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Dengue tem o menor número para o mês de junho em 5 anos

Foram 399 casos notificados até o dia 27, patamar mais baixo desde outubro de 2021, quando eram 392 episódios; desde 2018 junho não tinha valor tão baixo

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Até o dia 27 de junho, foram notificados 399 casos de dengue em Campo Grande. Este é o menor número para o mês de junho na Capital dos últimos cinco anos. Os dados são do informativo semanal da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e podem ser explicados pela atuação dos mosquitos com a bactéria Wolbachia.

A última vez que um mês de junho registrou valor menor que 399 foi em 2018, quando apenas 180 casos da doença foram notificados em 30 dias.

Em 2022, quando a doença registrou casos em boa parte do ano, inclusive durante a estiagem (em setembro, foram 525 notificações), junho registrou 2.125 casos na Capital.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, uma das explicações para essa redução é o estabelecimento no meio ambiente da bactéria Wolbachia, que foi introduzida por meio dos mosquitos que têm a bactéria que foram soltos nos bairros de Campo Grande.

“Se a gente for olhar [os dados], essa queda já acontece desde abril. A dengue tem um período de sazonalidade, que costuma ir de dezembro até maio, junho do ano seguinte. Este ano seguiu o padrão de sazonalidade. Tivemos uma epidemia controlada, mérito do método Wolbachia, que teve o estabelecimento da bactéria em vários bairros, o que fez o número de casos ser baixo”, afirmou a superintendente.

Segundo a chefe de Vigilância em Saúde da Capital, apesar da epidemia da doença, Campo Grande apresentou patamares menores do que em anos anteriores, assim como número de mortes inferir aos de outros anos. Ao todo, neste ano, são 13.153 notificações e quatro mortes.

“Já tivemos meses com mais de 9 mil casos, mais de 11 mortes durante a epidemia”, exemplificou Veruska, dizendo que esse patamar menor tem relação com o método Wolbachia.

“As regiões onde não foi satisfatório o estabelecimento da bactéria foi onde tivemos mais casos, nesses locais foi feita a soltura de mais mosquitos Wolbachia. Mas conseguimos controlar a dengue sem ter de publicar um decreto de emergência. Campo Grande quase não teve casos confirmados de chikungunya, por exemplo. Zerar as notificações é impossível, mas pretendemos ter números parecido com os do Rio de Janeiro, onde caíram em 60% as notificações em Niterói com o método”, detalhou.

De acordo com Veruska, houve boa fixação da bactéria no meio ambiente, e apenas em 10 a 15 bairros o percentual está abaixo do esperado. Porém, novas solturas devem ser feitas antes do próximo verão, para que haja uma queda ainda maior.

A superintendente também citou o fato de a prefeitura ter aumentado o monitoramento e o controle em ações preventivas contra a doença.

“Nesses meses [quando há muitos casos], a gente intensificou as visitas e a Operação Mosquito Zero nas localidades onde identificamos maior número de casos”, completou.

BAIRROS

No último informativo da Sesau, apenas oito bairros de Campo Grande ainda estão com risco muito alto de infestação da doença. São eles: Caiobá, Los Angeles, Nova Campo Grande, Noroeste, Núcleo Industrial, Popular, Rita Vieira e Tijuca. A incidência é calculada por 100 mil habitantes.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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