Cidades

FOLIA DE MOMO

Entre tuiuiús e onça gigante, 1° dia de desfile reúne 15 mil em Campo Grande

Nesta terça-feira (17) acontece a segunda noite, com desfile das escolas: Os Catedráticos do Samba; Deixa Falar e Cinderela Tradição do José Abrão

Continue lendo...

Celebrado na Praça do Papa em Campo Grande, além dos tuiuiús, da onça-pintada gigante e das dezenas de pessoas que colocam as escolas de samba na rua, o primeiro dia de desfiles oficiais da Capital reuniu aproximadamente 15 mil pessoas para prestigiar a festa.

Com transmissão pelo canal 4.1 Educativa MS e através do canal da Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande (Lienca), mantendo a tradição a Associação Recreativa Escola de Samba Mirim (Aresm) Herdeiros do Samba foi quem abriu os trabalhos na noite de ontem (16). 

No enredo da escola mirim que não compete oficialmente no Carnaval da Capital, uma homenagem ao Instituto de Apoio, Capacitação e Instrução de Economia Solidária do Povo (Aciesp), uma organização sem fins lucrativos de acolhimento à mulheres vítimas de violência, crianças, idosos e pessoas LGBTQIAPN+.

Além dessa, desfilaram no primeiro dia: 

  • Igrejinha 
  • Unidos da Vila Carvalho
  • Unidos do Cruzeiro

Dos enredos, a Igrejinha entrou na avenida neste Carnaval com o tema:  "Soraya - a mulher que vira onça", o que justifica o felino de grandes proporções que passou pela Praça do Papa ao lado de tuiuiús que enfeitavam o carro da escola. 

Enquanto isso, a Unidos do Cruzeiro e Vila Carvalho abordaram, respectivamente, os seguintes enredos: "Emília - com seu pó de pirlimpimpim nos leva ao reino encantado que me faz sonhar", e "O canto da arara azul - um elo entre Pantanal e Amazônia um chamado à vida". 

Conforme balanço do Executivo de Campo Grande, a festa que começou por volta de 20h e teve mais de quatro horas de duração reuniu cerca de 15 mil pessoas, o que o próprio secretário municipal de Cultura, Valdir Gomes, destacou como "a melhor festa possível". 

"Estamos felizes e trazendo essa felicidade para o público campo-grandense. As escolas se prepararam muito para apresentar um espetáculo lindo e grandioso na avenida", complementa Valdir Gomes em nota. 

Mais desfiles

Moradores que prestigiaram o primeiro dia destacaram pontos positivos na folia deste ano, como a estrutura do local e o aparato de segurança, que teve a mobilização de cinco viaturas e cerca de 45 agentes da Guarda Civil Metropolitana, o que se torna um atrativo para em busca de um público ainda maior no segundo dia de desfiles. 

"Esse ano está bem mais organizado, com uma estrutura melhor e mais segurança, principalmente para quem vem com criança", cita Nilza Benites, dona de casa que aproveitou a oportunidade para curtir os desfiles ao lado da família. 

E se o assunto é Carnaval, nesta terça-feira (02) a festividade têm sequência, com um show de abertura marcado para às 19h promovido pela Lienca. Em seguida, as seguintes escolas ocupam a avenida na Capital: 

  • Os Catedráticos do Samba
  • Deixa Falar 
  • Cinderela Tradição 

"Os Catedráticos do Samba em um flashback de emoções" é o enredo da primeira escola a ocupar a avenida, enquanto a Deixa Falar trata sobre "Águas" e a Cinderela Tradição do José Abrão aborda o tema: "Diásporas - por um futuro que não repita o passado". 

 

Assine o Correio do Estado 

INTERIOR

Mãe e padrasto são presos por agressão contra bebê de 1 ano

Homem confessou ter chegado bêbado em casa e que desferiu chutes no rosto e costelas da criança, enquanto a mulher seria a responsável pelas marcas de mordida no corpo do filho

17/02/2026 10h53

Ambos foram autuados em flagrante

Ambos foram autuados em flagrante Reprodução/DouradosNews/OsvaldoDuarte

Continue Lendo...

No interior do Mato Grosso do Sul, distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital, em Dourados, um casal foi preso no início desta semana após serem constatadas ontem (16), e ambos confirmarem, uma série de agressões contra um bebê de apenas um ano e oito meses. 

