Cidades

CIDADE MORENA

Em passos lentos, retomada do tapa-buraco segue abaixo da média diária

Até o início de novembro, apenas duas das sete empresas de tapa-buraco estavam trabalhando pela falta de equilíbrio financeiro e, agora, Campo Grande espera tapar até 80 mil em um mês

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Retomada porém com o caminhar a passos lentos, o total de serviço executado diariamente na operação tapa-buraco está abaixo da média necessária para alcançar a meta de tapar até 80 mil buracos no intervalo de um mês, variação cotidiana essa que o secretário municipal de infraestrutura afirma ser normal.

Recentemente, o Correio do Estado abordou a meta de Campo Grande de querer tapar cerca de 80 mil buracos até 20 de dezembro, o que na ponta do lápis precisaria de pelo menos dois mil e seiscentas dessas crateras fechadas diariamente, o que pelo balanço parcial parece longe de acontecer. 

Pelos números atualizados, passado o feriado da Consciência Negra, os quatro dias de trabalho até então renderam o fechamento de 6.068 buracos desde o início da ação, o que resulta em uma média de 1.517 tapados por dia, distante dos 2,6 previstos. 

Titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Ednei Marcelo Miglioli destacou em nota que uma variação nos números diários é natural. 

"O planejamento nosso é trabalhar primeiro as vias expressas dos bairros, ou seja, as vias de maior velocidade, de maior fluxo, e também no entorno dessas vias", disse Miglioli. 

Em outras palavras, vias como a Manoel da Costa Lima, Júlio de Castilho, Mascarenhas de Moraes, Tamandaré, Fábio Zahran, Duque de Caxias, Eduardo Elias Zahran, entre outras, entre outras que ligam o acesso dos bairros ao trânsito da região central concentraram os serviços nos primeiros dias de trabalho. 

Tapa-buracos

Até o início de novembro, as crateras ainda se espalhavam livremente por Campo Grande, sem as devidas ações para mitigar a situação, já que apenas duas das sete empresas responsáveis pelos serviços de tapa-buraco estariam trabalhando justamente pela falta de equilíbrio financeiro.

Questionado durante uma visita de representantes do Executivo à Câmara de Campo Grande, Marcelo Miglioli afirmou que encara essa situação de buraqueira na Cidade Morena como um "problema histórico", que segundo ele ainda levaria tempo para se resolver.

Para ele, os buracos na Cidade Morena são problema há mais de uma década e não seriam resolvidos pelo atual mandato, mas que um plano seria apresentado na ocasião para tentar resolver o problema, que segundo Miglioli possui mais de três décadas e não seria resolvido em apenas um ano ou dois.

Nesse último feriado do Dia da Consciência Negra, conforme divulgado pela Prefeitura, as equipes trabalharam entre 06h e 17h, aproveitando a trégua do período chuvoso, aplicando novas camadas de asfalto sobre 1.559 buracos. 

Sendo que pela matemática seria necessário cobrir 2,6 mil buracos por dia, abaixo você confere a média diária desde o início da retomada do tapa-buraco. 

  • Dia 18 - 1.775 buracos tapados
  • Dia 19 - 1.069 buracos tapados
  • Dia 20 - 1.559 buracos tapados
  • Dia 21 - 1.665 buracos tapados

Mais de R$500 mi

Com corte de gastos e necessidade de captar recursos de fora, a Prefeitura anunciou pacote de obras no valor de R$544 milhões que promete levar drenagem e asfalto para pelo menos 33 bairros ao longo dos próximos anos, investimento oriundo de um empréstimo com a Caixa Econômica Federal, em decorrência da aprovação do Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF).

A primeira parte (R$136 milhões) deve ser liberada ainda este ano, como havia confirmado a assessoria da prefeitura na terça-feira (18), facilitando o lançamento de novas licitações nos próximos dias.

Porém, Miglioli cita que esta "primeira parcela" deve ser maior ainda, visto que a bancada federal, mais especificamente, o deputado Luiz Ovando (PP), conseguiu mais R$100 milhões para drenagem e pavimentação para o Município.

Sobre o cronograma, o secretário explicou que o montante deverá ser dividido em três etapas, sem detalhar o valor destinado a cada uma delas, até 2028. 

 

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CONQUISTA

Pesquisadora da UFMS conquista Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq

Professora do Instituto de Biociências, Letícia Couto foi reconhecida na categoria Estímulo por pesquisas voltadas à conservação e restauração do Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica

22/02/2026 12h00

A cerimônia de premiação será realizada no dia 5 de março, na sede do CNPq, em Brasília

A cerimônia de premiação será realizada no dia 5 de março, na sede do CNPq, em Brasília Divulgação

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A professora Letícia Couto, do Instituto de Biociências (Inbio) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), está entre as vencedoras da segunda edição do Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ela foi reconhecida na categoria Estímulo, destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 5 de março, na sede do CNPq, em Brasília. Nesta edição, o prêmio recebeu 684 inscrições de todo o país e contemplou iniciativas e trajetórias femininas em quatro categorias: Incentivo, Estímulo, Trajetória e Mérito Institucional.

