Cidades

EM CAMPO GRANDE

Deputado cobra liberação de emendas para construção de academias

Parlamentar destinou 50% dos recursos para academias ao ar livre

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Deputado que destinou 50% de suas emendas parlamentares para instalação de academias ao ar livre em Campo Grande, reclama que burocracia tem impedido a chegada dos recursos à Capital.

O deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB) ocupou a tribuna na última sessão que ocorreu na Assembleia Legislativa, no dia 21 de fevereiro, e reclamou que as obras, no que diz respeito a construção de academias em Campo Grande, estão paralisadas devido a falta das emendas.

“Uma está com a base pronta e a obra em andamento, e outras duas com equipamentos adquiridos sem a execução das bases para instalação”, descreveu o parlamentar.

Modesto defende que é necessário o Poder Público oferecer o pleno funcionamento de todas as academias ao ar livre, principalmente para quem tem algumas patologias. “Estou muito preocupado com a depressão, doença considerada muito grave, que pode inclusive levar a pessoa à morte. Também é complicado o quadro das pessoas que sofrem o Acidente Vascular Cerebral Isquêmico [AVCI], o exercício físico auxilia demasiadamente nestas duas condições. O mais difícil já conseguimos, que é o recurso. Não entendo este dinheiro estar parado e espero que este direito alcance os cidadãos campo-grandenses”, relatou.

O deputado estadual Barbosinha (DEM), líder do Governo na Casa de Leis, considerou o tema relevante. “A emenda parlamentar é a materialização do nosso trabalho e a demonstração de carinho do parlamentar pelo município da região. Tenho certeza que o atual prefeito, Marcos Trad (PSD), tomará as medidas necessárias para haver um resultado profícuo. Este assunto é importante para Campo Grande e para os outros 78 municípios. Além da instalação, o Poder Público deve ter cuidado e manutenção por estes lugares”, ressaltou o parlamentar.

MANUTENÇÃO

Em novembro de 2018, a Prefeitura de Campo Grande iniciou manutenção das 21 acadêmicas que existem na Capital. Os locais são administrados pela Fundação Municipal de Esportes (Funesp), que são responsáveis por fazer reparos nas academias. 

De acordo com a assessoria da prefeitura, no Parque Ecológico do Sóter, mais de 100 pessoas praticam os exercícios na academia.

As manutenções das Academias ao ar Livre iniciaram dia 19 de novembro até dia 5 de dezembro do ano passado. Os locais que disponibilizam equipamentos são: Parques Tarsila do Amaral, Jacques da Luz, Ayrton Sena, Centro Olímpico da Vila Nasser, Praça Belmar Fidalgo, Guanandizão, Praça Elias Gadia, Praça do José Abrão, Praça Zé Pereira, Praça Coophafé, Praça Caiçara, Orla Morena, bairro Coophavila 2, Coophasul, Praça da Cohab, Praça Estrela do Sul, Lagoa Itatiaia, Praça do Flamboyant, Praça do Maria APª Pedrossiam, Praça do Jardim Carioca. 

A próxima etapa de manutenção está marcada para o mês de maio a junho, quando as academias passarão por nova vistoria e manutenção.

A manutenção consiste em fazer substituições dos aparelhos que não estiverem em condições de uso e os demais equipamentos receberão higienização, lubrificação e retoques na pintura.

RASTRO CIRÚRGICO

Secretário combinava valor de licitações fraudadas em MS

Edgar Barbosa estava afastado da Secretaria Municipal de Saúde de Selvíria desde agosto do ano passado e foi preso ontem pela Polícia Federal por corrupção

24/02/2026 08h40

PF diz que Edgar Barbosa dos Santos combinava valor de licitações

PF diz que Edgar Barbosa dos Santos combinava valor de licitações Reprodução redes sociais

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A Polícia Federal (PF) prendeu ontem o ex-secretário de saúde do município de Selvíria, Edgar Barbosa dos Santos, que havia sido afastado do cargo em agosto do ano passado após operação apontar que ele tinha envolvimento com esquema de corrupção no município.

De acordo com a PF, provas obtidas por meio dos mandados cumpridos em 2025 mostraram que o secretário chegava a combinar o valor a ser ofertado pelas empresas em licitações fraudadas.

A Operação Rastro Cirúrgico foi deflagrada no dia 12 de agosto do ano passado, quando foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além das medidas cautelares de sequestro e bloqueio de bens, no valor de R$ 5 milhões de cada uma das nove pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Com o material recolhido nas buscas, a Polícia Federal afirmou ter encontrado “vastas provas que confirmam a ocorrência dos crimes de fraude em licitações e de contratos administrativos e de peculato pelos investigados, através do implemento de superfaturamento por sobrepreço e por quantidade”.

