Cidades

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De drogas, de gente que é uma droga, e de drogados...

De drogas, de gente que é uma droga, e de drogados...

Redação

07/04/2010 - 23h19
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Na edição de segunda-feira,  o Correio do Estado veio com uma matéria sobre tráfico e uso de drogas em ruas centrais da nossa Capital. Parabéns a todos. Acredito que, como os responsáveis não se interessam por esse assunto que é de saúde pública, e envolve também segurança e gastos de toda espécies, cabe à sociedade e à imprensa se fazer presente, para com isso tentar abrir os olhos, ou melhor, injetar “boa vontade” para um assunto tão sério.

É gritante a extensão do problema e só não vê quem não quer ver. As drogas dizimam famílias, matam jovens e estão na raiz de toda violência que presenciamos hoje em dia. Junto a um crime bárbaro sempre estão as drogas. Me desculpem, mas o que essa droga de gente está esperando para tomar uma atitude contra as drogas?

Estão aí as eleições. Segundo sabemos, prometer menos impostos vai dar um “ibope” danado. Para onde vão nossos impostos? Para os mensalões da vida? Não sobra dinheiro para a saúde da população? Que tal gastar menos também com países vizinhos para sair bem na “foto” e cuidar da nossa população que infelizmente se contenta com cestas básicas? Poderíamos pedir a imprensa que batesse nessa tecla de drogas para todo candidato dizer suas intenções a respeito. Mas não me iludo. Eles falam bonito instruídos pelos marqueteiros de plantão, e não cumprem nada.

Atualmente o máximo que acontece é “deslocar” usuários e traficantes de um lugar para o outro. Até a próxima reclamação. A maior baboseira a respeito aconteceu em São Paulo quando a polícia fez seu trabalho de prender os traficantes e levou os usuários para...para onde mesmo? Brincadeira...
Não temos lugares para tratar usuários. O poder público prefere fingir que não existe o problema e deixar que  grande número de jovens morram nas mãos dos traficantes, ou da polícia. E aí numa comédia dantesca, “enquadra” a mãe que acorrenta o filho para não ser morto.

Não é só usuário de drogas que se encontra sem amparo. Faltam médicos e a população está se revoltando. E a corda estoura naquele médico que ainda está trabalhando, mas que daqui a pouco também vai desistir. O hospital regional Rosa Pedrossian deve fechar o andar que atendia usuários de drogas e doentes mentais. Um deles provocou  incêndio e assustou bastante. Mas convenhamos que não é o lugar ideal para cuidar desse tipo de doença. Só que se fecha um dos poucos lugares que atuava nessa patologia e não existe perspectiva de abrir nada. Onde uma mãe (digo mãe, porque são sempre elas que não desistem) pode levar um filho usuário para escapar da morte certa?

Conversando com alguém da área política perguntei por que esse descaso com um problema que envolve saúde pública, segurança, e tantos outros problemas. A resposta é que ninguém quer problema com traficante, e que fazer algo a respeito não dá voto. Vamos ter que esperar muito jovem morrer, muitos crimes bárbaros acontecerem, e a extensão do problema não poder ser mais abafado para se fazer alguma coisa. Aí então, vão criar uma SECRETARIA, ou MINISTÉRIO DAS DROGAS, acontecerão muitas obras, muito dinheiro será desviado, e muitos jovens continuarão morrendo, pois o brasileiro ainda não aprendeu que é só nosso umbigo ou barriga que importa. É preciso participação. Os problemas têm que ser preocupação de todos.  Falta cidadania, falta educação, falta respeito e sobra corrupção!

Marisa Mujica, empresária

Operação Pombo Sem Asas

Operação corta "tentáculos" do PCC em presídios de Campo Grande

Ação cumpre mandados de busca e apreensão em quatro estados contra esquema de corrupção de servidores para facilitar a entrada de drogas em presídios

11/03/2026 11h33

Imagem Divulgação

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Operação cumpre 35 mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão contra ação do PCC em presídios em Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a operação Pombos Sem Asas.

