Cidades

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Dois detentos fogem de presídio no Maranhão

Dois detentos fogem de presídio no Maranhão

AGÊNCIA BRASIL

26/01/2014 - 12h16
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Dois presos fugiram da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) do município de Pedreiras, localizada a cerca de 270 quilômetros da capital, São Luís. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), a fuga ocorreu na tarde de sexta-feira (24).

Um dos presos, identificado como Miciel Roque dos Santos, foi recapturado logo em seguida. O outro, Manoel Gomes da Silva, o Ligeirinho, continua foragido. Os presos escalaram o muro da unidade para fugir, aproveitando uma falha na segurança.

A Sejap informou também que, durante vistoria, agentes penitenciários e monitores descobriram um túnel na cela 12 do Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Imperatriz, a cerca de 750 quilômetros da capital, impedindo a fuga de detentos. Os presos que estavam na cela foram levados para outro espaço na mesma unidade.

No início da noite de quinta-feira (23), um princípio de motim foi registrado no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas, em São Luís. O tumulto aconteu após revista feita pela Polícia Militar em algumas celas da unidade prisional. Na ocasião, os policiais encontraram cerca de 40 armas artesanais, além de aparelhos de televisão e reprodutores de CD. Em represália, os presos jogaram pedras nos policiais e queimaram dois colchões. A polícia interveio jogando bombas de efeito moral.

O sistema carcerário do Maranhão vive uma crise que se acentuou desde o segundo semestre do ano passado. Em outubro, a situação se agravou, com uma rebelião no Complexo de Pedrinhas, deixando nove mortos e 20 feridos. A crise fez com que o governo do estado decretasse situação de emergência. Em um ano, 64 detentos foram mortos nos presídios do estado. Quatro somente este ano.

Detentos de Pedrinhas também ordenaram ataques a ônibus e delegacias de São Luís no dia 3 de janeiro. Duas vítimas dos atentados continuam internadas em hospitais de referência para queimaduras.

A paciente internada no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, Juliane Carvalho Santos, com saúde estável apresenta melhora clínica, segundo boletim médico divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ela teve 40% do corpo queimado e deve passar hoje por mais um desbridamento – procedimento cirúrgico para retirada de pele morta. O estado de saúde outro paciente, Márcio Ronny da Cruz, internado no Hospital de Queimaduras de Goiânia, é estável. Ele teve 72% do corpo queimado.

As pacientes Abyancy Silva Santos e Lorrane Beatriz, que foram tratadas em hospitais de São Luís, já receberam alta médica.

Amanhã (27), a Defensoria Pública começará a fase presencial do mutirão carcerário no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O objetivo é atender todos os 2.704 presos de Pedrinhas. Desses, 1.525 são presos provisórios, que ainda não passaram por julgamento. Os defensores querem identificar os que têm direito à liberdade por estarem presos provisoriamente há mais tempo que o permitido por lei, por já terem cumprido a pena ou que tenham direito à progressão de regime e à liberdade condicional. O atendimento presencial deve durar duas semanas.

Para a terça-feira (28) o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão (Sindspem) convocou ato público em São Luís, no qual vai pedir que o governo reveja a portaria da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), que limita a atuação dos agentes concursados à escolta prisional. A mobilização será de manhã e começará em frente à Sejap, de onde seguirá para a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MA). 

OPERAÇÃO PANTANAL

Chuvas trazem alívio temporário para as queimadas no Pantanal

Pancadas de chuva do fim de semana trouxeram um respiro para o bioma, que sofria com a pior estiagem de sua história

16/09/2024 12h05

Incêndio em coxim se alastrou rapidamente devido ao tempo seco no norte do Estado

Incêndio em coxim se alastrou rapidamente devido ao tempo seco no norte do Estado Foto: reprodução

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Em meio à seca histórica, uma frente fria com grandes pancadas de chuva trouxe um alívio temporário para as queimadas no Pantanal sul-grossense neste último domingo (15). 

De acordo com o informativo do Governo do Estado sobre a ‘Operação Pantanal’, diversas regiões de Mato Grosso do Sul, incluindo a parte pantaneira, registraram uma diminuição significativa dos focos de fogo devido à intensa precipitação do fim de semana. 

As chuvas elevaram a umidade relativa do ar do bioma em 10%, aliviando os efeitos da pior estiagem dos últimos 70 anos.

Em Corumbá , cidade que há dois dias foi 'engolida' por fumaça tóxica de queimadas no Pantanal, as chuvas atingiram um acumulado de 10mm. Apesar de fraca, as precipitações foram constantes e auxiliaram no combate aos incêndios que cercam a capital pantaneira. No entanto, a situação é mais complexa no norte do estado, onde o clima seco e as altas temperaturas ainda predominam.

