Cidades

REAJUSTE

Em 61 cidades, professores recebem menos do que o piso salarial

Em 61 cidades, professores recebem menos do que o piso salarial

celso bejarano

29/02/2012 - 00h02
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Professores da rede pública de 61 dos 78 municípios do Estado recebem menos do que o piso salarial da categoria, de R$ 1.451, reajustado em 22,22% pelo Ministério da Educação (MEC). A Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems) avisou que se os salários não forem corrigidos, vai à Justiça. Já a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) acha que o cumprimento da norma pode provocar "colapso financeiro" nas prefeituras.

Por determinação MEC, o piso do professor, com nível médio e jornada de 40 horas semanais, é de R$ 1.451 e o novo valor deve ser retroativo a 1º de janeiro. O presidente da Assomasul e prefeito de Chapadão do Sul, Jocelito Krug (PMDB), disse que só teria uma maneira de os prefeitos cumprirem a regra do MEC: "o governo federal precisa cumprir a sua parte e liberar mais recursos para a Educação. Caso contrário, nós [prefeitos] vamos pagar o salário do professor e dar calote nos fornecedores, por exemplo", disse.

Krug não soube precisar ainda o tamanho do impacto que o reajuste deva causar na folha de pagamento das prefeituras. "Algumas prefeituras teriam que fechar as portas, simplesmente isso", disse ele. "Vamos buscar ajudar financeira, não há outro jeito", disse. No País, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o impacto nas contas dos 5,5 mil municípios será de R$ 1,6 bilhão.

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LATROCÍNIO | DOURADOS

Investigado pela morte de padre, jovem é recapturado no interior do MS

Descumprimento das medidas cautelares estabelecidas em audiência de custódia levaram à prisão preventiva de João Victor Martins

14/01/2026 10h41

 Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, era morador do bairro Jardim Vival dos Ipês, vítima em um caso investigado como latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver.

Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, era morador do bairro Jardim Vival dos Ipês, vítima em um caso investigado como latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver. Reprodução/PCMS e Redes Sociais

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Investigado pela participação no latrocínio que levou à morte do Alexsandro da Silva Lima, João Victor Martins Vieira, de 18 anos, foi recapturado na tarde de ontem (14) e preso preventivamente no interior do Mato Grosso do Sul, no município que fica distante aproximadamente 225 km da Capital.

Após ser considerado desaparecido a partir da noite de sexta-feira (14 de novembro de 2025), - como bem acompanhou o Correio do Estado -, o corpo do padre foi encontrado após dois dias de busca, enrolado em um tapete em uma área de mata no Distrito Industrial de Dourados, e João Victor Martins Vieira está entre os listados na investigação. 

João Victor Martins Vieira e duas outras adolescentes, ambas de 17 anos, foram liberados após audiência de custódia ainda em 16 de novembro, depois de analisadas as circunstâncias com o caso ainda sob investigação. 

Conforme divulgado recentemente pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, na audiência de custódia João foi liberado mediante uma série de medidas cautelares, o que segundo a PCMS, em nota, incluía "atualização de endereço e comparecimento aos atos processuais", que por sua vez não foram cumpridas.

Diante do descumprimento das medidas cautelares, essas condições levaram à prisão preventiva desse investigado, que foi recapturado no bairro João Paulo II, em Dourados. 

Com isso, João Victor Martins Vieira e o outro rapaz de 18 anos, Leanderson de Oliveira Júnior, são os dois dos cinco envolvidos no crime que atualmente estão presos preventivamente, já que as duas adolescentes citadas acima respondem em liberdade enquanto o terceiro adolescente cumpre medida de internação. 

Relembre

Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, era morador do bairro Jardim Vival dos Ipês, que fica a 226 km de Campo Grande, vítima em um caso investigado como latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver.

Ainda no primeiro final de semana logo após o crime, pelo menos cinco pessoas haviam sido inicialmente detidas, sendo dois rapazes de 18 anos e três adolescentes de 17, sendo que o delegado responsável pelo caso, Lucas Albe Veppo, adiantou que as buscas pelo padre se intensificaram após agentes localizarem o celular da vítima no bairro Jardim Canaã I, ocasião em que Leanderson de Oliveira Junior teria sido detido. 

Os agentes do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil localizaram o Jeep Renegade preto que pertencia ao padre, com os dois indivíduos dentro que inclusive confessaram a participação no crime e foram detidos. 

Esses suspeitos afirmaram que o objetivo era roubar o carro, dinheiro, jóias e outros pertences do padre, sendo que um deles disse ter cometido o homicídio, enquanto o outro relatou ter ajudado na ocultação do corpo.

