Cidades

PREVISÃO

Domingo em MS será de chuvas que podem chegar até 100mm, diz Inmet

Previsão coloca todos os 79 municípios do Estado em alerta amarelo e laranja de chuvas intensas

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Seguindo a tendência da última semana, este domingo (14) em Mato Grosso do Sul deve ser chuvoso, com precipitação que pode chegar até os 100 milímetros (mm), de acordo com os alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Assim como grande do País, o Estado também está dentro do aviso de perigo potencial (amarelo) para chuvas intensas no decorrer do dia, e deve seguir até às 10h desta segunda-feira (15). Sem exceção, os 79 municípios sul-mato-grossenses estão inseridos neste alerta.

Em sua descrição, o Inmet avisa para chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, acompanhadas de rajadas de vento de até 60 km/h. Mesmo diante disso, a entidade diz que há “baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas”.

Das cidades de Mato Grosso do Sul que estão inseridas neste alerta amarelo, 19 estão em outro de um patamar mais elevado de perigo, o nível laranja. Para estes municípios, o Inmet fala que há chance alta de precipitação de entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, com ventos intensos de até 100 km/h. Confira abaixo as cidades de MS presentes neste aviso:

  • Anaurilândia
  • Aparecida do Taboado
  • Bataguassu
  • Batayporã
  • Brasilândia
  • Eldorado
  • Iguatemi
  • Itaquiraí
  • Japorã
  • Jateí
  • Mundo Novo
  • Naviraí
  • Nova Andradina
  • Novo Horizonte do Sul
  • Paranaíba
  • Santa Rita do Pardo
  • Selvíria
  • Taquarussu
  • Três Lagoas

Nas orientações, o instituto sugere à população destas cidades a não se abrigar debaixo de árvores, pois há riscos de descargas elétricas, além de desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Em caso de emergência, contatar a Defesa Civil (telefone 199) e o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Estragos

Nesta sexta-feira (12), a cidade de Paranhos, a 462 km de Campo Grande, foi alvo de um forte temporal que deixou um rastro de destruição no município.

Conforme registrado pelo Inmet, a região registrou, entre as 4h e as 18h de ontem, uma precipitação acumulada de 181,6 mm.

A intensidade das chuvas causou a queda da ponte de madeira que passa sobre o Rio Destino e dava acesso ao Assentamento Beira Rio e às aldeias Ypo`i e Sete Cerros na zona rural do município.

Em outro ponto do mesmo rio, uma ponte de concreto foi completamente carregada pelas águas. A estrutura dava acesso à Fazenda Itapuã e ao Assentamento Vicente de Paula e Silva.

Para acessar a cidade, moradores de ambas as regiões afetadas pela queda das pontes terão dar a volta pela Rodovia MS-165, pela linha internacional que separa Brasil e Paraguai.

Com o grande volume de chuva, o Rio Iguatemi chegou a transbordar encobrindo uma ponte, na altura que liga a cidade de Paranhos a Rodovia MS-156, entre Amambai e Tacuru,

Outra inundação ocorreu na zona urbana de Paranhos, onde o Lago Municipal encheu por completo.

*Colaborou Mariana Piell

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"INFILTRADOS"

Três investigados em operação do Gaeco já haviam sido presos e eram monitorados, diz Sejusp

Secretaria afirma que servidores das forças de segurança já eram investigados pelas corregedorias; um deles foi exonerado recentemente

24/09/2026 12h30

A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar

A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar Marcelo Victor

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Três servidores das forças de segurança investigados na Operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira (24), já haviam sido presos anteriormente, e um dos alvos foi exonerado recentemente. A informação consta em nota divulgada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) após a ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

A Sejusp não informou a identidade dos três servidores que já haviam sido presos, nem esclareceu qual deles foi exonerado ou quando ocorreram as prisões anteriores.

Segundo a Secretaria, os agentes alcançados pela operação já eram investigados pelas corregedorias das respectivas forças de segurança antes da ação desta quinta-feira.

A nota afirma também que a Sejusp não compactua com desvios de conduta ou práticas ilícitas cometidas por integrantes das instituições de segurança pública.

A Secretaria declarou ainda que eventuais irregularidades serão apuradas “com rigor”, respeitando a legislação, o devido processo legal e as garantias individuais dos investigados.

Por fim, a pasta afirmou manter o compromisso com a legalidade, a transparência e o fortalecimento dos mecanismos internos de fiscalização e correição das forças de segurança.

"Infiltrados"

A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar. A investigação apura suspeitas de tráfico de drogas e outros crimes envolvendo integrantes das forças de segurança.

