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Em meio a problemas de drenagem, Campo Grande está sem secretário há 15 dias

Prefeita afirmou que secretário-adjunto está comandando a Sisep e que não tem pressa para anunciar novo nome

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A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) está sem um titular há 15 dias, desde que o então secretário Marcelo Miglioli deixou o cargo para se concentrar nas eleições deste ano. O espaço está vago em meio a novos problemas com a drenagem da Capital, que não suportou 50 milímetros de chuva na segunda-feira e deixou vários bairros alagados.

De acordo com a prefeita Adriane Lopes (PP), não há pressa para nomear alguém que possa substituir Miglioli, isso porque, segundo ela, quem está tocando a Pasta é o secretário-adjunto do ex-secretário, Paulo Eduardo Cançado Soares.

“Hoje quem está responsável pela pasta é o Paulo, que vai continuar até uma definição futura. Não tem meta de tempo [para definir o novo secretário] porque o serviço não está parado, as equipes continuam trabalhando, o [secretário] adjunto conhece todos os projetos, então, a gente vai com calma, porque é uma decisão muito importante para a cidade”, afirmou a prefeita durante agenda na tarde de ontem.

A publicação da exoneração a pedido de Marcelo Miglioli saiu no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) do dia 1º deste mês, com data de assinatura para o dia 31 de março.

Segundo informações de fontes do Correio do Estado, a não efetivação de Soares como secretário seria por opção da prefeita, que prefere outros nomes.

CHUVA E CAOS

Em meio à insegurança pela vacância no cargo, a cidade vive novamente problemas com a drenagem de águas pluviais. Conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), o acumulado chegou a 50 milímetros em algumas horas de chuva em Campo Grande.

Este valor foi suficiente para alagar algumas ruas da cidade, como as Avenidas Calógeras, Fernando Correia da Costa e Manoel da Costa Lima e alguns bairros, como a Vila Nhanhá e o Jardim Centro-Oeste.

Segundo a presidente da Vila Nhanhá, Rosenilda Pereira de Sousa, na região o problema maior foi na Rua dos Andes, onde os bueiros ficaram entupidos e a via virou um lago.

“A Rua dos Andes foi a mais prejudicada por conta do muro que impede a passagem da água. Os bueiros normalmente ficam entupidos e o pessoal fica limpando o esgoto para a água passar. Uma moradora teve móveis destruídos”, contou a presidente do bairro.

Segundo ela, essa situação é recorrente e os moradores aguardam uma resolução.

AÇÕES

Segundo a prefeitura em nota, sempre após as chuvas equipes da Sisep vão aos locais onde ocorreram alagamentos e, “identificando o problema, é feito o serviço necessário”.  

“O que tem sido verificado nos últimos meses é a ocorrência de alagamentos em locais onde não ocorriam problemas. Além da questão do solo e do sistema de drenagem não conseguirem absorver com rapidez a água por conta das chuvas concentradas, o acúmulo de lixo acaba entupindo as bocas de lobo, comprometendo o sistema de captação de águas pluviais”, completou a nota, que não especificou o que será feito nos locais de alagamento constatado.

PROJETOS

Uma das principais secretarias, a Sisep tem a promessa de destravar alguns projetos neste ano, como obras de recapeamento com recursos próprios e de emendas parlamentares, e construção de rede de drenagem e pavimentação em várias regiões da Capital, com recursos superiores a R$ 500 milhões. 

A promessa mais recente é o recapeamento de um dos trechos mais críticos da Avenida Ernesto Geisel, que precisa ser licitado. (Colaborou Karina Varjão)

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TRAGÉDIA

Vigilante morre após ser atingida por caminhonete conduzida por militar em Campo Grande

Entre os objetos apreendidos dentro da caminhonete estavam uma garrafa de whisky e latas de cerveja

20/06/2026 12h00

Impacto da batida lançou a motociclista ao solo; motorista perdeu o controle da caminhonete e atingiu uma árvore

Impacto da batida lançou a motociclista ao solo; motorista perdeu o controle da caminhonete e atingiu uma árvore Karina Varjão

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A vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, morreu na manhã deste sábado (20) após ser atingida por uma caminhonete conduzida por um militar do Exército na região central de Campo Grande. O acidente ocorreu no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa.

O condutor do veículo, identificado como Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, ficou ferido e foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino. Após receber atendimento médico, ele foi liberado e levado à delegacia, onde deve prestar esclarecimentos sobre o caso.

