Cidades

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Dengue afeta uma rua inteira na Coophasul

Dengue afeta uma rua inteira na Coophasul

Redação

09/03/2010 - 08h46
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O local é tranquilo e tem aparência de cidade do interior. O entorno é limpo e as casas, para quem olha de fora, parecem muito bem cuidadas. O retrato da Rua Domingos Giovani di Salvi, no Conjunto Coophasul, em Campo Grande, esconde uma situação curiosa e, ao mesmo tempo, preocupante. Ao longo da rua, que tem cerca de 200 metros, ao menos um morador de cada casa já foi infectado pela dengue. “A maioria ficou ‘dengosa’ aqui”, brinca Rosa Nadime Saueia, de 60 anos, uma das moradores da rua, acometida pela dengue. É só alguém perguntar, para que Rosa comece a apontar as casas de conhecidos que foram infectados. “Naquela casa tem a Marisa, mais para frente a Leila, ali tem o Alan e naquela outra casa os quatro pegaram dengue”, contabilizou a moradora. “Uma amiga não podia acudir a outra, porque estavam todas doentes. Fiquei até nervosa”, contou Paula Cabral, de 65 anos, que também teve a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas no corpo, dor nos ossos e articulações. Por meio de exame de sangue, o médico pode saber a evolução da doença, que pode ocorrer para o caso mais grave – a dengue hemorrágica. Um dos indícios dessa evolução é a diminuição do número de plaquetas no sangue, células responsáveis pela coagulação sanguínea. Em uma pessoa saudável, exames vão mostrar quantidade de plaquetas entre 150 mil e 400 mil por milímetro cúbico de sangue. Quando o indivíduo é infectado pelo vírus da dengue, o número pode cair para índices inferiores a 100 mil. Prevenção A casa da maioria das pessoas infectadas hoje está limpa e não apresenta focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Eu me senti até revoltada”, conta Marisa Pereira. Ela ficou sem entender por que em uma região tão limpa e bem cuidada muitas pessoas foram picadas pelo mosquito. “Não sei, mas disseram que o mosquito vem de longe”, conta. A funcionária pública Janaína Moreira, de 31 anos, que teve dengue ao mesmo tempo em que o pai, a mãe e o marido dela foram acometidos pela doença, acredita que o “surto” ocorreu por conta de uma casa que estava em reforma e onde havia muitos recipientes com água da chuva acumulada. “Faz tempo que eu não vejo o carro do fumacê”, reclamou Janaína, que disse ter entrado em contato com a Prefeitura de Campo Grande para pedir que o carro pulverizasse a região. “A gente fica com as mão atadas”, disse. Os moradores da rua já estão curados e, mais do que nunca, cuidadosos com a sujeira na rua e nos quintais. (BG)

Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

PURGATIO

Municípios de MS são alvos de operação que combate contrabando de agrotóxicos

Os produtos eram transportados do Paraguai e foram apreendidos em Campo Grande, Maracaju e Miranda

12/03/2026 16h16

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Nesta quintafeira (12), foi deflagrada a Operação Purgatio para combater o contrabando de agrotóxicos vindos do Paraguai. A ação teve o intuito de fiscalizar e repreender os crimes ambientais e a entrada irregular de produtos que representam risco à saúde pública e ao meio ambiente.

A Operação Purgatio foi realizada de forma conjunta pela Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ibama. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande, Miranda e Maracaju.

As equipes apreenderam mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados para a prática do ilícito, uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, além de uma lancha que estava no local. A comercialização e uso destes produtos são proibidos no País.

Em nota, a Receita Federal "reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais".

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