Em nota, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS) esclareceu que a vítima deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município nesta segunda-feira (16), podendo ser constatadas as seguintes lesões: 

  1. Marca de mordida na parte superior das costas;
  2. Hematoma na região ocular; 
  3. Lesão na testa;
  4. Dor intensa no membro inferior esquerdo e 
  5. Fratura no fêmur esquerdo. 

Ainda segundo a PCMS, a fratura do fêmur pôde ser confirmada através de um exame de imagem, por meio da imobilização do membro.

Entenda

Tratando-se da própria mãe e do padrasto, ambos com 19 anos, ainda enquanto a criança era atendida, os profissionais já suspeitavam que essa série de lesões apontadas não batiam com a versão que esses responsáveis apresentaram em um primeiro momento. 

A Guarda Municipal foi acionada inicialmente e a Polícia Civil assumiu, em seguida, a condução tanto da ocorrência como da investigação em si, com o intuito de elucidar essa situação. 

Pelo registro em boletim de ocorrência, como bem apurado pelos portais locais Dourados News e Ligado na Notícia, o casal alegou primeiramente aos agentes que o bebê teria caído da cama por volta de 04h, o que segundo eles fez com que a vítima batesse o rosto em um bebê conforto no chão, o que teria causado o hematoma. 

Já a lesão na perna esquerda, conforme relatado pelo casal num primeiro momento, teria acontecido após o menino escorregar durante um banho no tanque. 

Porém, colhidas as evidências, o homem foi formalmente interrogado e acabou confessando as agressões, afirmando que parte das lesões do bebê de um ano e oito meses foram causadas pelos chutes que ele teria dado na cara da criança, além de arremessá-la contra a cama. 

Conforme descrito nos autos com base na confissão do padrasto, o acusado pelas agressões teria chegado bêbado em casa e encontrado o menino chorando na cama, desferindo um chute no rosto do bebê que o projetou ao chão. 

Além disso, ao tentar subir novamente, o bebê recebeu um outro chute, que atingiu a região das costelas. Em confissão, o padrasto afirma que pegou a vítima pela perna e a lançou na cama. 

Além disso, a mãe da criança também teria participação direta nas agressões ao bebê, confessando aos agentes que as mordidas na região das costas seriam de sua autoria. Ambos disseram que as violências aconteciam "porque a criança não parava de chorar", segundo a PCMS em nota. 

Investigações apontaram que essas agressões aconteciam na residência do casal, onde foi feita diligência policial, pela qual foi possível individualizar as condutas de cada um dos acusados. 

Essa mulher foi presa ainda na UPA em Dourados, enquanto acompanhava a internação do seu bebê de um ano. Assim como ela, o padrasto também foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos, se do fato resultar lesão corporal de natureza grave. 

Como bem frisa a PCMS em nota, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva desse casal, devido justamente à gravidade concreta das agressões, bem como à idade da vítima e de sua extrema vulnerabilidade, sendo que o bebê segue sob cuidados médicos e acompanhado agora por rede de proteção. 

 

Assine o Correio do Estado

meio ambiente

Cervo da Índia pode virar praga no Pantanal e ameaçar outras espécies

Animal foi visto a primeira vez no Brasil em 2009; especialistas dizem que há riscos de ataques também a seres humanos

17/02/2026 09h00

Nativo da Índia, cervo foi flagrado no Pantanal de MS, próximo a Corumbá, em janeiro deste ano

Nativo da Índia, cervo foi flagrado no Pantanal de MS, próximo a Corumbá, em janeiro deste ano Divulgação/embrapa pantanal

Continue Lendo...

Pesquisadores da Embrapa Pantanal e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) identificaram a invasão de um tipo de cervo nativo de florestas da Índia, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Paquistão, em uma região pantaneira, a 100 km de Corumbá, em janeiro deste ano. O animal, visto pela primeira vez no Brasil em 2009, demorou cerca de 17 anos para chegar ao Pantanal. 

Por ser uma espécie invasora, especialistas apontam que existem riscos para a ecorregião, como problemas sanitários, impacto no ecossistema e vegetação, risco de acidentes e ataques, inclusive a seres humanos. No Pantanal, as espécies nativas de cervos são o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), que é ameaçado de extinção no País e no mundo, o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus leucogaster), veado-catingueiro (Subulo gouazoubira) e veado-mateiro (Mazama rufa). Essa espécie invasora, chamada de chital (Axis axis), pode alcançar mais de 100 kg, e gerar desequilíbrio com relação às outras espécies.

