Cidades

Solidariedade

Crianças da Favela do Mandela recebem primeira ação após tragédia na comunidade

Misto de contrastes, entre lágrimas dos adultos, a curiosidade e sorrisos dos pequenos que se divertem em situações adversas na inocência infantil

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No meio do sofrimento das famílias que perderam tudo, crianças da comunidade do Mandela circulavam brincando, dentro da inocência da infância, correndo ao lado de caminhões que entravam e saiam da comunidade trazendo ajuda e suprimentos. 

Enquanto alguns garotinhos da comunidade se divertiam ao estilo “off road” em uma bicicleta descendo a ladeira e gritando como se não houvesse amanhã, a reportagem do Correio do Estado foi surpreendida com uma pequena oferecendo uma bolacha que havia acabado de ganhar.

 

 

 

"De coração"

Como todas às secretarias e órgãos da prefeitura estão alinhados em atender a tragédia que acometeu a favela, que conforme a atualização atual, perdeu 80 barracos consumidos pelo fogo. O que resultou em famílias, mãe solos, pessoas que moravam sozinhas em situação de desalento.

A prefeita Adriane Lopes, cumprindo a promessa que fez aos moradores de que todos seriam atendidos, está mobilizando todos os setores para diferentes demandas para tanto acionou mais uma equipe de servidores para uma ação de solidariedade.

Desta vez pensando nas crianças a prefeita designou, a Diretora-Presidente do IMPCG, Camilla Nascimento, juntamente com a Diretora-Geral de Assistência a Saúde, Veruska Ostemberg, que levaram um pouco de alegria para às crianças com distribuição de guaraná, bolacha e pipoca.

 "A gente quer levar um pouquinho de alegria a mais para a criança. Então, de repente o que as pessoas não dão muito valor, um ‘guaranazinho’, uma bolacha recheada, uma coisa diferente para sair um sorriso depois de um trauma desse", pontuou Camila. 

Nuances

Em terra arrasada, como aqueles cenários de guerra, destroços de várias vidas saltam os olhos para qualquer lado que vislumbre. Como a realidade dura de pequenos corpos que sequer entendem adversidades pelas quais suas famílias passam.

Analisando o momento crítico da situação, pequenos gestos fazem toda a diferença. A "solidariedade" do instituto, de acordo com Camilla, chega para  amenizar a situação difícil.

Crédito: Gerson Oliveira

Essa será a área de atuação do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande, estabelecido pela prefeita Adriane Lopes.  Prestar assistência para as crianças em situação de vulnerabilidade. Estão previstas outras ações que em breve serão divulgadas. "É uma meta, uma exigência, é o que a prefeita é. A gente faz de coração, não tem divisão de serviço, todo mundo faz igual", relatou Camila. 

 

Atendendo os pequenos

Foto: Gerson Oliveira

Onde e como doar

Quem quiser ajudar, pode fazer as doações através do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), que organiza uma campanha de arrecadação de alimentos e itens básicos para ajudar as famílias da Comunidade do Mandela.

Entre os itens que podem ser doados estão: alimentos, materiais de higiene, fraldas descartáveis, água mineral, limpeza, roupas, colchão, enxoval de cama e de banho, materiais de construção, entre outros itens básicos.

As doações poderão ser entregues no FAC, localizado na Avenida Fabio Zahran, número 6000, no bairro Vila Carvalho, até a meia-noite desta quinta-feira (16), a partir das 7h30 da sexta-feira (17).

Dependendo do volume de itens, o Fundo de Apoio à Comunidade possui equipes para buscar a doação, que podem ser acionadas através do telefone (67) 2020-1361.

A Central Única das Favelas (Cufa) também está com campanha para ajudar as famílias.

A Central concentra as arrecadações em sua sede, que fica na Rua Livino Godói, 422, no Jardim São Conrado, sendo que a ideia da Cufa é montar uma cozinha comunitária na comunidade do Mandela e seguir com essa assistência presencial. 

Além disso, também foi disponibilizado o Pix da Associação das mulheres das favelas do Mato Grosso do Sul (pelo CNPJ: 45.776.653 0001.03), para à população, para que essa corrente em prol da solidariedade tenha sequência e mobilize mais sul-mato-grossenses.

Incêndio

No fim da manhã dessa quinta-feira (16), um incêndio de grandes proporções destruiu cerca de 80 barracos na Favela do Mandela. Conforme apurado pelo Correio do Estado, aproximadamente 186 famílias perderam seus lares e itens básicos nas chamas.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e enviaram quatro viaturas, além de uma de socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O incêndio pode ter sido provocado por um curto-circuito ou por uma pessoa, que teria ateado fogo em um barraco e acabou se espalhando para os outros, segundo informações do Corpo de Bombeiros.

"[A causa pode ter sido] ou curto-circuito, devido às ligações clandestinas de energia, ou algum usuário de drogas, porque disseram para a gente que um usuário de drogas colocou fogo em uma casa e aí espalhou, mas a gente não sabe se é verdade, é a informação que deram", afirmou o capitão do Corpo de Bombeiros, Joelhe Alencar.

A prefeita Adriane Lopes (PP) foi até a comunidade ontem e hoje e garantiu aos moradores que as famílias que perderam suas moradias receberão suporte da prefeitura.

Famílias que aceitaram foram encaminhadas para abrigos. Na manhã desta sexta, o Exército Brasileiro instalou 14 tendas para acolhimento a essa população. 

Incêndio destruiu dezenas de barracos na Comunidade do MandelaIncêndio destruiu dezenas de barracos na Comunidade do Mandela (Foto: Gerson Oliveira)

 

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Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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