Com a aproximação do aniversário de Campo Grande, a prefeitura lançou um pacote com uma série de empreendimentos e eventos para celebrar a data. O montante anunciado para as melhorias na Capital é de R$ 540 milhões e abrange diversos setores, desde asfaltamento até opções de lazer.
Os eventos alusivos aos 124 anos de Campo Grande iniciaram no dia 1º de agosto, com o lançamento da revitalização da Praça dos Imigrantes, e vão até 15 de setembro, com a abertura do Festival Internacional da Carne.
Nesse período, a prefeitura pretende entregar obras que os moradores da Capital esperam há anos, como o Parque Tecnológico, sendo o primeiro local voltado diretamente para o desenvolvimento de tecnologias em Mato Grosso do Sul.
“Estamos revitalizando a área da saúde, são 205 escolas revitalizadas nesse período, todas a serem entregues no período, [além de] obras de pavimentação e drenagem nas sete regiões de Campo Grande”, detalhou a prefeita, Adriane Lopes.
O projeto do Parque Tecnológico abrange a requalificação do Complexo Ferroviário, a criação de um Museu Imaginativo e a restauração do Complexo da Rotunda e das incubadoras municipais. O investimento foi de R$ 91 milhões e teve financiamento do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio do Pró-Cidades.
“Vamos ter um parque tecnológico que vai mudar a história e o desenvolvimento econômico de Campo Grande”, argumentou a chefe do Executivo municipal.
Outro parque que também foi anunciado será voltado às cachoeiras no entorno de Campo Grande.
No dia 21, será feita a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental, a qual dará início a criação do Parque Turístico Municipal no acesso à Cachoeira do Ceuzinho, lugar que também abriga a antiga Usina Hidrelétrica do Córrego Ceroula.
A assessoria da prefeitura, no entanto, não informou quanto será destinado para a criação do parque nem como será seu projeto. O local é uma opção de lazer próximo a Campo Grande, no entanto, ainda sem infraestrutura.
O Correio do Estado esteve no acesso à cachoeira. Na primeira parte, encontrou bastante sujeira, com roupas jogadas, cacos de vidro, sacolas plásticas, carvão e até mesmo animais mortos, que são deixados por quem utiliza o local aos fins de semana.
Um grupo de quatro amigos que não quis se identificar estava ontem no local. À reportagem, eles disseram que a cachoeira é uma ótima opção de lazer, porém, que as trilhas que dão acesso a maior queda d’água são muito perigosas. “Se vier alguém bêbado, morre”, comentou um deles.
INFRAESTRUTURA
O pacote de infraestrutura também está extenso. Entre os compromissos marcados pela prefeita Adriane Lopes está a visita à obra de requalificação da Av. Duque de Caxias, no dia 14.
Plácido Lacerda trabalha na JBS, próximo à escola municipal da região, e comentou que vai ser importante uma nova estrutura para a avenida.
No entanto, ele disse que não tem visto nada por lá. No canteiro, entre a Av. Duque de Caxias e a rua que dá acesso à escola, há marcas de que o solo foi mexido, mas Lacerda confirmou que o local está assim “há um bom tempo”.
Uma estudante que também não quis se identificar assegurou que não viu nada na avenida, porém, que na rua de sua casa, há aproximadamente cinco dias, as máquinas da prefeitura estavam “mexendo no asfalto”. Ela mora na região Imbirussu, onde também terá o lançamento de obras das vias estruturantes da Av. Duque de Caxias.
Desde outubro do ano passado, a revitalização da via está no calendário de obras da prefeitura. Foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), em 17 de outubro,
o extrato do contrato de R$ 16,5 milhões para a requalificação.
Na época, o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fioresi, revelou que o trecho do recapeamento seria entre o Aeroporto Internacional de Campo Grande e o Núcleo Industrial.
A empreiteira Engepar ganhou a licitação da obra. Segundo o Diogrande, a empresa teria até três meses para iniciar as intervenções após a publicação da ordem de serviço, com execução em até nove meses. No entanto, em nota enviada em 29 de julho ao Correio do Estado, a prefeitura informou apenas que as obras iniciariam nos “próximos dias”.
O jornal questionou novamente a Sisep a respeito dos prazos, mas não houve retorno da secretaria.
O vereador Ronilço Guerreiro argumentou ao Correio do Estado que, além de novas obras, Campo Grande precisa de manutenção nas áreas da saúde, da segurança pública e da infraestrutura já existentes.
“Tenho medo de criar expectativa demais e não entregar as obras. Campo Grande precisa dessas obras, mas também precisa de zeladoria, cuidar do Horto Florestal, das nossas avenidas, como a [Av.] Ernesto Geisel, que precisa ser recapeada. Não só lançar obras, mas cuidar das já existentes”, complementou.


Kauan Rodrigues de Matos, de 20 anos, foi morto a tiros dentro de uma residência em Rio Brilhante. Foto: Reprodução rede social.



