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TRÂNSITO

Detran-MS aplicou 1 milhão de multas, recorde histórico

Conduzir acima da velocidade da via e avançar o sinal vermelho são as violações mais frequentes em Mato Grosso do Sul

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Mato Grosso do Sul alcançou a marca de um milhão de infrações de trânsito em 2025, o que significa recorde estadual de multas em um ano, pelo menos desde 2021, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

No portal de números do órgão, foram totalizadas, até o dia 29 de dezembro, 1.024.477 de multas. Ao todo, foram aplicadas 377.081 infrações médias (4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16), 238.258 infrações gravíssimas (7 pontos e multa de R$ 293,47), 199.353 graves (5 pontos e multa de R$ 195,23) e 18.867 leves (3 pontos e multa de R$ 88,38).

As outras 169.562 foram classificadas como multa por não indicação do condutor (NIC), quando uma penalidade é aplicada a pessoas jurídicas e o motorista responsável por uma infração de trânsito em veículo de frota não é identificado em até 30 dias, não resultando em pontos na carteira. Entretanto, o valor da multa é dobrado.

Nos últimos cinco anos, Mato Grosso do Sul acumulou mais de 3,6 milhões de infrações, sendo 802.404 em 2024, 630.628 em 2023, 542.504 em 2022 e 603.939 em 2021. Segundo o chefe de fiscalização do Detran-MS, Ruben Ajala, este recorde negativo para o Estado é resultado de uma soma de fatores.

“Eu sempre falo que é uma somatória entre a imprudência do motorista e o avanço da tecnologia na instalação de medidores de velocidade, em que a gente consegue fazer o controle de velocidade nas rodovias estaduais e também o aumento da fiscalização”, disse ao Correio do Estado.

A violação mais registrada durante o ano foi por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, com 329.287 ocorrências, o que corresponde a 32,14% do total.

Considerada uma infração média, a transgressão resulta em R$ 130,16 de multa e 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme consta no art. nº 218, I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Um agravante deste tipo de violação ocorre quando o condutor transita em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% e até 50%, o que passa a ser considerada infração grave, ou seja, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. Esta, segundo o Detran-MS, foi a segunda mais comum no Estado, com 103.831 registros (10,14%).

Em seguida, para fechar o top três das mais frequentes em 2025, está o avanço de sinal vermelho do semáforo, com 84.676 (8,27%), infração gravíssima que resulta em multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH, sem exceção de horário.

Para 2026, Ruben Ajala é cauteloso e diz que o órgão sempre busca reduzir o número de infrações, por meio de ações educacionais e com o aumento nas fiscalizações.

“A gente tenta primeiramente nas ações educativas, levando conscientização, procurando melhorar a nossa qualidade na questão de exames de trânsito no processo de CNH e também, na segunda alternativa, ampliando a fiscalização para que as pessoas tenham essa consciência também por meio de uma preservação, em que nossas viaturas e nossos agentes estarão distribuídos para garantir que o condutor visualize a viatura e já tenha uma ação preventiva também”, destaca o chefe de fiscalização do órgão.

SEM HABILITAÇÃO

Com 16.207 ocorrências, a violação de dirigir sem ter CNH, permissão para dirigir (PPD) ou autorização para conduzir ciclomotores (ACC) é a 12ª mais relatada durante o ano passado no Estado.

Inclusive, essa foi a principal justificativa para o lançamento da nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no dia 9 de dezembro, que impôs novas regras para obtenção do documento em todo o País, prometendo baratear em até 80% o processo e deixar mais prático.

À reportagem, Ruben Ajala disse acreditar que a nova resolução vai trazer redução quanto ao número de condutores sem o documento, mas que o problema não será solucionado totalmente.

“Ela pode trazer uma redução, porque com o baixo valor da CNH ela pode ter um aumento na procura das pessoas que queiram se habilitar, por causa dessa questão financeira, mas ela não vai resolver 100%. A gente vai ter aí um processo, eu falo que há um período, um médio e longo prazo em que a gente vai ter sim uma redução, porque as pessoas, agora com a CNH com o baixo custo, vão poder ter acesso e retirar”, afirma.

Segundo divulgação do Detran-MS, com base nos dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), desde o dia 9 de dezembro, quando o Diário Oficial da União publicou a Resolução nº 1.020 do Contran, Mato Grosso do Sul registrou 21,3 mil requerimentos pelo aplicativo CNH do Brasil.

