Cidades

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Em 14 meses, 12% das escolas municipais foram reformadas pela Prefeitura

No ano passado, o Município anunciou investimento de R$ 40 milhões para a reforma de 205 unidades escolares

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A Prefeitura de Campo Grande entregou na última segunda-feira (17) revitalizações de três Escolas de Educação Infantil (EMEIs), através do programa Juntos Pela Escola, que em abril do ano passado recebeu investimento de R$ 40 milhões para a reforma de 205 unidades escolares, sendo 106 delas EMEIs.

Agora o Município já soma 25 escolas com a revitalização concluída, o que representa 12% do total.

As unidades entregues à comunidade no início desta semana, foram: EMEI Paulo Siufi, Elza Francisca de Souza Maciel e Professora Emy Ishida Nascimento Nogueira.

Na Vila Margarida, a EMEI Paulo Siufi tem 240 alunos dos grupos 1 ao 5. Foram três etapas do programa Juntos pela Escola na unidade, sendo: manutenção da cobertura (telhado); adaptações: banheiro adaptado, calçada adaptada e passarela na entrada da escola, além de pintura interna e externa, muros e cercas.

Divulgação: PMCG

“Cada criança matriculada na REME, tem um espaço adequado para crescer, cada cidadão que passa pela Rede Municipal de Ensino, está sendo preparado para o futuro de Campo Grande. Os futuros cidadãos da Capital estarão preparados para todos os desafios, com alimentação de qualidade, com espaço físico adequado e o acompanhamento de profissionais capacitados, preparados e dedicados em oferecer o melhor atendimento às crianças”, disse a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, durante solenidade de entrega.

De acordo com a diretora da unidade, Edilene Severo, o programa Juntos pela Escola veio suprir uma necessidade da EMEI.

“Para colocar em dia toda a parte estrutural da escola, que faz toda a diferença no nosso trabalho do dia a dia. E o parquinho, com certeza, foi algo assim, que para as crianças é de fundamental importância, porque para a educação infantil, o brincar é essencial”.

Já na Emy Ishida, na região central da Capital, 200 alunos do grupo 1 ao 5 estão matriculados. Através do programa Juntos pela Escola, as intervenções feitas foram: troca de telhado, parte de acessibilidade de rampa de acesso em algumas salas, revitalização dos banheiros, divisória de uma sala de aula, abertura de porta, foi feito o muro da lateral da escola que estava caindo e pintura de toda a unidade.

Conforme o diretor da Emy Ishida, José Carlos Monteiro, a revitalização foi de total importância para a EMEI.

“O telhado estava com muita infiltração, o muro na lateral da escola estava caindo. A parte da acessibilidade foi feita, a divisória de sala de aula que precisou fazer e a pintura. O programa foi tudo de bom porque ter uma escola bonita, bem arejada, onde os funcionários trabalham melhor e a gente pode atender as crianças melhor também”.

A EMEI Elza Francisca, no Jardim Noroeste, atende 272 do grupo 1 ao 5 e inaugurada em 2018, a EMEI até então não tinha passado por nenhuma revitalização.

Na unidade foram feitas quatro etapas do Programa Juntos Pela Escola: revisão e manutenção o sistema de cobertura, reparos em forros e calhas. A pintura da unidade contempla a segunda etapa, seguido da acessibilidade, com instalação de piso tátil, barra de apoio, pintura de símbolos. A quarta etapa foi a manutenção do reservatório.

 “As crianças gostaram bastante do programa e o que mais me chamou a atenção, que a gente estava de emergencial, era a caixa d’água que agora está funcionando direitinho. Em 14 anos de Rede que tenho, nunca vi algo assim, até agora”, afirmou a diretora da unidade, Sileide Galindo Picinin.

Programa

O Juntos Pela Escola está revitalizando as 205 unidades escolares da Reme (Rede Municipal de Ensino), sendo que 25 já foram finalizadas:

  • E.M. Prof.ª Ione Catarina Gianotti Igydio (Prosa);
  • E.M. Professor Arassuay Gomes de Castro (Prosa);
  • E.M. Senador Rachid Saldanha Derzi (Prosa);
  • EMEI Carlos Nei da Silva (Prosa);
  • EMEI Elza Francisca de Souza Maciel (Prosa);
  • EMEI José Ramão Cantero (Prosa);
  • EMEI Maria Dulce Prata Cançado (Prosa);
  • EMEI Mary Sadalla Saad (Prosa);
  • EMEI Novos Estados (Prosa);
  • EMEI Paulo Siufi (Prosa);
  • EMEI Prof.ª Emy Ishida Nascimento Nogueira (Prosa);
  • EMEI Michele Regina Locatelli (Prosa/Anhanduizinho);
  • E.M. Des. Carlos Garcia de Queiroz (Imbirussu);
  • E.M. Prof.ª Eulália Neto Lessa (Imbirussu);
  • EMEI Clotilde Chaia (Imbirussu);
  • EMEI Indubrasil (Imbirussu);
  • EMEI Lar de Sheila (Imbirussu);
  • EMEI Maria de Lourdes Vieira Castoldi (Imbirussu);
  • EMEI Serradinho (Imbirussu);
  • EMEI Prof.ª Maria Josefina B. Xavier – Base Aérea (Imbirussu/Lagoa);
  • EMEI Floria Britez de Eugênio (Bandeira);
  • E.M. Prof. Nagib Raslan (Imbirussu); E.M. José Mauro Messias da Silva (Bandeira);
  • E.M. José Do Patrocínio (Imbirussu).

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OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

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Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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