Cidades

ENTREVISTA

"Em três anos, saímos de uma lista de espera de 13.567 para 2.156 estudantes nas EMEIs"

Durante o recesso, foram realizadas manutenções preventivas e corretivas em diversas unidades, incluindo limpeza geral, roçada e reparos elétricos

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Na segunda-feira, as escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande retornam às aulas e o Correio do Estado entrevistou com exclusividade o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt de Souza, para detalhar o planejamento da Pasta para esse início de ano letivo.

“Durante o recesso, foram realizadas manutenções preventivas e corretivas em diversas unidades, incluindo limpeza geral, roçada, reparos elétricos e hidráulicos, ajustes estruturais e organização dos espaços escolares. As ações ocorreram de forma descentralizada, conforme levantamento técnico das necessidades de cada unidade”, declarou o titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Lucas Bitencourt também informou que a maior demanda por vagas são para a Educação Infantil. “A maior demanda segue concentrada nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), especialmente na faixa etária de zero a 3 anos”, detalhou.

A Rede Municipal de Ensino está totalmente preparada para o início do ano letivo nesta segunda-feira?

Sim. A Rede Municipal de Ensino está preparada para o início do ano letivo. Durante o recesso escolar, a Secretaria Municipal de Educação realizou um trabalho intenso de manutenção, limpeza, roçada, pequenos reparos e organização das unidades. 

Como se trata de uma rede extensa, com mais de 200 unidades, existem demandas pontuais que exigem acompanhamento contínuo, mas nenhuma escola deixará de iniciar as aulas por questões estruturais.

Todas as escolas passarão a funcionar com aulas presenciais já no primeiro dia?

Sim. Todas as unidades da Reme iniciam o ano letivo com aulas presenciais normalmente, conforme o calendário escolar.

Houve reformas ou manutenções durante o recesso? Quais unidades receberam melhorias?

Sim. Durante o recesso, foram realizadas manutenções preventivas e corretivas em diversas unidades, incluindo limpeza geral, roçada, reparos elétricos e hidráulicos, ajustes estruturais e organização dos espaços escolares.

As ações ocorreram de forma descentralizada, conforme levantamento técnico das necessidades de cada unidade.

Existe alguma escola com obras em andamento que possa impactar o retorno das aulas?

Existem unidades com obras ou intervenções em andamento, principalmente de manutenção ou adequações pontuais, mas nenhuma delas impede o início das aulas. As obras são planejadas de forma a não comprometer o atendimento aos alunos.

O quadro de professores está completo para o início do ano letivo?

Sim. A rede inicia o ano letivo com o quadro de professores organizado para garantir o funcionamento das turmas. Eventuais ajustes são feitos continuamente, conforme as movimentações naturais da rede.

Houve contratação emergencial ou convocação de professores temporários?

Quando necessário, a Semed adota os instrumentos legais disponíveis, como convocações temporárias, para assegurar que nenhuma turma fique sem professor, sempre respeitando a legislação vigente.

Como está a situação de profissionais de apoio, como merendeiras, auxiliares e equipe administrativa?

As unidades contam com equipes de apoio organizadas para o início do ano letivo. A secretaria mantém acompanhamento constante para suprir necessidades pontuais e garantir o funcionamento adequado das escolas.

Quantos alunos estão matriculados na Rede Municipal este ano?

Até o momento, a Rede Municipal de Ensino conta com mais de 100 mil alunos matriculados, lembrando que o processo de matrícula permanece aberto ao longo do ano.

Ainda há fila de espera por vagas, especialmente na Educação Infantil?

Sim. A maior demanda segue concentrada nas Escolas Municipais de Educação Infantil, especialmente na faixa etária de zero a 3 anos. A Semed trabalha continuamente para ampliar o atendimento, dentro das possibilidades físicas e orçamentárias do Município.

Em três anos, saímos de uma lista de espera de 13.567 para 2.156 estudantes nas EMEIs.

Que orientações foram dadas às famílias que não conseguiram vaga até o momento?

As famílias são orientadas a manter o cadastro atualizado no sistema on-line de matrículas e a procurar o Centro Municipal de Matrículas, que realiza plantões periódicos para atendimento e encaminhamentos conforme surgimento de vagas.

O material escolar será entregue já no início das aulas?

Quanto aos kits e uniformes, conforme já anunciado pela nossa prefeita Adriane Lopes (PP), contamos com uma nova grade de modelos.

Com isso, estamos recebendo as carretas com uniformes e kits para que a Semed realize as entregas, seguindo um cronograma logístico. Nem todas as unidades recebem no mesmo dia, mas o processo ocorre de forma organizada, sem prejuízo ao desenvolvimento das atividades pedagógicas.

A merenda escolar está garantida em todas as unidades desde o primeiro dia?

