Cidades

ÁGUA TURVA

Desvio de nascente pode
acabar com turismo de Bodoquena

Boca da Onça e refúgios poderão ficar comprometidos

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Suspeita de desvio de nascente para abertura de poço artesiano é a principal causa de água suja no Rio Salobra, o maior responsável pelo turismo da Serra da Bodoquena. De acordo com diagnóstico feito pela equipe do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) a situação é gravíssima, pois poderá prejudicar o turismo local. “Não vai atingir só a Boca da Onça, mas o turvamento daquela água vai prejudicar todo metiê turístico; o Refúgio Canaã e Refúgio da Ilha também, fora os demais empreendimentos”, alertou o biólogo Sérgio Eduardo Barreto.

A suspeita precisará ser periciada ainda. De acordo com o biólogo, outra desconfiança é de que fazendeiros do local possam ter desviado a nascente para irrigação de plantações. “Mas tudo isso precisa ser investigado. Identificamos um grave problema que precisa ser resolvido logo”, declarou Barreto.

A maior preocupação é com a cor da água e a seca do rio. Com a água turva, turistas não procurarão mais o local. O desvio da nascente acarreta seca no trajeto do rio que acaba desaguando no Salobra. Com isso, a vegetação do caminho está praticamente morta e quando chove, os sedimentos não encontram filtro e acabam sendo despejados no leito e indo para o fundo do rio, resultando na mudança das características. “Impacto gigantesco, muda coloração, muda biodiversidade e isso pode levar ao prejuízo coletivo de todos que dependem desse rio”, reforçou Barreto.

O biólogo disse que pediu informações ao Refúgio Canaã e a Boca da Onça sobre a situação do Rio Salobra e de acordo com Barreto, ele se encontra limpo e com o leito baixo. A justificativa é de que estamos em período de estiagem, mas que qualquer chuva, “não precisa ser forte”, poderá tornar o rio turvo. “O problemas é que poderá demorar de duas a três semanas para ele voltar ao normal”, declarou.

Barreto explicou também que em outras ocasiões, o rio já tinha ficado turvo, porém, quando chovia muito, mas que a cor natural voltava em, no máximo, 24 horas. “Precisamos visitar o rio em período chuvoso, mas é preciso fazer algo, porque a tendência é só piorar”, alertou. O receio de Barreto é de que a situação de Bodoquena se assemelhe com o que aconteceu no Rio da Prata, em Bonito.

A área em que o instituto identificou o problema faz parte da bacia do Miranda. O IHP chegou até essa região por meio de projeto que eles realizam na cabeceira e que faz parte da bacia do Alto Paraguai. “E também da Rede de Proteção da Serra, projeto a partir desse que diagnosticamos as áreas de atenção das nascentes e identificamos os problemas da região”, finalizou Barreto.

BODOQUENA 

O Parque Nacional da Serra da Bodoquena, criado em novembro de 2000, com 76.400 ha, é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A Serra da Bodoquena, situada na borda sudoeste do Complexo do Pantanal, no estado do Mato Grosso do Sul, é um dos mais interessantes ecossistemas do Pantanal. É formada pelas cidades de Porto Murtinho, Bonito, Jardim, Miranda e Bodoquena.

DESVIO

Móveis de luxo avaliados em R$ 100 mil são recuperados em Campo Grande

A carga iria para Manaus, no Amazonas, porém parou na Capital e descarregou os produtos em um galpão, sem autorização do proprietário da mercadoria

13/03/2026 18h30

Foi constatado que entre 20% e 30% dos volumes tinham sido desviados

Foi constatado que entre 20% e 30% dos volumes tinham sido desviados Divulgação / Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul recuperou, nesta sexta-feira (13), móveis de alto padrão desviados para um depósito localizado na Rua Albatroz, no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. A ação foi realizada por uma equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras).

Os policiais localizaram e recuperaram parte das mercadorias desviadas, entre elas sofás, poltronas, cadeiras e mesas de luxo, que estavam em um depósito na Capital. Os móveis recuperados estão avaliados em aproximadamente R$ 100 mil.

A investigação teve início após uma empresa fazer o boletim de ocorrência, que relatou o desaparecimento de parte de uma carga transportada de Balneário Camboriú (SC) com destino a Manaus (AM).

