Cidades

aumento de casos

Mais uma criança morre após picada de escorpião em MS

Após atendimento médico, foi levantada suspeita de abuso sexual e o caso foi encaminhado para investigação da Polícia Civil

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Nesta segunda-feira (25), uma criança de 6 anos morreu após uma picada de escorpião, no interior de Mato Grosso do Sul. Após atendimento médico, foi levantada suspeita de abuso sexual e o caso foi encaminhado para investigação Polícia Civil.

Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu em Brasilândia e, posteriormente, a criança foi encaminhada para o Hospital Regional de Três Lagoas. 

O caso foi registrado como morte a esclarecer, pois além dos sintomas causados pelo veneno do escorpião, a criança apresentou sinais que levantaram suspeita de abuso sexual.

Conforme o Boletim de Ocorrência, durante atendimento médico, os sinais foram constatados, mas não foi possível saber com precisão se eram recentes ou antigos.

Diante disso, a equipe médica acionou a promotora de justiça da cidade, que levou o caso à Polícia Civil, registrando o Boletim de Ocorrência para apurar os fatos. 

No hospital, a criança teve 4 paradas cardíacas e faleceu por volta das 11h37min. Posteriormente, a vítima foi encaminhada para realização de exames periciais. 

Segundo a Polícia, a ocorrência será encaminhada para a Delegacia de Brasilândia, que dará continuidade às investigações.

Outros casos 

Apenas neste fim de semana, o animal peçonhento fez mais três vítimas no interior do Estado, mas todos seguem em recuperação.

Uma dessas vítimas foi uma criança de 3 anos, que acordou aos gritos durante a madrugada desta segunda-feira (25), com um escorpião amarelo ferroando várias vezes suas costas.

Os casos acontecem após cerca de um mês da morte de Pyetro Gabriel, que faleceu em 22 de agosto, aos cinco anos, uma semana após a picada. 

No mesmo dia, uma menina, de aproximadamente seis anos, também sofreu um ataque do animal, mas recuperou-se

O aumento de casos faz com que as agências de saúde deixem alerta para a população. 

Últimos registros 

Com relação ao ataque de escorpião, o caso acontece em meio ao aumento de casos, em razão do período quente e úmido. 

Os dados mais recentes do Centro de Informações e Assistência Toxicológica de MS (Ciatox), no primeiro semestre deste ano, houve 2.234 notificações de acidentes por escorpião no Estado. 

A maior parte dos casos costuma acontecer em épocas de tempo quente e úmido. Logo, estamos entrando na fase em que o número de casos deve aumentar.

O levantamento do Ciatox mostra que nos três primeiros meses do ano foram registrados mais casos: janeiro (378), fevereiro (411), março (456), abril (362), maio (346), junho (175) e julho (106). 

Campo Grande lidera o número de casos, com 673 notificações, seguida de Corumbá, com 113, e Dourados, com 96. 

Neste mês de setembro, com o aumento do calor, é esperado que o número de casos voltem a subir. 

Proteja-se de escorpiões

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), escorpiões costumam se alojar no esgoto e encanamentos, mas também podem ser encontrados em frestas e rachaduras de paredes e pisos; caixas de passagem elétrica e pluviais; entulhos e materiais acumulados nos imóveis.

Por isso, certos hábitos ajudam a afastar esses animais que se beneficiam do calor e umidades, como, por exemplo: 

  • Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades;
  • Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbustos, bananeiras) junto a paredes e muros das construções;
  • Manter a grama aparada;
  • Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, numa faixa mínima de um a dois metros das casas;
  • Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois escorpiões podem se esconder neles e picam ao serem comprimidos contra o corpo;
  • Não pôr as mãos em buracos sob pedras e em troncos podres. É comum a presença de escorpiões sob dormentes da linha férrea;
  • Usar calçados e luvas de raspas de couro;
  • Vedar soleiras das portas e janelas ao escurecer, pois muitos destes animais apresentam hábitos noturnos;
  • Usar telas em ralos de chão, pias e tanques;
  • Combater a proliferação de insetos, alimento principal dos escorpiões;
  • Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vão entre o forro e paredes, consertar rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas e telas nas janelas;
  • Afastar as camas e berços das paredes, evitar que roupas de cama e mosquiteiros se encostem ao chão. Não pendurar roupas nas paredes;
  • Examinar camisas, blusas e calças antes de vestir. Inspecionar sapatos e tênis antes de usá-los;
  • Acondicionar lixo domiciliar em recipientes que possam ser mantidos fechados para evitar baratas, moscas ou outros insetos de que se alimentam os escorpiões;
  • Preservar os inimigos naturais: aves de hábitos noturnos - coruja, joão-bobo, lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos, quatis, etc. (na zona rural).

Caso os animais sejam localizados durante a limpeza e antes que aconteça um ataque, o Centro de Controle de Zoonoses poderá identificar a espécie e passar as orientações de manejo, com contato através dos telefones 3313-5000 ou 2020-1796. 

Em caso de ataque, a recomendação é procurar o hospital de referência mais próximo e com urgência. 
 

Interdições no Trânsito

Corrida fecha trechos da Afonso Pena e altera trânsito neste domingo

Prova do Shopping Campo Grande terá interdições e mudanças no trânsito das 6h às 11h

12/09/2026 15h00

Divulgação

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Motoristas que precisarem circular pela região do Shopping Campo Grande na manhã deste domingo (13) devem ficar atentos às interdições e alterações temporárias no trânsito provocadas pela Corrida do Shopping Campo Grande. Segundo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), as mudanças ocorrerão das 6h às 11h, período em que a largada e a chegada da prova serão realizadas em frente ao shopping.

Os principais pontos afetados ficam nas avenidas Afonso Pena, Professor Luís Alexandre de Oliveira (Via Park), Arquiteto Rubens Gil de Camilo e Furnas, além de acessos e retornos próximos à região.

Na Avenida Afonso Pena, o trecho entre a região da Cacildo Arantes e os acessos ao Parque dos Poderes funcionará em sistema de contrafluxo. Acessos e retornos da avenida também serão interditados durante a passagem dos corredores.

Também serão bloqueados o acesso da Avenida Furnas à Afonso Pena, em frente ao Shopping Campo Grande, e o retorno da Furnas no mesmo ponto. O acesso da Avenida Doutor Luís Alexandre de Oliveira, próximo à Caixa Econômica Federal, para travessia da Afonso Pena, também ficará fechado.

Outro ponto de interdição será o acesso da Rua Euclides da Cunha à Avenida Furnas, no sentido Afonso Pena. O acesso à Afonso Pena pelo retorno localizado na região da Avenida Jintoku Minei também não estará disponível durante o evento.

Para quem estiver na Afonso Pena no sentido Parque dos Poderes/Centro, o trânsito será direcionado pelo contrafluxo até a Rua Doutor Mário Edson de Barros. De lá, os motoristas deverão seguir pela via até a Avenida Doutor Zerbini e, posteriormente, pela Cacildo Arantes.

Outra alternativa para continuar o deslocamento pela região é utilizar a Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo e acessar a Avenida Furnas, em frente ao Shopping Campo Grande.

Já os motoristas que estiverem na Rua Euclides da Cunha, no sentido Avenida Furnas, deverão seguir em direção à Avenida Mato Grosso ou continuar no sentido Via Park. O acesso à Furnas no sentido Afonso Pena ficará impedido.

A circulação será alterada conforme o avanço da corrida, com pontos de travessia controlada e mudanças temporárias no fluxo. A Agetran orienta os condutores a evitarem a região sempre que possível, respeitarem a sinalização e seguirem as orientações dos agentes de trânsito para reduzir os impactos no deslocamento.

