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Desenrola Fies 2026: renegociação de dívidas termina na próxima segunda

Estudantes podem parcelar dívidas e limpar nome no BB e na Caixa

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A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026, pode ser feita até a próxima segunda-feira (31) pelos estudantes que foram beneficiados pela política pública.

O prazo considera a vigência da Medida Provisória nº 1.355/2026 que institui o Novo Desenrola Brasil e também o calendário legislativo do Congresso Nacional.

As renegociações das dívidas da graduação devem ser feitas diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato do Fies: o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal.

Cada contrato do Fies pode passar por apenas uma renegociação durante a vigência do Desenrola Fies, avisa o Ministério da Educação.

O Fies é o programa federal que oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.

Quem pode renegociar

O Desenrola Fies 2026 é voltado aos estudantes com contratos do programa firmados até 2017 que estavam, em 4 de maio de 2026, na fase de amortização. Esse é o período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade.

A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes, conforme as condições previstas para cada perfil.

A data de 4 de maio de 2026 é adotada como referência para verificar a situação do contrato e aplicar critérios como o tempo de inadimplência e o enquadramento do estudante no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso nesse financiamento estudantil.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.

Descontos na renegociação

As condições oferecidas para renegociação de dívidas do fundo variam de acordo com a situação de cada contrato de financiamento. 

Dependendo do perfil da dívida e da quantidade de dias de inadimplência (atraso no pagamento da parcela), os benefícios podem ser aplicados tanto para quitação à vista quanto para o parcelamento, conforme as regras específicas de cada faixa de renegociação.

Os descontos disponíveis devem ser consultados nos canais oficiais dos agentes oficialmente responsáveis pelo financiamento: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

A renegociação somente é efetivada após o pagamento da parcela de entrada. Caso esse pagamento não seja feito, a proposta é cancelada.
 

Como renegociar

A formalização da renegociação pode ser feita pelos aplicativos oficiais dos agentes financeiros para dispositivos móveis (tablets e smartphones) ou presencialmente, em qualquer agência do banco responsável pelo contrato.

Na Caixa Econômica Federal, a renegociação está disponível também no aplicativo Fies Caixa. Mas, em situações específicas, como parcelamentos mais longos que exigem fiador, o beneficiário do financiamento poderá ser orientado a procurar atendimento presencial nas agências da instituição.

No Banco do Brasil, a adesão está disponível pelo aplicativo ou em agência, conforme a modalidade escolhida. 

Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, o nome do estudante e dos fiadores será retirado dos cadastros de inadimplentes, quando aplicável.

INTERNACIONAL

Polícia boliviana recupera aviões quase cinco anos após roubo em MS

Ainda em 2021, quando aviões de pecuarista, empresária e do cantor Almir Sater foram roubados em Aquidauana, já havia suspeita de que a Bolívia seria o paradeiro dessas aeronaves

28/08/2026 13h01

 agentes bolivianos identificaram ainda nos hangares um amontoado de peças sobressalentes e itens relacionados às aeronaves

agentes bolivianos identificaram ainda nos hangares um amontoado de peças sobressalentes e itens relacionados às aeronaves Reprodução/Felcn

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Aviões que teriam sido subtraídos de território sul-mato-grossense, há quase seis anos, foram localizados e apreendidos pela polícia boliviana na cidade de La Guardia, que fica na área metropolitana de Santa Cruz de la Sierra, distante mais de 1,1 mil quilômetros de Mato Grosso do Sul. 

Conforme divulgado através da Força Especial de Combate ao Narcotráfico (Felcn), investigações conjuntas com o Ministério Público da Colômbia possibilitaram a localização após fiscalizações em três hangares distintos no aeródromo "El Peji".

Sem a devida matrícula e o número de registro, conforme inicialmente apurado, essas aeronaves foram lacradas e apreendidas, sendo que devem passar ainda pelos respectivos procedimentos técnicos periciais. O aeródromo também foi "confiscado". 

Além das aeronaves, os agentes bolivianos identificaram ainda nos hangares um amontoado de peças sobressalentes e itens relacionados às aeronaves. Segundo declarado pelo procurador da Bolívia, Ismael Palenque, ao portal local "El Deber", as investigações devem determinar se esses aviões foram empregos pelo tráfico de drogas para o transporte ilegal de substâncias entorpecentes. 

Relembre

Ainda em 2021, quando os aviões foram roubados em Aquidauana, a Polícia Civil já suspeitava que a Bolívia seria o paradeiro dessas aeronaves, e que a mente por trás do crime trataria-se de um fugitivo do sistema penitenciário do Mato Grosso do Sul.

Segundo revelado pela polícia à época, pelo menos 18 pessoas invadiram o galpão no aeroclube de Aquidauana, amarrando o caseiro e seus dois filhos menores de idade na ocasião, para então roubar três dos 10 aviões que haviam no local. 

Essas aeronaves, avaliados entre R$ 600 mil a R$ 800, somando mais de R$ 2 milhões, seriam posses de: 

  • Zelito Ribeiro, pecuarista irmão do prefeito de Aquidauana Odilon Ribeiro, 
  • da empresária Liliane Paschoaletto Trindade e 
  • do cantor Almir Sater.

