Cidades

Vírus

Em 2023, COVID-19 matou 214 pessoas e ao menos 5 bebês; gestantes devem se vacinar

As gestantes fazem parte do grupo prioritário da vacinação contra COVID e ao tomarem o imunizante adquirem uma dupla proteção

Continue lendo...

Ao menos cinco bebês de dois a nove meses morreram de COVID-19 em Mato Grosso do Sul, no ano de 2023. Ao todo, foram 11 óbitos em crianças menores de cinco anos. Já o número total de casos confirmados da doença encerrou o ano com 29.277 pessoas infectadas pelo vírus.

O médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda, alerta sobre a importância da vacinação, sobretudo nos grupos prioritários, de gestantes, bebês a partir de seis meses, crianças, imunossuprimidos e idosos.

"A vacina de COVID é super importante para a gestante, principalmente no último trimestre da gestação. Essa vacinação, no último trimestre da gestação, vai proteger até seis meses o recém-nascido, então esse é o principal objetivo. Depois de seis meses, o bebê pode tomar a vacina Pfizer Baby e, portanto, garantir sua proteção. Importante entender que hoje, o óbito está concentrado nos idosos imunossuprimidos e nas crianças, justamente menores de dois anos, porque não tem essa imunidade. Então, a estratégia de vacinar a gestante é fundamental", explica o médico especialista, Julio Croda.

Além disso, o médico infectologista ressalta que as gestantes devem estar atentas aos demais imunizantes preconizados pelo Ministério da Saúde e que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação, como a vacina DTPA.

"Existem outras vacinas que são aplicadas no último trimestre da gestação, justamente para proteger o feto, como a DTP-A, que é a vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche. Isso garante uma proteção para a criança menor de seis meses, que não tem o seu sistema imune amadurecido, e a proteção é dada através dessa transferência de anticorpos maternos pro recém-nascido", esclarece o infectologista. 

Ao Correio do Estado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES/MS) informou que os casos dos bebês que morreram de COVID-19, bem como, se as mães tomaram a vacinaçao durante a gestação, ainda estão sob investigação.

Já a Secretaria Municipal de Campo Grande (Sesau), questionada sobre o índice de vacinação em gestantes, informou que não possui esse controle de dados, se limitando apenas aos índices por faixa etária, ou seja por idade, e não por grupos prioritários. 

"A Sesau informa que como a vacinação está disponível para toda a população, não é possível fazer um levantamento do número de mulheres gestantes que se imunizaram em 2023, uma vez que, diferentemente do que acontecia no início da campanha, a dose não é mais aplicada conforme o grupo de risco ao qual a pessoa pertence. Cabe ressaltar ainda que Campo Grande conta com mais de 50 pontos de vacinação distribuídos em todas as regiões do município.".

Cabe ressaltar que desde o dia 1º de janeiro de 2024, a vacinação contra COVID-19 entrou no Calendário Nacional de Vacinação e priorizará:

  • Gestantes e puérperas;
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
  • Imunocomprometidos;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
  • Pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos;
  • Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas;
  • Pessoas em situação de rua

No entanto, a Sesau ainda não divulgou como terá o controle ou desenvolverá as ações de vacinação, destes públicos-alvos, na Capital. 

"Recebemos ontem (2), uma nota técnica do Ministério da Saúde, sobre como a vacina será incluída na rotina. Então, as unidades de saúde estão ainda sendo orientadas sobre as novas medidas a serem tomadas, como é o caso da aplicação da vacina em gestantes e puérperas, que devem receber duas doses por ano, com um intervalo de seis meses entre elas.".

Por sua vez, a SES/MS destaca que todas as vacinas contra Covid-19 estão disponíveis nos 79 municípios do estado. 

"Sabemos da eficácia da vacinação no contexto do enfrentamento da Covid-19, neste sentido é de suma importância que as pessoas que pertencem aos grupos prioritários procurem uma unidade de saúde e recebam o reforço com a vacina bivalente, a vacina está disponível em todas as salas de vacina do estado e é de suma importância que os mais vulneráveis procurem se vacinar o mais breve possível", reforça o gerente de imunização da SES, Frederico Moraes.

Para o público-alvo das gestantes, a SES/MS ressalta que não haverá exigência quanto à comprovação da situação gestacional, sendo suficiente para a vacinação que a própria mulher confirme o seu estado de gravidez.

Além disso, a SES considera puérpera todas as mulheres no período até 45 dias após o parto e essas estão incluídas na população indicada para a vacinação. Neste casos, deverão apresentar documento que comprove o puerpério (certidão de nascimento, cartão da gestante, documento do hospital onde ocorreu o parto, entre outros).   

Casos

No ano de 2023 foram contabilizados 29.277 casos confirmados de pessoas com COVID-19 no Estado. Além disso, 214 pessoas morreram em decorrência da doença.

Conforme o boletim epidemiológico divulgado hoje (3), pela SES/MS, Campo Grande foi o centro das três mortes por Covid-19 registradas nessa última semana. Outros 138 novos casos da doença foram confirmados em todo o Mato Grosso do Sul. 

Quanto à distribuição desses 138 casos, nos últimos sete dias, estão registrados nos seguintes municípios: Campo Grande (52 casos); Ponta Porã (16); Amambai (15); Corumbá (12); Dourados (11); Sete Quedas (06); Sonora (04); Deodápolis (03); Maracaju (03) e Sidrolândia (03). 