As circunstâncias do acidente são investigadas pela Polícia Civil. Informações preliminares apontam que o motorista pode ter se envolvido em uma colisão anterior antes de atingir a motociclista. A suspeita é de que ele seguia em alta velocidade quando ocorreu a batida fatal.

Conforme os levantamentos iniciais, Miriam trafegava pela Rua Padre João Crippa quando foi atingida pela caminhonete que descia a Rua Maracaju. Com a força do impacto, a motociclista morreu no local.

Após a colisão, o motorista perdeu o controle da direção, atingiu uma árvore e parou próximo à entrada de uma clínica particular. Equipes de resgate e das forças de segurança foram acionadas para atender a ocorrência.

Durante os trabalhos no local, policiais encontraram recipientes de bebidas alcoólicas dentro da caminhonete. Entre os objetos apreendidos estavam uma garrafa de whisky e latas de cerveja.

Além disso, publicações feitas pelo próprio militar em uma rede social mostram que horas antes do acidente, ele aparece dentro da caminhonete exibindo uma garrafa de conhaque. Em outras postagens, o jovem aparece acompanhado de amigos durante a madrugada.

A Polícia Civil também recolhe imagens de câmeras de monitoramento da região e aguarda os laudos periciais que irão apontar a velocidade do veículo e auxiliar na reconstituição da dinâmica do acidente. O caso segue em investigação.

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CAMPO GRANDE

Assassino de agente penitenciário é morto pelo Choque em Campo Grande

Homem também era apontado como receptador e investigado por crimes graves; execução de agente penitenciário aconteceu em 2015 em frente a Casa do Albergado

20/06/2026 11h30

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande Divulgação

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Um homem de 45 anos morreu após ser baleado por policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) durante uma abordagem na noite desta sexta-feira (19), na Vila São Conrado, em Campo Grande. Identificado como Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como “Buguinho”, ele era procurado por equipes que realizavam patrulhamento em busca de uma motocicleta vermelha utilizada no roubo de um iPhone.

Conforme o boletim de ocorrência, os policiais avistaram um veículo com as mesmas características trafegando na contramão e iniciaram a abordagem. Ao perceber a aproximação da viatura, Marcelo parou a motocicleta e desembarcou.

Ainda segundo o registro policial, ele desobedeceu às ordens da equipe e, em determinado momento, tentou sacar uma arma que carregava na cintura. Diante da situação, o comandante da guarnição efetuou cerca de quatro disparos contra o suspeito.

Marcelo foi desarmado e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas. Também foi constatado que a motocicleta utilizada por ele era produto de furto registrado no dia anterior.

Segundo informações da polícia, Marcelo possuía extensa ficha criminal, com registros por homicídio, tentativa de homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas, receptação, porte irregular de arma de fogo, furtos e evasão de custódia, entre outros delitos.

Além disso, ele estava entre os investigados pela execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, assassinado em fevereiro de 2015 em frente à antiga Casa do Albergado, em Campo Grande. À época, as investigações apontaram Marcelo como mentor da ação, motivada por desavenças com agentes penitenciários.

Letalidade policial volta ao nível de 2023

Esta foi, conforme acompanhamento da imprensa, a 61ª morte do ano em decorrência de intervenção policial em Mato Grosso do Sul. Com mais este caso, a letalidade policial volta a registrar em 2026 praticamente o mesmo ritmo observado em 2023, ano que fechou com recorde histórico de 131 mortes decorrentes de ações das forças de segurança no Estado.

Com mais este caso, a letalidade policial, que vinha apresentando redução nos dois últimos anos, voltou a operar em um ritmo semelhante ao registrado em 2023, quando o Estado alcançou o maior número de mortes por "intervenção legal de agente do Estado" desde o início da série histórica disponível. 

Naquele ano, primeiro da gestão do governador Eduardo Riedel e do então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, foram contabilizados 131 óbitos. O número representou uma morte a cada 66,8 horas. 

Agora, depois dos 171 dias de 2026, as 61 mortes registradas equivalem a um intervalo médio de aproximadamente 67 horas entre cada ocorrência, praticamente o mesmo índice observado no ano recorde. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo médio entre os casos foi de 101,8 horas. Já em 2025, houve nova queda, para 73 registros, o equivalente a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes registradas em 2025 permaneceram acima dos números observados em qualquer ano anterior a 2023. O recorde anterior pertencia a 2019, quando a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) contabilizou 70 mortes decorrentes de intervenção policial. 

Os dados oficiais da Sejusp apontam 54 mortes neste ano. Já o levantamento realizado por veículos de imprensa, com base nos registros divulgados pelas forças de segurança, contabiliza 61 casos até este sábado (20).

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