Cidades

DISTRITO DE TABOCO

Empresa de MT vence licitação para levar asfalto até perto do ET Bilu

Além de melhorar acesso às cachoeiras de águas cristalinas do distrito de Taboco, asfalto vai faciliar acesso à chamada Cidade de Zigurats

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Com sede em Rondonópolis, em Mato Grosso, a Construtora Tripolo foi declarada vencedora da licitação que prevê a pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho. 

A região é conhecida por conta de uma série de atrativos naturais, como cachoeiras de águas cristalinas, e também por ser a "terra do ET Bilu", um extraterrestre que ficou famoso em 2010 depois de aparecer em uma reportagem nacional orientando os humanos a buscarem conhecimento.

 A nova rodovia, depois de pronta, não chega até a chamada cidade de Zigurats ou Dakila Pesquisa, mas reduz os trechos de rodovia sem asfalto até os atrativos, onde famílias de uma infinidade de estados e países decidiram fixar residência.

 A Cidade Zigurats é uma comunidade que se diz alternativa e onde se estuda estuda desde alienígenas a civilizações antigas, além de sustentar a teoria que nega o formato redondo da Terra.

Esta é a nona construtora diferente a vencer licitação do pacote de obras que está sendo bancado com os R$ 2,3 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Mato Grosso do Sul. 

O lance máximo para a obra havia sido estipulado em R$ 79,52 milhões, mas a Construtora Tripolo ofereceu deságio de 2,2% e venceu a disputa ao se oferecer a fazer o asfalto por R$ 77,77 milhões, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (3). 

O distrito de Taboco está localizado a 46 quilômetros da MS-080 (saindo das imediações de Rochedo). A licitação concluída agora, porém, é relativa somente ao primeiro lote. Para que o asfalto chegue aos moradores do distrito será necessário pavimentar outros 23 quilômetros. Por enquanto não existe previsão para o segundo lote.

Com recursos do BNDES, Governo do Estado vai pavimentar metade da estrada que leva ao Taboco

Esta é somente uma das obras recém lançadas que acabam no "meio do nada". Com a MS-316, entre Inocência e Chapadão, a situação é parecida. O estado está prevendo R$ 146 milhões para asfaltar 38 quilômetros do lote três desta rodovia. Para a conclusão da estrada faltarão mais 82 quilômetros, para os quais não existe previsão de continuidade. 

O mesmo pacote também prevê asfaltamento de somente uma parte da MS-245, no município de Bandeirantes. Nesta rodovia serão asfaltados 31 quilômetros, nos quais serão investidos em torno de R$ 91 milhões. Mas, ainda faltam outros dois trechos, que somam em torno de 35 quilômetros, para que a rodovia fique pronta.

Outra licitação de grande porte prevê investimento de até R$ 101,9 milhões na pavimentação de 23 quilômetros da MS-134, uma rodovia que liga a MS-040 à BR-267, próximo ao distrito de Casa Verde.

E, assim como nas anteriores, esta licitação também prevê o asfaltamento de menos de um terço da rodovia, que tem em torno de 82 quilômetros. As obras para o restante, de cerca de 50 quilômetros, ainda não têm data definida.

VARIAÇÃO

Agora, já são pelo menos nove obras bancadas pelo BNDES que estão com as licitações concluídas. Duas delas são para recapeamento (MS-436) e as demais, para asfalto novo. Ao todo, conforme a previsão, serão em torno de 250 quilômetros de recuperação de rodovias e 570 quilômetros de asfalto novo com os recursos federais, que será acrescidos de contrapartida estadual de R$ 300 milhões. 

Apesar do grande número de inscritos no começo dos certames, os deságios tem sido mínimos e nenhuma empreiteira saiu vencedora de mais de uma disputal. No maior dos certames, de R$ 276 milhões, uma construtora de São Paulo chegou sozinha ao final do certame e foi declarada vencedora pelo valor máximo estipulado pelo Governo do Estado. 
 

INTERIOR

MPMS exige demissão de servidor condenado por corrupção

Mesmo condenado em 2022 a oito anos e quatro meses por peculato e associação criminosa, Márcio Cavasana foi nomeado para cargo comissionado na Prefeitura de Ladário

10/10/2026 08h50

MPMS entra em caso de servidor nomeado à cargo comissionado mesmo com condenação de crimes contra a administração pública

MPMS entra em caso de servidor nomeado à cargo comissionado mesmo com condenação de crimes contra a administração pública "nas costas" Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou à Prefeitura de Corumbá a demissão de Márcio Aparecido Cavasana da Silva do cargo comissionado de assessor do Município, do qual foi nomeado mesmo com a ficha de crimes contra a administração pública, que terminou em sua condenação em 2022 a oito anos e quatro meses de cadeia.

Em 2013, a Polícia Federal deflagrou a Operação Cornucópia, com o objetivo de desmantelar uma quadrilha formada especialmente por servidores que teria causado prejuízo estimado de R$ 60 milhões aos cofres da administração municipal corumbaense. 

Conforme a investigação, o esquema consistia no aumento ilegal da folha de pagamento dos servidores cooptados pela organização criminosa com o aumento da margem de empréstimos consignados. Diante da aprovação do banco, os valores eram repartidos com os “cabeças” do esquema e os empréstimos pagos com recurso público.

