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Dupla cidadania garante direitos e permite trabalho no exterior

Dupla cidadania garante direitos e permite trabalho no exterior

ÓGUI

15/08/2011 - 08h31
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Ninguém precisa viajar para fora do País para saber que existem brasileiros nos quatro cantos do mundo. Seja para aproveitar uma viagem de férias, estudar outra língua, trabalhar ou morar em outro continente, atualmente cerca de 3,5 milhões de brasileiros estão tentando a vida no exterior. Conseguir a dupla cidadania é o segundo passo para essas pessoas.

A Constituição do Brasil permite que o cidadão obtenha outras cidadanias, sem que isso interfira na nacionalidade brasileira. De fato, essa é uma das opções para quem procura viver em outro país e obter vantagens que os turistas não possuem.

De acordo com Jenny Letícia Atz San Martin, advogada em direito internacional, os benefícios de quem consegue a dupla cidadania são os mesmos que os cidadãos nascidos no país recebem. “Nos países da Europa, por exemplo, o brasileiro passa a ter direito a morar, trabalhar, participar das eleições, frequentar e pagar universidades como residentes e não estrangeiros, além de visitar legalmente países da União Europeia sem o visto”, ressalta.

Paulo Padovani, diretor da Agenzia di Paulo Padovani, especializada em processos de pedidos de cidadania italiana diz ainda que, nestes casos, o cidadão ainda tem facilidades para entrar sem a necessidade de visto nos Estados Unidos e Canadá. Segundo ele, o número de pessoas que tenta dupla cidadania aumenta muito todos os anos. “Com a valorização da nossa moeda, muitos desejam viajar e adquirir o passaporte europeu”, conta.

Essa foi a ideia da arquiteta mineira Ártemis Cristina Brandão. Pensando na possibilidade de se tornar uma cidadã italiana, ela decidiu ficar fora do Brasil por um tempo para conseguir sua dupla cidadania. Apaixonada pelo país e, especialmente, pela arquitetura local, Ártemis aproveitou ser bisneta de italianos para realizar esse sonho. “O processo, em si, foi rápido, mas porque fiz diretamente na Itália. Aqui no Brasil, por outro lado, o trabalho é muito moroso e burocrático”, declara a arquiteta.

O tempo de espera no Brasil, de fato, é maior. “Quando se está na Itália é mais rápido mesmo. No Brasil, a demora se deve à alta demanda de processos junto aos consulados, aliado à má vontade política e falta de funcionários. Às vezes, o processo pode se estender por até 10 anos”, afirma Pavodani.

Cidadã italiana

Por seis meses, enquanto juntava dinheiro, Ártemis planejou obter a cidadania italiana. “Depois deste período, fui morar um mês na Itália para comprovar que tinha intenções de ficar no país e que a documentação confirmava que eu tinha relação de parentesco com alguém da Itália”, conta.

Para conseguir o visto, a arquiteta contou com a ajuda profissional de um advogado especializado em direito internacional. “Foi ele quem me ajudou bastante no Brasil para conseguir toda a documentação que eu precisava. Quando estavam todos em ordem, viajei para a Itália, fixei residência temporária para comprovar que eu morava lá e, depois, recebi a visita de um fiscal, que se certifica que a pessoa realmente está no país”, explica.

Mais que demorado, conseguir outra cidadania pode ser caro. “Além de pagar a taxa para conseguir a dupla cidadania, tive que pagar honorário de advogados, além de passagens para a Itália e aluguel do período em que morei no país”, diz. Somando todas as despesas da viagem, mais os gastos com o processo, Ártemis gastou cerca de R$ 30 mil. “Há a opção para quem deseja fazer por conta própria, mas com ajuda profissional tudo se torna mais fácil. Como tem muitas pessoas tentando, o governo pode barrar, mas se a documentação está em dia, não tem com que se preocupar”, finaliza a arquiteta.

Algumas das despesas de quem tenta a dupla cidadania são: emissão de documentos, pesquisa e retificação de documentos (se necessário), advogados, reconhecimentos de firma, traduções, taxas consulares, além de passagem aérea, alimentação, transporte e taxas do processo para quem realizar o processo diretamente no país de interesse.

Documentação

Viver em outro país, receber salário em outra moeda e conhecer pessoas novas são apenas alguns dos encantos que atraem muitas pessoas em busca da dupla cidadania. Embora seja uma boa opção para quem deseja morar fora do País, é importante ressaltar que os documentos exigidos são muitos e isso pode atrasar o processo. “Além das restrições de cada país, os documentos que são pedidos para conseguir a dupla cidadania também variam”, comenta Padovani.

Alguns dos mais comuns são: certidões de nascimento, de casamento, certificado de nacionalidade de parentes próximos, eventuais inscrições nos registros dos consulados, comprovante de residência e de relação de parentesco com alguém de outro país.
 

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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