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preservação ambiental

Em meio a polêmicas, Assembleia ativa estacionamento vertical

Primeira parte, com 140 vagas, começa a ser utilizada a partir da próxima segunda-feira. O restante deve ser liberado até dezembro

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Em meio às polêmicas sobre o possível tombamento cultural, ambiental e paisagístico do Complexo do Parque dos Poderes e as disputas entre o Ministério Público e construtoras relativas a novas construções na mesma região, o comando a Assembleia Legislativa anunciou que nesta segunda-feira (8) libera a primeira etapa do estacionamento vertical que está construindo no “coração” da área envolvida das polêmicas.  

Conforme a assessoria da casa de leis, a partir da próxima segunda-feira (8), visitantes e servidores já terão 140 vagas disponibilizadas no novo estacionamento vertical. 

“Essas novas vagas já serão liberadas no piso inferior, vamos fazer a limpeza para poder entregar já dia 8”, disse o presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP). Depois da conclusão, serão 600 novas vagas. 

Conforme Paulo Corrêa, primeiro-secretário, o prazo para a entrega completa da obra de R$ 34 milhões está previsto para dezembro. “Atualmente estamos estacionando na rua, as pessoas reclamam, mas nós estamos construindo uma coisa muito melhor, para o futuro. Além disso, vamos ganhar outro espaço maravilhoso para a Assembleia sem derrubar nenhuma árvore, onde poderemos fazer eventos em espaço coberto”, detalhou Paulo Corrêa.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura da ALEMS, há um plano de manejo das árvores que precisaram ser realocadas e um comprometimento de replantio de espécies nativas. 

“A gente tem um planejamento de remanejamento. Algumas que a gente tirou e replantou ali na mata.  Outras estamos cultivando no espaço de compostagem. Então a gente não desmatou nada.  Estamos com um ano e três meses de obras e prevemos mais três meses para terminar liberando todos os setores, com vagas para carros e motocicletas”, explicou João Paulo Coelho, secretário de Infraestrutura.

Polêmicas ambientais

O estacionamento está sendo concluído na região em que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pretende dar sequência no tombamento e que também abrange todo o o Parque das Nações Indígenas e o Parque Estadual do Prosa. 

Durante o Seminário de Patrimônio Cultural de Mato Grosso do Sul, em Corumbá, o superintendente do instituto no Estado, João Henrique dos Santos, afirmou nesta semana que a proposta será levada adiante após dois anos de espera.

Em 2023, um grupo de 81 profissionais, envolvendo ambientalistas, biólogos, professores, pesquisadores, artistas, jornalistas, juristas e estudantes, entregaram a solicitação ao Iphan, visando preservar a atmosfera, águas superficiais e subterrâneas, seu solo e espécies da fauna e flora da região. Agora, o processo de tombamento deve começar a andar.

Além disso, o Correio do Estado vem reportando nas últimas semanas a briga entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e construtoras acerca da zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa, que engloba os três espaços verdes citados na proposta de tombamento em andamento no Iphan.

Para a advogada ambiental Vanessa Lopes, caso o tombamento seja oficializado, os três parques passam a ter uma proteção dupla, tanto ambiental quanto cultural, o que vai dificultar que novos empreendimentos consigam autorização para construir no entorno da área, mesmo com alvarás ambientais concedidos.

“Isso significa que qualquer obra ou empreendimento que possa afetar a paisagem ou a integridade ambiental do parque dependeria de análise e autorização prévia do órgão de patrimônio [conselho de patrimônio histórico e cultural competente]. Assim, mesmo com a licença ambiental, o Iphan pode vetar ou impor restrições adicionais”, explica a especialista.

Recentemente, o MPMS recomendou que o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) embargasse e paralisasse as obras de empreendimentos situados na zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa sem a devida regularização. Antes disso, porém, acordo suspendeu por 240 dias as emissões e autorizações de novas construções.

Além dos parques, há mais três espaços sul-mato-grossenses que também estão com o processo de tombamento em curso: Praça do Preto Velho; Comunidade Quilombola Tia Eva; e as Casas de Reza do Povo Guarani Kaiowá, em Dourados.