Em Coxim, um incêndio em vegetação tomou grande proporção devido às rajadas de vento e tempo seco, condições que fizeram com que o fogo se alastrasse rapidamente. 


Confira:

 

 


Novos incêndios 

Apesar do alívio proporcionado pelas chuvas recentes, a previsão meteorológica indica um aumento gradual das temperaturas nos próximos dias, o que pode reavivar o risco de novas queimadas.

Segundo o Governo do Estado, um efetivo  efetivo de 162 bombeiros militares de Mato Grosso do Sul, divididos em diferentes cidades ainda trabalham no combate às queimadas 

Além destes, a operação ainda conta com o apoio de 27 bombeiros do Rio Grande do Sul e Sergipe, 76 militares da Força Nacional de Segurança Pública e representantes da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea, polícias Federal e Militar de Mato Grosso do Sul, agentes do IBAMA, ICMBio e brigadistas do PrevFogo.

Durante a semana, a meteorologia ainda prevê um aumento gradativo nas temperaturas. Segundo a previsão, os próximos dias devem ser marcados por mais calor em Mato Grosso do Sul.

Depois de um amanhecer mais fresco, os termômetros vão subindo durante a manhã e à tarde, principalmente entre esta segunda-feira e terça-feira (16 e 17).

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caso pleyboy da mansão

Segundo júri de Jamilzinho tem somente uma mulher

Duas outras chegaram a ser sorteadas, mas acbaram sendo substituídas a pedido da defesa. Jurados ficarão totalmente isolados durante quatro ou cinco dias

16/09/2024 10h44

Ao contrário do julgamento do ano passado, desta vez Jamil Name Filho preferiu ficar no presídio de Mossoró e participar do júri por vídeo

Ao contrário do julgamento do ano passado, desta vez Jamil Name Filho preferiu ficar no presídio de Mossoró e participar do júri por vídeo

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Somente uma mulher faz parte dos sete jurados que vão dizer se os quatro acusados de envolvimento com o assassinato de Marcel Hernandes Colombo, o Playboy da Mansão, são ou não culpados pela execução, ocorrida em 18 de outubro de 2018. 

O número de mulheres poderia ser maior, mas duas delas foram dispensadas. Além disso, um homem também foi dispensado após a realização do sorteio. 

Normalmente os advogados de defesa preferem um júri formado por homens, já que, em tese, estes são menos susceptíveis aos argumentos emotivos geralmente utilizados pela acusação. 

No primeiro júri ao qual foi submetido Jamil Name Filho, pela morte de Matheus Xavier, em julho do ano passado, o corpo de jurados foi composto por cinco homens e duas mulheres. Mesmo assim, ele foi condenado a 23,5 anos de prisão por ter sido mandante da morte do estudante. 

Os nomes das cerca de 25 pessoas que fariam parte do sorteio dos jurados já eram de conhecimento dos advogados de defesa e acusação, que normalmente fazem um estudo prévio sobre o perfil destes jurados. Por isso, no momento do sorteio, dispensaram três das pessoas que haviam sido inicialmente escolhidas.

Por ser um julgamento que deve durar quatro ou cinco dias, ficarão praticamente isolados dos familiares e vão dormir em um hotel, onde  terão segurança especial durante todo o período.

Alimentação, hospedagem e transporte ficarão por conta da Justiça. Os celulares de todos foram recolhidos e partir do início do julgamento teriam de se pedir a um oficial de justiça caso precisem de algo. Este oficial, por sua vez, terá de pedir autorização do juiz para atender às solicitações.

Previamente informados, praticamente todos já foram ao fórum com malas ou mochilas, pois tinham conhecimento de que poderiam ser sorteados e que teriam de ficar em isolamento. 

Cadê o pistoleiro?

Além de Jamil Name Filho, estão sendo julgados o policial federal  Everaldo Monteiro de Assis e os guardas municipais Marcelo Rios e Rafael Antunes Vieira. Jamilzinho é acusado de ser o mandante e os demais, teriam servido de intermediários. 

O homem que teria feito os disparos,  Juanil Miranda Lima, porém, nunca foi localizado. Ele faz parte da lista vermelha da Interpol, aquela que reúne os bandidos mais procurados do país, mas nunca mais foi localizado. 

Existem suspeitas, inclusive, de que ele tenha sido morto e seu corpo nunca tenha sido localizado. Outros pistoleiros que prestaram serviço a esta quadrilha foram mortos e até esquartejados, como ocorreu Rafael Leonardo do Santos,  encontrado carbonizado em 22 de agosto de 2013 às margens do anel viário de Campo Grande. 

Conforme o MPE, Marcel Colombo foi morto porque dois anos antes teria agredido Jamilzinho após um desentendimento em uma casa noturna de Campo Grande. 

 

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