Segundo a Polícia Civil, durante o trajeto o caminhão que realizava o transporte apresentou problemas mecânicos em Campo Grande.

Na ocasião, a carga foi descarregada e transferida para um galpão na Capital, sem autorização do proprietário da mercadoria. Quando os produtos chegaram ao destino final, foi constatado que entre 20% e 30% dos volumes tinham sido desviados, além de diversos itens apresentarem danos.

Também foram identificados possíveis receptadores dos bens, que serão investigados durante o procedimento policial para esclarecer a dinâmica do desvio da carga e eventual participação de outros envolvidos. As mercadorias recuperadas serão restituídas aos proprietários.

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Cirurgiões-dentistas

Reposicionamento no plano de carreira de dentistas da rede municipal começa a valer em maio

Mudança atende a uma determinação judicial e encerra um impasse que se arrastava desde novembro

13/03/2026 18h00

Assembleia realizada na sede do sindicato em novembro do ano passado

Assembleia realizada na sede do sindicato em novembro do ano passado Foto: Sioms / Divulgação

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O reposicionamento no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos cirurgiões-dentistas da rede pública de Campo Grande começará a valer a partir de maio.

A medida foi publicada pela Prefeitura em edição extra do Diário Oficial do Município no última segunda-feira (9) e atende profissionais efetivados até 30 de junho de 2020, estabelecendo novos enquadramentos na carreira.

Em junho, os profissionais enquadrados na 2ª classe receberão os valores devidos. Já para os profissionais da 1ª classe, o pagamento será parcelado, com parte prevista para maio e outra para janeiro do próximo ano.

Aqueles que ficaram para janeiro receberão, em maio, os valores correspondentes ao enquadramento na 2ª classe. A publicação também garante o cumprimento da nova tabela do PCCR.

A mudança atende a uma determinação judicial e encerra um impasse que se arrastava desde novembro do ano passado entre a categoria e o Executivo municipal.

Em assembleia realizada na última quinta-feira (5), os associados do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms) decidiram, por unanimidade, aceitar o acordo apresentado pela Prefeitura.

Antes disso, os profissionais realizaram assembleias, indicativo e estado de greve, reuniões e também ingressaram com ações judiciais para garantir o cumprimento do plano de carreira.

Presidente do sindicato, David Chadid, comemorou a publicação e destacou que a conquista é resultado da mobilização da categoria.

“Foram dias tensos e de muita negociação. Tivemos que recorrer à Justiça algumas vezes, mesmo tendo decisões favoráveis anteriores, inclusive até do STJ, e também mobilizar os profissionais para pressionar. Essa publicação é uma vitória, resultado da nossa luta, que mostra a força da nossa categoria”, afirmou.

Segundo Chadid, o reposicionamento contempla cirurgiões-dentistas com carga horária de 20h e 40 horas semanais, tanto de 2ª quanto de 1ª classe. 

“Conquistamos integralmente o nosso tão sonhado reposicionamento. Foi uma grande vitória”, afirmou Chadid.

Paralelamente ao acordo, o sindicato também comemorou a aquisição de novos compressores pela prefeitura, equipamentos considerados essenciais para o funcionamento de consultórios odontológicos nas unidades de saúde. Os aparelhos já começaram a ser instalados em algumas unidades da rede municipal.

“Essa é uma luta antiga do sindicato. Fizemos várias denúncias, tanto para a sociedade quanto para o Ministério Público. Hoje podemos comemorar mais essa vitória para os profissionais e, principalmente, para a população, que voltará a ter atendimento de saúde bucal ao seu alcance”, completou.

Imbróglio judicial

As partes tentavam um acordo desde novembro do ano passado. Para o presidente do Sioms, a paralisação prolongada era prejudicial para a população de Campo Grande e para os próprios profissionais.

“Os profissionais investiram tempo e recursos em especializações e abdicaram de tempo com a família para melhor atender a população. Estamos falando de recursos significativos, que também ajudam a movimentar a economia de Campo Grande”, afirmou.

Segundo ele, o setor odontológico público movimenta cerca de R$ 12 milhões por ano no município.

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