 

 

ALEMS

Em área de polêmica, estacionamento vertical da Assembleia vai receber nome de ex-deputado

A obra foi construída em uma região ambiental alvo de projeto de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

10/05/2026 18h00

Obras começaram em 2024 e estacionamento tem 600 vagas para veículos

Obras começaram em 2024 e estacionamento tem 600 vagas para veículos Osvaldo Júnior /Alems

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) inaugura no próximo dia 20 a obra do estacionamento vertical da Casa de Leis destinado a visitantes. Em publicação feita no Diário Oficial da Alems, foi alterada normativa sobre o nome do estacionamento. 

Nomeado "Deputado Amarildo Cruz", o nome faz homenagem ao ex-deputado que exerceu cinco mandatos na Alems, sendo eleito pela primeira vez em 2006, com quase 18 mil votos. 

De acordo com a Assembleia, Amarildo destacou-se "pela atuação em comissões importantes, como a CPI da Saúde e a comissão que acompanhou o acordo de indenização aos municípios afetados pela usina de Porto Primavera".

Também ocupou o cargo de 2º secretário da Mesa Diretora e, na atual 12ª Legislatura, atuava como líder da bancada do PT e foi reeleito pela última vez em 2022, com 17.249 votos.

Faleceu no dia 17 de março de 2022, aos 60 anos, após ser internado no Hospital Proncor, em Campo Grande. 

A inauguração do estacionamento está marcada para o dia 20 de maio, às 10h. No mesmo evento, será lançado o livro “Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul – Estado do Pantanal – 45 anos”, de autoria do escritor Eronildo Barbosa da Silva.

Polêmicas 

As obras do estacionamento começaram no mês de maio de 2024, pela empresa Concrelaje, vencedora da licitação. A ideia era que o local fosse construído de forma vertical para não derrubar nenhuma árvore da área, buscando o "cuidado ambiental", como afirmou o presidente da Casa, Gerson Claro (PP) na época. 

Mesmo assim, nos arredores da Casa de Leis foram identificados 50 pontos de plantio de árvores para recompor a vegetação. O Parque dos Poderes foi construído com preservação de parte da mata nativa local, ou seja, as árvores que foram retiradas, precisariam ser replantadas. 

A primeira etapa da obra foi liberada para uso em setembro de 2025, com 140 vagas, no piso inferior. Com a conclusão da obra, o número de vagas sobe para 600. 

A entrega do estacionamento estava previsto para dezembro de 2025, com um orçamento aproximado de R$ 34 milhões. 

Como reportou o Correio do Estado, o 'Estacionamento Deputado Amarildo Cruz" foi construído em uma região em que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pretendia dar sequência no tombamento e que também abrange todo o o Parque das Nações Indígenas e o Parque Estadual do Prosa. 

Durante o Seminário de Patrimônio Cultural de Mato Grosso do Sul, em Corumbá em 2025, o superintendente do instituto no Estado, João Henrique dos Santos, afirmou que a proposta será levada adiante após dois anos de espera.

Em 2023, um grupo de 81 profissionais, envolvendo ambientalistas, biólogos, professores, pesquisadores, artistas, jornalistas, juristas e estudantes, entregaram a solicitação ao Iphan, visando preservar a atmosfera, águas superficiais e subterrâneas, seu solo e espécies da fauna e flora da região. 

Além disso, o Correio do Estado reportou também em 2025 a briga entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e construtoras acerca da zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa, que engloba os três espaços verdes citados na proposta de tombamento em andamento no Iphan.

Para a advogada ambiental Vanessa Lopes, caso o tombamento seja oficializado, os três parques passam a ter uma proteção dupla, tanto ambiental quanto cultural, o que vai dificultar que novos empreendimentos consigam autorização para construir no entorno da área, mesmo com alvarás ambientais concedidos.

