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Donativos serão enviados a Coxim pela Defesa Civil

Donativos serão enviados a Coxim pela Defesa Civil

DA REDAÇÃO

12/03/2011 - 00h00
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O Governo do Estado por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) envia hoje (12) um segundo caminhão com ajuda emergencial para os municípios afetados pelas enchentes e inundações causadas pelas fortes chuvas das últimas semanas. Desta vez, os donativos serão entregues para a cidade de Coxim, localizado na região norte do Estado. O caminhão parte às 07h, do pátio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), localizado na saída para Três Lagoas.

 De acordo com o capitão, Sebastião Galdence Omena, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil está sendo enviado para o município de Coxim um total de quatro mil quilos de donativos, entre roupas, mantimentos e kit dormitório composto por lençol, travesseiro, fronha, cobertor, mosquiteiro e toalha. Esta assistência vai auxiliar moradores desabrigados e desalojados pelas cheias do Rio Taquari e que estão abrigados em locais públicos.  

 Segundo o levantamento da Defesa Civil, cerca de sete mil pessoas foram afetadas no município de Coxim, sendo que 1,3 mil estão desalojados e 40 desabrigados. As enchentes atingiram a área urbana como os bairros Santo André, Mendes Mourão, Tia Iracema e Centro, além de toda a área rural. Durante a reunião realizada hoje (11) entre o governador André Puccinelli, prefeitos e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra na Base Aérea de Campo Grande, a prefeita Dinalva Mourão afirmou que a cidade vai precisar do montante de R$ 1,8 milhão para ações emergenciais.

 Coxim é um dos cinco municípios que solicitaram apoio à Cedec. O primeiro caminhão com donativos chegou ontem (10) às cidades de Dois Irmãos do Buriti, Anastácio e Aquidauana. Por determinação do governador André Puccinelli foram enviadas cestas básicas e roupas, incluindo agasalhos, que são parte do estoque de reserva mantido pela Cedec. Foram entregues também água potável envasada em copos fornecida pela Sanesul. O auxílio está sendo realizado emergencialmente aos municípios com famílias desabrigadas/desalojadas. O município de Paranaíba solicitou auxílio da Cedec e deve ser atendido nos próximos dias.  

“Duas pontes foram afetadas e a chuva abriu buracos, prejudicou o produtor rural e as famílias que esperam retornar para suas casas”, informou Dinalva Mourão. Cerca de 300 alunos estão fora da sala de aula e como ação preventiva para futuras enchentes, a prefeitura elaborou um projeto no valor de R$ 40 milhões.

 

Apoio

 Durante reunião na Base Aérea, o governador André Puccinelli informou ao ministro da Integração Nacional que o Estado já começou a prestar assistência às cidades com maior população desalojada, com alimento, roupas, e água. André obteve de Fernando Bezerra e do secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, o compromisso de repasse de mais cestas básicas e kits para as famílias.

A equipe técnica da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil também está auxiliando nos trabalhos de elaboração dos processos para a decretação de situação de emergência dos municípios. A estimativa é que 16 municípios terão oficialmente decretada e reconhecida a situação de emergência para que o governo federal possa enviar recursos para a reconstrução de cada cidade. 

crise

Ao contrário de vizinho, arrecadação de MS segue encolhendo

Em Mato Grosso, a receita estadual cresceu 19,7% nos dois primeiros meses do ano. Em MS, ela encolheu 1,3% na comparação com igual período de 2025

30/05/2026 13h01

Apesar do aumento contínuo da frota de veículos, a arrecadação de IPVA no começo do ano foi menor ao do ano passado em MS

Apesar do aumento contínuo da frota de veículos, a arrecadação de IPVA no começo do ano foi menor ao do ano passado em MS

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Em direção contrária à arrecadação federal e de Mato Grosso, que no primeiro bimestre cresceram 19,7% e 8,8%, respectivamente, a receita estadual de Mato Grosso do Sul encolheu 1,3% nos primeiros dois meses de 2026 na comparação com igual período do ano passado. 

Dados disponíveis no site do Ministério da Fazenda revelam que nos dois primeiros meses do ano passado a arrecadação de impostos em Mato Grosso do Sul somou R$ 3,782 bilhões. No mesmo período do ano passado, o montante foi R$ 49 milhões maior e somou R$ 3,782 bilhões.  Se for contabilizada a inflação do período, a queda real é de quase 6,5%. 

Os dados relativos aos dois primeiros meses de Goiás não estão disponíveis no site do Ministério da Fazenda. Porém, Mato Grosso já disponibilizou as informações e mostra que naquele Estado a receita total saltou de R$ 4,478 bilhões para R$ 5,360 bilhões, o que representa aumento de 19,7%.