Quanto aos modelos, foram levados um avião Bonanza Modelo V35B (matrícula PT-ING) e dois Cessna Modelo 182 (matrículas PT-KDI e PT-DST). 

 

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TRAGÉDIA

Polícia conclui identificação das vítimas de acidente na MS-295

Três vítimas que ainda dependiam de confirmação foram identificadas por exames de DNA

28/08/2026 12h30

Acidente na MS-295, entre Iguatemi e Japorã, matou sete integrantes de uma mesma comunidade indígena

Acidente na MS-295, entre Iguatemi e Japorã, matou sete integrantes de uma mesma comunidade indígena Divulgação

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A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS), concluiu, nesta sexta-feira (28), a identificação das sete vítimas do grave acidente ocorrido na MS-295, entre Iguatem e Japorã, no último dia 14 de agosto. As três identificações que ainda aguardavam confirmação foram obtidas por meio de exames de DNA realizados em Campo Grande.

Os exames confirmaram as identidade de Laudiceia Benites, de 30 anos, Cleonice Honorio dos Santos, de 42, e Genilson Euzebio Karay Mirim, de 32. As análises foram realizadas por peritos criminais do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), a partir da comparação do material genético das vítimas com amostras fornecidas por familiares. 

Como parte dos familiares reside em São Paulo, algumas das amostras de referência foram coletadas naquele estado, com apoio da Polícia Científica paulista.

As outras quatro vítimas já haviam sido identificadas anteriormente por peritos papiloscopistas do Instituto de Identificação (II), por meio de necropapiloscopia. Foram identificados  Luna Benites Santos, de 7 anos; Tiago Honorio dos Santos, de 34; Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, de 14; e Ileo Benites, de 30.

Com os resultados dos exames de DNA, a Polícia Científica considera encerrada a etapa pericial destinada à identificação das sete vítimas. Os demais procedimentos necessários para a liberação dos corpos aos familiares seguem em andamento. 

Todos os mortos eram indígenas Guarani e moradores da aldeia Kalipety, localizada na Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros, na cidade de São Paulo. Entre as vítimas estavam integrantes de uma mesma família.

Tiago Honorio dos Santos, conhecido como Tiago Karai, viajava com a esposa, Laudiceia Benites, os filhos Luna Benites Santos e Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos e a irmã Cleonice Honorio dos Santos. Ileo Benites e Genilson Euzebio Karay Mirim também estavam no veículo.

Dinâmica do acidente

O acidente ocorreu entre 20h e 20h30, de sexta-feira (14), conforme registro policial. O caso envolveu um carro Chevrolet Spin, enquanto o outro veículo era uma combinação de caminhão e semirreboque, que transportava uma carga de milho.

De acordo com a Polícia Civil, o semirreboque teria se desprendido do conjunto ao qual estava acoplado e atingido violentamente a Spin.

Ao ver a tragédia, o motorista abandonou o local utilizando a parte dianteira do veículo, seguindo em direção ao município de Japorã, sem prestar socorro às vítimas ou fornecer esclarecimentos sobre o ocorrido.

De acordo com informações apuradas pelos bombeiros, o carro de passeio havia acabado de sair da aldeia indígena Porto Lindo e estava a caminho de Iguatemi. A tragédia aconteceu a cerca de 60 metros da ponte sobre o Rio Iguatemi e por conta da gravidade do caso, a rodovia ficou interditada entre 19h de sexta-feira (14) e 5h da manhã do sábado (15).

A carreta seguia no sentido contrário, em uma descida, e de acordo com a suspeita dos peritos que estavam no local, possivelmente a caçamba basculante se ergueu com o veículo em movimento no meio da rodovia sem o motorista perceber. Por conta disso, perdeu a estabilidade em meio à alta velocidade e tombou no meio da pista.

O motorista da Spin não conseguiu parar e em alta velocidade bateu contra esta caçamba, que é toda de ferro. Imediatamente o carro pegou fogo e os peritos não conseguiram identificar se as pessoas morreram em decorrência da colisão ou por conta do fogo. Dependendo do modelo, a Spin tem capacidade legal para o transporte de sete pessoas. 

A suspeita de que a tragédia tenha sido provocada por uma falha mecânica no sistema hidráulico da caçamba basculante surgiu porque o pino deste hidráulico estava completamente estendido, o que só ocorre quando o motor do caminhão está em funcionamento e quando a caçamba está atrelada ao chamado cavalo, explicou um dos bombeiros que passou a noite no  local da tragédia.

E, como o cavalo e a caçamba se desconectaram no momento em que a parte traseira tombou, os peritos acreditam que este pino tenha erguido a caçamba com o veículo em movimento.

Pelo fato de o acidente ter ocorrido próximo a uma ponte, o tráfego ficou completamente interditado durante cerca de dez horas. Porém, por ser rodovia com pouco movimento, a fila de veículos não chegou a dois quilômetros ao longo da noite e começo da madrugada.

 

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