Cidades

obra de R$ 472 milhões

DNIT mantém previsão de concluir obra da Rota Bioceânica em 2026

DNIT diz que paralisação da terraplanagem ocorre só por conta das chuvas e que não existe pedido de reajuste do contrato da alça de acesso à ponte em Porto Murtinho

Continue lendo...

Apesar da interrupção parcial das obras que integram os 13 quilômetros da alça de acesso à ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, e mesmo levando em considração o fato de que apenas 27,25% do projeto foi executado até agora, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) mantém a previsão de concluir os trabalhos até o final do próximo ano.

A única ressalva para um possível descumprimento do cronograma, segundo o DNIT, seria algum atraso na liberação do restante do orçamento. Até agora foram  repassados R$ 139.522.946,68 ao consórcio PDC Fronteira, composto pelas empreiteras  Caiapó, Paulitec e DP Barros, empresas de Goiás e São Paulo. A obra toda foi contratada por R$ 472,4 milhões. 

As paralisações pontuais dos serviços de terraplanagem "se devem ao fato do início do período chuvoso, não havendo nenhum outro motivo de solicitação de reequilíbrio financeiro", segundo o comando do DNIT de Mato Grosso do Sul. 

Conforme estação do INMET instalada na área rural de Porto Murtinho, a soma das chuvas de outubro e novembro é de 173 milímetros. A média história para a região nestes dois meses do ano é de 282 milímetros. Nas estações do Inmet instaladas na área urbana de Porto Murtinho, mais próximas do local das obras, os volumes de chuva não foram disponibilizados nos últimos meses. 

Esta versão de que as chuvas são as únicas responsáveis pela paralisação parcial dos trabalhos contradiz, em parte, a informação repassada no canteiro de obras, onde técnicos envolvidos nos trabalhos informaram que o consórcio responsável pela obra estaria solicitanto reajuste do contrato, firmado em R$ 145,9 milhões somente para a terraplanagem.

Os mesmos técnicos informaram, também, que as obras, que no primeiro ano avançaram menos de 30%, seriam concluídas somente em 2028. 

De acordo com o DNIT, até agora foram concluídos 8,14 quilômetros de terraplanagem, nos quais foram compactados 895,1 mil metros cúbicos de terra e cascalho. Esse volume equivale à carga de cerca de 60 mil caminhões caçamba, que transportam em torno de 15 metros cúbicos por viagem. 

Mas, apesar de boa parte os 13 quilômetros de rodovia já estarem com a terraplanagem concluída, o volume de terra utilizado até agora aquivale a apenas 40% daquilo que será necessário, segundo o DNIT.

E, apesar de as chuvas estarem atrapalhando o andamento da terraplanagem, "durante esse período, a empresa segue executando os serviços de concretagem das estruturas de ligamento das sete obras de arte especiais que compõem a alça de acesso à Ponte Bioceânica", informa o DNIT.

O andamento das sete pontes ou viadutos que seguem em andamento estão em diferentes estágios, variando de 4,67% a 72,39% de execução, segundo o DNIT.

Os trabalhos para construção do acesso à ponte começaram em setembro de 2024 e o contrato estipula prazo de 26 meses para conclusão dos trabalhos. 

ROTA BIOCEÂNICA

Os 13 quilômetros de rodovia, em área alagável do Pantanal, vão ligar a BR-267 à cabeceira da ponte sobre o Rio Paraguai. Esta ponte, cujas obras começaram em fevereiro de 2022 e são bancada pelo Governo do Paraguai, estão com cerca de 85% dos trabalhos concluídos 

A ponte terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura. Ela está sendo instalada a 35 metros acima da calha do Rio Paraguai, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura. Para concluir esta parte estaiada faltam apenas 166 metros. 

Tanto a ponte, orçada em cerca de R$ 500 milhões, quanto alça de acesso, fazem parte das obras da chamada Rota Bioceânica, um corredor rodoviário com 2,4 mil quilômetros ligando os oceanos Atlântico ao Pacífico, passando pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Chiele.

A expectativa é de que a junção das duas frentes de obra na ponte ocorra no fim de abril de 2026. A coonstrução da ponte faz parte de um pacote de obras US$ 1,1 bilhão  do país vizinho. A maior parte deste volume, em torno de R$ 5 bilhões, está sendo investida na pavimentação de 580 quilômetros de rodovias, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

"consorte"

Operação prende advogada e PM que estavam a serviço do PCC

O casal utilizava suas prerrogativas funcionais para fazer uma espécie de "ponte" entre criminosos presos e aqueles que estão nas ruas

29/10/2026 11h25

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande arquivo

Continue Lendo...

Uma advogada e um policial militar foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Batizada de "Consorte" a operaçãoé, na prática, a terceira fase da "Operação Courrier”, e teve como objetivo cumprir  dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Dourados.

O PM e a advogada, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de estarem a serviço do PCC e de atuaram como uma espécie de "pombo-correio". 

As investigações do Gaeco apontam para a atuação do casal envolvido com o núcleo “Sintonia dos Gravatas”, no qual advogados se utilizam indevida e criminosamente de suas prerrogativas profissionais para transmitir recados e comandos entre lideranças presas e outros integrantes da organização criminosa que estão nas ruas.  

