentes do município de Coronel Sapucaia

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Dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que 954 pessoas testaram positivo e duas morreram de Covid-19, entre os dias 27 de setembro e 4 de outubro de 2022, em Mato Grosso do Sul.

O Estado totaliza 581.344 casos confirmados e 10.837 óbitos desde o início da pandemia. A média móvel de casos dos últimos sete dias é de 136,3 e a de mortes de 0,3.

Os municípios que registraram casos confirmados de Covid-19 são Aquidauana (273), Bodoquena (219), Campo Grande (157), Três Lagoas (148), Bataguassu (30), Ponta Porã (26), Bonito (18), entre outros municípios.

Coronel Sapucaia (2) é o único município que registrou óbitos. Dois homens, de 56 e 87 anos, faleceram vítimas da doença.

Mato Grosso do Sul tem 569.424 pessoas curadas da Covid-19 e 1.075 em isolamento domiciliar.

Existem 8 pessoas hospitalizadas com Covid-19. Dentre os internados, 3 estão em leitos clínicos (3 público; 0 privado) e 5 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (5 público; 0 privado).

Sintomas da Covid-19

É possível que o cidadão esteja infectado com o vírus da Covid-19 caso apresente os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Perda do olfato
  • Perda do paladar
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão do peito

Transmissão

O meio de transmissão da Covid-19 se dá por inalação ou contato com gotículas de saliva, secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Portanto, a transmissão pode ocorrer por meio de:

  • Tosse
  • Espirro
  • Catarro
  • Apertos de mão
  • Contato pessoal próximo
  • Contato com objetos contaminados

Prevenção

Existem inúmeras formas de se prevenir o contágio e proliferação da Covid-19. Confira:

  • Vacinação contra Covid-19
  • Uso de máscara
  • Uso de álcool gel
  • Lavagem das mãos com água e sabão
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca
  • Não compartilhar objetos pessoais
  • Ventilar ambientes
  • Evitar aglomerações e espaços fechados

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Padroeira do Brasil

Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

Dom Mário Antônio da Silva celebrou cerimônia da padroeira do Brasil

12/10/2026 19h00

Foto: a12.com/santuario

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Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres. 

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da  violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional. 

O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse. 

O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.

“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.

Romeiros

O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Ribeira. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje. 

No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela. 

O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário. 

“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.

Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição. 

“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.

CAMPO GRANDE

Padre pede que Padroeira do Brasil ilumine o próximo presidente "seja quem for"

Carreata de Nossa Senhora Aparecida atraiu centenas de veículos e fiéis em Campo Grande em dia dedicado à devoção

12/10/2026 17h38

Carreata de Nossa Senhora Aparecida começou às 16h20, saindo da Praça do Papa

Carreata de Nossa Senhora Aparecida começou às 16h20, saindo da Praça do Papa Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Padre Jair Máximo, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, pediu para que a Padroeira do Brasil ilumine o próximo presidente do País independente de qual seja o lado vencedor no dia 25 de outubro, depois de ser envolvida em polêmica política pouco antes do primeiro turno das eleições.

Neste dia 12 de outubro, fiéis e devotos de Nossa Senhora Aparecida foram às ruas em diversos lugares do Brasil para demonstrar sua crença e também agradecer pelas bênçãos da Padroeira. Em Campo Grande, o cenário não foi diferente, com uma programação especial que começou logo de manhã e se estendeu até à noite.

Durante a tarde, a 44ª Carreata de Nossa Senhora Aparecida foi uma das atrações, com centenas de veículos sendo guiados pela Padroeira. O Padre Jair Máximo, um dos principais nomes da fé católica da Capital, aproveitou o momento para pedir que a Virgem Maria tenha um olhar especial para a decisão do próximo governante do País.

“A carreta tem esse significado, de pedir à Nossa Senhora que abençoe as pessoas que moram nessa cidade e interceda por nós, principalmente nesse contexto que estamos vivendo uma decisão de governo do Brasil e que a Padroeira do Brasil possa iluminar, seja quem for aquele escolhido”, disse à reportagem.

Vale lembrar que, antes do primeiro turno das eleições, que foi realizado no dia 4 de outubro, ganhou força nas redes sociais um boato de que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) tiraria o título de Padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida caso fosse eleito, o que gerou diversas reações negativas dos eleitores e líderes católicos, chegando até ser comentado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma sessão.