Pós-temporal

Prefeitura decreta emergência após estragos causados pela chuva na Capital

Medida tem validade de 180 dias e permite mobilização de órgãos municipais

12/09/2026 14h00

Paulo Ribas

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Dois dias depois do temporal que derrubou árvores, danificou estruturas, interrompeu o fornecimento de energia e afetou serviços essenciais, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência. O Decreto nº 16.735, assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP), na sexta-feira (11) e publicado em edição extra do Diogrande neste sábado (12), reconhece oficialmente os danos provocados pela tempestade e estabelece medidas excepcionais para a recuperação da cidade.

A situação de emergência tem validade de 180 dias e alcança as áreas comprovadamente afetadas pelo fenômeno classificado como Tempestade Local. O decreto determina que a extensão dos prejuízos seja detalhada em levantamento da Defesa Civil.

A medida ocorre após a Capital registrar um dos temporais mais intensos dos últimos meses. Na tarde de quinta-feira (10), rajadas de vento chegaram perto de 84 km/h, conforme registrou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ao mesmo tempo, em que informações do meteorologista Natálio Abrahão indicaram 24,4 milímetros de chuva em 28 minutos e mais de 3 mil raios em apenas 36 minutos. 

Os efeitos se espalharam pelas sete regiões da cidade. Foram contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas até a manhã de sexta-feira, além de quedas de postes, vias interditadas, alagamentos, danos em estruturas e falta de energia em dezenas de bairros. A Prefeitura informou que 26 escolas municipais, três unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tiveram impactos provocados pelo temporal e ficaram sem aula.

O decreto considera o conjunto de ocorrências para justificar a emergência. Entre os motivos citados no documento estão danos materiais, ambientais, econômicos e sociais em imóveis, residências, comércios, equipamentos urbanos, arborização e vias, além de quedas de árvores e postes, destelhamentos e obstrução de ruas com risco à população.

A publicação deste sábado também aponta graves danos à infraestrutura de energia elétrica, incluindo postes, cabos e transformadores, com interrupção do fornecimento em diversos bairros. A falta de energia chegou a comprometer outros serviços: na sexta-feira, moradores relataram ao Correio do Estado quase 24 horas sem luz, com casos em que o desabastecimento também afetou o fornecimento de água.

O que muda com o decreto

Na prática, a declaração permite que a Prefeitura concentre e mobilize estruturas para responder aos danos. O artigo 2º autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, enquanto o artigo 3º prevê atuação integrada com órgãos estaduais e federais, Corpo de Bombeiros e concessionárias.

O texto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para atendimento das pessoas atingidas.

Outro ponto é a autorização para utilização de recursos da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip) na implantação, manutenção e recuperação da iluminação e do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA) em ações ambientais de prevenção, mitigação e recuperação. O decreto, porém, determina que a utilização desses recursos siga suas finalidades legais, a disponibilidade orçamentária e as regras de execução da despesa.

A principal medida excepcional está no artigo 6º, que autoriza a dispensa de licitação para a contratação de bens, serviços e obras necessárias à resposta e reabilitação do desastre. Isso não significa, porém, autorização irrestrita para contratações. O próprio decreto limita a dispensa ao que for necessário para enfrentar a emergência e determina justificativa, comprovação de preço de mercado e adequação do objeto. 

O decreto determina ainda que os órgãos municipais façam um levantamento detalhado dos danos provocados pelo temporal. A apuração deverá incluir infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, equipamentos, unidades de saúde, educação e assistência social, prédios públicos, residências, comércios, vias, pontes e drenagem.

Também deverão ser registrados os impactos provocados pela falta de energia e os prejuízos econômicos e sociais.

A medida dá sequência ao levantamento iniciado pela Prefeitura na sexta-feira. Na ocasião, Adriane Lopes afirmou que a decisão dependeria do relatório final dos danos. “Só vai decretar situação de emergência após relatório final”, disse a prefeita ao Correio do Estado. 

 

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