O esquema envolveu a corrupção de um servidor público que recebia propina para facilitar a entrada de drogas em presídios de Campo Grande.

Corrupção de servidor

A investigação teve início após o compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior, que levou à expulsão de um policial militar pela prática de corrupção, revelando um esquema estruturado que garantia a entrada de entorpecentes e celulares no complexo penitenciário de Campo Grande.

O servidor era responsável pela vigilância externa das torres do presídio e recebia propina de internos, familiares e integrantes da facção criminosa para “deixar passar” o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

Imagem Divulgação

Segundo a investigação, ele recebia vantagens financeiras indevidas de internos e familiares ligados à facção criminosa para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares para dentro da unidade.

O trabalho investigativo demonstrou que detentos coordenavam a logística externa dos arremessos de objetos ilícitos, executados por membros da organização criminosa que estavam em liberdade.

O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar valores do tráfico e realizar o pagamento de subornos, visando à manutenção da comunicação com o meio externo e ao fortalecimento da facção no Estado.

Além dessa atuação, a rede criminosa também articulava o envio de entorpecentes para outras unidades da federação.

A investigação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen.

As diligências contam com o apoio operacional da Polícia Militar, por meio de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e das Forças Táticas do 1º Batalhão de Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar.

Saiba: “Pombo Sem Asas” faz alusão ao termo utilizado pelos próprios criminosos para nomear os pacotes contendo drogas e celulares lançados para o interior do presídio (“pombos”), seja por arremessos manuais, seja com o uso de drones, e à ação do Estado em interromper esse fluxo, neutralizando a logística de comunicação e o abastecimento de materiais ilícitos para a organização criminosa.

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TRAGÉDIA

Idoso morre em colisão entre caminhonete e ônibus na BR-163, em Campo Grande

Acidente ocorreu no entroncamento com a MS-040; duas vítimas tiveram ferimentos leves e foram levadas à unidades de saúde da Capital

11/03/2026 11h29

Idoso morreu ainda no local, já as outras vítimas foram encaminhadas à unidades de saúde da Capital

Idoso morreu ainda no local, já as outras vítimas foram encaminhadas à unidades de saúde da Capital Reprodução/TopMídiaNews

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Um idoso morreu na manhã desta quarta-feira (11) após uma colisão entre uma caminhonete e um ônibus no km 470 da BR-163, no entroncamento com a MS-040, em Campo Grande.

De acordo com as primeiras informações, a vítima fatal conduzia a caminhonete. Outros dois homens que estavam no veículo sofreram ferimentos leves, um com lesão no ombro e outro com escoriações, e foram socorridos por equipes de resgate. Ambos estavam conscientes e orientados e foram encaminhados para atendimento em unidades de saúde da Capital.

No ônibus havia apenas o motorista, que teve machucados leves nas mãos e não precisou de atendimento hospitalar.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul atenderam a ocorrência, além de funcionários da concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração do trecho.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a caminhonete trafegava pela MS-040 e, ao acessar a BR-163, ocorreu a colisão com o ônibus. Após o impacto, houve um princípio de incêndio no veículo, que foi rapidamente controlado pelas equipes que atuavam no atendimento.

Ainda conforme os militares, os ocupantes da caminhonete seguiam viagem de São Paulo com destino a Corumbá, onde pretendiam pescar. Eles seriam da mesma família, pai, filho e sogro, porém as vítimas ainda não foram oficialmente identificadas.

A suspeita inicial é de que o motorista tenha confundido o cruzamento com uma rotatória, o que pode ter contribuído para o acidente.

Durante o atendimento da ocorrência e a retirada dos veículos, o tráfego no local precisou ser parcialmente interditado. O ônibus já começou a ser removido da pista, enquanto a caminhonete ainda não tem previsão de retirada. A concessionária orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho e respeitarem a sinalização implantada na rodovia.

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