Assim que o rumor veio à tona, Flávio o desmentiu e acusou adversários políticos e integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de "darem palco" para a desinformação, o que foi negado pela entidade religiosa, que reforçou que a Igreja Católica não declara preferência partidária.

FIÉIS

Com alguns minutos de atraso, visto que a carreata estava prevista para começar às 16h e foi iniciar por volta das 16h20, muitos fiéis se aglomeraram na Praça do Papa esperando o grande momento. Em conversa com a reportagem, Gilcinei Alves, de 54 anos, afirmou que era a primeira vez que ia acompanhar a carreata, mesmo sendo devoto há anos.

“É a primeira vez [que participo]. Frequento a paróquia no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, as novenas quando dá pra mim. Minha mãe sempre foi católica, sempre me ensinou a prosseguir nesse aspecto da religião, procurar o bom pra gente e pros outros desde pequeno. Acompanhar a carreata é o mínimo que eu posso fazer por ela hoje”, relatou.

Guilherme Martínez, de 27 anos, é da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida e participa da carreata todos os anos, sendo influenciado pela avó desde criança.

“É o mínimo que a gente pode fazer. Por tantas promessas, tantos milagres, tantas bênçãos na vida, e eu ainda mais esse ano também, que muito pedi à mãezinha. Então assim, é o mínimo que a gente pode tá fazendo aí para estar homenageando ela. Depois que eu comecei na Paróquia, nunca mais saí, fui aprendendo cada vez mais sobre a Nossa Senhora de fato e todos os milagres que ela opera”, comentou.

Ao ser questionado sobre a estimativa de pessoas na carreata, o Padre Jair Máximo disse que o número fechado deve sair ao final do evento, previsto para às 18h30. No ano passado, foram cerca de 220 veículos que acompanharam a Nossa Senhora de Aparecida durante seu trajeto de duas horas pela região Central da cidade.

MANHÃ

Mais cedo, a Romaria da Padroeira do Brasil reuniu milhares de fiéis nas ruas de Campo Grande. Família e amigos de diferentes paróquias e comunidades católicas se uniram em procissões e missas para celebrar a data.

Devotos aproveitam a ocasião para agradecer pelas graças alcançadas, cumprir promessas e pedir proteção e bênçãos. A programação especial inclui procissão, caminhada, romaria, oração, missa, almoço, bingo e sorteios.

De acordo com o Padre Nori, a estimativa é que pelo menos três mil fiéis, das Paróquias Santa Rita de Cássia, Matriz Divino Espírito Santo e São Martinho de Lima, caminharam em romaria por cerca de três quilômetros e se reuniram na Casa de Formação São Vicente Pallotti para celebrar a data.

Técnica em farmácia de manipulação, Rosimar da Silva Segretto, é devota há anos e conquistou inúmeras bençãos através da fé.

“Faz anos que eu participo aqui na paróquia, não me vejo em outra religião. Eu fico arrepiada só de falar, é muito emocionante estar aqui. Servir o próximo é tão bom, é tão gratificante, porque você dá sem receber nada em troca, o que você ganha? Saúde e bençãos. Eu recebi muitas bençãos e algumas delas são a compra da minha casa e o nascimento da minha fila”, contou emocionada.

Professora, Marinês Alves Ribeiro Baptista, afirmou que a data é importante para orar, devotar e agradecer.

“A data significa muita devoção, muito agradecimento e muita fé em Nossa Senhora Aparecida. Nós participamos todos os anos e acolhemos cada pessoa”, disse.

Padre Pallottino Wellignton é servo em Porto Alegre (RS) mas está em Campo Grande (MS) para celebrar uma das datas mais importantes do calendário cristão.

“Essa data tem três importâncias fundamentais. Primeiro, é a Padroeira do nosso país e para nós, católicos, é muito importante rezar pela nação. O segundo motivo de importância é porque venerar a mãe de Jesus significa reconhecer aquilo que Deus faz em favor do seu povo. E o terceiro motivo, que é muito importante, é a reunião de todo esse povo simples que se une para viver a sua fé e tudo aquilo que espiritualmente e também financeiramente aqui é arrecadado, depois é distribuído nas paróquias, nas suas pastorais e movimentos para o serviço tanto religioso quanto assistencial”, explicou.

As romarias ocorreram em diferentes pontos de Campo Grande. No restante da cidade, outros fiéis de outras paróquias/comunidades caminharam em procissão e celebraram missas.

*Colaborou Naiara Camargo

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