Cidades

TETRAPLÉGICA

Dez anos depois de acidente, placa perfura esôfago e mulher de 37 anos morre

Vítima estava internada desde o dia 5; faria substituição da placa de titânio

Laura Holsback

12/07/2015 - 15h43
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Dez anos depois de sofrer acidente automobilístico e ficar tetraplégica, Regina Barbosa de Souza, 37 anos, morreu por volta das 7h50min deste domingo (12), no Hospital Unimed, na Avenida Mato Grosso, Bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Ela tinha uma placa de titânio na coluna, que perfurou seu esôfago e, por conta disso, estava internada para ser submetida a cirurgia de substituição.

A mãe da vítima, de 64 anos, informou à Polícia Civil, que investiga o caso como morte a esclarecer, que a filha havia ficado tetraplégica em decorrência de acidente, ocorrido há 10 anos. Havia sofrido trauma na coluna e tinha placa de titânio na região do pescoço, a qual se deslocou e perfurou seu esôfago.

Regina estava internada no hospital Unimed desde o dia 5 deste mês para cirurgia de substituição da placa. No dia 11, teve complicações na saúde, que culminaram em insuficiência respiratória aguda, pneumonia e choque séptico. Ela foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu às 7h50min de hoje.

Como a causa do óbito ainda não foi comprovada e por ter acontecido dentro de unidade hospitalar,o caso foi levado à polícia que abriu inquérito como morte a esclarecer.   

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Adolescente que matou homem após carreata em Bonito é localizado

Pai envolvido em briga se apresentou na Delegacia para prestar depoimento, mas foi liberado; caso ocorreu às vésperas da eleição, no último sábado (24)

29/10/2026 11h30

Ewerton Rodrigues morreu em confusão após carreata política

Ewerton Rodrigues morreu em confusão após carreata política Montagem / reprodução

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O adolescente, de 16 anos, responsável pela morte de Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, foi localizado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) na tarde dessa quarta-feira (28), em Aquidauana, a 127 quilômetros de onde ocorreu o crime.

A morte teria ocorrido em confusão após carreata política que aconteceu durante o último sábado (24), às vésperas da eleição, em Bonito, e o rapaz estava foragido há quatro dias junto a mãe e ao pai, Márcio Cossari, de 47 anos, que esteve envolvido na briga que ocorreu minutos antes.

Segundo a PCMS, em operação conjunta da Delegacia Regional de Aquidauana e de Jardim, os policiais cumpriram o mandado judicial de apreensão do adolescente, localizado em uma casa de um amigo da família, no bairro Cidade Nova, em Aquidauana.

Conforme informado ao Correio do Estado, os policiais chegaram ao local indicado e na presença dos agentes onde estava escondido, o adolesente se apresentou, acompanhado da mãe e dos seus advogados.

A PCMS ainda informou à reportagem que ele será encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (UNEI), conforme definido pelos órgãos competentes, e responderá por ato infracional análogo aos crimes de homicídio tentado e homicídio qualificado.

Posteriormente, Márcio Cossari que também estava foragido compareceu à Delegacia Regional de Jardim, acompanhado de seu advogado para apresentar sua versão dos fatos. O homem foi liberado, mas deve ser investigado pelos crimes de porte ilegal de arma e lesões corporais recíprocas.

Homicídio

Conforme informações policiais, Ewerton foi atingindo com três tiros durante o sábado e chegou a ser encaminhado para o Hospital Darcy João Bigaton, mas morreu assim que deu entrada na unidade médica.

O crime teria iniciado com uma discussão entre alguns homens que estavam no local e posteriormente evoluiu para uma briga corporal, envolvendo principalmente Márcio Cossari, pai do adolescente que atirou contra os envolvidos.

Vendo a briga que o pai estava, ele teria ido até a caminhonete buscar uma arma de fogo e, ao se aproximar da confusão, efetuou três disparos que atingiram Ewerton.

Um outro homem que estava no local também ficou ferido ao ser atingido por dois tiros e foi encaminhado ao hospital, posteriormente transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde ainda recebe atendimento médico.

A morte de Ewerton ganhou destaque nas redes sociais especialmente por acontecer ao fim de uma carreata em favor do então candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.

Apesar de algumas suspeitas indicarem que a confusão inicial seria por motivação política, a tese não foi confirmada, e é negada por alguns familiares de Ewerton.

A família da vítima fatal divulga por meio de um perfil criado para pedir justiça por Ewerton, afirma que ele não participou da briga, mas tentava apartar a luta corporal quando foi atingido pelos disparos.

Em vídeo que circula nas redes sociais é possível ver que mais de uma pessoa estiveram envolvidas na confusão, além do barulho dos disparos efetuados pelo adolescente.

De acordo com a Polícia as investigações prosseguem para o esclarecimento das circunstâncias do caso e a apuração das condutas dos envolvidos.

"consorte"

Operação prende advogada e PM que estavam a serviço do PCC

O casal utilizava suas prerrogativas funcionais para fazer uma espécie de "ponte" entre criminosos presos e aqueles que estão nas ruas

29/10/2026 11h25

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande arquivo

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Uma advogada e um policial militar foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Batizada de "Consorte" a operaçãoé, na prática, a terceira fase da "Operação Courrier”, e teve como objetivo cumprir  dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Dourados.

O PM e a advogada, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de estarem a serviço do PCC e de atuaram como uma espécie de "pombo-correio". 

As investigações do Gaeco apontam para a atuação do casal envolvido com o núcleo “Sintonia dos Gravatas”, no qual advogados se utilizam indevida e criminosamente de suas prerrogativas profissionais para transmitir recados e comandos entre lideranças presas e outros integrantes da organização criminosa que estão nas ruas.  

O policial militar, por sua vez, é investigado pelo uso de suas credenciais funcionais para obter e disponibilizar informações de sistemas restritos da segurança pública à advogada, sua esposa, que, por sua vez, as repassava a integrantes do PCC. A apuração envolve a prática dos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

A Operação contou com a participação da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O nome da Operação “Consorte” remete ao fato de que os investigados são casados e atuam em parceria na empreitada criminosa.
 

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