Excesso de velocidade é a principal infração cometida no trânsitoExcesso de velocidade é a principal infração cometida no trânsito - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Detalhando os requerimentos, 79,2% são para categoria AB (motocicletas e carros), 17,7% para a categoria B (carros de até 3,5 mil kg e com capacidade para até 8 passageiros), e 3% para categoria A (veículos motorizados de duas ou três rodas, como motocicletas, motonetas, ciclomotores e triciclos).

Para Rudel Trindade, diretor-presidente do órgão, a nova legislação trará um impacto positivo, conforme disse ao Correio do Estado dias após aprovação da resolução.

“Eu acho que isso [as mudanças] vai favorecer muita gente. A gente tem acompanhado principalmente a questão dos motociclistas. A grande maioria dos motociclistas que se acidentam fatalmente não tem CNH. Esse fato de o cidadão não ter CNH por conta de custo e burocracia é injusto. Então, acho que isso vai beneficiar”, disse.

A nova forma de tirar o documento, no entanto, ainda não está plenamente implantada em Mato Grosso do Sul, como mostrou reportagem do Correio do Estado em dezembro. A previsão para que os benefícios estejam implantados no Estado é de fevereiro deste ano.

Isso porque, segundo o Detran-MS, para as medidas entrarem em vigor, é necessário que algumas leis estaduais mudem e, como estamos no meio do recesso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que só retoma suas atividades normais após o dia 3 de fevereiro, somente após essa data os projeto de lei devem ser votados e as mudanças efetivadas no Estado.

*Saiba

Das mais de 1 milhão de multas aplicadas em Mato Grosso do Sul em 2025, Campo Grande é responsável por 410.288 infrações. Desde 2021, cerca de 2,1 milhões de infrações já foram registradas na Capital.

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estragos

Pela segunda vez em dois meses, chuva arranca asfalto na Rachid Neder

Avenida é considerada ponto crítico em dias de chuva forte, pois sempre há alagamento e estragos

06/01/2026 17h16

Asfalto da Rachid Neder foi arrancado com a chuva

Asfalto da Rachid Neder foi arrancado com a chuva Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A forte chuva que caiu nesta terça-feira (6) causou alagamentos e alguns estragos em Campo Grande. Entre eles, a Avenida Rachid Neder, que é considerado um ponto crítico sempre que chove na Capital, teve parte do asfalto arrancado pela segunda vez em menos de dois meses.

Em 14 de novembro do ano passado, também após chuvas, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e 'em pedaç os’, situação que se repetiu nesta tarde, porém em outro trecho da avenida.

Na ocasião anterior, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), intensificou os trabalhos durante o período de estiagem para recuperar os estragos provocados pelo temporal.

A recomposição do asfalto levado pela enxurrada na rotatória da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel foi feita no dia 19 de novembro.

Na tarde de hoje, menos de dois meses após a recomposição, trecho da Rachid Neder registrou alagamento e, após a água baixar, vários trechos estavam em pedaços, com o asfalto levado, mas em pontos distintos.

Conforme o meteorologista Natálio Abrahão, em pouco mais de uma hora, choveu 38 mm em algumas regiões da cidade, volume considerado alto para o curto espaço de tempo.

A previsão do tempo aponta que deve ocorrer pancadas de chuva durante toda a semana em Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja e amarelo, de potenciais perigos para o Estado para hoje e quarta-feira (7).

Asfalto da Rachid Neder foi arrancado com a chuvaAsfalto foi arranco em diversos pontos da via (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Solução custa R$ 200 milhões

Conforme reportagem do Correio do Estado, a solução para o alagamento constante causado por grandes volumes de precipitação na rotatória da Rachid Neder com Ernesto Geisel custa cerca de R$ 200 milhões, o que contemplaria as duas margens do Córrego Segredo, onde seriam feitas galerias, bacias de contenção, entre outras melhorias.

Em novembro, o secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, informou que não há previsão para que aquela região receba intervenções que possam resolver o problema.

Segundo disse o secretário na ocasião, algumas intervenções pontuais foram feitas em várias regiões da cidade, como drenagem e pavimentações em vias, porém, o projeto para aquela região em específico foi submetido ao crivo do governo federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entretanto, ele não foi aceito.

“Nós enviamos um projeto para o [Novo] PAC da Rua Corguinho, na margem direita do córrego, o que resolveria em parte o problema ali. O projeto era de R$ 80 milhões, mas foi negado”, explicou Miglioli.

“A drenagem naquela região está subdimensionada, então, precisamos fazer novas galerias para que essa água possa escoar e evitar a inundação na região, além de bacias de contenção de água pluvial”, completou.

