Cidades

ANIVERSÁRIO

Dois agressores de mulheres foram presos por dia em
Campo Grande em 2015

Casa da Mulher Brasileira completou 1 ano de funcionamento nesta quarta-feira

LAURA HOLSBACK E KLEBER CLAJUS

03/02/2016 - 10h50
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Dois agressores de mulheres foram presos por dia em um ano de funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, inaugurada no ano passado em Campo Grande. Os dados foram divulgados em solenidade, nesta quarta-feira (3), junto com a instalação de sala específica para a Polícia Militar, integração de sistemas de informática e lançamento de projeto de qualificação profissional.

No período, 11.070 mulheres vítimas de violência recorreram ao atendimento policial e psicossocial ofertado na unidade localizada no Jardim Imá. Ao todo 922 agressores foram detidos e 2.444 medidas protetivas concedidas pela Justiça, documento que determina distância do agressor com a vítima.

Há um mês, policiais militares reforçam o quadro de segurança e ganharam oficialmente hoje uma sala para auxiliar outras equipes na confecção de boletins de ocorrência. “Nosso objetivo é garantir a integridade das mulheres. Evitar que agressores circulem pelas dependências da casa e que isso gere desconforto às vítimas”,explicou o primeiro-tenente e coordenador das equipes, Fernando Neves.

Sistemas serão integrados, com uso do Sistema Íris, até março para agilizar e armazenar o histórico de atendimentos na delegacia e defensoria pública existentes na Casa da Mulher.

Há ainda o Programa Liberta Mulheres que assegura, a partir deste mês, qualificação profissional as mulheres atendidas com a concessão de salário mínimo, cesta básica e vale transporte por seis meses. O primeiro grupo de 50 mulheres foi selecionado por critérios como desemprego, existência de filhos pequenos e com medidas protetivas.

RANKING

No ranking dos atendimentos, ameaças lideram com 3,5 mil denúncias. Depois, estão 2,6 mil casos de injúrias. Por fim, foram feitos 407 registros por desobediência a medidas protetivas.

Na conta de suporte a vítimas de violências doméstica, entram 431 mulheres alojadas na casa, nos últimos 12 meses. Vale lembrar que são 10 vagas e a ocupação, que pode ser acompanhada de filhos, dura no máximo 72 horas. Depois do prazo, elas são encaminhadas para abrigos.

Na Casa da Mulher Brasileira, que foi instalada em fevereiro do ano passado na Rua Brasília, no Jardim Imá, além de atendimento policial, vítimas recebem amparo psicológico e jurídico. Denúncias podem ser realizadas pelos telefones 180, 190 e 199.

Segurança Pública

Governo destina R$ 7,5 milhões à Segurança Pública e reforça combate ao crime em MS

Crédito suplementar publicado no Diário Oficial amplia recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública em meio ao aumento das operações policiais e aos investimentos do Estado na área de segurança

12/07/2026 09h15

Recursos de R$ 7,5 milhões serão destinados ao Fundo Estadual de Segurança Pública para fortalecer ações e investimentos no setor.

Recursos de R$ 7,5 milhões serão destinados ao Fundo Estadual de Segurança Pública para fortalecer ações e investimentos no setor. Foto: Divulgação

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Em meio ao reforço das ações de combate à criminalidade e ao aumento das operações policiais em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado autorizou a destinação de R$ 7.586.129,14 ao Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP).

O crédito suplementar foi oficializado por meio do Decreto "O" nº 088/2026, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (10), e integra um pacote de remanejamentos orçamentários que movimenta R$ 38,88 milhões em diferentes áreas da administração estadual.

Os recursos destinados ao Fesp serão empregados na ação orçamentária intitulada "Apoio às ações na finalidade do Fesp", mecanismo utilizado para financiar investimentos voltados à estruturação das forças de segurança, aquisição de equipamentos, fortalecimento operacional e execução de políticas públicas ligadas à prevenção e ao enfrentamento da criminalidade.

Embora o decreto não detalhe a aplicação específica da verba, o reforço amplia a capacidade financeira do Estado para executar programas estratégicos do setor.

A suplementação ocorre em um momento de forte atuação das forças policiais em Mato Grosso do Sul.

Nos últimos meses, operações integradas envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, DOF, Bope, Choque, Polícia Federal e demais órgãos de segurança intensificaram o combate ao crime organizado, especialmente na região de fronteira, considerada uma das principais rotas de tráfico de drogas e armas do país.

Além do reforço para a Segurança Pública, o decreto também redistribui recursos para outras áreas prioritárias.

Na saúde, foram destinados R$ 5,5 milhões para ações de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), enquanto a educação recebeu recursos voltados ao fortalecimento do ensino médio e da educação profissional.