Fundadora e coordenadora do Laboratório de Ecologia do Inbio, Letícia integra o Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da UFMS. Seu trabalho está voltado à restauração, intervenção e conservação dos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, áreas estratégicas tanto do ponto de vista ambiental quanto científico.

A categoria Estímulo reconhece as pesquisadoras melhor classificadas em três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. Letícia foi premiada na área de Ciências da Vida.

“Fiquei surpresa e muito feliz. É muito importante receber um prêmio nacional concorrendo com mulheres de várias áreas do país todo, ainda mais sendo um reconhecimento do CNPq. Sinto que represento muitas parceiras de pesquisa e espero que isso também incentive a nova geração de mulheres na ciência que estamos formando”, afirmou a professora.

Além da categoria Estímulo, o prêmio também contempla a categoria Incentivo, voltada a jovens de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres; a categoria Trajetória, destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado até 2009; e o Mérito Institucional, que reconhece instituições de ensino superior e centros de pesquisa com ações estratégicas para promoção da igualdade de gênero.

O Prêmio Mulheres e Ciência é uma iniciativa do CNPq, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. A proposta é ampliar a participação feminina na Ciência, Tecnologia e Inovação, fortalecer a equidade de gênero, étnica e racial e dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas por mulheres em diferentes áreas do conhecimento.

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CRIME

Mulher é vítima de feminicídio em Coxim e caso pode ser o 3º do ano em MS

Vítima foi encontrada sem vida na sala da casa e apresentava uma única perfuração no abdômen, segundo a perícia

22/02/2026 11h30

Nilza tinha 50 anos e filho é um dos principais suspeitos

Nilza tinha 50 anos e filho é um dos principais suspeitos Coxim Agora/ Pedro Depetriz

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Identificada como Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, a mulher encontrada morta na madrugada deste domingo (22) dentro da própria residência, no bairro Senhor Divino, em Coxim, foi vítima de um golpe de faca na região do abdômen. O caso foi registrado como feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar e pode se tornar o terceiro do tipo em Mato Grosso do Sul em 2026.

Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e perícia técnica foram acionadas para atender a ocorrência na Rua Walmor Rocha Soares. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a vítima caída sobre um colchão na sala da casa, aparentemente já sem sinais vitais. O óbito foi confirmado ainda no local.

De acordo com a perícia, Nilza apresentava uma única perfuração provocada por arma branca. O ferimento, localizado no abdômen, foi considerado suficiente para causar a morte.

Versões contraditórias

Segundo informações do portal Coxim Agora, o companheiro da vítima, de 46 anos, apresentou relatos divergentes aos policiais. Inicialmente, informou que teria saído da residência por cerca de 40 minutos para buscar gelo na casa de uma filha e que, ao retornar por volta das 4h30, encontrou a mulher ferida, pedindo socorro.

Posteriormente, alterou a versão e passou a afirmar que o fato teria ocorrido por volta das 20h do dia anterior. Conforme registrado no boletim de ocorrência, ele apresentou comportamento agressivo durante o atendimento da equipe policial, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança dos envolvidos. O homem foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Filho é apontado como suspeito

Ainda segundo o registro policial, o filho do casal, de 22 anos, é apontado como suspeito de ter desferido o golpe que atingiu a vítima. O pai relatou que mãe e filho permaneceram na residência após uma discussão verbal e que os conflitos entre ambos seriam frequentes.

Quando o homem retornou ao imóvel, o jovem já não estava mais no local. Equipes policiais realizaram diligências na tentativa de localizá-lo, mas, até o momento, ele não havia sido encontrado.

No interior da residência, os policiais identificaram sinais de luta, o que reforça a hipótese de confronto antes do crime. A dinâmica exata dos fatos, assim como a motivação, ainda será apurada no decorrer do inquérito policial.

O corpo de Nilza foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico que deve confirmar oficialmente a causa da morte e auxiliar na reconstituição do crime. A investigação é conduzida pela Primeira Delegacia de Polícia Civil de Coxim, que segue em diligências para localizar o suspeito e esclarecer completamente o caso.

Terceiro caso no Estado

O boletim de ocorrência classifica o caso como feminicídio, tipificação aplicada quando o homicídio é cometido contra a mulher em razão da condição de sexo feminino, especialmente em contexto de violência doméstica ou familiar.

Se confirmado ao fim das investigações, este será o terceiro feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.

O primeiro caso de feminicídio ocorreu em 16 de janeiro de 2026. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro, Fernando Veiga, com um tiro de espingarda nas proximidades da Capela Santo Antônio, na zona rural de Bela Vista. Após o crime, Veiga tirou a própria vida.

O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, no bairro Guarani, em Corumbá.

Perfil das vítimas e comparação com 2025

Dados do painel estatístico da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam que, em janeiro de 2025, não houve registro de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Os casos começaram a ser contabilizados a partir de fevereiro.

Neste ano, no entanto, as mortes tiveram início ainda em janeiro. Se o caso de Coxim for confirmado como feminicídio, o Estado chegará à terceira vítima em menos de dois meses.

Entre os dois registros anteriores de 2026, uma das vítimas tinha 44 anos e a outra 73. Já em 2025, o perfil das mulheres assassinadas incluiu três idosas, 24 adultas, uma criança e 11 jovens, evidenciando que a violência atingiu diferentes faixas etárias.

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