Cidades

DROGÔMETRO

Em MS, uso de drogas ilícitas por motoristas preocupa PRF

Mesmo sem equipamento especializado, PRF flagrou 12 condutores sob efeito de entorpecentes no Estado, com utilização de métodos alternativos de identificação

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Mato Grosso do Sul flagrou 12 condutores sob efeito de drogas nas rodovias do Estado. Equipe de policiamento utiliza métodos alternativos para identificar a influência de entorpecentes em motoristas, enquanto drogômetro, instrumento necessário para comprovar o uso de entorpecentes, passa por fase de testes.

A PRF destaca os riscos aos demais motoristas das vias do Estado diante de um caminhoneiro sob efeito de drogas. 

“O uso de rebites e outras drogas durante a condução apresenta um grave risco para a segurança viária. Além disso, tais substâncias podem afetar a concentração e a capacidade de julgamento, colocando em risco a vida do condutor, dos passageiros e de outros usuários das vias”, explica.

O uso de tais substâncias pode resultar em reações lentas, falta de coordenação motora, diminuição da capacidade de tomar decisões de forma rápida e aumento das chances de acidente.

“Essas substâncias podem causar intensa euforia, diminuição da sensação de fadiga e aumento da vigilância, levando os motoristas a um estado de falsa confiança e diminuição da percepção dos próprios limites”, complementa a PRF ao Correio do Estado.

A PRF também destaca que, de janeiro a outubro de 2022, flagrou 17 pessoas conduzindo veículos sob influência de qualquer substância psicoativa que determine dependência. Apenas cinco pessoas a menos do que o registrado até setembro de 2023. 

De acordo com a PRF, sem o drogômetro, a equipe de policiamento utiliza outros procedimentos de identificação de alterações em motoristas. 

“O procedimento inclui identificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora. A partir da identificação desses sinais, no caso de motoristas profissionais, também é realizada a verificação do tempo de descanso, por meio do cronotacógrafo, diário de bordo ou outra forma de registro utilizada pelo condutor”.

Outra forma de identificar motoristas infratores é a partir de substâncias encontradas no próprio veículo e o tempo de viagem sem pausas do condutor. 

“Tendo em vista que, comumente, o uso dessas substâncias, geralmente estimulantes, está associado a uma tentativa por parte dos condutores de permanecer mais tempo na direção, sem descansar. Logo em seguida, constatadas as alterações anteriores, também é realizada busca no veículo para identificar a presença de substâncias ou medicamentos que possam ser utilizados com esse propósito”.

EQUIPAMENTO

Entre as iniciativas que demonstram uma maior fiscalização e combate ao uso de entorpecentes no trânsito está a criação do drogômetro, que seria um aparelho similar ao bafômetro, mas utilizado para identificar o uso de drogas. 

O equipamento ainda está em fase de testes, os quais são realizados com motoristas voluntários.
De acordo com o Detran-MS, após os testes, os equipamentos que tiverem a sua eficácia comprovada serão regulamentados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e pelo Inmetro e poderão ser utilizados em ações de fiscalização do uso de drogas por parte de motoristas, prevenindo acidentes nas vias.

TOXICOLÓGICO

Antes da suspensão de multa por não realizar o exame toxicológico, de janeiro a agosto de 2022, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou 1.993 motoristas conduzindo veículos com atraso no exame. Com o retorno da fiscalização, a PRF informou que vai retomar os trabalhos nas rodovias no dia 29 de dezembro. 

Nesta semana, foi publicado no Diário Oficial do Congresso Nacional o retorno de multa automática, ou seja, sem necessidade de fiscalização, para motoristas que estão com exame toxicológico atrasado. A medida é utilizada como segurança e é direcionada a condutores profissionais que têm Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E. 

A suspensão da multa automática para motoristas sem exame toxicológico estava valendo há alguns meses e tinha previsão de duração até julho de 2025. A exigência é regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito, que havia estabelecido desde julho do ano passado prazos para a realização do exame, conforme a data de vencimento da CNH do condutor. 

No entanto, de acordo com o entendimento do Congresso Nacional, houve um acordo entre o governo e a oposição, em virtude da importância do exame toxicológico. O Congresso Nacional derrubou os três vetos da Lei n° 14.599/23, que visavam não apenas a suspensão da multa automática, mas também prazos e responsabilidades. 

