Cidades

PNAD Contínua | IBGE

Em 6° no ranking de desocupação, MS desempenha acima da média nacional

Mato Grosso do Sul aparece ainda com 3° menor valor para informalidade entre UFs e vê mais trabalhadores com carteira assinada entre janeiro e março deste ano

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Braço do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a Seção de Disseminação de Informações do IBGE no Mato Grosso do Sul (SDI-MS) aponta que o Estado figurou na sexta colocação na atualização trimestral da chamada Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada hoje (14), uma elevação de mais de um ponto percentual que não foi suficiente para ofuscar o desempenho sul-mato-grossense como melhor que a média nacional. 

Conforme os números da Pnad Contínua para o período entre janeiro e março deste ano, a taxa de desocupação de MS foi de 3,8%, o que representa um aumento de 1,4 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior, de outubro, novembro e dezembro de 2025. 

Cabe destacar que a taxa de desocupação subiu em 15 das 27 Unidades da Federação investigadas, com o índice nacional figurando em 6,1%, exatamente um ponto percentual acima do trimestre imediatamente anterior. 

Com isso, Mato Grosso do Sul anota a sexta menor taxa de desocupação do país no trimestre entre janeiro e março, atrás apenas de: 

  1. Santa Catarina - 2,7%
  2. Mato Grosso - 3,1%
  3. Espírito Santo - 3,2%
  4. Paraná - 3,5% e
  5. Rondônia - 3,7%. 

Neste trimestre encerrado em março, a quantidade de pessoas em idade de trabalhar atingiu a marca de 2,28 milhões de habitantes, das quais 1,48 milhão estavam na força de trabalho, somando 1,42 milhão de pessoas ocupadas e 56 mil desocupadas.

Se comparado com o último trimestre de 2025, por exemplo, esse índice de pessoas na força de trabalho registrou crescimento de 40 mil e de 41 mil pessoas ocupadas.

Com os valores locais de Campo Grande sendo apenas um ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025, e sem variação ao mesmo período na comparação com o ano anterior, esse resultado coloca a Cidade Morena entre as quatro capitais com menores taxas de desocupação para o período, atrás de: 

  • Vitória (2,8%),
  • Palmas (3,8%)
  • Curitiba (3,9%) 

Pnad Contínua (jan-fev-mar)

Neste trimestre móvel encerrado em março de 2026, os números absolutos indicam que MS registrou estabilidade no total de empregados, cerca de 1,25 milhão de pessoas divididas nas seguintes categorias: 

  • (51,0% - 727 mil) setor privado; 
  • (21,9% - 312 mil) trabalho por conta própria;
  • (15,3% - 218 mil) setor público;
  • (5,6% - 80 mil) trabalho doméstico e 
  • (5,6% - 81 mil) na condição de empregador

Em uma espécie de "raio-x" sobre as categorias, esses 727 mil empregados no setor privado representam uma estabilidade no índice, já que ao fim de 2025 o grupo somava 728 mil pessoas.

Aqui destaca-se um aumento no número de empregados com carteira assinada, que saltou de 575 mil para 583 mil (80,2%). Simultaneamente houve redução no total de empregados sem carteira assinada, de 153 para 143 mil (19,7%).

Essas cerca de mil pessoas a mais na força de trabalho também foram registradas junto ao setor público, que demonstrou estabilidade frente ao leve recuo de 219 para 218 mil entre o último trimestre do ano passado e os três primeiros meses de 2026. 

Já o total de trabalhadores domésticos também caiu no período, cerca de 11,1%, indo de 90 para 80 mil, dos quais aproximadamente 32,5% (26 mil empregados) possuíam carteira de trabalho assinada, enquanto a grande maioria segue na informalidade (54 mil, cerca de 67,5%). 

Bom desempenho

No cálculo da taxa de informalidade da população ocupada, o IBGE considera as seguintes populações:

  1. Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada;
  2. Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada;
  3. Empregador sem registro no CNPJ;
  4. Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ;
  5. Trabalhador familiar auxiliar.

Nesse sentido, o primeiro trimestre deste ano anotou um montante de 425 mil pessoas ocupadas em condição de informalidade, quase trinta por cento (29,8%) da população ocupada, representando ainda um recuo de menos 16 mil pessoas (-3,6%), o que indica redução do contingente informal no Mato Grosso do Sul. 

