Cidades

Contra o Aedes

Empresário detido por foco de dengue pode ser condenado
a 4 anos de prisão

Para ser liberado, comerciante pagou R$ 2 mil de fiança; Polícia continua fiscalização

RODOLFO CÉSAR

15/12/2015 - 16h12
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O empresário de Campo Grande detido por crime de causar poluição foi liberado na tarde desta terça-feira (15) ao pagar fiança de R$ 2 mil.

Ele foi preso pela Polícia Civil durante operação que vistoriava imóveis com presença de focos do mosquito Aedes aegypti. Agentes de saúde e guardas civis municipais também reforçaram a ação que começou na manhã desta terça-feira em locais identificados como críticos.

O delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat), Wilton Vilas Boas de Paula, explicou que o empresário responderá a inquérito que pode resultar, ao ser apresentado à Justiça, em pena de um a quatro anos de reclusão.

"É preciso dar um choque de ação. Houve a prisão porque a pessoa recebeu duas notificações sobre a situação e mantinha em um terreno ao lado da empresa um depósito onde havia engradados e lonas", afirmou o titular da especializada. No terreno foi identificada larvas do mosquito, que pode transmitir a dengue, chikungunya e agora zika vírus, que está ligada à ocorrência de microcefalia em bebês.

Como houve o flagrante, havia provas e ele já tinha sido notificado para limpar a área, o comerciante foi autuado na modalidade dolosa do crime de causar poluição. "Cada caso será analisado. As pessoas precisam ter consciência, mas também atitude. Todo mundo sabe que água parada causa problema, agora precisa agir", apontou o delegado.

Ele explicou que os policiais da Decat ficarão de prontidão para outras ocorrências e disse que denúncias sobre focos do mosquito ou de pessoas jogando lixo em áreas desocupadas podem ser feitas à delegacia pelo telefone (67) 3325-2567, de segunda a sexta, das 8h00 às 18h00.

Fotos e filmagens podem servir de provas no inquérito para auxiliar a Polícia Civil a realizar outros flagrantes e até mesmo prisões.

TEMPO

São Gabriel do Oeste acumula 532 milímetros de chuva em 5 dias

Acumulado é o maior do Estado; em cinco dias choveu 210% acima do esperado para todo o mês no município

06/02/2026 11h25

Após chuvas, árvore caiu e interditou parcialmente uma rua em São Gabriel

Após chuvas, árvore caiu e interditou parcialmente uma rua em São Gabriel DIVULGAÇÃO/Idest

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São Gabriel do Oeste, município localizado a 137 quilômetros de Campo Grande, registrou 532,4 milímetros entre domingo (1°) e quinta-feira (5), de acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS).

A média esperada para o mês é de 171,5 milímetros. Portanto, em cinco dias choveu 210% acima do esperado para todo o mês em São Gabriel.

O município ocupa o primeiro lugar entre os que mais choveram na primeira semana de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

A chuvarada deixou estragos pela cidade, como alagamentos na BR-163 e queda de árvores e postes.

Vale ressaltar que embora a cidade tenha registrado o maior acumulado de chuva do Estado, não teve danos significativos, como transbordamento de rios e alagamento de ruas e casas, assim como ocorreu em Corguinho (MS) e Aquidauana (MS).

São Gabriel amanheceu ensolarada, nesta sexta-feira (6), após cinco dias seguidos de chuva e tempo instável.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fim de semana terá chance de chuvas isoladas e dará uma trégua e alívio aos moradores.

Com isso, a meteorologia prevê que os próximos dias serão de sol, céu parcialmente nublado, pouca chuva e muito calor no município.

METEOROLOGIA

O mês de fevereiro começou com muita chuva na região centro-norte de Mato Groso do Sul.

O tempo permaneceu nublado, instável, úmido e chuvoso, de domingo (1°) a quinta-feira (5), em Aquidauana, Rochedo, Corguinho, Coxim, São Gabriel do Oeste, Camapuã, Bandeirantes, Miranda, Porto Murtinho, Rio Brilhante e Ribas do Rio Pardo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta amarelo e laranja de chuvas intensas para o começo de fevereiro em Mato Grosso do Sul:

  • Chuvas intensas - alerta amarelo - perigo potencial: chuva de 20-30 mm/h ou 50 mm/dia e ventos intensos de 40-60 km/h. Há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos

  • Chuvas intensas - alerta laranja - perigo: chuva de 30-60 mm/h ou 50-100 mm/dia e ventos intensos de 60-100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos

Veja os acumulados de chuva de domingo (1°) a quinta-feira (5):

Após chuvas, árvore caiu e interditou parcialmente uma rua em São Gabriel

inocência

Palco de evento político, canteiro de obras da Arauco tem 9,2 mil operários

Autoridades federais e estaduais participan nesta sexta-feira do lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário, que está em obras faz dois meses

06/02/2026 10h53

O governador Eduardo Riedel e o ministro dos transportes, Renan Calheiros Filho, estão entre participantes do evento em Inocência

O governador Eduardo Riedel e o ministro dos transportes, Renan Calheiros Filho, estão entre participantes do evento em Inocência Karina Varjão

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Palco de um evento político nesta sexta-feira (6) para o lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário de 47 quilômetros, o canteiro de obras da fábrica de celulose da Arauco tem hoje 9,2 mil trabalhadores, o que supera o número de habitantes de Inocência, município no qual a fábrica está sendo instalada. Antes do início das obras, Inocência tinha em torno de 8,5 mil habitantes.

