Cidades

insatisfação generalizada

Doze sindicatos exigem revisão do decreto que beneficia financeira

Principal argumento das entidades que representam o funcionalismo é de que os juros do banco Master são muito maiores que os do consignado convencional

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Doze sindicatos e associações que representam servidores da prefeitura de Campo Grande protocolaram nesta segunda-feira (30) na prefeitura de Campo Grnade um pedido de revisão do decreto de abril deste ano que restringiu o acesso aos empréstimos consignados tradicionais e abriu as portas para o chamado cartão consignado de benefícios, que tem taxa de juros cerca de três vezes maior. 

Conforme o ofício entregue à prefeitura pelo Fórum dos Representantes dos Servidores, Sindicatos, Associações e Entidades de Campo Grande (FORSSA) o decreto tem “inexorável predileção para que seja mantida a margem do cartão consignado de benefício (que pode operar com cobrança de juros de até 4,5%) em detrimento da margem para operações de empréstimo que tem juros de mercado com percentual médio de mercado na casa de 1,7%”. 

Esta suposta predileção foi dada ao banco Master, que está oferecendo os cartões consignados por meio da empresa Credcesta, que também oferece os cartões a servidores estaduais desde  ano passado. E, por conta de chamadas “pegadinhas”, a empresa já está sendo alvo de pelo menos 25 ações judiciais no Estado em menos de um ano. 

Na prefeitura da Capital a financeira está oferecendo os cartões desde o começo de julho, quando tiverem início o que alguns servidores classificam como “bombardeios” de ofertas.  

O que os funcionários desta empresa não explicam é que os juros são bem maiores que os dos consignados tradicionais e que os descontos em folha serão somente relativos ao valor mínimo da fatura, e não da parcela total o que leva os tomadores do empréstimo a entrarem numa espécie de bola de neve de juros de 54% ao ano. 

Segundo o advogado Márcio Almeida, que representa boa parte das 12 entidades que exigem a revisão do decreto, caso a prefeitura se recuse a rever o decreto depois deste pedido administrativo, os sindicatos devem recorrer à Justiça para tentar acabar com o privilégio concedido ao banco Master. 

Outro questionamento dos sindicalistas é o fato de o novo decreto estar impedindo que associações de classe possam exercer a condição de consignatárias. Para sindicatos, os descontos em folha para a contribuição mensal seguem autorizados, mas aqueles que se organizam por meio de associações, perdem este direito. Isso, segundo Márcio Almeida, contraria a Lei Orgânica do Município e até a Costituição Federal. 

neste sábado

Abertura da Campanha da Fraternidade terá show da banda Rosa de Saron em Campo Grande

Com o tema "Fraternidade e Moradia", solenidade na Capital será no dia 21 de fevereiro, no Parque das Nações Indígenas

18/02/2026 13h29

Rosa de Saron fará o show da abertura da Campanha da Fraternidade em Campo Grande

Rosa de Saron fará o show da abertura da Campanha da Fraternidade em Campo Grande Foto: Divulgação

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A solenidade de abertura da Campanha da Fraternidade 2026 em Campo Grande será realizada no dia 21 de fevereiro, a partir das 17h, no Parque das Nações Indígenas. A solenidade contará com missa celebrada pelo arcebispo metropolitano Dom Dimas Lara Barbosa e show da banda Rosa de Saron.

Neste ano, com tema da campanha é "Fraternidade e Moradia", e o lema bíblico"Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14), a Igreja Católica convida as comunidades, pastorais e grupos a refletirem sobre a dignidade da moradia como direito fundamental, iluminando a vivência da fé e da solidariedade.

Segundo a Arquidiocese de Campo Grande, a solenidade começará às 17h com a abertura oficial. A missa será celebrada às 18h e o show está previsto para 19h30.

Campanha da Fraternidade

 

A Campanha da Fraternidade é apresentada anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como caminho de conversão quaresmal.

A cerimônia de lançamento nacional será na sede da CNBB, em Brasília (DF), a partir das 10h, nesta Quarta-Feira de Cinza, e será transmitida pelas redes sociais da CNBB.

A cerimônia contará com a participação do secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers, e do secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, e contará com apresentação do tema e do lema, além do convite à participação das comunidades durante o tempo da Quaresma.

Conforme a CNBB, a Campanha da Fraternidade chama atenção para dados alarmantes da realidade habitacional brasileira, onde 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua.

"Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo "Ele veio morar entre nós" -, a proposta convida à conversão pessoal e social", diz a CNBB.

A Campanha da Fraternidade é celebrada nacionalmente desde 1964, sendo um modo de a Igreja Católica no Brasil celebrar o Tempo da Quaresma, que são os 40 dias em preparação para a Páscoa, com atitudes de oração, jejum e caridade.

O ponto alto da campanha é a Coleta da Solidariedade, realizada em todas as comunidades do Brasil no Domingo de Ramos.

Fatalidade

Corpo encontrado no Parque das Nações Indígenas é identificado

A vítima estava desaparecida desde o dia 7 de fevereiro

18/02/2026 12h53

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado / Reprodução Redes Sociais

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O corpo encontrado no Parque das Nações Indígenas, na segunda-feira (16), foi identificado como José Carlos Duarte da Silva, de 55 anos. Ele estava desaparecido desde o dia 7 de fevereiro.

A filha de José informou que, na última vez em que viu o pai, ele usava uma camisa do Corinthians, bermuda preta e chinelos, no bairro Coronel Antonino, onde residia com um amigo.

Como acompanhou o Correio do Estado, um vendedor ambulante que trabalha há cerca de um mês no sinaleiro entre a Avenida Nelly Martins e a Rua Antônio Maria Coelho encontrou, na tarde de segunda-feira (16), o corpo de um homem no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.

Entenda

“Do nada, eu olhei para lá e parecia uma pedra. Pensei: ‘Está diferente, parece uma pessoa deitada, né?’”, contou o vendedor.

Ao se aproximar, ele identificou o corpo do homem, deitado de lado, com o braço estendido. Ele chegou até o meio do córrego, jogou uma pedra e, ao se aproximar mais, sentiu um odor forte.

“Gritei: ‘Ô, ô, senhor’. Aí, na hora em que pulei para o outro lado para chegar mais perto, senti um cheiro muito ruim, muito forte. Voltei e pedi para o meu monitor ligar para a polícia e para o Corpo de Bombeiros, para resgatar o corpo.”

Ele permaneceu no local até a chegada da Polícia Civil, quando foi liberado. Também estiveram no local uma equipe da Polícia Militar, que acompanhou a ocorrência.

 

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