Esses 29,8% colocam Mato Grosso do Sul no TOP 3 menores taxas de informalidade do País, atrás apenas de Santa Catarina (25,4%) e do Distrito Federal (28,1%), enquanto o índice nacional chega na casa de 37,3%. 

Neste recorte entre janeiro e março de 2026, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.768,00, segundo o IBGE. 

Conforme o Instituto, esse valor indica estabilidade estatística em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$3.733,00) e ao mesmo período de 2024 (R$3.706,00). 

"Em comparação com a média nacional, Mato Grosso do Sul registrou rendimento ligeiramente superior, próximo ao observado no Brasil, que foi de R$3.722,00", complementa. 

 

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DOURADOS

Mulher é encontrada morta em cima da cama e Polícia suspeita do filho da vítima

A Polícia Civil investiga o caso e trata como homicídio, já que a perícia constatou marcas de agressão na boca e nos olhos da mulher

14/05/2026 12h15

Casa de madeira, onde Maria de Lurdes morava com o marido e o filho

Casa de madeira, onde Maria de Lurdes morava com o marido e o filho Crédito: Osvaldo Duarte / Dourados News

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Na manhã desta quinta-feira (14), uma mulher de 56 anos, identificada como Maria de Lurdes Pereira Lopes Agueiro, foi encontrada morta, no distrito de Panambi, em Dourados. Inicialmente, o caso foi tratado como morte natural, porém, após perícia, os policiais civis levantaram a possibilidade de ter sido um homicídio, pois identificaram sinais de possível agressão no corpo da vítima.

No local, os policiais algemaram e levaram o filho da mulher, suspeito de ser o autor do homicídio. A mulher foi encontrada em cima da cama, dentro do quarto da residência, onde morava com o marido e o filho, que tem problemas mentais.

Maria de Lurdes apresentava diversos problemas de saúde. No entanto, foi descartada a hipótese de morte natural, já que a perícia técnica constatou lesões na região da boca e dos olhos da mulher, compatíveis com sinais de agressão.

Ainda de acordo com a perícia, há indícios de que a vítima possivelmente não morreu sobre a cama e que o corpo foi colocado no local após o ocorrido.

A Polícia Civil e a perícia científica seguem realizando levantamentos na residência para esclarecer as circunstâncias da morte. Caso seja confirmado, este pode ser o 13º caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul. 

MATO GROSSO DO SUL

Instituto sem fins lucrativos recebe R$ 8 milhões da Fundesporte

Termo de colaboração tem vigência até maio de 2027 e prevê apoio financeiro para ações ligadas ao edital público da área esportiva

14/05/2026 11h45

Instituto desenvolve projetos ligados ao esporte, cidadania e inclusão social

Instituto desenvolve projetos ligados ao esporte, cidadania e inclusão social Divulgação

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A Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) firmou um termo de colaboração de R$ 8.386.995,60 com o Instituto de Educação Desenvolvimento Humano e Institucional (IEDHI), organização sediada em Campo Grande. O extrato do acordo foi publicado no Diário Oficial do Estado desta semana.

Conforme o documento, a parceria tem como finalidade garantir apoio financeiro para a execução das ações previstas no projeto vinculado ao Edital de Chamamento Público nº 004/2026. O termo foi assinado no último dia 12 de maio e terá vigência até 12 de maio de 2027.

Do valor total previsto, o primeiro empenho registrado foi de R$ 2 milhões, conforme nota de empenho emitida pela Fundesporte. Os recursos são provenientes do Fundo de Investimentos Esportivos de Mato Grosso do Sul (FIE-MS).

O acordo foi celebrado entre a Fundesporte e o Instituto de Educação Desenvolvimento Humano e Institucional (IEDHI), entidade localizada na Avenida Major Gumercindo Bruno Borges, nº 269, na Vila Albuquerque, em Campo Grande.

Segundo informações institucionais divulgadas pela própria organização, o IEDHI atua como Organização da Sociedade Civil (OSC) voltada à promoção da cidadania e inclusão social, por meio de ações nas áreas de educação, esporte, cultura, assistência social e desenvolvimento humano.

Entre os projetos citados pela entidade estão iniciativas ligadas aos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) de 2024, incluindo etapas realizadas em Três Lagoas e João Pessoa (PB), além de atividades voltadas a adolescentes entre 15 e 17 anos.

O termo de colaboração tem amparo em legislações estaduais e federais que regulamentam parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil, incluindo a Lei Federal nº 13.019/2014, conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

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