Cidades

CAMPO GRANDE

Em nova lista, Sejusp identifica 142 veículos de bolsonaristas a Alexandre de Moraes

Há também veículos com nome de empresas e pessoas jurídicas, como Concrelaje, Farmácia São Bento e LX Armazém

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A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Mato Grosso do Sul enviou, nesta quarta-feira (23), ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma lista com informações completas de donos de 142 veículos estacionados na avenida Duque de Caxias desde a derrota do presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições.

Trata-se de um relatório amplo e detalhado com informações dos donos destes veículos. O que chama a atenção é a grande quantidade de caminhonetes e de veículos de passeio novos e de alto valor.

No comunicado, a Sejusp informou que cumpriu rigorosamente o levantamento solicitado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que quer identificar os financiadores e líderes das manifestações que pedem intervenção federal dos militares e a manutenção de Jair Bolsonaro no poder.

Semana passada, o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri enviou dois ofícios para os diretores do Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), Rudel Espíndola Trindade, e para o comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Marcos Paulo Gimenez.

O promotor cobrou esclarecimentos sobre as providências tomadas contra os manifestantes que há 23 dias permanecem na Avenida Duque de Caxias, em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande.

O promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri usou, como base, a decisão do STF que pede a desobstrução de vias, além de querer saber se a Polícia Militar e Detran estão multando veículos que tem estacionado irregularmente para participar das manifestações.

Ainda há dezenas de veículos estacionados em local proibido na Avenida Duque de Caxias, sobretudo em cima do canteiro e na faixa lateral direita. No espaço compreendido entre o CMO e o Aeorporto Internacional de Campo Grande, também é proibido estacionar na avenida, que é considerado uma via de fluxo rápido.

Essa lista com 142 veículos já identifica o dono de todos eles. O trabalho foi feito pela Superintendência de Inteligência de Segurança Pública (Sisp). Na terça-feira (22), a Prefeitura de Campo Grande publicou, no Diário Oficial do Município, uma lista com os veículos multados entre os dias 1 e 10 de novembro.

Há também veículos com nome de empresas e pessoas jurídicas, como Concrelaje, Farmácia São Bento e LX Armazém. Esse cruzamento de dados vai ser feito, assim como a identificação se os donos dos veículos estão respondendo a algum processo na Justiça. A lista da Sejusp contém, ainda, veículos em nome de empresas, que também estão sendo investigadas.

Já em Dourados, também semana passada, o promotor de Justiça João Linhares ordenou que os comandantes da CPA-1 de Dourados, coronel PM Everson Antônio Rozeni, e comandante da PRM Dourados, coronel PM Marcos Vinícius Poleti, aplicassem multa e até guincho para manifestantes que desrespeitem o Código de Trânsito Brasileiro durante manifestações. No dia seguinte, a via próxima ao quartel estava liberada.

Por enquanto, a única forma de atuação das autoridades estaduais nos protestos bolsonaristas, considerados antidemocráticos por contestar o resultado das eleições e as urnas eletrônicas, foi o envio de dossiês informando as lideranças e as placas dos veículos utilizados nos protestos.

A questão agora é que esse trabalho pode desencadear na descoberta de outras infrações de eleitores brasileiros que defendem a intervenção federal por militares com a manutenção de Bolsonaro na presidência da república. Na avenida Duque de Caxias, o número de manifestantes bolsonaristas ainda atrapalha o trânsito, embora menor na comparação com a semana passada.

Com a colaboração de Eduardo Miranda.

Eleições 2026

Segundo turno: saiba como consultar local de votação para domingo

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

23/10/2026 19h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral

O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Fontes oficiais

Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.

Educação

IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer empresas juniores nos dez campi

Recursos serão distribuídos em duas linhas de fomento, com auxílios de até R$ 2,5 mil por projeto; inscrições ficam abertas até agosto de 2027

23/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição.

O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) até 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.

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