Sendo assim, é de responsabilidade dos Departamentos de Trânsito (Detrans) de cada estado a aplicação de multa de forma automática, sem a necessidade de fiscalização, no valor de R$ 1.467,35, sendo configurado como penalidade gravíssima, adicionando sete pontos na carteira. 

SAIBA

O número de motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool diminuiu. A PRF aponta que, de janeiro a outubro de 2022, foram registradas 849 ocorrências nas rodovias de MS, e este ano foram 505. Já o Detran aponta que este ano, no mesmo período, foram notificadas 2.292 infrações, sendo 760 na Capital e 1.532 no interior.

Carreira Médica

Prefeitura abre caminho para médicos dobrarem jornada em Campo Grande

Mudança permite que profissionais com carga de 12 horas passem para 24 horas semanais; médicos de outras jornadas também são alcançados pelos editais.

10/08/2026 18h16

Editais abrem processo para mudança de jornada de médicos que atuam na rede municipal de saúde de Campo Grande.

Editais abrem processo para mudança de jornada de médicos que atuam na rede municipal de saúde de Campo Grande. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande iniciou uma nova etapa de reorganização da carreira dos médicos que atuam na rede municipal de saúde. Editais publicados nesta segunda-feira (10) abrem a possibilidade de profissionais atualmente vinculados à jornada de 12 horas semanais migrarem para 24 horas e determinam o enquadramento de servidores que ainda ocupam cargos de 20 horas, além de convocarem médicos de 24h e 40h para procedimentos relacionados ao reposicionamento na carreira.

A medida envolve um quadro previsto de 470 vagas nas carreiras de 12h e 20h. Desse total, 400 correspondem ao cargo de médico com jornada de 12 horas e outras 70 ao de 20 horas.

Atualmente, conforme o documento, 168 vagas de 12h e 35 de 20h estão ocupadas por servidores com direito ao enquadramento. 

A principal mudança atinge os médicos de 12 horas. Parte dos profissionais relacionados no edital poderá optar pelo enquadramento no cargo de médico 24h, ampliando a carga horária semanal.

A implementação foi dividida em três etapas: há previsão de 33 vagas na primeira, outras 33 na segunda e 102 na terceira, esta última prevista a partir de 30 de dezembro de 2026. 

Na prática, a ampliação da jornada pode aumentar o número de horas de trabalho de médicos já vinculados à rede municipal, o que abre possibilidade de maior disponibilidade desses profissionais nos serviços de saúde.

O edital, porém, não detalha se a mudança resultará em aumento imediato do número de consultas, ampliação de horários nas unidades ou redução das filas de atendimento. Esses impactos dependerão de como a Prefeitura distribuirá a nova carga horária dos profissionais.

Diferentemente desse grupo, para os ocupantes do cargo de médico 20h a publicação estabelece o enquadramento no cargo de 24h, com posterior extinção da antiga jornada. O edital aponta 70 vagas previstas para a carreira de 20 horas, das quais 35 estão atualmente ocupadas. 

Na prática, a publicação coloca em andamento uma transição prevista na legislação municipal para modificar a composição das jornadas médicas da rede. No caso dos profissionais de 12h, a adesão ao enquadramento depende da opção do servidor incluído nas condições estabelecidas pelo edital.

Para quem está na jornada de 20h, a mudança para 24h decorre do enquadramento previsto na Lei Complementar nº 377, de 7 de abril de 2020.

Progressão na carreira

A mudança de jornada não é o único procedimento aberto pela administração municipal. Médicos efetivos também poderão concorrer ao chamado reposicionamento de classe hierárquica, mecanismo relacionado à evolução dentro da carreira.

O primeiro edital contempla profissionais de 12h e 20h. Já uma segunda publicação feita no mesmo Diário Oficial convoca médicos com jornadas de 24 e 40 horas para concorrer ao reposicionamento. 

Na relação referente às jornadas maiores aparecem 22 profissionais no quadro de médicos de 24h e outros 33 no de 40h.

Entre os servidores relacionados há profissionais que ingressaram na administração municipal em diferentes períodos, incluindo vínculos iniciados ainda na década de 1990 e outros a partir de 2020. 

Com isso, os atos publicados nesta segunda-feira abrangem diferentes situações funcionais: médicos de 12h que podem optar pela ampliação para 24h; servidores de 20h que serão enquadrados na nova jornada; e profissionais das carreiras de 12h, 20h, 24h e 40h que, conforme cada caso previsto nos editais, poderão disputar reposicionamento hierárquico.

