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CAMPO GRANDE

Custo da cesta básica familiar sobe 0,18% em outubro e supera R$ 1.000

Custo da cesta básica familiar sobe 0,18% em outubro e supera R$ 1.000

ROSANA SIQUEIRA

04/11/2011 - 15h33
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As famílias campo-grandenses pagaram 0,18% a mais pela cesta básica no mês de outubro em Campo Grande. Pelo menos é o que mostra a pesquisa da Secretaria de Meio Ambiente, do Planejamento e da Ciência e Tecnologia (Semac) divulgada hoje.  Em outubro esse, a cesta familiar registrou a importância de R$ 1.090,20, equivalente a uma variação positiva de 0,18% em comparação a setembro, quando o valor verificado na pesquisa foi de R$ 1.088,23.

O custo da Cesta Básica Familiar, composta por um painel fixo de produtos, que deve preencher as necessidades para higiene, limpeza e alimentação inclui 32 produtos de alimentação, 05 produtos de higiene pessoal e 07 produtos de limpeza doméstica, selecionados através de hábitos de consumo (Pesquisa de Orçamento Familiar/POF-1989) e suas respectivas quantidades, essenciais à sobrevivência adequada.

Quanto ao acumulado dos últimos doze meses, houve alta de 8,25%; no ano, alta de 4,84%; e no acumulado dos últimos seis meses, o registro é de queda de 0,70%.

Dentre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 28 apresentaram alta, 10 apresentaram queda de preço e 6 produtos mantiveram seu preço inalterado.

No grupo Alimentação, a pesquisa constatou alta de 0,10%, registrado pelos principais produtos: cebola, 8,01%; arroz, 5,26%; mamão, 4,57%; óleo, 4,25; fubá, 4,01%; batata, 3,84%; tomate, 3,81%; açúcar, 2,77%; laranja, 2,48% e feijão, 2,38%. Os produtos em queda foram: alho, 13,34%; abobrinha, 11,86%; ovos, 5,27%; mandioca, 2,85%; peixe, 2,58%; cenoura, 0,92% e macarrão, 0,61%. Os produtos que não registraram alteração de preços foram: margarina, pão francês, pão doce e couve.

Análise

Com o final da safra da cebola nas principais regiões produtoras do país, diminuiu o volume ofertado registrando alta de preço de 8,01%. O preço do mamão esteve em alta no período pesquisado com disponibilidade controlada elevando seu preço em 4,57%.

O alho continua com boa oferta no período devido ao período de safra, obtendo queda de preço de 13,34%. A cotação da abobrinha no mercado nacional atacadista esteve em baixa apresentando queda de preço, 11,86%.

Com a produção elevada de ovos de galinha, aumentou o volume ofertado no mercado nacional. Alguns estabelecimentos pesquisados entraram em promoção do produto, o que também contribuiu para queda de 5,27%.

O Grupo Higiene Pessoal registrou uma variação positiva de 0,86%. Os produtos que colaboraram para esta alta foram: dentifrício, 2,80%, sabonete, 1,47%, lâmina de barbear, 1,24% e papel higiênico, 0,46%. O absorvente foi o único produto que diminuiu de preço, 1,10%.

O Grupo Limpeza Doméstica assinalou alta de 1,60%, destacando-se a água sanitária, 3,70%, cera em pasta, 3,69% e sabão (pó), 3,21%. Os produtos que registraram queda foram a esponja de (aço), 3,05% e desinfetante, 0,43%. Sabão em barra e detergente não apresentaram alteração de preço.

Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 40,01% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, R$ 2.725, para atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior essa referência foi de 39,93%.

 Individual

O custo da Cesta Básica Alimentar Individual em Campo Grande registrou acréscimo de 1,38% em outubro em relação ao mês anterior. Pesquisa mensal realizada pela área de planejamento da Semac mostra que no último mês a cesta apresentou importância de R$ 240,42, enquanto no mês de setembro, esse valor foi de R$ 237,14.

“Embora a Cesta Básica tenha apresentado alta, vale lembrar que nos últimos cinco meses persistiram quadros de sucessivas quedas, predominados pelos produtos hortifrutigranjeiros. Os estoques também foram responsáveis pelo recuo de preços e promoções nas grandes redes de supermercados, que ajudou o consumidor e contra a alta de preços”, cita o relatório de análise da pesquisa.

Quanto às variações acumuladas, nos últimos 12 meses o índice é de 5,03%; no ano, os números apontam 0,61% de altas; e nos últimos seis meses queda de 6,63%.

Outubro

Em outubro de 2011, a pesquisa assinalou que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, 11 registraram alta: arroz, 5,31%; óleo, 4,12%; batata, 3,95%; tomate, 3,85%; açúcar, 2,74%; laranja, 2,47%; feijão, 2,47%; alface, 1,83%; banana, 1,53%; carne, 0,74% e leite, 0,52%. O produto que acusou queda de preço foi o macarrão, 0,59%. Pão, margarina e sal mantiveram seu preço inalterado.

