Cidades

EPIDEMIA

Dourados cria comitê de emergência para conter avanço da Chikungunya

Com mais de mil casos confirmados e risco elevado, município institui centro para coordenar ações e evitar sobrecarga na saúde

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Diante do avanço da chikungunya e do aumento da pressão sobre os serviços de saúde, a Prefeitura de Dourados instituiu o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-Chikungunya). O decreto, publicado nesta semana, estabelece uma estrutura específica para coordenar ações de enfrentamento à doença no município.

A decisão foi tomada com base no cenário epidemiológico considerado preocupante. Dados recentes apontam 1.857 casos prováveis da doença, sendo 1.025 já confirmados, além de uma taxa de positividade de 74,9% e registro de óbitos. A avaliação de risco realizada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) classifica a situação como de alto risco.

O COE-Chikungunya terá como principal função organizar, planejar e monitorar as ações de resposta à emergência sanitária, integrando diferentes áreas da administração pública. Entre as atribuições estão o acompanhamento contínuo dos dados epidemiológicos, a articulação da rede de atendimento, o reforço das ações de vigilância e o apoio à tomada de decisões com base em evidências.

A estrutura adotada segue o modelo do Sistema de Comando de Incidentes, que permite atuação mais flexível e escalonável conforme a evolução da situação. Na prática, o comitê poderá ajustar estratégias rapidamente diante do aumento de casos ou de novas demandas na rede de saúde.

O centro também será responsável por elaborar e atualizar o Plano de Ação do Incidente, além de produzir boletins e relatórios técnicos para garantir transparência das informações à população.

A composição do COE envolve representantes de diversas áreas, como saúde, assistência social, serviços urbanos e defesa civil, além de instituições estaduais e federais. A proposta é garantir atuação integrada, incluindo medidas de controle do mosquito, organização do atendimento e ações de comunicação de risco.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com o Distrito Sanitário Indígena, em regime de comando unificado.

O comitê funcionará de forma contínua enquanto durar a situação de emergência em saúde pública no município, decretada em março. A desativação dependerá da melhora no cenário epidemiológico.

Vacina

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) deve destinar 46.530 doses da vacina contra a doença para os municípios de Dourados e Itaporã, que concentram os maiores surtos no Estado. 

Desse total, 43.530 doses serão destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã, conforme definido pelo Centro de Operação de Emergências (COE).

De acordo com o último boletim da SES, Mato Grosso do Sul já registra 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados, sendo cinco em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim. Entre as vítimas, três possuíam algum tipo de comorbidade. Destas ocorrências, seis foram em março e apenas uma em fevereiro. 

Na série histórica (2015 - 2026), este ano já é o segundo com mais mortes, ficando atrás apenas de 2025 (17), porém ainda há nove meses pela frente. 

Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  • Dourados - 540 
  • Fátima do Sul - 502
  • Jardim - 234
  • Sete Quedas - 101
  • Bonito - 59
  • Aquidauana - 44

Com o aumento dos casos em Dourados, o Governo de Mato Grosso do Sul também reforçou o atendimento médico, ampliando a capacidade de atendimentos nos hospitais e destinando 15 leitos exclusivos para pacientes com Chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD).

Assim, o Hospital está equipado com 100 leitos, sendo 20 de UTI e 10 leitos adultos e 5 cinco pediátricos para pacientes com a doença. 

Mesmo sendo uma medida temporária, ela visa garantir uma organização maior da assistência médica frente ao aumento dos casos. 

Além disso, o Estado segue em monitoramento contínuo da epidemia na região através de reuniões diárias e acompanhamento dos indicadores. 

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INQUÉRITO

MPE vai apurar impactos causados pelo transporte de minério em Corumbá

O tráfego intenso de caminhões com cargas de minério de ferro tem causado transtornos na BR-262, além de poluição que pode agravar a saúde da comunidade

21/06/2026 16h30

MPE está de olho em nos impactos gerados às comunidades e ao meio ambiente de Corumbá com a atividade mineral da LHG Mining

MPE está de olho em nos impactos gerados às comunidades e ao meio ambiente de Corumbá com a atividade mineral da LHG Mining Foto: Fábio Marchi

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O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito administrativo para acompanhar e fiscalizar os impactos gerados às comunidades e ao meio ambiente com a atividade mineral em Corumbá, com base em denúncias dos moradores dos distritos de Maria Coelho e Porto Esperança. O órgão vai apurar a efetividade das medidas de controle da poluição atmosférica.

A movimentação diária e intensa de caminhões com cargas de minério de ferro da mineradora LHG Mining, das minas de Urucum ao porto fluvial da empresa, tem gerado transtornos no tráfego da rodovia BR-262 e excessiva poeira em estradas vicinais, com agravos à saúde pública e a vegetação. Uma ação tramita no Ministério Público Federal pedindo reparação dos danos.

Depois de declinar competência para analisar o pedido de abertura de inquérito civil a pedido da associação de moradores de Porto Esperança, alegando se tratar de área da União, o MPE informou nesta sexta-feira que a 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá vai investigar o caso, cujo procedimento está em fase de instauração.

A mineradora anunciou em audiência pública que vai suspender o transporte rodoviário de minério até o Porto Gregório Curvo, realizado por 300 caminhões/dia, com a utilização do ramal ferroviário que integra a ferrovia Malha Oeste. No entanto, a mudança só ocorrerá em 2029, prazo de conclusão das obras de expansão do porto.