Ao todo, a Justiça expediu 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão para cumprimento em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Conforme balanço divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), até então haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

As investigações tiveram início em outubro de 2025, após elementos relacionados ao caso serem encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.

De acordo com o MPMS, o grupo é investigado por um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, especialmente cocaína.

Uma das suspeitas é de que parte dos entorpecentes apreendidos não fosse incluída nos registros oficiais. A investigação também apura a retirada de drogas armazenadas em depósitos de delegacias.

Os entorpecentes desviados seriam posteriormente repassados a traficantes ligados ao grupo e recolocados no mercado ilegal.

DUPLO HOMICÍDIO

Desacerto por drogas foi estopim para mortes de mulheres em Rochedo

Os corpos de Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontrados parcialmente carbonizados

24/09/2026 12h25

A Polícia Civil apreendeu a arma usada no crime, além de celulares e drogas

A Polícia Civil apreendeu a arma usada no crime, além de celulares e drogas Marcelo Vitor / Correio do Estado

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O desacerto por conta de drogas foi a causa das mortes de Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, em Rochedo, nesta quarta-feira (23), segundo o delegado da Polícia Civil no município, Valmir Moura Fé.

Um homem, identificado como Luíz Carlos, vulgo "Bob Esponja", morreu em confronto com a Polícia Militar, enquanto o outro envolvido, Lucas Batista Ferreira, foi preso em Rio Negro. Um menor de idade foi apreendido por guardar drogas em casa e foi enquadrado como crime análogo a tráfico de entorpecentes.

A Polícia Civil apreendeu a arma usada no crime, além de celulares e drogasValmir Moura Fé, delegado da Polícia Civil de Rochedo / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Segundo o depoimento de uma testemunha e de Lucas Batista Ferreira, um grupo de amigos se reuniu antes do crime e, na terça-feira (22), estavam bebendo, quando em determinado momento foram para a casa de Vitória Gabriely, onde continuaram ingerindo bebida alcoólica e usando drogas.

Quando o grupo de amigos foi embora, ficou apenas a testemunha, que é irmão de criação de Vitória Gabriely, e as duas vítimas. Por volta das 3h chegou o Luiz Carlos e começou a ter a desavença com as duas mulheres por conta de droga, mais especificamente com Ellen.

A desavença, segundo Lucas, seria porque a Ellen estaria guardando droga lá na casa a contragosto desse comparsa que estava no telefone. Ela teria vindo de Campo Grande e iria dormir naquela casa.

De acordo com o delegado, Luiz Carlos falava com outro comparsa do crime pelo celular, E em certo momento, ele e o Lucas começaram a bater nas vítimas dentro do quarto, com coturno e usando uma faca também. Além disso, enforcaram as duas mulheres com as mãos e uma corda também.

No exame de perícia, também foram identificadas vários pontos de golpes de facas. Não havia um corte profundo, mas pequenos cortes. Os policiais ainda aguardam o exame necroscópico para entender se a causa da morte foi por causa das facadas ou do enforcamento, porém a primeira impressão das autoridades é que tenha sido pela segunda opção.

No caso da Ellen, os criminosos usaram um cutorno para bater na cabeça dela, o que causou traumatismo craniano.

Captura de Lucas Batista

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da Delegacia de Rochedo, prendeu Lucas Batista Ferreira, envolvido no duplo homicídio de Ellen Vitória Moreira da Cruz e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, ocorrido na madrugada de quarta-feira (23), em Rochedo.

As diligências foram iniciadas imediatamente após o crime e resultaram na localização e prisão do suspeito, que foi autuado em flagrante pelos crimes de duplo homicídio qualificado, tráfico de drogas e corrupção de menores.

Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, as vítimas estariam ligadas a uma organização criminosa do Rio de Janeiro, enquanto os suspeitos teriam ligação com uma organização criminosa oriunda de São Paulo.

Segundo levantamento prévio, o crime teria sido registrado em vídeo e transmitido ao vivo para integrantes da organização criminosa da qual os autores fazem parte.

Na operação, foram apreendidos a faca que teria sido utilizada nos homicídios, drogas, aparelhos celulares e outros objetos que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros envolvidos.

Duplo homicídio

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas durante a madrugada desta quarta-feira (23), dentro de uma casa na Avenida Evangelina Vieira, em Rochedo.

Os corpos estavam parcialmente carbonizados após um incêndio atingir o imóvel. Conforme as informações da investigação, as jovens foram esganadas e apresentavam ferimentos provocados por arma branca antes de o fogo ser iniciado.

Vitória Gabriely tinha golpes de faca no tórax, pescoço e costas, enquanto Ellen apresentava ferimento no pescoço e uma lesão na cabeça.

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