“Além disso, detectou-se indícios veementes da prática dos crimes de corrupção, de frustração do caráter competitivo de licitação, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas, praticados por meio de organização criminosa, instituída para a prática indiscriminada de crimes contra a Administração Pública da municipalidade”, completa a nota.

Ao Correio do Estado a PF informou que o ex-secretário “combinava previamente os preços que seriam inseridos nas propostas com os participantes do procedimento licitatório, de modo a deixa claro quem seria o vencedor”.

Ainda conforme a Polícia Federal, participavam da licitação empresas que, embora pertencessem às mesmas pessoas físicas, eram falsamente registradas em nome de terceiros. “O pregão era presencial, para facilitar o conluio”.

“As licitações eram direcionadas sempre para o mesmo grupo de empresas, com superfaturamento por sobrepreço e por quantidade. [O então secretário] não era sócio oculto de nenhuma das empresas favorecidas. Por outro lado, há comprovantes de pagamentos para uma de suas sócias, em uma de suas empresas, feitas por um dos médicos contratados pelo município”, detalhou a PF ao Correio do Estado.

A investigação aponta que há “fortes indícios e provas” de que houve fraude em ao menos 11 procedimentos licitatórios feitos na época em que Edgar Barbosa dos Santos estava à frente da Saúde de Selvíria.

Além do ex-secretário, a PF também pediu a prisão de outras duas pessoas entre os dez investigados, porém, a Justiça Federal pediu a prisão apenas de Edgar.

“Por considerar os fatos como concreta e extremamente graves, a Polícia Federal representou pela prisão preventiva de três dos dez indiciados no inquérito policial, diante do papel central que exerciam na organização criminosa, além de existência de elementos supervenientes indicativos da permanência do vínculo associativo criminoso e da ineficácia das medidas cautelares pessoais anteriormente aplicadas”, diz trecho da nota.

AUDITORIA

O Correio do Estado mostrou que a operação se desenrolou após auditoria realizada pelo governo do Estado ainda no primeiro semestre de 2024.

Em novembro de 2023, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) determinou que fosse realizada uma auditoria extraordinária, a fim de fiscalizar quatro contratos.

Em fevereiro, março e abril de 2024 deu-se início às fases analíticas, com o encaminhamento do comunicado de auditoria (CA) e a solicitação de diversos documentos, que não foram enviados dentro do prazo.

Nos dias 11 e 12 de abril de 2024, a equipe de auditores realizou visita ao espaço da Secretaria Municipal de Saúde de Selvíria, onde foi feita uma reunião com o chefe da Pasta, Edgar Barbosa, e com a diretora administrativa do Centro de Especialidades Médicas (CEM), Camila Dante.

Enquanto os documentos solicitados eram providenciados, a equipe visitou as unidades de saúde em que foram realizados os procedimentos contratados: Hospital Municipal Anésio Cabeconi e CEM Santa Rita de Cassia.

Posteriormente, foi realizada a análise de prontuários de pacientes atendidos pelos profissionais Valdenicio Schmitz, Fernanda Leite Rodrigues Schmitz e Gustavo Marcatto durante o ano de 2023.

Curiosamente, durante as visitas aos espaços médicos citados, foi percebido que ambos estavam registrados no mesmo endereço (Rua Rui Barbosa, nº 1.000).

Também foram constatadas diversas irregularidades nos dois estabelecimentos hospitalares, como ausência de sala para procedimentos cirúrgicos ambulatoriais, no caso do CEM, e nenhum profissional de enfermagem, médico ou colaborador da limpeza nas dependências do Hospital Municipal, bem como material cirúrgico utilizado em exposição e muita poeira, características de falta de uso.

Também foram verificadas divergências entre os preços unitários dos procedimentos contratados e os que constavam nas tabelas do Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais e do Plano Estadual de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas e Ampliação do Acesso aos Procedimentos Cirúrgicos Eletivos e exames (MS Saúde – Mais Saúde, Menos Fila), fornecendo indícios de superfaturamento e sobrepreço.

Ao pegar um dos procedimentos de exemplo, uma vasectomia (método contraceptivo masculino) custava R$ 438,87 no sistema e R$ 980,00 no programa estadual, enquanto no contrato saía por R$ 4.990,00, uma diferença de 409,18% em relação ao preço do MS Saúde e de 1.037% ao do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS).

