Cidades

HABITAÇÃO

Duas cidades de MS serão contempladas com 378 novas moradias

Campo Grande e Ponta Porã receberão o investimento, avaliado em aproximadamente R$ 70 milhões, para oferecer novas habitações, a fim de diminuir a crise que atinge o estado

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Ponta Porã e Campo Grande irão receber novas moradias para aqueles que vivem em situação desfavorável, além do objetivo de diminuir a crise habitacional, com um investimento total que deve atingir os R$ 70 milhões.

Segundo a publicação de sexta-feira (09) no Diário Oficial da União, a cidade fronteiriça receberá 186 casas, do qual a contratação do empreendimento habitacional no Residencial Professora Elfrida Winckler Antunes foi autorizada. Ainda, o investimento para a construção das casas será de R$ 32.547.298,60, sendo R$ 24.180.000 provenientes do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), em parceria com o programa social Minha Casa Minha Vida, e os outros R$ 8.367.298,60 do Governo de MS.

A execução do projeto ficará sob responsabilidade da Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (Agehab), em parceria com a Prefeitura Municipal de Ponta Porã. 

Além do município fronteiriço, Campo Grande também vai receber novas moradias, cerca de 192 no Residencial Jorge Amado, localizado no Bairro Jardim Tarumã. Porém, esta obra já está em construção, feita pela Caixa Econômica Federal, e recebeu um investimento total de R$ 37.226.796,14, do qual R$ 32,640 milhões serão disponibilizados pela União com recursos do FAR e os outros R$ 4.586.796,14 virão do Estado. 

"A entrega dessas casas é um passo significativo para reduzir o déficit habitacional em Mato Grosso do Sul. Cada nova moradia representa uma oportunidade de futuro melhor para centenas de famílias”, afirmou Maria do Carmo Avesani Lopez, diretora-presidente da Agehab.

Histórico recente

Em abril deste ano, Mato Grosso do Sul foi contemplado com 2.336 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida nas modalidades Rural e Entidades.

O resultado da seleção foi anunciado pelo Governo Federal na última quarta-feira, 10 de abril. Essas modalidades garantem moradia tanto para comunidades urbanas organizadas quanto para grupos específicos, como agricultores familiares, povos indígenas, comunidades remanescentes de quilombos rurais e povos tradicionais que residem em áreas rurais.

Na modalidade Entidades, 649 moradias foram selecionadas em 12 municípios sul-mato-grossenses. Essa linha de atendimento concede financiamento subsidiado a pessoas físicas para produção de residências em áreas urbanas. As entidades devem estar organizadas por meio de instituições privadas sem fins lucrativos.

No âmbito Rural, foram 1.687 moradias selecionadas em 24 municípios. Essa modalidade subsidia a produção ou a melhoria de unidades habitacionais para agricultores familiares, trabalhadores rurais e famílias residentes em área rural.

Levando em conta as duas modalidades, Dourados lidera a lista dos municípios com o maior número de unidades selecionadas, com 300 moradias, seguido por Bonito, com 180. Aquidauana, Juti, Maracaju, Miranda, Nioaque e Paranhos completam a lista dos municípios do Mato Grosso do Sul com mais residências previstas, com 100 unidades habitacionais em cada cidade.

*Colaborou Alanis Netto

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NARCOTRÁFICO

PF mira grupo ligado ao tráfico e bloqueia R$ 50 milhões

Operação Suécia XXXV cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná

22/09/2026 09h00

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína

Polícia Federal cumpre 15 mandados de busca e apreensão e mira R$ 50 milhões em patrimônio de investigados por tráfico transnacional de cocaína Divulgação

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Suécia XXXV, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada pelo tráfico transnacional de pelo menos 1,3 tonelada de cocaína. A ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A Justiça também determinou medidas de sequestro de até R$ 50 milhões em bens dos investigados. Entre o patrimônio alcançado pelas ordens judiciais estão imóveis, veículos e valores mantidos em contas bancárias.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo estaria envolvido no transporte de pelo menos 1.302 quilos de cocaína que ingressaram no Brasil pelo Paraguai. A quantidade foi contabilizada a partir de quatro apreensões realizadas ao longo das apurações.

Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta terça-feira, os policiais apreenderam imóveis, ativos financeiros, joias, relógios de luxo, veículos e armas de fogo que estavam em posse dos investigados.

A operação busca avançar na identificação dos integrantes da organização e atingir a estrutura patrimonial utilizada pelo grupo. O bloqueio e o sequestro de bens têm como objetivo impedir que recursos supostamente relacionados à atividade criminosa permaneçam sob controle dos investigados.

As diligências da Operação Suécia XXXV continuam nos três estados.

Segurança Pública

Mato Grosso do Sul tem salto de assassinatos em meio à guerra de facções

Briga entre Comando Vermelho e PCC por território influenciou no número de homicídios registrados este ano no Estado

22/09/2026 08h15

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS Foto: Agência Brasil

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A briga entre Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) por domínio de territórios em Mato Grosso do Sul tem contribuído para que 2026 seja o ano com mais mortes dos últimos nove anos. De janeiro a setembro, ocorreram 405 homicídios no Estado, um aumento de 22% em relação a 2025.

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que este foi o primeiro ano em que o Estado ultrapassou a marca das 400 execuções em nove meses desde 2018.

Em 2025, por exemplo, foram registradas 332 mortes de janeiro a setembro, isso contabilizando os 30 dias do mês, já os dados deste ano compreendem o período de janeiro até o dia 20.

O aumento está diretamente ligado a guerra entre as duas maiores facções criminosas do País, que, desde o ano passado, têm travado uma batalha sangrenta pelo domínio de regiões próximas às fronteiras com a Bolívia e o Paraguai.

Matéria do Correio do Estado deste mês já apontava o ano como o mais sangrento da guerra entre as facções. Segundo o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, coordenador da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (Uicc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a estimativa é de que mais de 100 pessoas já tenham sido mortas em razão desse conflito neste ano.

“A guerra de facções já está aí há um tempo, e ela já fez várias vítimas aqui do Estado. A gente não tem o número exato, mas, talvez, seja o ano mais sangrento de Mato Grosso do Sul nessa guerra de facções. Mais de 100 [já morreram] só aqui”, afirmou o promotor, que participou de investigação sobre perfis de supostos membros do CV que estariam publicando fotos de pessoas que seriam membros do PCC e que estariam “marcadas para morrer”.

PCC e CV são as principais facções em atuação em MS

Segundo a investigação, pelo menos 24 pessoas, que seriam membros do PCC, estariam nessa lista de jurados de morte.

Por fazer fronteira seca com a Bolívia e com o Paraguai, Mato Grosso do Sul é usado por organizações criminosas como corredor para o transporte de maconha e cocaína, porém, a facção criminosa com maior presença no Estado sempre foi o PCC, originário de São Paulo, estado que faz divisa com MS.

Entretanto, nos últimos anos, o Comando Vermelho tem intensificado sua presença no Estado, principalmente na região norte, na divisa com o Mato Grosso, unidade federativa onde é mais atuante.

Um exemplo da briga entre as facções foi o triplo homicídio cometido neste fim de semana em Nova Andradina. Foram mortos Daniel Matos Alves, de 32 anos, Eliane Franco, de 37 anos, e Raissa Franco, de 21 anos. Segundo a polícia, o crime foi atribuído a integrantes do Comando Vermelho. Um adolescente de 14 anos também ficou ferido gravemente e foi encaminhado para o hospital.

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