Embora os trabalhos para implantação do ramal ferroviário estejam em andamento há dois meses, nesta sexta-feira a empresa chilena recebeu o ministro dos Transportes, Renan Calheiros  Filho, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o governador Eduardo Riedel, para o lançamento oficial do ramal ferroviário. 

No pico das obras de construção da fábrica, o que deve ocorrer ainda neste ano, a previsão é de que o canteiro de obras abrigue 14 mil trabalhadores ao mesmo tempo.

Conforme o cronograma oficial, a fábrica deve ficar pronta até o fim do próximo ano. Depois disso, serão em torno de 800 empregos diretos na indústria, sem contabilizar os cerca de seis mil indiretos e no cultivo e extração das florestas de eucaliptos. 

Até a conclusão da fábrica também deve estar concluído o ramal ferroviário, pelo qual serão escoadas as 3,5 milhões de celulose anuais daquela que será a maior fábrica do setor do mundo. 

Conforme Leonardo Crociati, um dos diretores da Arauco, diariamente serão produzidas 11 mil toneladas de celulose. Se tudo fosse despachado por caminhão, seriam em torno de 200 carretas por dia. Mas, com a construção da ferrovia, que conectará a fábrica à Ferronorte, toda a produção será levada de trem até o porto de Santos. 

A previsão inicial da Arauco é de que sejam investidos em torno de R$ 1 bilhão na construção da ferrovia e mais R$ 1,4 bilhão na compra de 26 locomotivas e aproximadamente 721 vagões. Em períodos de pleno funcionamento da fábrica, todos os dias um comboio com cem vagões sairá da fábrica rumo ao porto. 

No começo de janeiro deste ano a Arauco assinou contrato estimado em R$ 770 milhões com a empresa Randoncorp para aquisição de vagões, que devem ser entregues até novembro de 2027.

No evento político desta sexta-feira, além dos ministros do Governo Lula (Renam e Simone Tebet), que vão deixar a administração para no próximo mês para a disputa eleitoral de outubro, também participaram candidatos que estarão do outro lado, como Reinaldo Azambuja e Nelsino Trad. Ambos devem disputar vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul. 

Nas últimas semanas o ministro Renam Filho está fazendo uma espécie de romaria por diferentes estados para tentar dar mais vizibilidade às obras de infraestrutura que estão em andamento pelo país e a participação no evento de Inocência faz parte desta marcha. 

A construção do ramal ferroviário interrompe um período de 27 anos sem investimentos na construção de ferrovia em Mato Grosso do Sul. A última obra do setor havia sido exatamente a Ferronorte, em 1999, à qual este ramal será contectado agora. 

A Ferronorte, ou Malha Norte, é uma ferrovia que se estende por aproximadamente 755 quilômetros, conectando Santa Fé do Sul (SP) a Rondonópolis (MT). Atualmente, essa via é operada pela Rumo Logística. 

O ramal está sendo instalada em paralelo à MS-377 e o plano logístico da Arauco, segundo Alberto Pagano, tem uma visão de longo prazo, já que a licença de instalação do projeto Sucuriú prevê produção de até 5 milhões de toneladas. 

Cerca de 400 hectares de aproximadamente 40 propridades serão ocupados pelos trilhos e foram declarados de utilidade pública. No local onde a ferrovia cruza o córrego São Mateus será construída uma ponte de 270 metros, reduzindo a movimentação de solo e a supressão vegetal. 

VALE DA CELULOSE

Além da logística para o transporte da celulose até o porto de Santos, numa distância de 1,1 mil quilômettros, a Arauco precisa ainda de cerca de 1,5 mil motoristas para operar os 350 caminhões que carregarão as toras de madeira, em 600 viagens diárias, até a indústria. 

As florestas de eucaliptos da empresa, que totalizam 400 mil hectares, estão espalhadas em dez municípios no entorno de Inocência. A distância média desde as áreas de corte até a fábrica será de 110 km. 

Para atender o pleno ritmo de produção a partir de 2028, a empresa está plantando 65 mil hectares de eucaliptos por ano — o tempo médio até o corte, todo mecanizado, é de seis anos. 


Com a fábrica de Inocência, o Estado de Mato Grosso do Sul se consolida como maior fabricante de celulose do país. Vai saltar de 7,6 milhões de toneladas por ano para 11 milhões de toneladas. 

Em Três Lagoas já existem desde 2009 e  2012 duas indústrias em operação. Em julho de 2024 a  Suzano inaugurou uma fábrica de Ribas do Rio Pardo. Além disso, a Eldorado, de Três Lagoas, tem planos para duplicar a produção e a partir de fevereiro do próximo ano a Bracell promete começar a construção de uma fábrica em Bataguassu. 

O governador Eduardo Riedel e o ministro dos transportes, Renan Calheiros Filho, estão entre participantes do evento em InocênciaEvento político para lançamento da obra do ramal ferroviário põe fim a um período de quase 3 décadas sem investimentos em ferrovias em MS (Karina Varjão)


 

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