O projeto existe desde 2018, quando havia a previsão de construção de barragens que evitassem o transbordamento das águas na região. Na época, a previsão de gastos era de R$ 120 milhões, valor que subiu desde então a ideia segue no papel.

Mais estragos

Além da Rachid Neder, vários pontos da Capital registraram alagamentos na tarde desta terça-feira. 

Na Avenida Três Barras, além dos alagamentos, moradores relataram queda de granizo.

Em outro ponto da região central, na Rua José Antônio, galhos de uma árvore quebraram, e ela caiu em um dos lados da pista de rolamento, interditando parcialmente a via.

Entre a Avenida Afonso Pena com a rua Cacilda Arantes a água tomou conta da rua, assim como na Via Parque, próximo ao Shopping Campo Grande, onde as ruas viraram rios, com motoristas relatando problemas em veículos ao tentar se aventurar na enxurrada.

Próximo a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o córrego Bandeira transbordou, também alagando a rua e deixando motoristas ilhados.

* Colaborou Laura Brasil

novos milionários

Vencedores da Mega da Virada em MS já retiraram o prêmio de quase R$ 200 milhões

Sul-mato-grossenses investiram R$ 1,2 mil e levaram o prêmio de R$ 181,8 milhões; dois acertadores ainda não procuraram a Caixa para receber a premiação

06/01/2026 17h00

Bolão de 10 cotas feito em Ponta Porã acertou a sena

Bolão de 10 cotas feito em Ponta Porã acertou a sena Arquivo

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Os moradores de Ponta Porã que ganharam a Mega da Virada 2025 já procuraram a Caixa Econômica Federal para retirar o prêmio, que soma quase R$ 181,8 milhões. A aposta sul-mato-grossense foi realizada em um bolão de 10 cotas e cada apostador vai receber R$ 18,1 milhões.

Além da aposta realizada na cidade de Mato Grosso do Sul, houve outros cinco acertadores do prêmio principal, sendo uma aposta registrada em lotérica de João Pessoa (PB), outra em Franco da Rocha (SP) e três apostas realizadas por meio do canal digital em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG).

Conforme o Estadão, os ganhadores das cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo também já receberam os prêmios, enquanto os sortudos de João Pessoa e Franco da Rocha ainda não procuraram a Caixa para receber a premiação milionária.

O prazo para receber os prêmios termina no dia 1º de abril de 2026. Após o período, os valores são enviados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudando do Ensino Superior (FIES).

O concurso especial pagou, ao todo, R$ 1.091.357.286,52, valor dividido igualmente entre os acertadores das seis dezenas. É o maior prêmio da história já sorteado em qualquer loteria brasileira.

O sorteio, que estava previsto para o dia 31 de dezembro, foi realizado no dia 1º de janeiro de 2026, após atraso provocado pelo grande volume de apostas registradas nas últimas horas antes do encerramento dos jogos. 

Os números sorteados foram: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59.

Investimento rendeu

O bolão registrado em Ponta Porã custou R$ 1.260. Com 10 cotas, o valor ficou em R$ 126 para cada pessoa, caso tenha comprado apenas uma cota.

O bilhete comprado em uma lotérica de João Pessoa foi o único com a compra mínima (de seis números), ao custo de R$ 6, a ganhar o sorteio e levou os quase R$ 182 milhões do prêmio.

O bilhete mais caro a ganhar o prêmio milionário custou R$ 18.018. Foi o bolão feito em Franco da Rocha com 14 números, que será dividido entre 18 ganhadores. Cada um vai receber cerca de R$ 10 milhões.

Dois bilhetes de nove números, ao custo de R$ 504 cada, também foram sorteados, um em São Paulo e outro em Belo Horizonte.

Houve ainda uma aposta simples vencedora no Rio de Janeiro, de dez números, que custou R$ 1.260. O valor de cada aposta foi divulgado pela Caixa.

Além dos vencedores da sena, milhares de apostadores em todo o país também foram contemplados nas faixas inferiores. A Quina, destinada a quem acertou cinco números, teve 3.921 apostas ganhadoras, com prêmio individual de R$ 11.931,42. Já a Quadra, que premia quem acerta quatro dezenas, pagou R$ 216,76 para cada um dos 308.315 ganhadores.

Até a publicação desta reportagem, o site da Caixa ainda enfrenta instabilidades e não é possível consultar o rateio de quantos apostadores sul-mato-grossenses foram premiados com a quina e a quadra da Mega da Virada.

O próximo sorteio da Mega-Sena, concurso 2856, ocorre nesta terça-feira (6), a partir das 21h (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas ou pelos canais eletrônicos da Caixa. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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