Análise

A análise dos técnicos é que o estoque do arroz estava em alta e agora está se normalizando, com pouca promoção no mês pesquisado, retornando ao seu preço anterior, o que causou aumento de preço 5,31%. Devido à alta do dólar e aumento das cotações internacionais da soja, houve reflexo no preço interno do óleo de soja, acusando um aumento de 4,12%.

A queda do macarrão (0,59%) foi devido à promoção registrada do produto em alguns estabelecimentos. Esse é um indício de que o consumidor deve estar atento ao menor preço para economizar obtendo um melhor rendimento em seu salário.

Na avaliação dos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: margarina, sal, pães e leite. Em destaque entre os produtos em queda estão: batata, laranja e alface.

Quanto à renda mensal, a pesquisa de outubro constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 545,00 precisou comprometer 44,11% do seu salário para aquisição da Cesta Alimentar.

Cidades

Caos financeiro da Santa Casa eleva o risco de paralisação

Por conta de falta de insumos e atrasos salariais, equipes médicas estão comunicando desligamento e continuidade dos serviços do hospital é colocado em xeque

09/09/2026 07h45

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Diante da falta de materiais e dos atrasos salariais que chegam a quatro meses, anestesistas e cirurgiões especialistas estão deixando a equipe médica da Santa Casa de Campo Grande, elevando o risco de paralisação total do maior hospital de Mato Grosso do Sul, que acumula imensas dívidas e grave crise financeira nos últimos anos.

Desde o dia 29 de julho, as cirurgias eletivas e os atendimentos ambulatoriais estão suspensos pela equipe médica do hospital.

Porém, a situação se agravou a partir desta semana, depois dos cirurgiões cardíacos pediátricos, que trabalham no modelo de Pessoa Jurídica (PJ) terem comunicado o desligamento do quadro de profissionais da Santa Casa.

Diante disso, as crianças continuam internadas no Centro de Terapia Intensiva (CTI), sem perspectiva de quando vão receber o tratamento. Para piorar, os mais de 100 anestesistas que compõem a equipe médica do hospital também revelaram o desejo de deixar o complexo, o que paralisaria grande parte dos exames e cirurgias da instituição.

Em conversa com o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), Marcelo Santana, ele explica que toda essa situação é motivada diante do cenário crítico de falta de insumos essenciais para a realização dos procedimentos de forma adequada, além dos salários atrasados que ultrapassam quatro meses.

“A gente vê que é uma situação que se arrasta já há muito tempo com períodos de piora e melhora, mas, dessa vez, as reclamações estão vindo de uma forma muito mais contundente e dizem que o que está sendo exposto é a falta de materiais, inclusive materiais básicos, para fazer o atendimento”, disse à reportagem.

Em específico sobre a situação das cirurgias cardíacas pediátricas, Santana disse que a Santa Casa é o único hospital de Mato Grosso do Sul habilitado pelo Ministério da Saúde a realizar este tipo de procedimento.

Caso aconteça o descredenciamento em razão da falta de profissionais, é provável que os pacientes tenham que ser transferidos para outros estados.

Sobre a ameaça da classe de anestesistas em deixar o hospital, o presidente disse que é a situação que mais preocupa, pois a categoria é “responsável pela condução dos procedimentos cirúrgicos”, o que poderia acarretar uma paralisação total do hospital, já que a ausência dos mais de 100 anestesistas seria sentida em quase todas as cirurgias e procedimentos realizados no complexo.

“A probabilidade é gravíssima [de paralisação total]. Se houver uma paralisação dos anestesiologistas, você para uma cadeia extremamente importante de atendimento. Vai impactar, principalmente, os procedimentos cirúrgicos e vai paralisar um monte de exames invasivos que necessitam da participação dos anestesistas”, alerta Santana.

Hoje, o Sinmed-MS fará uma assembleia geral com as equipes médicas da Santa Casa para organizar de forma oficial a saída das categorias que querem deixar o quadro de profissionais do hospital. A reunião acontece às 19h30min, na sede do sindicato.

A Santa Casa foi contatada pelo Correio do Estado para detalhar a situação e quais ações estão sendo tomadas para que a paralisação não ocorra. Porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

Vale lembrar que, na semana passada, representantes das secretarias municipal e estadual de saúde reuniram-se com representantes da Santa Casa para alinhar ações emergenciais e um aporte pontual de R$ 4 milhões após o hospital suspender as cirurgias eletivas e os atendimentos ambulatoriais.

Neste momento, o hospital decidiu priorizar casos de urgência e emergência em razão de dificuldades relacionadas à disponibilidade de insumos e à composição das equipes médicas, conforme informou a instituição.

Porém, ao que parece, o montante não foi suficiente para reabastecer os materiais em alguns setores.

