Denisson Ney da Silva Santos, um dos criminosos condenados pelo assassinato do ex-radialista Simião da Silva, há mais de dez anos, foi morto em confronto na madrugada de segunda-feira (13), após sacar um calibre .32 contra agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) no município de Sonora.
Distante aproximadamente 362 quilômetros de Campo Grande, os agentes do BOPE patrulhavam o município devido à ação de organizações criminosas locais, quando tentaram abordar um indivíduo que estava de tornozeleira eletrônica.
Após verbalizar a abordagem, conforme repassado pela Polícia Militar em nota, próximo ao cruzamento das ruas Bacuris e Aroeiras, o rapaz em questão desobedeceu às ordens dos agentes e levantou a camisa.
Segundo as forças policiais, a tentativa de sacar o revólver calibre 32 da cintura foi rechaçada pelo disparo de um dos agentes do BOPE que, equipado com uma pistola nove milímetros, atingiu o indivíduo na região do tórax.
Socorrido e encaminhado até o Hospital Municipal em Sonora, Denisson não resistiu e morreu ao dar entrada na unidade.
Com ele, os agentes localizaram um revólver calibre 32, com o caso registrado como porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio e morte em decorrência da intervenção legal de agente do Estado.
Relembre
Depois de 15 horas de julgamento, Gelson da Silva e Denisson Ney da Silva Santos foram condenados a 24 anos de reclusão, pelo assassinato do ex-radialista Simião da Silva, de 43 anos, crime esse que teria sido motivado por uma dívida de R$100 de drogas, sendo 12 anos para cada.
Com o crime acontecendo há mais de dez anos, em 03 de abril de 2015, o julgamento começou no ano seguinte e foi encerrado ao fim de julho do ano seguinte, reconhecendo as as circunstâncias da emboscada e do meio cruel pelo qual o crime foi cometido.
Conforme o Ministério Público à época, o Promotor de Justiça Marcos André Sant´Ana Cardoso, responsável pela acusação em plenário, destacou que as provas mostravam justamente essa conspiração para matar Simião.
Segundo o próprio Promotor, o crime foi motivado pelo desaparecimento de cerca de 90 porções de droga da casa de Gelson, o que supostamente foi atribuído a Simião. Para ele, o homicídio foi duplamente qualificado.
Isso porque, envolvendo dois maiores de idade e um adolescente, cada um dos três indivíduos se muniu de uma faca na madrugada de 03 de abril de 2015.
Após chegarem à casa da vítima, que não estava no local, por volta de 05h, os acusados chegaram a quebrar uma lâmpada de um dos quartos para esperarem a vítima no escuro.
Ao chegar em casa, Simião teve apenas tempo de perguntar o que eles faziam em sua casa, sendo atacado em seguida com um total de 17 facadas. Os indivíduos chegaram a arrombar o portão na saída, pois teriam ficado desesperados.
Porém, a preocupação logo passou, já que o trio em seguida se dirigiu até a casa do padrasto de Gelson, para uma "comemoração" com uma “peixada” regada à bebidas alcoólicas.