Nove anos depois da operação, em agosto de 2022, o juiz Marcelo da Silva Cassavara condenou Márcio Cavasana a oito anos, quatro meses e 129 dias de reclusão, a serem cumpridos em regime inicial fechado, pelos crimes de peculato e associação criminosa. Ainda, a sentença definiu a indenização a ser repassada à Prefeitura de Corumbá no valor de R$ 41.971,72, que correspondia à soma dos empréstimos consignados.

E a pena poderia ter sido pior para o réu, visto que também foi denunciado pelo crime de corrupção passiva, mas acabou sendo absolvido. Mesmo ao entrar com recurso, Márcio teve sua condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) em setembro de 2023, com imposição de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado.

Além dele, Samuel Paiva de Figueiredo e Luiz Mario Maciel também foram condenados por integrar o esquema, mas com penas menores, além de indenização semelhante à presente na sentença de Márcio. Luiz Marcos Ramires e Pedro Paulo Marinho de Barros ainda foram absolvidos das mesmas acusações, sob a alegação de falta de prova suficiente.

Em março, cerca de quatro anos depois da sentença e 14 anos depois da ação policial que o prendeu, Márcio Cavasana voltou a ser nomeado para um cargo público, desta vez na Prefeitura de Ladário, como assessor II (DGA-09), quando “já existia a supracitada causa de impedimento de acesso a cargos públicos”, como diz o Ministério Público.

Por isso, o órgão recomendou ao prefeito Munir Sadeq Ramunie que demita Márcio Cavasana dentro de 10 dias. Caso contrário, o Ministério Público afirma que “poderão ser adotadas as medidas judiciais cabíveis para correção da irregularidade, sem prejuízo da responsabilização de agentes públicos/políticos”.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPMS da próxima terça-feira (13), que já está disponível para verificação no site oficial do órgão.

TEMPO

Em 9 dias, já choveu quase 70% do esperado para o mês na Capital

Cenário de muita precipitação também foi observado em setembro, quando Campo Grande teve acumulado três vezes superior ao esperado para o período

10/10/2026 08h30

Marcelo Victor / Correio do Estado

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Com três semanas ainda pela frente, as chuvas em Campo Grande já alcançaram quase 70% do esperado para o mês e, segundo especialistas, devem seguir a tendência observada em setembro, quando choveu mais que o triplo da média histórica mensal.

De acordo com dados do Laboratório de Ciências Atmosféricas do Instituto de Física (LCA/Infi) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Capital registrou cerca de 21,5 milímetros até o fim da tarde desta sexta-feira, acumulando 154 mm somente nos nove primeiros dias deste mês.

O volume de chuvas esperado para outubro é de 203 milímetros, ou seja, em menos de 10 dias, 68% da média histórica já foi alcançada na Capital.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) já havia alertado no prognóstico da primavera, que começou no dia 22 de setembro, para uma estação marcada por episódios frequentes de chuva, especialmente neste mês e na região centro-sul do Estado.

“A primavera está entre os períodos do ano com maior frequência de tempestades severas em Mato Grosso do Sul, especialmente durante episódios de maior disponibilidade de calor e umidade e na presença de sistemas atmosféricos favoráveis à convecção. As precipitações tendem a se tornar mais regulares e frequentes, favorecendo o aumento da nebulosidade e contribuindo para a redução das temperaturas nos períodos de ocorrência de chuvas”, apontou o órgão.

No mês passado, que teve 20 dias de inverno e os restantes de primavera, Campo Grande registrou 220 mm de chuva, 184% a mais do que o esperado para setembro, que é de 77,6 mm.

Isso também ocorreu em outros municípios de Mato Grosso do Sul, como foi o caso de Corumbá, onde o acumulado de chuvas ficou 162% acima do esperado.

Ainda com 20 dias pela frente, este mês pode voltar a repetir tendência, segundo o meteorologista do LCA/Infi Diego Silva.

“Para Campo Grande, outubro ainda apresenta potencial para novos episódios de chuva significativa e pode terminar acima da média, mas ainda é cedo para afirmar a magnitude final desse excesso. Ainda faltam cerca de três semanas, e a chuva pode ser bastante irregular no espaço e no tempo”, disse.

Vale destacar que a atuação do El Niño está contribuindo para essas alternâncias entre altas temperaturas e fortes chuvas.

De acordo com o Cemtec-MS, o último trimestre deste ano vai ser o período em que o fenômeno mais vai influenciar no tempo, com temperaturas acima da média histórica, ondas de calor mais frequentes, tempestades mais intensas e ventos fortes.

PRÓXIMOS DIAS

A população de Campo Grande deve ficar atenta às condições do tempo nos próximos dias. A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil emitiu alerta amarelo para tempestades, com possibilidade de chuvas intensas, rajadas de vento e queda de granizo. 

A classificação indica perigo potencial, o nível mais baixo na escala de alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O aviso começou às 9h desta sexta-feira e permanece válido até as 22h59min de terça-feira, abrangendo todo o fim de semana e o Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na segunda-feira.

Para este sábado, o Inmet prevê a continuidade do tempo instável em Mato Grosso do Sul, com pancadas de chuva e trovoadas em diferentes regiões. Em Campo Grande, a máxima prevista pelo instituto é de 29°C, enquanto no domingo os termômetros devem alcançar 28°C.

Já na segunda-feira o Inmet aponta maior concentração de precipitações no sul do Estado, com possibilidade de chuvas isoladas nas demais regiões. 

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