Além dessas, as cidades de Ladário; Vicentina e Rio Verde de Mato Grosso tiveram dois novos casos cada, enquanto São Gabriel do Oeste; Pedro Gomes; Nova Andradina; Mundo Novo; Jaraguari; Costa Rica e Bodoquena apresentaram um caso cada uma. 

Importante destacar que as três vítimas de Covid-19, dessa última semana, integravam grupo de risco como pessoas idosas. 

Assine o Correio do Estado.

Alternativa

Juíza propõe política integrada entre Brasil e Paraguai contra feminicídios na fronteira

Alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande

07/09/2026 16h00

Ao centro, delegada Thielly Dias de Alencar

Ao centro, delegada Thielly Dias de Alencar Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Continue Lendo...

Na tentativa de frear o alto índice de feminicídios e violência contra as mulheres na região de fronteira, Thielly Dias de Alencar Pitthan, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ponta Porã sugeriu que autoridades brasileiras e paraguaias criem um mecanismo integrado de proteção às vítimas. 

A alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande no fim de agosto último. Ao Correio do Estado, destacou que a principal questão sobre o tema é retirar a invisibilidade característica da população fronteiriça. 

"O primeiro [ponto] é retirar a questão fronteiriça da invisibilidade, porque normalmente só as pessoas que trabalham e lidam diariamente com os desafios da fronteira se preocupam com isso. Talvez uma política pública integrada com o Pedro Juan Caballero, por exemplo, talvez esse seja a alternativa", frisou a delegada.

Para Thielly Dias de Alencar, construir uma política pública integrada para essa população exige mais recursos humanos, mais estrutura e um olhar interseccional que seja capaz de acolher as diferenças e riquezas culturais que permeiam o território fronteiriço. 

"A desembargadora Jaceguara Dantas está trabalhando, em fase de estudos, um protocolo interseccional, onde o objetivo é atender a mulher em uma perspectiva de prevenção da violência e atendimento rápido das vítimas de violência, mas também numa perspectiva de promoção de direitos, que vai atingir não apenas as mulheres, mas outros grupos vulneráveis, como por exemplo as próprias crianças, uma vez que a violência contra as mulheres e a violência contra as crianças são fenômenos que caminham juntos", destacou.

Segundo a delegada, o entendimento de mulheres fronteiriças sobre segurança pública é carregado por fatores muito negativos, sobretudo quanto à facilidade de fuga por parte dos agressores. 

"Estar em região de fronteira trabalha duas questões muito negativas: a possibilidade de fuga fácil e, portanto a impunidade. Há possibilidade constante [do agressor] se esquivar da aplicação da lei penal, aliada a sensação negativa de temor e de desconfiança e descrença das vítimas na própria lei, porque muitas vezes elas não acreditam que serão efetivamente protegidas", disse.

Questionada sobre meios práticos que viabilizariam uma política pública integrada, disse que, certamente o mecanismo, seja qual for, terá de levar em consideração a complexidade dos dados já disponíveis no judiciário brasileiro.

"O que a gente sabe é que o judiciário, assim como os outros órgãos, estão passando por um movimento constante de digitalização, tem a Justiça 4.0 e diversos programas do Conselho Nacional de Justiça nesse sentido, então certamente a questão informatizada será levada em consideração, o que vai atingir não apenas o Judiciário, porque é um protocolo intersetorial, mas os demais agentes da rede de proteção também", finalizou.

Violência e mortes

Neste ano, 14 dos 25 feminicídios catalogados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ocorreram na faixa de fronteira. Desde o início da série histórica iniciada em 2016, foram registrados 13 feminicidios em Ponta Porã.

Ao longo dos últimos 10 anos, 379 mulheres fora vítimas deste tipo de crime em Mato Grosso do Sul. Dentro desse universo, 163 mulheres foram mortas em cidades fronteiriças. 

Dentro deste universo, o judiciário sul-mato-grossense concedeu 11.458 medidas protetivas de urgência desde o início do ano, 1,4 mil por mês, 47 todos os dias. 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

Interior

Denúncia de homem armado em bar acaba em prisão de foragido em cidade de MS

Suspeito não estava com arma, mas tinha mandado de prisão em aberto e admitiu ter rompido tornozeleira eletrônica

07/09/2026 15h30

Reprodução/PMMS

Continue Lendo...

Uma denúncia de que um homem estaria armado dentro de um bar terminou com a prisão de um foragido da Justiça na noite de domingo (6), em Rio Brilhante, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O suspeito, de 39 anos, foi localizado durante uma abordagem da Polícia Militar em um estabelecimento na Rua Prefeito Theofanes.

Segundo a PM, a equipe foi acionada para verificar a informação sobre a suposta arma de fogo. Os policiais abordaram pessoas que correspondiam às características informadas, mas nenhuma arma foi encontrada.

Durante a checagem dos documentos, os militares descobriram que um dos abordados tinha um mandado de prisão em aberto.

Ainda conforme a polícia, o homem contou que utilizava uma tornozeleira eletrônica, mas havia rompido o equipamento. Ele também indicou aos policiais onde o dispositivo estava.

A equipe foi até a residência indicada e encontrou a tornozeleira rompida sobre um guarda-roupa, confirmando a informação apresentada pelo suspeito.

O homem recebeu voz de prisão e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, junto com o equipamento eletrônico apreendido.

De acordo com a Polícia Militar, o homem possui registros por crimes como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, homicídio e roubo.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).