Sim. Todas as unidades iniciam o ano letivo com a merenda escolar garantida e os estoques devidamente abastecidos desde o primeiro dia de aula.

O transporte escolar está regularizado, principalmente para alunos da zona rural?

Sim. O transporte escolar está organizado para atender os alunos da zona rural e demais regiões que necessitam do serviço, seguindo os critérios técnicos e de segurança estabelecidos.

Que medidas foram adotadas para garantir a segurança dos alunos nas escolas?

As escolas contam com protocolos internos de segurança, organização dos fluxos de entrada e saída e acompanhamento das equipes gestoras. Além disso, há articulação com outros órgãos do Município para garantir um ambiente seguro.

Há parceria com a Guarda Civil Metropolitana no entorno das unidades escolares?

Sim. Existe parceria com a Guarda Civil Metropolitana, especialmente no apoio ao entorno das unidades escolares, de forma integrada às demais ações de segurança do Município.

As escolas contam com acompanhamento psicológico ou pedagógico para os alunos neste retorno?

Sim. A rede conta com equipes pedagógicas e apoio multiprofissional que atuam no acompanhamento dos alunos, respeitando a realidade de cada unidade e as diretrizes da secretaria.

Ressaltamos ainda que existe o Centro de Psicologia e Assistência Educacional (Cpae), que cuida especificamente dessa pauta, desenvolvendo palestras especializadas e encaminhamentos para a rede de saúde quando necessário.

Quais são os principais desafios da Semed para este ano letivo?

Os principais desafios envolvem a ampliação do atendimento na Educação Infantil, a recomposição das aprendizagens, o fortalecimento da alfabetização, a melhoria contínua da infraestrutura escolar e a valorização dos profissionais da educação.

Há previsão de novas políticas ou projetos educacionais para este ano?

Sim. A Semed trabalha no planejamento de novas ações e políticas para este ano, com foco na melhoria da qualidade do ensino, investimentos em infraestrutura, ampliação de serviços e estudos para futuras contratações, conforme a capacidade financeira do Município.

Também estão previstas as entregas das EMEIs Oliveira III, Popular e Jardim Anache, que, juntas, geram mais de 750 novas vagas. Além disso, estamos licitando a construção de mais seis novas unidades.

O senhor acredita que a Rede Municipal começa o ano melhor preparada do que em 2025? Por quê?

Acredito que, neste ano, estamos mais fortalecidos, com avanços na organização administrativa, no planejamento pedagógico, na manutenção das unidades e no fortalecimento das políticas educacionais, fruto de um trabalho contínuo de gestão e planejamento.

Como a Semed tem dialogado com pais e responsáveis sobre o retorno às aulas?

O diálogo ocorre por meio das unidades escolares, canais oficiais da prefeitura, comunicados institucionais e atendimento direto às famílias, sempre buscando transparência e orientação adequada.

Onde as famílias podem buscar informações ou registrar reclamações neste início do ano letivo?

As famílias podem procurar diretamente as unidades escolares, o Centro Municipal de Matrículas ou os canais oficiais da Semed e da Prefeitura de Campo Grande, que estão disponíveis para esclarecimentos, orientações e registro de demandas.

*Perfil

Lucas Bitencourt

Graduado em Pedagogia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo e pós-graduado em Docência do Ensino Superior, Neuropsicopedagogia, Educação Inclusiva e Políticas de Inclusão, tem MBA em Gestão de Negócios Aplicada à Educação e mestrado em Educação, ele esteve como coordenador pedagógico de uma rede privada de ensino para o Centro-Oeste com sede em Brasília.

Trabalhou na iniciativa pública educacional em São Paulo, com ênfase em Administração, em Sumaré (SP). Foi diretor de educação de uma rede privada no Estado, é membro do Conselho Estadual de Educação e, atualmente, comanda a Secretaria de Educação em Campo Grande.

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Infraestrutura

Governo de MS lança pacote de R$ 176 milhões para obras de saneamento

Os investimentos têm como objetivo a ampliação dos sistemas de abastecimento de água e melhorias na rede de esgoto, com foco em segurança hídrica e crescimento urbano em 16 municípios

14/05/2026 17h57

Os investimentos têm como objetivo a ampliação dos sistemas de abastecimento de água e melhorias na rede de esgoto, com foco em segurança hídrica e crescimento urbano em 16 municípios

Os investimentos têm como objetivo a ampliação dos sistemas de abastecimento de água e melhorias na rede de esgoto, com foco em segurança hídrica e crescimento urbano em 16 municípios Foto: Sanesul/Arquivo

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O Governo de Mato Grosso do Sul, junto à Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), anunciou para sexta-feira (15) o lançamento de um pacote de investimentos de R$ 176 milhões voltado à ampliação e modernização dos sistemas de saneamento em 16 municípios sul-mato-grossenses.