Todo esse ataque inicial teria ocorrido na residência do padre, que fica localizada no bairro Jardim Vival dos Ipês, e relatos periciais apontam que Alexsandro apresentava ferimentos no pescoço causados por facadas e lesões na cabeça compatíveis com golpes de martelo.

Motivações

Conforme detalhado pela mídia local com base no conteúdo da audiência de custódia, Leanderson de Oliveira Júnior, apontado pela polícia como responsável pelo crime, alegou em depoimento que teria sido forçado pelo religioso a praticar atos libidinosos no dia do crime. 

Segundo o depoente, em fala sob investigação, a vontade de cometer o crime não teria sido repentina, mas sim surgido após uma sequência de encontros que teriam acontecido através de pagamento.

Uma vez "forçado a praticar ato sexual", o homem de 18 anos teria começado a agressão com um golpe de marreta, munindo-se de uma faca posteriormente para concluir a execução. 

Porém, conforme repassado pelo delegado responsável pelo caso, durante coletiva de imprensa na manhã de 17 de novembro, acompanhada pelo portal local Dourados News, não há qualquer indício de que Leanderson de Oliveira Júnior tivesse alguma ligação afetiva ou sexual com a vítima, alegação que teria sido apresentada em interrogatório sem respaldo nas evidências coletadas. 

“Essa é uma informação não oficial, que não foi fornecida pela Polícia Civil. Foi uma alegação feita durante o interrogatório do autor. Ele tem direito de dizer o que ele bem entender como meio de defesa. Até o momento não tem nenhum indício de que tenha realmente acontecido, de que tivesse algum envolvimento anterior com o padre ou de que o padre tenha tentado atacá-lo com intuito sexual.”, cita Lucas Veppo.

Para o delegado, a versão que mais se sustenta é que o padre pode ter sido atacado de forma sorrateira, como em uma emboscada, reforçando que não há elementos técnicos que comprovem essa versão da possível tentativa de abuso. 

Oficialmente o caso passou a ser oficialmente tratado como latrocínio, roubo seguido de morte, já que ambos acusados confessaram que já tinham feito o planejamento, e premeditado o crime um tempo antes. 

Em complemento, o delegado destaca que os acusados não sabiam que Alexsandro era padre e estariam atrás do Jeep do religioso, inclusive possuindo comprador no Paraguai que pagaria R$40 mil pelo veículo. 

 

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RODOVIAS

Estradas de MS ficam lentas devido a carga superdimensionada

Comboio de quatro carretas deixou a BR-134 lenta nesta quarta, e BR-267 também está no roteiro do transporte

14/01/2026 10h19

Comboio de carretas gera lentidão na BR-134

Comboio de carretas gera lentidão na BR-134 José Portela/Nova News

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Durante esta manhã (14), a BR-134 ficou mais lenta, no trecho entre Batayporã e o distrito de Nova Andradina, em Nova Casa Verde. A situação é devido a um comboio de quatro carretas que levam cargas superdimensionadas.

O transporte iniciou às 07h30 de hoje e a previsão é que até às 11h se encerre. O trajeto iniciou em Assaí, município do interior do Paraná e chegou ao Estado sul-mato-grossense por Batayporã. Com destino final em Inocência, o comboio ainda irá transitar por Mato Grosso do Sul, após sair da BR-134.

Com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as carretas seguirão pela BR-267, que também poderá gerar lentidão no tráfego da rodovia. Procurada pelo Correio do Estado, a equipe da PRF ainda não confirmou se o comboio seguirá por Bataguassu ou Campo Grande, até o momento de publicação da matéria.

Segundo informações da primeira escolta (BR-134 até a BR-267), a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o cronograma de entrega irá atrasar, não só devido a dimensão da carga, em que a velocidade dos veículos é abaixo dos demais, mas também por causa das fortes chuvas registradas nos últimos dias.

A previsão era para a próxima sexta-feira (16). As cargas são peças para indústria de celulose, e o transporte tem se tornado frequente na região, em razão da implantação das indústrias no norte do Estado de Mato Grosso do Sul.

 

*Saiba

De acordo com a Lei nº 9.503 de 1997 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a ultrapassagem de comboios escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) é tipificada como infração leve se não for autorizada por agentes e autoridades de trânsito.

  • Infração: Leve;
  • Penalidade: Multa no valor de R$ 88,38;
  • Pontos na CNH: 3 pontos.

(Com informações do Nova News)

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