Também foram contempladas a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o sistema penitenciário, a Junta Comercial (Jucems), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e projetos ligados à modernização tecnológica da administração estadual.

O maior reforço individual entre os órgãos contemplados foi justamente o destinado ao Fundo Estadual de Segurança Pública.

O valor supera, por exemplo, os recursos direcionados à Atenção Primária da Saúde e representa uma das principais movimentações orçamentárias do decreto publicado pelo governador Eduardo Riedel.

O crédito suplementar é um instrumento previsto na legislação orçamentária que permite ao Executivo ampliar dotações consideradas insuficientes ao longo do exercício financeiro, utilizando como fonte superávit financeiro, excesso de arrecadação ou remanejamento de recursos entre programas, conforme autorização prevista na Lei Orçamentária Anual.

No caso do Fesp, os recursos são provenientes de superávit financeiro, mecanismo que possibilita o reforço das despesas sem necessidade de criação de novos tributos.

Reforço em meio ao avanço das operações

O investimento ocorre em um contexto de fortalecimento das ações de segurança pública em Mato Grosso do Sul.

O Estado tem ampliado operações contra organizações criminosas, intensificado o combate ao tráfico internacional de drogas na faixa de fronteira e investido na modernização das estruturas policiais, incluindo aquisição de equipamentos, tecnologia e capacitação dos agentes.

Com o novo aporte financeiro, a expectativa é de que o Fundo Estadual de Segurança Pública disponha de maior capacidade para apoiar projetos estratégicos e fortalecer a atuação das forças policiais, em um cenário marcado por desafios crescentes relacionados ao crime organizado e à segurança nas cidades e na região de fronteira.

Luto

Mato Grosso do Sul se despede de Maria Antonina, viúva do ex-governador Marcelo Miranda

Conhecida como dona Mariita, ex-primeira-dama morreu aos 85 anos, em São Paulo, e será velada neste domingo em Paranaíba.

12/07/2026 08h45

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Mato Grosso do Sul voltou a amanhecer de luto neste domingo (12) com a despedida de uma das figuras mais tradicionais de sua história política.

A ex-primeira-dama Maria Antonina Cançado Soares, carinhosamente conhecida como dona Mariita, morreu neste sábado (11), em São Paulo, aos 85 anos, apenas 18 dias após o falecimento do marido, o ex-governador Marcelo Miranda Soares.

Ao lado de Marcelo Miranda, Maria Antonina acompanhou um dos períodos mais marcantes da consolidação política e administrativa de Mato Grosso do Sul.

Ela exerceu o papel de primeira-dama tanto do Estado quanto de Campo Grande, durante a trajetória pública do marido, marcada pelos cargos de prefeito da Capital, senador da República e governador em dois mandatos.

Sempre discreta, participou de ações institucionais e sociais, tornando-se uma presença constante em projetos voltados à assistência e ao atendimento da população. 

Conhecida pelo perfil reservado e pelo forte vínculo com a família, dona Mariita enfrentava problemas de saúde nos últimos meses.

Ela não chegou a participar do velório nem do sepultamento de Marcelo Miranda, realizados em 24 de junho, em Campo Grande, porque permanecia em tratamento médico na capital paulista. 

A morte da ex-primeira-dama encerra, em menos de três semanas, a história de um casal que esteve entre os protagonistas da formação política de Mato Grosso do Sul.

Marcelo Miranda morreu em 23 de junho, aos 87 anos, após complicações de um quadro de pneumonia associado a problemas cardíacos e renais. Sua despedida reuniu autoridades, lideranças políticas e centenas de pessoas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 

Nascida em Paranaíba, em 19 de fevereiro de 1941, Maria Antonina construiu sua vida ao lado de Marcelo Miranda e acompanhou de perto os principais momentos da carreira política do marido.

Durante os anos em que ocupou o posto de primeira-dama, representou o Estado em solenidades oficiais e apoiou iniciativas voltadas à área social, sempre mantendo uma postura discreta e distante das disputas políticas. 

O corpo Maria Antonina será trasladado para Paranaíba, onde ocorrerão as últimas homenagens. O velório está marcado para este domingo (12), a partir das 8h, na Capela Pax Vida, localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 942, no Centro da cidade. O sepultamento está previsto para a tarde, no Cemitério Municipal. 

Maria Antonina deixa quatro filhos, netos, bisnetos e amigos que acompanharam sua trajetória ao longo de mais de seis décadas de vida pública ao lado de Marcelo Miranda.

Sua morte representa o encerramento de um ciclo marcante da história política sul-mato-grossense. Ao lado do ex-governador, ela testemunhou importantes transformações administrativas e institucionais desde os primeiros anos de consolidação de Mato Grosso do Sul.

Em menos de três semanas, o Estado se despede de um casal que marcou época e deixou sua contribuição para a construção da história política e administrativa sul-mato-grossense.

 

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