O ato será realizado às 10h, na sede da estatal, em Campo Grande, com a presença do governador Eduardo Riedel, do diretor-presidente da companhia, Renato Marcílio, além de prefeitos, parlamentares e autoridades públicas.

Considerado um dos maiores pacotes de investimentos em saneamento dos últimos anos no Estado, o conjunto de obras contempla ampliação da capacidade de reservação de água, reforço na distribuição, modernização operacional, implantação de novos sistemas e melhorias na infraestrutura de esgotamento sanitário.

As obras atenderão os municípios de Aral Moreira, Bataguassu, Bodoquena, Chapadão do Sul, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Inocência, Miranda, Naviraí, Pedro Gomes, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Sonora, Terenos e Ponta Porã, incluindo o distrito de Sanga Puitã.

Os recursos fazem parte de contratos vinculados ao programa Avançar Cidades e ao Novo PAC, com financiamento da Caixa Econômica Federal e contrapartidas destinadas à execução das obras.

O objetivo é ampliar a segurança hídrica e preparar os sistemas de saneamento para acompanhar o crescimento populacional, urbano e industrial observado em diversas regiões do Estado.

Mesmo com a universalização do abastecimento de água já alcançada nos 68 municípios atendidos pela empresa, a Sanesul afirma que mantém investimentos permanentes para garantir estabilidade no fornecimento e ampliar a eficiência operacional dos sistemas.

Segundo o diretor-presidente da companhia, Renato Marcílio, os investimentos integram um planejamento contínuo desenvolvido pelo Governo do Estado para fortalecer a infraestrutura hídrica dos municípios.

“Estamos avançando com investimentos estruturantes que ampliam a capacidade dos sistemas e garantem maior confiabilidade no abastecimento, acompanhando o desenvolvimento dos municípios”, afirmou.

Segurança hídrica e expansão da infraestrutura

Entre os maiores volumes de recursos previstos no pacote está Corumbá, que receberá R$ 25,6 milhões para obras de abastecimento de água. Ribas do Rio Pardo aparece na sequência, com mais de R$ 42 milhões em investimentos, sendo R$ 13,8 milhões destinados ao abastecimento de água e R$ 28,2 milhões para obras de esgotamento sanitário.

Inocência contará com R$ 13,1 milhões para ampliação do sistema de abastecimento. Já Ponta Porã e o distrito de Sanga Puitã receberão R$ 12,3 milhões. O mesmo valor será destinado a Naviraí para reforço do sistema de distribuição de água.

Chapadão do Sul terá investimento de R$ 11,3 milhões, enquanto Miranda receberá R$ 11 milhões. Dourados contará com aporte superior a R$ 8,9 milhões.

Também estão previstas obras em Bataguassu, Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti, Pedro Gomes, Sonora, Santa Rita do Pardo, Terenos e Aral Moreira.

Parte das obras já está em andamento, enquanto outras se encontram em fase avançada de contratação e execução.

A expectativa do governo estadual é ampliar a capacidade operacional dos sistemas públicos e garantir maior regularidade no abastecimento, especialmente em cidades que apresentam crescimento acelerado impulsionado por novos investimentos industriais e expansão urbana.

O governador Eduardo Riedel tem defendido o fortalecimento da infraestrutura de saneamento como uma das prioridades da gestão estadual, associando os investimentos à estratégia de desenvolvimento regional e à melhoria da qualidade de vida da população.

Além de aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário, o pacote busca preparar os municípios para o avanço urbano e econômico registrado em Mato Grosso do Sul, sobretudo em regiões que recebem grandes empreendimentos industriais e logísticos.


 

operação

Servidores da Sisep manipulavam planilhas de medição por WhatsApp

Mensagens obtidas de celular apreendido mostram, segundo o Ministério Público, a dinâmica cotidiana do esquema: um engenheiro ditava os valores; um servidor os lançava nas planilhas; um secretário validava e os pagamentos eram emitidos

14/05/2026 17h46

Operação mirou empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025

Operação mirou empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025 Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Conversas de WhatsApp colhidas de celular apreendido pelo MPMS na operação Cascalhos de Areia mostram servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP) negociando os valores que seriam lançados nas planilhas de medição de contratos com a Construtora Rial Ltda.

O material foi usado para dar a partida na Operação Buraco sem Fim, que prendeu sete pessoas, entre elas o ex-diretor-presidente da Agesul, Rudi Fiorese, que foi secretário de obras da Capital, empreiteiros e servidores.

As conversas, extraídas do celular apreendido do engenheiro Mehdi Talayeh, compõem um registro cronológico que o MP descreve como prova de "manipulação deliberada e sistemática das medições de serviço, em que os pagamentos não correspondiam ao trabalho efetivamente realizado, mas a valores fictícios arbitrados."