Prazo começa nesta terça-feira

Os profissionais contemplados terão uma semana para cumprir os procedimentos administrativos. O cronograma estabelece atendimento entre 11 e 17 de agosto, das 7h30 às 10h30 e das 13h30 às 16h30.

A documentação deverá ser entregue na Divisão Técnica de Medicina da Gerência de Responsabilidade Técnica (DTMED/GRT), na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), localizada na Rua Bahia, nº 280, região central de Campo Grande. 

Entre os documentos exigidos estão identificação pessoal ou carteira do Conselho Regional de Medicina (CRM) e certificados de formação acadêmica.

Dependendo da situação funcional, poderão ser apresentados certificados de pós-graduação, residência, mestrado, MBA ou doutorado. Para médicos de 12 horas interessados na mudança de jornada, também está previsto o Termo de Opção, disponibilizado no local de atendimento. 

Depois da análise da documentação, os servidores ainda poderão contestar eventual decisão administrativa. Os editais estabelecem prazo de dois dias úteis após a divulgação das análises para apresentação de recurso. 

A convocação foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande desta segunda-feira e é assinada pela secretária municipal de Administração e Inovação, Andréa Alves Ferreira Rocha.

INFRAESTRUTURA

Obras de recuperação avançam por 870 km de rodovias em Mato Grosso do Sul

Intervenções atingem cinco rodovias da Rota da Celulose e incluem recuperação do asfalto

10/08/2026 18h00

Seis frentes de trabalho atuam na recuperação do pavimento de rodovias que fazem parte da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul

Seis frentes de trabalho atuam na recuperação do pavimento de rodovias que fazem parte da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul Divulgação

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A recuperação de cerca de 870 quilômetros de rodovias que cortam as regiões central e leste de Mato Grosso do Sul entrou em uma nova etapa com o início de obras simultâneas em cinco estradas. Seis frentes de serviço estão espalhadas por trechos das BR-262 e BR-267 e das estaduais MS-040, MS-338 e MS-395. 

As intervenções começaram no dia 31 de julho e envolvem diferentes tipos de reparos no pavimento, entre eles fresagem, recomposição do asfalto, aplicação de micropavimento e tapa-buracos. A extensão da concessão foi dividida entre seis empresas contratadas, o que permite a execução dos serviços em vários pontos ao mesmo tempo. 

Responsável pela Rota da Celulose, a concessionária Caminhos da Celulose informou que as soluções serão definidas de acordo com as condições encontradas em cada trecho. As obras também passam por acompanhamento téncico, ensaios tecnológicos e controle laboratorial voltado à qualidade do pavimento. 

Segundo o presidente da concessionária, 

Luiz Fernando De Donno, a recuperação da malha é uma das principais etapas previstas para melhorar as condições das rodovias.

“Cada intervenção é planejada a partir das características do trecho e acompanhada tecnicamente para garantir que os serviços atendam aos padrões estabelecidos pela concessão”, afirma.

A expectativa é que as intervenções reduzam irregularidades na pista e melhorem as condições de circulação, principalmente em trechos com desgaste do pavimento.

Durante o avanço das obras, quem trafegar pelas rodovias poderá encontrar bloqueios temporários, desvios e operações de Siga e Pare. 

A orientação é para que os motoristas reduzam a velocidade nas proximidades das equipes, respeitar a sinalização e evitar ultrapassagens nos trechos em intervenção. 

Bases de atendimento

Além das obras no pavimento, a concessionária iniciou a implantação de 13 bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), que ficarão distribuídas ao longo das BR-262 e BR-267 e das MS-040 e MS-338.

As estruturas devem funcionar 24 horas e terão sanitários, fraldário, área para descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e pontos de recarga para veículos elétricos.

As unidades também servirão de base para ambulâncias, guinchos, caminhões-pipa, veículos de inspeção e outros equipamentos utilizados em ocorrências nas rodovias.

Elas serão utilizadas no atendimento a acidentes, panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras situações registradas nos cerca de 870 quilômetros concedidos.

Algumas unidades já estão em fase de terraplanagem e preparação dos terrenos, entre elas estruturas previstas para a MS-040, em Santa Rita do Pardo e para a MS-338. 

A previsão é de que as 13 bases estejam concluídas até o fim de 2027. Já os serviços de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos e apoio mecânico devem começar em outubro deste ano.

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