MUNICÍPIO

Em nota enviada ao Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) afirmou que “recebeu, até o momento, apenas de maneira informal a informação acerca do eventual encerramento do serviço de cirurgia cardíaca pediátrica” do hospital.

Ainda de acordo com a Pasta, caso seja oficializada a paralisação dos serviços, essa notificação teria que ocorrer com a antecedência de 180 dias.

Mesmo que não tenha sido comunicada oficialmente, a Sesau disse que “vem trabalhando preventivamente na estruturação de edital de credenciamento para serviços de cardiologia pediátrica, atualmente em fase de estudos técnicos”.

“Quanto aos recém-nascidos com cardiopatias que demandem assistência especializada, a Sesau esclarece que o atendimento deverá ser assegurado pelo estabelecimento hospitalar que detenha a habilitação correspondente para a assistência prevista, conforme os fluxos regulatórios e assistenciais do SUS”, ressalta.

Por fim, a Pasta destacou que, caso seja constatada qualquer alteração ou interrupção unilateral do serviço em desacordo com as obrigações assumidas no convênio, adotará as providências administrativas cabíveis, como “penalidades previstas no instrumento contratual”, que não foram detalhadas à reportagem.

Santa Casa de Campo Grande é o maior hospital do Estado, mas enfrenta constantes paralisações - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

CAOS

Matéria recente publicada pelo Correio do Estado revelou que a Santa Casa fechou 2025 com deficit de R$ 124,582 milhões, o que equivale a um prejuízo diário da ordem de R$ 341 mil.

Ao mesmo tempo, conforme números do balanço anual publicado em julho, diz ter nada menos que R$ 714,259 milhões a receber da Prefeitura de Campo Grande, do governo do Estado e do governo federal.

Mesmo assim, por conta das dívidas, os auditores que assinam o balanço do hospital apontam que a Santa Casa não tem mais condições de operar.

Mas, em meio a deficits seguidos e dívidas astronômicas, a direção da Santa Casa diz que ganhou na Justiça o direito a uma indenização de R$ 275,593 milhões relativos ao reequilíbrio financeiro referente ao período compreendido entre 7 de outubro de 2011 e maio de 2018.

Atualizando este montante, o crédito já chega a R$ 667,87 milhões, em valores atualizados até dezembro do ano passado.

Além disso, o hospital também recorreu à Justiça e obteve ganho de causa para receber outros R$ 46,381 milhões. A ação é relativa a uma lei federal de abril de 2020, durante a pandemia. Esta lei determinou o pagamento integral dos valores dos tetos de produção. 

O município, porém, emitiu uma portaria contrariando o descrito na lei e efetuou pagamento por meio de médias históricas, disse a direção do hospital na publicação feita no Diário Oficial da Prefeitura de Campo Grande.

E, na esperança de receber estes mais de R$ 714 milhões, a direção do hospital vai acumulando empréstimo após empréstimo. Eles somam mais de R$ 261,7 milhões e a taxa de juros chega a 1,85% ao mês.

De acordo com os números do balanço, mesmo que a Santa Casa vendesse todo o seu patrimônio, ainda ficaria devendo quase R$ 640 milhões. Se fosse uma empresa qualquer, isso significa que ela está falida.

*SAIBA

Atualmente, a Santa Casa recebe R$ 392,4 milhões por ano (R$ 32,7 milhões por mês) do convênio com a Prefeitura de Campo Grande, o governo do Estado e a União para atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, o hospital alega que o valor não seria o suficiente.

OPERAÇÃO NEXUM

PF desmantela grupo que contrabandeava até geladeira paraguaia

São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva em Campo Grande

09/09/2026 07h30

Operação Nexum foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (9)

Operação Nexum foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (9) Divulgação: Polícia Federal

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9), a Operação Nexum, com o objetivo de reprimir organização criminosa suspeita de promover o crime de descaminho de mercadorias eletrônicas com origem no Paraguai. A ação ocorre em Campo Grande, onde são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pela 5ª Vara Federal do Município.

Entre os objetos apreendidos pela Polícia Federal estão geladeiras, video games, caixas de som, celulares e televisão.

De acordo com as autoridades, o grupo publicava os produtos em redes sociais e comercializava de forma parcelada e informal. A cobrança das dívidas era mediante grave ameaça, inclusive com arma de fogo de grosso calibre. 

Há também indícios de empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de capitais.

Um terceiro investigado não foi preso, porém está submetido a medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso à região de fronteira, a proibição de contato com os demais envolvidos e o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

A Justiça Federal determinou a indisponibilidade de imóveis e o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, no valor limite de R$ 10 milhões. Também foram determinados o sequestro de quatro veículos e a suspensão das atividades de três empresas utilizadas.

A operação conta com a participação de mais de 50 policiais federais de unidades da Superintendência Regional em Mato Grosso do Sul, além do apoio da Receita Federal do Brasil nos locais de depósito e comercialização de mercadorias.

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