Dinâmica do esquema

O fluxo seguia três etapas. Primeiro, Mehdi Talayeh, fiscal de contratos e supervisor da SISEP, estipulava o valor a ser registrado para a Construtora Rial, sem qualquer referência à extensão ou ao volume de serviços efetivamente prestados. Em segundo lugar, o servidor Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula inseria os valores nas planilhas de medição, ajustando itens e regiões até atingir o total determinado.

Por fim, Fernando de Souza Oliveira, Gerente de Controle de Medições, verificava os saldos contratuais remanescentes para calibrar quanto poderia ainda ser desviado, e os documentos seguiam para o empenho e pagamento.

O ex-Secretário Rudi Fiorese, segundo o MP, validava o processo e determinava urgência nos pagamentos.
No dia 1 de dezembro de 2020, Mehdi Talayeh diz a Erik: "Amanhã cedo consegue estar fechando Als e as duas RIAL pra pedir nota amanhã ainda? [...] E vê RIAL se nas duas 550." No dia seguinte, Erik teria respondido com fotos das planilhas fechadas nos totais solicitados: R$ 285.756,39 e R$ 321.926,53.

Em dois de fevereiro de 2021, Erik teria enviado áudio a Mehdi revelando o método: "já consegui chegar nesses valores, foi o máximo que eu consegui [...] eu 'tô' tendo que colocar bastante rua para chegar nesse valor." A expressão, segundo o MP, mostra que os lançamentos de ruas não correspondiam a serviços verificados, mas eram incluídos para atingir cifras predeterminadas.

Em três de fevereiro de 2021, Mehdi teria ditado: "Soma das duas RIAL 740 / fecha agora cedo o quanto antes e já passa pro Fernando." Erik teria respondido: "Total ficou R$ 740.792,93."

Em dois de marco de 2021, ao receber uma planilha, Erik perguntou a Mehdi "qual valor?", demonstrando desconhecer qual seria o montante da medição. Mehdi respondeu: "480 duas RIAL mais ou menos / 650 mais ou menos / Pode reduzir pra 610 mais ou menos." No dia seguinte, as planilhas fechadas totalizaram R$ 610.892,96, exatamente na faixa ordenada.

Em 01 de fevereiro de 2022, quando Erik perguntou se os valores seriam os mesmos, Mehdi foi taxativo: "Priorizando RIAL."

Em 29 de novembro de 2022, Mehdi teria determinado valores para várias empresas simultaneamente: "RIAL Anhanduí R$250.000,00, RIAL Bandeira R$250.000,00", e emitido a ordem: "Fecha mais ou menos nesses números."

Em 07 de marco de 2023, Erik admitiria estar fazendo medições "sem ter apontador", ou seja, sem os registros diários de campo que deveriam embasar qualquer medição.

Quanto à participação de Rudi Fiorese, o requerimento reproduz mensagem na qual Fernando de Souza Oliveira escreveria a Mehdi: "Pq o Rudi, tinha pedido para manter nessa proporção, da pra dar uma jogada fácil aqui, ms já foi. Jr vou aumentar uns 100 de caminhão", seguida de confirmação de Mehdi.

Lixo no tapa buraco

O MP também incluiu na investigação as medições da Região do Bandeira. O documento teria identificado, entre outras irregularidades: divergência entre o volume de revestimento primário apontado nos relatórios de medição e o volume verificado nos relatórios diários e semanais de campo; ausência de ensaios laboratoriais de controle de compactação; presença de matéria orgânica e resíduos de lixo urbano no solo compactado; e serviços executados por equipes próprias da Prefeitura que, nas planilhas, foram atribuídos, e pagos, à Construtora Rial.

O relatório calcula que, apenas na 50ª Medição, em março de 2023, a diferença entre o valor cobrado e o valor efetivamente realizado seria de R$ 55.714,55, equivalente a 30% do total daquela medição.

Uma engenheira servidora da SISEP é citada no requerimento como tendo classificado os trabalhos da Construtora Rial como de "péssima qualidade" em avaliações técnicas. Mensagens do próprio fiscal Edivaldo Aquino Pereira com um representante da empresa, segundo o MP, chegavam a classificar intervenções como "serviço de porco".

Um elemento destacado que diz respeito ao ex-secretário Rudi Fiorese é que após ser exonerado da Prefeitura de Campo Grande em 2023, Fiorese foi nomeado em cargo equivalente no Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, mantendo atuação na mesma área de infraestrutura.

Nessa nova função, segundo o MP, ele assinou contratos com a Construtora Rial e, em fevereiro de 2026, menos de um mês antes da Operação, assinou dois aditivos contratuais em favor da empresa.

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