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Deputados emendam projeto e reduzem preço das escrituras para milionários

Deputados tiraram quase 17 pontos porcentuais do aumento no preço das escrituras dos imóveis avaliados em mais de R$ 1 milhão; imóveis de até R$ 800 mil terão documentação mais em conta

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Depois de receber pedidos de federações ligadas à indústria e à agricultura e também de entidades ligadas à construção civil, os deputados estaduais fizeram algumas modificações no projeto de lei, encaminhado no mês passado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que altera a tabela dos serviços feitos pelos cartórios do Estado. As modificações atingem os preços das escrituras e do registro de imóveis para transações de alto valor. 

A redução para este segmento de alto valor agregado chega a 17 pontos porcentuais. Na prática, a escritura mais cara, que era a de um imóvel com valor acima de R$ 5,001 milhões, passa do preço final de R$ 13,2 mil (já com as taxas para os fundos das carreiras jurídicas) para R$ 11,35 mil (com os mesmos fundos incluídos). 

A redução no reajuste das taxas foi aplicada a partir dos imóveis (ou negócios jurídicos) avaliados em R$ 500.000,01. Essa era justamente a taxa em que havia aumento de preços, para compensar a redução nas faixas com valores inferiores. 

O projeto com as emendas foi aprovado em primeira votação e deve ser submetido à segunda votação ainda nesta semana pelos deputados estaduais. 

Também há uma leve redução nos preços propostos para o registro de imóveis. Até então, o TJMS previa que o registro de um imóvel de R$ 600 mil, sem as taxas, custaria R$ 607,50. Com a leve redução feita pelos deputados, passará a custar R$ 599,50. 

Para imóveis de quase R$ 10 milhões, no topo da faixa, a redução de preço chega a quase R$ 100. Na tabela original, o preço era de R$ 745 e, agora, passará a ser de R$ 650. 

Quando aplicado o valor da contribuição para os fundos do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Procuradoria do Estado, o valor da tabela atual subirá 23,45%, e não mais 35%. Na prática, isso faz com que qualquer imóvel que custe até R$ 800 mil tenha redução no valor da escritura. 

Outras mudanças

Mas não são apenas essas as propostas dos deputados estaduais. Uma emenda assegura na lei algo que muitos deixavam passar despercebido e, por isso, acabavam pagando a mais no cartório. 

Agora, a Lei Estadual dos Cartórios é categórica em afirmar que, nos casos em que os instrumentos particulares têm força de escritura pública, o cartório deve dar um desconto que deve variar entre 40% e 80%.

Instrumentos particulares são compromissos de compra e venda, contratos de compra e venda nos Sistemas de Financiamento Imobiliário (SFI) e no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), termos, contratos e títulos emitidos pela União, estados ou municípios sobre terras públicas rurais, casas do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) ou do programa Minha Casa, Minha Vida. 

Em resumo: para registrar esses imóveis, não é necessária a lavratura da escritura, e os cartórios devem aplicar o desconto para a formalização do documento. 

Os deputados estaduais também suprimiram um trecho da tabela anexa ao projeto em que havia a equiparação de sessões de conciliação extrajudiciais ao preço das escrituras. O motivo foi a adequação à lei federal. 

Outra modificação importante é para o caso de a escritura pública ter mais de um negócio jurídico. Neste caso, o bem de maior valor figura em primeiro lugar e o emolumento corresponde a 100% do valor deste bem. A taxação dos demais deverá corresponder a 50% do valor dos bens. 

Por fim, na escritura de inventário em que houver inserção de ato ou cessão de direito, reserva de usofruto e meação do cônjuge, os emolumentos sobre cada um destes atos serão de 30% do valor da tabela das escrituras. 

TAXAS CARTORÁRIAS

O texto do projeto de lei sobre as taxas cartorárias foi aprovado em primeira votação na quinta-feira. Foram 19 votos, sendo 18 a favor e 1 contra. O único contrário foi João Henrique Catan (PL).

A proposta destaca a falta de ajustes nas taxas desde 2014. A maior redução é para atos ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida, com descontos de 75% para imóveis do PAR e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) e de 50% para outros empreendimentos. O projeto, após enfrentar impasses, agora busca a aprovação na Assembleia Legislativa.

Ainda pelo novo texto da lei, a tabela agora fará um escalonamento maior entre os valores da escritura, a que está em vigor tem apenas 20 faixas, e a que pode ser aprovada estabelece 58 variedades de preços.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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