Perícia técnica

Neste espaço de três anos, a LHG se comprometeu a minimizar os impactos ambientais nas duas comunidades, como o controle da nuvem de pó do minério. Em Porto Esperança, foi implantado um sistema de aspersão numa extensão de 4 km da estrada de acesso a partir da BR-262, com quatro caminhões-pipa operando diariamente.

No entanto, o tráfego de caminhões gera incômodos, com ruídos e congestionamento, e também riscos de acidentes na rodovia. Em Maria Coelho, onde há uma estação ferroviária, os moradores reclamam da dificuldade de se locomoverem pela estrada, devido ao volume de caminhões, e também sofrem com poeira e contaminação da água.

Em nota, o MPE informou que será realizada uma nova perícia técnica para aprofundar a análise dos eventuais impactos ambientais e à saúde coletiva. Outra medida será a notificação da empresa envolvida para prestar informações sobre as medidas de controle da emissão de material particulado decorrente do transporte de minério.

O distrito de Porto Esperança fica localizado na margem esquerda do Rio Paraguai, região de Pantanal, distante 85 km de Corumbá. A comunidade se fixou ali desde a chegada dos trilhos da antiga Noroeste do Brasil, no início do século passado. Maria Coelho, situada na borda do Morro de Urucum e distante 35 km da cidade, também surgiu com a ferrovia.

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solstício de inverno

Com aproximadamente 13 horas de lua, MS tem a noite mais longa do ano

Sol nasceu às 6h13min e irá se pôr às 17h07min, em Campo Grande

21/06/2026 16h00

Lua crescente inicia neste domingo (21)

Lua crescente inicia neste domingo (21) Gerson Oliveira

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Este domingo (21) tem o dia mais curto e a noite mais longa do ano em Mato Grosso do Sul.

Isto acontece porque a data de 21 de junho é solstício de inverno no Hemisfério Sul, ou seja, a Terra gira inclinada em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol.

Já no Hemisfério Norte ocorre o contrário: o solstício de verão, caracterizado pelo dia mais longo do ano e a noite mais curta.

A inclinação do eixo da Terra é de cerca de 23,4° e, nesta época do ano, o Hemisfério Sul está inclinado para longe do Sol, recebendo menos horas de luz.

As cidades mais ao sul de Mato Grosso do Sul terão as noites mais longas. Veja a duração do dia e da noite em alguns municípios:

CAMPO GRANDE

  • Nascer do sol: 06h13
  • Pôr do sol: 17h07
  • Duração do dia: 10 horas e 53 minutos
  • Duração da noite: 13 horas e 07 minutos

CORUMBÁ

  • Nascer do sol: 06h22
  • Pôr do sol: 17h22
  • Duração do dia: 11 horas
  • Duração da noite: 13 horas

DOURADOS

  • Nascer do sol: 06h17
  • Pôr do sol: 17h04
  • Duração do dia: 10 horas e 47 minutos
  • Duração da noite: 13 horas e 13 minutos

PONTA PORÃ

  • Nascer do sol: 06h23
  • Pôr do sol: 17h08
  • Duração do dia: 10 horas e 45 minutos
  • Duração da noite: 13 horas e 15 minutos

“Este fenômeno ocorre devido ao movimento da Terra ao redor do Sol. Não é um movimento circular, é elíptico e inclinado”, explicou o meteorologista Natálio Abrahão ao Correio do Estado.

Em 21 de dezembro, daqui exatamente 6 meses, o fato se inverte: ocorre o dia mais longo e a noite mais curta do ano no Hemisfério Sul – o solstício de verão.

SOLSTÍCIOS

Saiba quando ocorre o solstício de verão e de inverno nos hemisférios:

21 de junho

  • Solstício de verão no Hemisfério Norte (início do verão);
  • Solstício de inverno no Hemisfério Sul (início do inverno);

21 de dezembro

  • Solstício de verão no Hemisfério Sul (início do verão);
  • Solstício de inverno no Hemisfério Norte (início do inverno).

INVERNO

Inverno começou às 04h24min deste domingo (21 de junho) e terminará às 20h05min de 22 de setembro de 2026.

É caracterizado pelo:

  • frio
  • clima gelado/fresco
  • temperaturas baixas e em queda
  • ocorrência de geadas/nevoeiros
  • tempo seco
  • pouca chuva
  • baixo índice pluviométrico
  • estiagem
  • baixa umidade relativa do ar

Durante a estação, noites serão mais longas e dias serão mais curtos. 

De acordo com o Climatempo, o inverno de 2026 terá características especiais e atípicas em várias regiões do Brasil, devido ao rápido fortalecimento do fenômeno El Niño, que teve início oficial na primeira semana de junho de 2026.

A temperatura da água do oceano Pacífico Equatorial, entre a costa do Peru e a Indonésia, deve continuar em rápido aquecimento no decorrer do inverno no Hemisfério Sul (verão no Hemisfério Norte), confirmando o fortalecimento do El Niño. 

O máximo do El Niño deve ocorrer durante a primavera e o verão de 2026, mas os primeiros impactos no clima no Brasil já serão sentidos ao longo do inverno.

Durante a estação, são esperadas duas frentes frias: uma na próxima semana e outra em julho, com previsão para uma possível terceira frente fria no final do mês. Mesmo assim, a previsão para o inverno deste ano é de uma estação quente, com ondas de calor e chuvas irregulares, condições consideradas os primeiros impactos do El Niño no clima do País. 

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