Cidades

primeira dose

Pelo menos 39 mil campo-grandenses recusaram a vacina contra Covid-19

Mesmo com estagnação na vacinação, município ainda não cogita implementação do passaporte da vacina

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Em Campo Grande, pelo menos 39 mil pessoas não se vacinaram contra a Covid-19, como informou o secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho.

"Temos pessoas que já poderiam ser vacinados, mas que não foram se vacinar. Por isso estamos fazendo itinerantes, busca ativa, enviando mensagens pelo whatsapp", disse durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (12).

"A eficácia já foi comprovada, na última semana epidemiológica tivemos 2 óbitos por semana, na pior que foi de abril a maio, tivemos 178 óbitos.  Há uma grande diferença na realidade atual".

Contudo, Mauro Filho apontou que medidas que obriguem a população a se imunizarem contra o coronavírus, como a implementação do passaporte da vacina, não está sendo cogitada.

"A ideia é interessante, mas será que é aplicável? Como é que vamos restringir as pessoas que não estão vacinadas de entrarem numa farmácia, num hospital, supermercado? Não existe essa possibilidade", completou.

Na Capital, 656.241 pessoas tomaram a primeira dose da vacina, o que representa 72.43%; 599.689 tomaram a segunda, ou dose única, representando 66.18% da população vacinável, e 109.766 já recebeu a terceira dose.

O secretário defendeu que tomar medidas punitivas é "aplicar a lei para uma minoria", e que a população que precisa ter "senso de coletividade" para que a cidade não sofra com uma nova onda de casos.

"O que cabe aos gestores públicos é fazer campanha para chamar essas pessoas e disponibilizar as vacinas, mas não obrigar as pessoas a tomarem a vacina".

Últimas notícias

O prefeito Marcos Trad (PSD) já havia informado ao Correio do Estado anteriormente que a desobrigação para o uso de máscaras depende do avanço da vacinação, mas que não está disposto a instituir um passaporte da vacina.

“Não existe essa possibilidade, a vacina não é obrigatória. Nosso foco é fortalecer a imunização com as duas doses, estamos tentando de tudo para que aqueles que já tomaram a primeira dose voltem para receber a segunda”, afirmou o prefeito da Capital sobre a medida.

Em relação ao uso do EPI, ele disse que o Executivo tem consultado especialistas. “Vamos deixar de usar máscaras quando a ciência autorizar. Aqui temos um grupo de médicos que tem me orientado sobre [isso], e esse não é o momento ainda”.

O prefeito se agarra a uma medida que, segundo ele, será feita pelo Ministério da Saúde e que incentivará a vacinação no Brasil.  

A campanha está em fase de elaboração, de acordo com Trad, que recentemente esteve reunido com a secretária especial de Enfrentamento da Pandemia do governo federal, Rosana Leite de Melo. 

Essa medida deve começar a ser colocada em prática até o fim deste mês, disse o chefe do Executivo municipal.

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POLÍCIA

Garagem de veículos aplica golpe e vende caminhonete avaliada em mais de R$ 300 mil

O veículo foi negociado em Campo Grande e após ser paga uma parte do valor, o dono do empreendimento se recusou a informar a localização do automóvel

31/01/2026 15h30

Caminhonete foi localizada em Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná

Caminhonete foi localizada em Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná Divulgação

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A Polícia Civil, com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais  (BOPE/MS) e do Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (BPFRON/PR), recuperou uma caminhonete modelo Hilux, avaliada em mais de R$ 300 mil, que havia sido subtraída por meio de estelionato. O veículo foi localizado no município de Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná.

De acordo com as informações apuradas, a vítima deixou a caminhonete em uma garagem de veículos após ser informada de que já haveria um comprador interessado. Na ocasião, foi firmado contrato de venda, com pagamento inicial de 10% do valor, equivalente a R$ 27.660,00, ficando o restante acordado para quitação no prazo de 20 dias úteis.

O valor, contudo, não foi quitado no prazo combinado. A vítima tentou contato por diversas vezes, mas o responsável pela negociação passou a se negar a informar a localização do veículo, limitando-se a afirmar que efetuaria o pagamento, o que não ocorreu.

Após o registro do boletim de ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC/CEPOL), a equipe policial iniciou um trabalho investigativo que resultou na localização da caminhonete fora do estado.

Em ação integrada, a DEPAC/CEPOL, por meio da inteligência do BOPE, realizou contato com a equipe do Canil do BPFRON/PR, que conseguiu localizar e recuperar o veículo, o qual se encontrava na posse de uma garagem de compra e venda de automóveis.

Com a atuação conjunta das forças de segurança dos dois estados, a caminhonete foi apreendida e colocada à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.

A Polícia Civil destaca que este é mais um veículo recuperado em investigações relacionadas a estelionatos praticados por uma organização criminosa, a qual utilizava a garagem de veículos como meio para aplicar golpes em Campo Grande.

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Cidades

Ministério da Saúde diz que vírus Nipah não ameaça o Brasil

Avaliação é a mesma da Organização Mundial da Saúde

31/01/2026 14h00

Crédito: Freepik

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O Ministério da Saúde explicou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah, que teve dois casos confirmados na província indiana de Bengala Ocidental, na Índia, tem potencial baixo de causar uma nova pandemia e não representa uma ameaça para o Brasil.

A avaliação é a mesma divulgada pela Organização Mundial da Saúde em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira. 

A autoridade sanitária do governo brasileiro esclareceu que o último dos dois casos confirmados na Índia foi diagnosticado em 13 de janeiro, e que, desde então, foram identificados 198 contatos dos casos confirmados. Todos foram monitorados e os testes tiveram resultados negativos para a doença. 

"Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais", esclareceu o Ministério da Saúde. 

O ministério afirmou que mantém no Brasil protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

O Nipah já foi identificado outras vezes no Sudeste da Ásia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ele foi descoberto em 1999, em um surto entre criadores de porcos na Malásia, e é detectado com regularidade em Bangladesh e na Índia.

Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, o professor de infectologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) Benedito Fonseca explicou, em entrevista à Agência Brasil, que a incidência na Índia está ligada à presença de uma espécie de morcegos que serve de hospedeiro para o vírus, que por isso é classificado como zoonótico. 

Esses morcegos, que não vivem no continente americano, se alimentam de frutas e de uma seiva doce que também são consumidas por seres humanos e animais domésticos nesta época do ano, e isso causa a contaminação. Também há relatos de que secreções de pessoas infectadas podem transmiti-lo.

“Os vírus [zoonóticos] normalmente têm uma relação muito íntima com o seu reservatório. E esse morcego tem uma distribuição grande na Ásia, mas não tem distribuição nem na Europa nem nas Américas. Acredito que o potencial pandêmico, de uma distribuição no mundo todo, é pequeno”, avaliou Fonseca. 

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