No caso de Mato Grosso do Sul, as duas principais fontes de receita no começo do ano encolheram. O ICMS, que no ano passado rendeu R$ 2,848 bilhões, caiu para R$ 2,835 milhões, o que representa recuo de quase 0,5%. Uma das explicações é a queda na importação de gás boliviano, que é da ordem de R$ 25 milhões por mês. 

Quando o assunto é IPVA, a retração é maior, de 7%. No ano passado entraram R$ 673,8 milhões nos cofres estaduais. Neste ano, o valor recuou paraR$ 626,8 milhões. A explicação é a queda no número de veículos sobre os quais incide o imposto, apesar de anualmente serem emplacados em torno de 60 mil veículos no Estado. 

No começo deste ano foram 867.755. Cinco anos antes, em  2021, haviam sido lançados 1,121 milhão de cobranças. De lá para cá, a redução do número de veículos sobre os quais incide o imposto chega 22,6%. 

A explicação para a queda significativa é que a partir de 2022 não incide mais imposto sobre veículos com mais de 15 anos de fabricação. Até então, a isenção era para veículos com mais de 20 anos. Os dados relativos a março e abril ainda não foram disponibilizados no site do ministério da Fazenda. 

No começo de 2022, por exemplo, foram 924.056 boletos de cobrança. No ano seguinte, no começo de 2023, o volume recuou para 909.785. Depois, no começo de 2024, a administração estadual informou ter emitido 898.515. No começo de 2025, a quantidade recuou para 872,9 mil e em 2026 foram 867.755, conforme dados oficiais informados pela Sefaz. 

Porém, a tendência é de que o arrecadação na terceira, quarta e quinta parcela seja maior que no ano anterior, já que a administração estadual passou a exigir o pagamento à vista no começo do mês. Nos anos anteriores, o prazo para pagamento com direito a desconto se estendia até o fim de janeiro.

Por conta disso, o número de pagamento à vista foi menor. Em fevereiro do ano passado o imposto rendeu R$ 89 milhões. Em igual mês de 2026 foram R$ 10 milhões a mais. 

O recuo na arrecadação de impostos não é de agora. No começo do ano passado já ocorreu fenômeno semelhante. E, por conta disso, em agosto do ano passado a administração estadual anunciou corte generalizado de gastos e previa economizar entre R$ 500 e R$ 800 milhões somente no ano passado. 


 

CAMPO GRANDE

Promotor é denunciado ao CNMP por agredir réu dentro do Fórum

Caso ocorreu em fevereiro no Fórum de Campo Grande e é investigado nas esferas administrativa e criminal

30/05/2026 12h30

Imagens registradas durante audiência de custódia mostram momento em que promotor deixa a sala e agride custodiado no Fórum de Campo Grande.

Imagens registradas durante audiência de custódia mostram momento em que promotor deixa a sala e agride custodiado no Fórum de Campo Grande. Reprodução

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Um promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) é alvo de procedimentos de apuração após agredir verbal e fisicamente um homem preso por violência doméstica durante uma audiência de custódia realizada no Fórum de Campo Grande.

O episódio ocorreu em 3 de fevereiro deste ano e veio a público após a divulgação de imagens que registram parte da confusão dentro da sala de audiência.

O custodiado, identificado como Paulo Ricardo Oliveira de Morais, havia sido preso em flagrante por agressão e ameaças contra a esposa. Na audiência estavam presentes a juíza Tatiana Decarli, o defensor público Nilson da Silva Geraldo e o promotor de Justiça Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior.

Segundo as imagens divulgadas, durante a leitura das acusações o promotor se irrita após ser interrompido pelo preso e faz uma repreensão. Ao término da audiência, a magistrada converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Veja o vídeo abaixo do portal G1 MS: 

Minutos depois, já durante a saída do custodiado da sala, ocorreu o episódio que passou a ser investigado. As gravações mostram o promotor deixando seu lugar e partindo em direção ao preso, que estava acompanhado por um policial penal.

Em relato escrito à mão posteriormente, Paulo Ricardo afirmou ter sido agredido com socos e enforcamento. Ele também alegou ter sofrido ameaças para não realizar exame de corpo de delito após ser encaminhado para a viatura.

A defesa do custodiado, assumida pelas advogadas Gabrielly Dias Petersen e Bianca do Carmo Rezende exclusivamente em relação ao episódio ocorrido durante a audiência, apresentou representações ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

As advogadas informaram que aguardam a conclusão das apurações pelos órgãos competentes e que, até o momento, não receberam retorno do Ministério Público sobre o andamento das medidas adotadas.

Na decisão que manteve a prisão preventiva de Paulo Ricardo, a juíza registrou que, conforme relato do policial penal responsável pela escolta, o custodiado teria feito ameaças de morte ao promotor após o encerramento da audiência.

A magistrada destacou, contudo, que eventuais infrações ocorridas após o término da sessão deveriam ser apuradas em procedimento próprio, sem relação direta com o auto de prisão em flagrante analisado naquele momento. 

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