Por enquanto, apenas um indivíduo chital foi confirmado no território pantaneiro e o os pesquisadores ponderam que a situação representa em alerta. Esse registro, conforme os especialistas, cria uma emergência para que o governo federal tenha uma política mais assertiva para controle de animais que podem se tornar pragas e gerar um desequilíbrio à biodiversidade.

“Um dos problemas é que o Brasil não tem governança suficiente para tratar de controle de invasões por espécies exóticas de mamíferos como o javali, devido à dimensão geográfica e demográfica da invasão. Não temos um serviço nacional e nem estadual de vida selvagem”, analisaram o pesquisador da Embrapa, Walfrido Moraes Tomas, e a docente da UFPR, Liliani Marilia Tiepolo, que publicaram um artigo técnico no O ECO, site especializado em notícias de meio ambiente.

“No caso do chital, o contexto é semelhante ao do javali, ainda que não tenha adquirido a mesma escala geográfica e demográfica. As informações disponíveis na literatura científica mostram que a invasão pela espécie está sendo rápida”, completou.

Os dois estudiosos destacaram que, no Brasil, segue sendo possível a compra do chital como uma espécie ornamental. Em sites especializados, o valor por indivíduo varia de R$ 10 mil a mais de R$ 20 mil. Esses locais de compra virtual sugerem que os animais podem ser usados em projetos de ecoturismo, reservas particulares e turismo rural. 

“O relato e registro em vídeo, feitos por um funcionário da propriedade rural, nos dá conta de que o chital apareceu na fazenda, atacou touros e foi perseguido por cães. O avistamento causou surpresa nos funcionários, uma vez que se tratava de um animal nunca visto, gerando uma consulta a funcionários da Embrapa Pantanal. Trata-se de uma região bastante despovoada e de difícil acesso, caracterizada como Chaco úmido. Ou seja, é improvável que tenha sido levado ao local ou que tenha escapado de algum cativeiro na região”, detalharam Walfrido e Liliani.

Como o chital pode alcançar porte maior que as espécies nativas do Pantanal, o animal pode gerar impactos como competição por alimentos, trazer doenças que atualmente os cervídeos locais não tenham e até mesmo atacar esses outros animais. 

No registro que foi feito na região do Nabileque, por exemplo, os peões de fazenda apontaram que o chital atacou o gado na propriedade, porém foi afugentado por cães.

“É impossível predizer a magnitude dos impactos, caso ocorram. Nada se conhece sobre este assunto, mesmo nas regiões dos países vizinhos onde a espécie já se encontra há vários anos, exceto a sobreposição de sua dieta com cervídeos. Ainda assim, este registro no Pantanal documenta a capacidade de invasão desta espécie, já que o primeiro registro no Brasil é de 2009”, estimaram os pesquisadores.

DA CAÇA À MORTE

Na América do Sul, o animal foi introduzido no Uruguai no início do século 20 para caça, mas acabou espalhando-se para outros países, já sendo registrado no Paraguai, na Argentina e no Brasil.
O caso de maior repercussão sobre o desequilíbrio dessa espécie invasora ocorreu em 2022, quando um animal era mantido como ornamento na residência presidencial do Paraguai e acabou atacando um policial no local. O sargento Víctor César Isasi Flecha morreu em 4 de janeiro daquele ano e sua família foi indenizada pelo governo paraguaio.

OUTROS INVASORES

Outro animal que acabou ganhando terreno no Pantanal e é invasor: o búfalo. Em 2024, um deles chegou a atacar uma turista italiana de 67 anos em Poconé (MT). Em 2017, um peão de fazenda de 59 anos também foi atacado por búfalo. Estimativa da Embrapa Pantanal sugere que possa haver uma população de mais de 5 mil indivíduos, que de certa forma se tornaram selvagens. 

A introdução deles ocorreu na década de 1980 como uma possibilidade econômica, mas o negócio não vingou e os animais acabaram não sendo totalmente domesticados.

Saiba

Crescimento de invasores

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIo), responsável pelo controle de espécies invasoras, não se pronunciou diretamente sobre o caso do chital no Pantanal. Porém, reconheceu que há um aumento no País de registro de espécies invasoras. No 2º Ciclo de Atualização da Lista de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais, de 2024 para 2025, houve acréscimo de 26 espécies, ou seja, um aumento de 9%.

Para a fauna invasora, foram notificadas seis novas espécies exóticas invasoras, e para a flora, o aumento foi de 20 novas espécies. “Esse aumento reflete o monitoramento e maior conhecimento sobre a biodiversidade nessas áreas”, ponderou o ICMBIo.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).