“Isso significa que qualquer obra ou empreendimento que possa afetar a paisagem ou a integridade ambiental do parque dependeria de análise e autorização prévia do órgão de patrimônio [conselho de patrimônio histórico e cultural competente]. Assim, mesmo com a licença ambiental, o Iphan pode vetar ou impor restrições adicionais”, explica a especialista.

Recentemente, o MPMS recomendou que o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) embargasse e paralisasse as obras de empreendimentos situados na zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa sem a devida regularização. Antes disso, porém, acordo suspendeu por 240 dias as emissões e autorizações de novas construções.

Violência Doméstica

Mãe usa código do "pedido de lanche" e é salva com os filhos

Mulher aciona a Guarda Civil Metropolitana e usa frase de emergência para denunciar descumprimento de medida protetiva na Capital

10/05/2026 17h18

Mulher aciona a Guarda Civil Metropolitana e usa frase de emergência para denunciar descumprimento de medida protetiva na Capital

Mulher aciona a Guarda Civil Metropolitana e usa frase de emergência para denunciar descumprimento de medida protetiva na Capital Divulgação Guarda Civil Metropolitana

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A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande atendeu, na noite desta quinta-feira (8), uma ocorrência de violência doméstica após uma mulher de 33 anos utilizar um código de emergência durante ligação para o número 153.

Ao telefone, a vítima informou que “o pedido de lanche já estava chegando”, frase usada para indicar que estava em situação de risco dentro da própria residência, localizada na região do Jardim Columbia.

Ao perceber o pedido de socorro, o atendente solicitou imediatamente o endereço e acionou uma viatura da GCM. Quando os agentes chegaram ao local inicialmente informado, moradores relataram ter ouvido gritos e discussões vindos de uma casa vizinha, auxiliando na identificação correta do imóvel.

Na residência, os guardas encontraram a mulher acompanhada dos três filhos menores de idade e em visível estado de nervosismo. Segundo relato da vítima, o ex-companheiro havia deixado o local poucos minutos antes da chegada da equipe.

A mulher informou ainda que possui Medida Protetiva de Urgência expedida recentemente e que o suspeito estaria descumprindo a determinação judicial ao se aproximar da residência.

Após colher as informações, a GCM realizou buscas em pontos indicados pela vítima, incluindo um posto de combustíveis e ruas da região, mas o suspeito não foi localizado.

Os agentes retornaram à residência para orientar a mulher sobre medidas de segurança e reforçaram que ela deve acionar imediatamente a Guarda Civil Metropolitana pelo 153 ou a Polícia Militar pelo 190 em caso de nova aproximação do autor.

A ocorrência reforça a atuação das forças de segurança no atendimento rápido a mulheres em situação de violência doméstica. Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Mato Grosso do Sul já contabiliza 8.448 vítimas de violência doméstica desde o início do ano. 

Como pedir ajuda

  • Polícia Militar (190): é o canal mais rápido para emergências e flagrantes, quando o crime está acontecendo naquele momento;
  • Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo suporte, orientação e recebimento de denúncias anônimas de violência contra a mulher;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos;
  • Disque Denúncia (181): canal destinado a denúncias anônimas;
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): responsáveis pelo registro de ocorrências e atendimento especializado às vítimas.

Sistema integrado de proteção

O serviço oferece:Orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, como Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referência, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Defensorias Públicas e Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres; informações sobre a localização dos serviços especializados de atendimento; registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.

O contato pode ser feito de qualquer lugar do Brasil, tanto por ligação telefônica quanto pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180. Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

Nos casos de denúncia de cárcere privado, tráfico de mulheres ou risco iminente de morte, as atendentes da Central de Atendimento à Mulher acionam um protocolo de emergência.

Com isso, a coordenação da Central e a Ouvidoria da Secretaria de Políticas para as Mulheres recebem automaticamente o registro da ocorrência por e-mail.

A partir desse procedimento, a Ouvidoria entra em contato com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou com a delegacia mais próxima para que as providências sejam tomadas de forma imediata.

A Central e a Ouvidoria foram criadas para apoiar mulheres em situação de violência, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento adequado para garantir proteção e acesso aos seus direitos.

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