Adiantada, a obra realizada no cruzamento da rua José Antônio com a Avenida Fernando Corrêa - para correção de cratera aberta há mais de três meses - deve ser concluída antes do prazo para entrega, sendo que o andamento dos trabalhos deve liberar o trânsito no local nas próximas duas semanas.
Conforme equipe da Engevil Engenharia LTDA, a solução agora deve ser definitiva para o problema de solapamento que afeta a região.
Em explicação do serviço executado, o coordenador dos trabalhos explica que agora as equipes trabalham nas partes finais de concretagem do fundo do canal, mas que, agora, "o pior já passou".
Segundo o engenheiro, nessa frente principal a concretagem ganhou dimensões que darão a sustentação necessária: sendo 4 metros de puro concreto no trecho da José Antônio, que solidificam uma coluna de 1,6 metros do fundo do lago até a superfície.
Pela edição do Diário Oficial de Campo Grande, do dia 29 de março, sabe-se que a empresa responsável faturou R$ 710.863,04, sendo que restam agora pouco mais de 40 dias para a conclusão dos trabalhos.
Confira o passo-a-passo de execução das obras:
- Recompor o fundo do canal
- Abrir o aterro da cabeceira da ponte
- refazer o concreto
- reaterrar com a nova pavimentação
Lago do Amor
Indo em direção ao bairro Pioneiros, o obra do Lago do Amor ainda tem cerca de 72 dias de trabalho pela frente e, com o pagamento em dia além da trégua da chuva, a expectativa é que nada atrapalhe mais o decorrer dos serviços no local.
Importante lembrar que, para a recomposição estrutural do aterro, vertedouro, muro de contenção e seus complementos, a CCO embolsou quase 3,9 milhões de reais (R$ 3.880.427,10).
Lago do Amor tem 72 dias de obra pela frente. Foto: G.OAtualmente, duas novas armações estão sendo feitas ao lado da vazão que já existe ali. Como o terreno possui um subsolo muito molhado, diversas minas d'água "atrapalham" a sustentação, que precisa primeiro de uma base aterrada para suportar qualquer estrutura.
Ainda haverá a construção de um novo muro, para ser edificada a boca final para mais uma vazão da água vinda do Lago do Amor.
Vale ressaltar que a vasão existente consiste em um canal que já é dividido ao meio, para jorrar a água que desce por dois vertedouros.
"Foi colocado primeiro o concreto magro, para erguer a armação, que por sua vez será concretada para que a mureta seja erguida", esclarece o engenheiro do local.
Após essa base que vem sendo estruturada, as equipes devem jogar aterro batido até atingir o nível necessário, para reconstrução posterior da calçada e demais acabamentos.
Entretanto, o profissional frisa que o desassoreamento do Lago do Amor "seria muito interessante" e, caso já tivesse sido executado, pouparia até mesmo o atual processo de construção de um novo vertedouro.
"Não ia ter tanta enchente, porque o espelho d'água está pequeno. Se desassorear vai aumentar a profundidade e não precisava nem fazer isso", conclui.
Outros pontos
Problema no Alves Pereira dura mais de três meses. Foto: G.OAlém dessas obras, vale destacar que moradores da região do Alves Pereira - sem previsão de quando a ponte sobre a rua Rivaldi Albert será entregue - aguardam há mais de dois meses a solução de um problema que impacta o cotidiano, alterando rotas dos trabalhadores e traz riscos à saúde e segurança da população local.
Também, no trecho que dá acesso ao Hospital São Julião, as águas das chuvas derrubaram uma parte da pista de rolamento da rua Lino Villacha e a passarela da calçada, removendo inclusive parte da cerca de proteção do lugar, e alterando a rota de quem precisa acessar a unidade hospitalar da região.
Enquanto esse primeiro ponto segue em "fase de planejamento", sem previsão de início das obras ou qualquer intervenção além das que bloqueiam a passagem, conforme previsões da prefeitura, os serviços de recomposição das obras do Hospital devem ser entregues até o fim deste mês.





