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Em MS, Lula retoma obra em fábrica de fertilizantes parada há 11 anos

Evento do presidente em Mato Grosso do Sul trouxe ainda a divulgação de programa para qualificação profissional e 1,4 mil vagas em cursos de formação em parceria com o Sesi e Senai

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Durante a manhã desta quinta-feira (25) Mato Grosso do Sul recebeu a visita do chefe do Executivo Federal, Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve em Três Lagoas para evento de lançamento da retomada das obras na fábrica de fertilizantes hidrogenados, UFN3, paradas há mais de uma década no interior do Estado. 

Além disso, durante o evento a empresa Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras), na figura da presidente Magda Chambriard, anunciou o lançamento de um programa voltado para a qualificação profissional da população três-lagoense, em um curso de formação com mais de mil vagas. 

Considerada estratégica para a segurança alimentar e energética brasileira, a retomada da UFN3 tem o objetivo de reduzir a importação de fertilizantes especialmente de regiões de conflitos internacionais, como é o caso de Rússia e Ucrânia. 

Conforme repassado pela ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, a três-lagoense Simone Tebet, esse índice de importação de fertilizantes é elevado e chega na casa de 80%.

Agora, a previsão é que a obra deve gerar aproximadamente oito mil postos de trabalho diretos e indiretos na região e ser entregue em 2029. Porém, a presidente da Petrobras propôs um desafio para que a equipe conclua os serviços até junho de 2028. 

A diretoria colegiada da Petrobras aprovou na noite de quarta-feira (24) o programa adicional, batizado de "Autonomia e Renda Três Lagoas", que trará 1,4 mil vagas em cursos de formação e qualificação profissional. 

Segundo Magda, o programa será desenvolvido em parceria com o Sesi, Senai e Institutos Federais. Além disso, outros cinco projetos socioambientais em andamento trazem investimentos na casa de R$27  milhões até 2030 para Mato Grosso do Sul.

Entenda

Paralisada quando já estava cerca de 81% concluída, uma vez em operação a UFN3 terá capacidade para produzir cerca 3.600 toneladas/dia de ureia e 2,2 mil toneladas diárias, atendendo a aproximadamente 15% da demanda nacional por uréia.

Em Três Lagoas, Lula criticou a paralisação da UFN3, dizendo que não dá para obras dessa magnitude ficarem paralisadas por mais de uma década quando há projeto, dinheiro e necessidade de iniciativas como essa que prometem se refletir como barateamento de fertilizantes, que por sua vez é muito usado pelo agronegócio brasileiro. 

"Você tem quase que 85% da estrutura de uma obra como essa, de repente para, fica 12 anos parado e o Brasil pagando preços absurdos de fertilizantes que poderiam ser produzidos no País, que aumenta a cada guerra que alguém quer dar no outro lá fora. E o pobre brasileiro que vai comprar uma fruta,  uma comida, paga o preço dessa guerra aqui no Brasil por irresponsabilidade de muita gente, não é só do governo", disse o presidente. 

Novela que estende-se há mais de uma década, a UFN3 em Três Lagoas passou por uma série de paralisações e promessas frustradas que mantiveram o empreendimento como apenas um grande "esqueleto industrial". 

Com toda essa demora, o prazo de conclusão dessa planta (com obras iniciadas em 2011) fica jogado para mais de 16 anos além do prometido. Quando estava com cerca de 80% concluída, as obras foram paralisadas após integrantes do consórcio serem envolvidos em denúncias de corrupção, no ano de 2014. 

Cerca de quatro anos depois, em 2018, começou o processo de venda da unidade, que incluía a Araucária Nitrogenados (Ansa), fábrica localizada em Curitiba (PR). Porém, a comercialização conjunta tornou a concretização do negócio inviável e, no ano seguinte, a Acron chegou a fechar acordo para comprar a UFN3, com tudo sendo impedido pelos reflexos da crise boliviana. 

Já em 2020, especificamente em fevereiro, a Petrobras lançou nova oportunidade de venda, com as tratativas finalmente retomadas no início de 2022, ainda com o grupo russo. 

Porém, em abril de 2022, no dia 28, a Petrobras anunciou não concluir a transação para o grupo Acron, lançando mais uma vez a fábrica à venda no mercado, com a estatal confirmando o fim do processo de comercialização da UFN3 em 24 de fevereiro de 2023, esperando o reinício das obras desde então. 

 

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Artro100

Anvisa proíbe suplemento irregular e suspende lotes de creatina

Medidas estão publicadas no Diário Oficial da União

25/06/2026 14h00

Divulgação: Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão do suplemento alimentar em cápsulas da marca Artro100, produzido por empresa desconhecida. A resolução, publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União, também proíbe a venda, a distribuição, a fabricação, a divulgação e o uso do produto.