Seis meses depois das visitas in loco, em outubro, os auditores concluíram que houve, sim, irregularidades administrativas nos contratos analisados. Por exemplo, dos 1.967 procedimentos contratados, foram efetivamente realizados apenas 35,79% deles, todos com recursos oriundos do Fundo Municipal de Saúde.

*Saiba

Os envolvidos no esquema poderão ser responsabilizados pelos crimes de peculato, fraude em procedimento licitatório, corrupção, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

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PROIBIÇÃO

Anvisa determina apreensão de canetas emagrecedoras e tadala

Ação fiscal prevê ainda recolhimento de canabidiol fabricado por empresa sem autorização

23/02/2026 19h45

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas Divulgação

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (23), uma resolução determinando a apreensão de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil. Além destas, os lotes do remédio para disfunção erétil Tadala Pro Max também devem ser recolhidos das farmácias e outros meios de distribuição.

Estão proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação e o uso do produto, que não tem registro sanitário.

Os produtos usados para emagrecimento e que foram proibidos são: 

  • Lipoless MD 15mg/Lipoless 15mg, 12,5mg e 10mg - todos os lotes produzidos pelo Laboratório Éticos 
  • Retatrutide 40mg - todas as marcas e lotes 
  • Tirzec 15mg/Tirzec pen 15mg – todas as marcas e lotes 
  • Lipoland 15mg - todos os lotes produzidos pelo laboratório Landerlan  
  • T.G 15mg e 10mg - todos os lotes produzidos pelo laboratório Landerlan 

A Resolução (RE) 690/2026 também prevê a apreensão do medicamento Natu Sec, fabricado por uma empresa desconhecida. Por fim, também proibiu a comercialização dos óleos de cannabis medicinal Soft Cann Canabidiol Broad Spectrum e o Soft Cann Canabidiol Full Spectrum, incluindo todos os lotes e todas as concentrações.

Segundo a Anvisa, a empresa Veris Produtos para Saúde LTDA, que produz os óleos de origem da planta, não tem autorização de funcionamento para a fabricação desses produtos.    

As ações de fiscalização se aplicam a quaisquer pessoas físicas, jurídicas ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem o suplemento.  

As determinações foram assinadas pela gerente-geral substituta de inspeção e fiscalização sanitária da Anvisa, Renata de Lima Soares.

Apreensões em MS

Ainda sob influência das promessas de perda de peso de maneira rápida e fácil, as canetas emagrecedoras estão sendo contrabandeadas por diversas rotas de Mato Grosso do Sul, e nas rodovias federais a apreensão destas já somam quase R$ 6 milhões somente nos últimos sete meses, segundo dados enviados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao Correio do Estado.

No documento ao qual a reportagem teve acesso, foi revelado que foram apreendidos 6.550 emagrecedores entre 5 de junho do ano passado a 13 de janeiro deste ano – 5.281 no segundo semestre de 2025 e 1.269 somente nas primeiras duas semanas deste ano.

Em média, são quase 30 emagrecedores apreendidos a cada 24 horas nas rodovias federais.

Ao considerar uma média de R$ 900 por produto, a PRF apreendeu cerca de R$ 5,85 milhões em emagrecedores durante o período analisado.

Porém, vale destacar que o preço cobrado pelos “fornecedores ilegais” podem ser ainda maiores a depender da região do comprador, o que aumentaria o valor total confiscado.

Responsável por ligar os municípios de Ponta Porã e Dourados, a BR-463 é a rota favorita dos contrabandistas justamente pela proximidade com o Paraguai, país de onde os vendedores adquirem os emagrecedores de forma bem mais barata, e conseguem “distribuir” para uma boa parte do Estado.

Das 99 apreensões realizadas pela PRF nos últimos sete meses, 50 foram na rodovia que conta com 120 quilômetros de extensão.

Em seguida, aparece a BR-060 (que liga Brasília a Campo Grande), com 21 apreensões, e a BR-163 (que liga o Sul ao Norte do País, atravessando alguns municípios de Mato Grosso do Sul), com 14 apreensões.

Também são citadas no documento as rodovias federais BR-267, BR-262, BR-419 e BR-338, além da estadual MS-338.

Atualmente, os emagrecedores T.G. 5 (RE 4.030); Lipoless (RE 3.676); Lipoless Éticos (RE 4.641); Tirzazep Royal Pharmaceuticals (RE 4.641) e T.G. Indufar (RE 4.641) não são permitidos para comercialização, fabricação, distribuição, importação ou divulgação por meio de propaganda no País.

Vale lembrar que o Mounjaro e o Ozempic, que são as marcas de emagrecedores mais conhecidas, podem ser utilizados normalmente em território nacional, já que foram regulamentados pela agência sanitária.

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