O policial militar, por sua vez, é investigado pelo uso de suas credenciais funcionais para obter e disponibilizar informações de sistemas restritos da segurança pública à advogada, sua esposa, que, por sua vez, as repassava a integrantes do PCC. A apuração envolve a prática dos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

A Operação contou com a participação da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O nome da Operação “Consorte” remete ao fato de que os investigados são casados e atuam em parceria na empreitada criminosa.
 

castigo

Campo Grande deve perder nova fatia do bolo do ICMS em 2027

Previsão é de queda de 0,46 ponto percentual no repasse à Capital, o que representa perda da ordem de R$ 21 milhões

29/10/2026 11h08

Em 2012, percentual do ICMS repassado à capital era de 25,34%. Em 2027 este percentual deve ser de apenas 11,65%

Em 2012, percentual do ICMS repassado à capital era de 25,34%. Em 2027 este percentual deve ser de apenas 11,65%

Continue Lendo...

Em queda praticamente ininterrupta desde 2012, a fatia do bolo do ICMS que cabe a Campo Grande deve sofrer nova redução no próximo ano, passando dos atuais 12,11% para 11,65% daquilo que é dividido entre os 79 municípios. O percentual provisório foi divulgado em resolução publicada nesta quinta-feira (29) no diário oficial do Estado. Porém, os prefeitos ainda podem contestar este rateio. 

A redução de 0,46 ponto percentual pode parecer insignificante. Porém, ao final de um ano isso significa perda da ordem de R$ 21 milhões. A previsão do Governo do Estado é de que o ICMS do próximo ano garanta faturamento da ordem de R$ 18,5 bilhões. Desse total, R$ 4,61 bilhões (25%) serão repassados aos municípios.

E, supondo que estes números se confirmem e o percentual que cabe a Campo Grande não sofra alteração, os repasses cairiam de R$ 558 milhões (se o índice fosse de 12,11%) para R$ 537 milhões (índice de 11,65%). Então, se os números se confirmarem, seria uma média mensal de R$ 44,7 milhões.

Na prática, porém, este repasse tende a ser ainda menor, já que o faturamento total de ICMS está crescendo menos que a inflação. Nos primeiros nove meses deste ano, por exemplo, o repasse médio para Campo Grande foi de R$ 43,6 milhões.

Os recursos que deixarão de ser repassados aos cofres de Campo Grande irão para outros municípios e o principal beneficiado será Ribas do Rio Pardo, que tem 4,8% do território estadual e que em 2024 recebeu a fábrica de celulose da Suzano, que são critérios fundamentais para a divisão do bolo pela atual legislação.

A previsão é de que o percentual de Ribas do Rio Pardo salte de 1,9% para 2,8%. Caso se confirme a previsão de R$ 4,61 bilhões aos municípios, a parcela do município com cerca de 24 mil habitantes vai saltar de R$ R$ 87,6 milhões para R$ 129,1 milhões, o que representa acréscimo da ordem de R$ 3,5 milhões.

Caso se confirmem os números, o repasse per capito para os habitantes de Ribas em 2027 será R$ 5.379,00. Enquanto isso, os moradores de Campo Grande serão contemplados com apenas 10% deste montante, em torno de R$ 553,00.

O tamanho do município, independentemente da quantidade de moradores, é um dos principais critérios para a divisão do bolo, o que acaba beneficiando os moradores de municípios como Aquidauana (4,7%) Ribas do Rio Pardo (4,8%), Porto Murtinho (4,9%) e Corumbá (18%).  Campo Grande, por sua vez, tem apenas 2,2% do território, embora concentre mais de um terço da população.

Antes da adoção dos atuais critérios de divisão do bolo, a Capital chegou a receber 25,34% de tudo aquilo que era repassado pelo Estado às prefeituras, como ocorreu em 2012. Se fossem mantidos aqueles percentuais em vez de receber R$ 537 milhões no próximo ano, a cidade receberia em torno de R$ 1,16 bilhão, ou R$ 97,4 milhões mensais.

Além do critério territorial, a geração de riquezas nos diferentes municípios também tem peso relevante na divisão do bolo. E, a ativação da fábrica de celulose acabou ajudando Ribas e reduzindo a parcela de Campo Grande. Fenômeno semelhante tende a ocorrer com Inocência depois da ativação da fábrica da Arauco. 

Os critérios para divisão do bolo são quase todos objetivos. Porém, são definidos por legislação estadual, que poderia sofrer alteração. Pelo menos 13 dos 24 deputados estaduais têm Campo Grande como principal base eleitoral. Um deles é casado com a prefeita da Capital. Porém, não existe notícia de que algum deles tenha apresentado algum projeto para tentar aumentar a fatia deste bolo para o município. 

A previsão é de que o percentual definitivo de cada cidade seja publicado somente no começo de janeiro. A partir de agora os prefeitos tem 30 dias para contestar os índices. Estes, porém, serão definidos com base nos critérios que estão em vigor, o que reduz a possibilidade de mudanças significativas. 
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).