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CAPITAL

Justiça revoga prisão preventiva e delegado ligado à milícia de Name usará tornozeleira

Márcio Obara foi preso em junho na terceira fase da Operação Omertà
06/08/2020 09:25 - Adriel Mattos


A 1ª Vara Criminal de Campo Grande concedeu habeas corpus ao delegado da Polícia Civil Márcio Obara, que terá a prisão preventiva substituída por medidas de restrição como uso de tornozeleira eletrônica.

“Estamos aguardando os trâmites legais para efetivar essa decisão”, disse o advogado do delegado, Ricardo Machado, ao Correio do Estado. Obara deve ser solto até o fim desta quinta-feira (6).

Em sua decisão, o juiz Roberto Ferreira Filho lembrou que o Tribunal de Justiça (TJMS) já havia negado a soltura do delegado anteriormente, e que no momento, não há motivos para mantê-lo.

“Verifica-se que o requerente Márcio Oshiro Obara não integra, nem mesmo em tese, uma das supostas organizações criminosas armadas referidas no bojo da operação Omertà, o que diminui, consideravelmente, o risco que sua liberdade possa causar à ordem pública”, argumentou.

O magistrado prosseguiu defendendo que a prisão preventiva deveria ser mantida apenas para aqueles suspeitos de cometer crimes graves, em razão da pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).

Assim, Ferreira Filho determinou fiança de R$ 26,1 mil (equivalente a 25 salários-mínimos), uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com testemunhas e réus da Omertà.