Em nota, a Anvisa informou que a medida foi adotada porque o suplemento tem origem e composição indeterminadas, além de apresentar propagandas com alegações terapêuticas indevidas para alimentos, como combater inflamações, fortalecer articulações, aliviar desconfortos e melhorar a mobilidade.

Recolhimento voluntário

Outra resolução da agência determinou a suspensão da comercialização, da distribuição, da divulgação e do consumo dos lotes 0061.02.2026, 0367.11.2025 e 0012.01.2026 do suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis sabor uva verde, da empresa Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda.

Segundo a Anvisa, a própria empresa comunicou o recolhimento após identificar teor de creatina fora dos limites estabelecidos. “Além disso, os produtos apresentavam irregularidades de rotulagem, com uso de alegações não autorizadas, divergências quanto ao fabricante e outras inconformidades que comprometem a segurança e a conformidade regulatória do produto.”

MATO GROSSO DO SUL

Novo acesso às Moreninhas pode finalmente sair do papel

Convênio assinado entre Agesul e Prefeitura de Campo Grande prevê aporte de R$ 5 milhões para indenizações de imóveis afetados pelas obras do novo acesso à região das Moreninhas

25/06/2026 12h30

Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas, recebeu obras de pavimentação e drenagem, mas segue sem a conexão prevista com o Jardim Itamaracá devido à paralisação da segunda etapa do projeto

Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas, recebeu obras de pavimentação e drenagem, mas segue sem a conexão prevista com o Jardim Itamaracá devido à paralisação da segunda etapa do projeto Reprodução

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O Governo de Mato Grosso do Sul vai repassar R$ 5,59 milhões à Prefeitura de Campo Grande para custear desapropriações relacionadas às obras de pavimentação e drenagem do novo acesso à região das Moreninhas. O convênio entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e o município foi publicado nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial do Estado.

Conforme o extrato, o valor total do convênio é de R$ 5.595.780,88 e será transferido em parcela única. Os recursos têm como finalidade o pagamento de indenizações decorrentes das desapropriações necessárias para a implantação da obra, considerada uma das principais intervenções viárias da Capital nos últimos anos.

O convênio foi assinado na quarta-feira (24) pelo diretor-presidente da Agesul, Gil Marcio Franco, e pela prefeita Adriane Lopes. A vigência é de 12 meses, podendo ser prorrogada.

O aporte financeiro ocorre em meio às pendências que ainda cercam o empreendimento. Embora parte da nova via já esteja concluída e em uso pelos moradores, o projeto segue incompleto e sem a ligação prevista com outras importantes avenidas da cidade.

Para viabilizar a abertura da nova avenida, a Prefeitura de Campo Grande desapropriou 52 imóveis em janeiro de 2023. As indenizações, no entanto, enfrentaram atrasos e acabaram sendo judicializadas por parte dos proprietários.

À época, o valor estimado para as desapropriações ultrapassava R$ 10,5 milhões. O novo convênio firmado entre Estado e município representa mais uma etapa do processo de compensação financeira aos moradores afetados pela obra.

Avenida termina em "lugar nenhum"

A primeira etapa do novo acesso às Moreninhas foi iniciada em dezembro de 2022 e está praticamente concluída desde meados de 2024. O trecho conta com pavimentação, drenagem, ciclovia, paisagismo e uma ponte sobre o córrego Lageado.

Apesar disso, a avenida ainda não cumpre sua principal função: criar uma alternativa de ligação entre a região das Moreninhas e outras áreas da cidade, desafogando o tráfego nas avenidas Guaicurus, Costa e Silva e Gury Marques.

Isso porque a segunda etapa do projeto, que deverá conectar o fim da Avenida Alto da Serra à Rua Salomão Abdala, no Jardim Itamaracá, ainda não saiu do papel.

Sem a continuidade das obras, a nova via termina em uma área aberta próxima a uma região de preservação ambiental, cenário que motivou críticas de moradores e questionamentos sobre a efetividade do investimento realizado até agora.

Em janeiro de 2025, o Governo do Estado oficializou um novo aditivo contratual para a obra, elevando o custo da primeira etapa em R$ 7,35 milhões. Com isso, o valor total saltou de R$ 41,33 milhões para R$ 53,24 milhões, um aumento de 28,8% em relação ao orçamento inicial.

Na mesma ocasião, o prazo de execução foi prorrogado por mais 240 dias. A previsão passou de fevereiro para setembro de 2025.

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