Cidades

Entrevista

"Enxergo na educação a solução de vários problemas, inclusive dentro da segurança"

Carlos Alberto David dos Santos, Coronel David, é deputado pelo PSC

Cristina Medeiros

01/05/2016 - 05h00
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Alçado de primeiro suplente a deputado estadual de MS no início de abril, Carlos Alberto David dos Santos, popularmente conhecido como Coronel David, mostra que sua experiência de 30 anos na Polícia Militar do Estado – cinco deles como comandante-geral – o habilita a ter vários projetos para a comunidade. Nesta entrevista, ele fala sobre as necessidades nas áreas de segurança pública para os cidadãos e para a fronteira seca, sobre educação, entre outros temas.

CORREIO PERGUNTA 
No início de abril, o senhor assumiu a vaga de deputado estadual deixada pelo deputado Barbosinha (PSB) na Assembleia Legislativa. Quais ações pretende colocar em prática em sua gestão? 
CORONEL DAVI –
Nada mais natural que eu me dedicasse a esta área, até pela experiência que acumulei e por saber que hoje a segurança pública se constitui em um grave problema nacional. Tenho esta responsabilidade de propor projetos que possam melhorar a efetividade das ações da segurança pública em prol dos cidadãos e, ao mesmo tempo, criarmos condições, buscando apoio da bancada federal, dos deputados federais que compõem a bancada de meu partido, o Partido Social Cristão, no Congresso, e solicitar deles a possibilidade de encamparem propostas que possam, no futuro, endurecer as leis. Porque nós entendemos que há um sentimento da população nesse sentido, de que hoje falta efetividade no cumprimento das leis face a algumas brechas que existem e que facilitam muito a vida do criminoso. Hoje, nós temos exemplos de pessoas que estupram crianças, são presas em flagrante logo depois e no outro dia estão soltas na rua. É um fato notório e que vem se tornando cada vez mais comum. Isso acaba fazendo com que a população sinta-se incapaz, com um sentimento de impunidade. Precisamos mudar isso. Com a minha entrada na política, preciso fazer algo para mudar a vida do cidadão neste sentido. 

O senhor foi comandante da PM durante cinco anos, nos dois mandatos do ex-governador André Puccinelli, e prestou serviços a ela por 30 anos. Como deputado estadual, o senhor tem planos para beneficiar esta categoria?
Sim, tenho alguns projetos sendo feitos. Encaminharei requerimento à mesa da Assembleia, que se encarregará de fazer a sugestão ao Executivo. Um deles visa garantir habitação para os policiais militares, civis e bombeiros militares – e para as outras categorias da segurança pública também – em todos os conjuntos habitacionais que envolverem recursos públicos. Que uma parte disso possa ser destinada a eles, para que o Estado se faça presente. Porque nesses locais há um comércio que se desenvolve, há escolas, em alguns há até postos de saúde, mas nem todos têm segurança pública. E uma forma de a gente cobrir a ausência do poder público nesses casos seria a destinação de casas para os policiais poderem fazer essa frente e ajudar a população quando fosse preciso. Seria uma contrapartida deste benefício que o Estado daria aos policiais, e eles se colocariam à disposição da comunidade. Mas isso não furta o Estado a prover a segurança das pessoas que moram ali. Outro projeto é a minha bandeira em defesa dos direitos da mulher, para beneficiarmos as mulheres vítimas de violência. Encampei esta bandeira durante o período em que fiquei no comando-geral da PM e consegui alterar muitos direitos para beneficiar as mulheres policiais militares. Dentro desse campo, a gente chegou na questão da violência contra a mulher. Instituímos, então, um grupo de estudos que pudesse atender as mulheres vítimas de violência doméstica que eram policiais, para também dar apoio a elas e a mulheres da sociedade de uma forma geral. E, dentro deste protocolo, instituímos a possibilidade de que, no futuro, toda mulher vítima de violência doméstica pudesse ser contemplada com uma casa nesses conjuntos habitacionais que pudessem ser inaugurados. Porque quando a mulher apanha do marido ela não tem para onde ir e acaba voltando para casa, convivendo com o agressor. 

A segurança é um dos setores mais nevrálgicos de um governo. Com o senhor no Poder Legislativo e com Barbosinha como secretário de Segurança, é possível vislumbrar dias melhores para a população nesta área?
Eu serei aqui um defensor fervoroso da segurança pública e dos homens e mulheres que a acompanham. Porque eu sinto que hoje é uma área que precisa realmente ter representatividade pela importância do trabalho que ela desenvolve na comunidade. E às vezes nem sempre é compreendido. Às vezes, em determinadas ocorrências, a população acaba se voltando contra a ação policial e ficando ao lado daquele que merecia receber a punição devida do Estado. Nós precisamos amadurecer muito ainda como sociedade e saber de que lado efetivamente nós estamos, se do lado do policial, que cumpre um trabalho de proteção à sociedade, ou do lado do criminoso, que está aí sendo beneficiado pelas brechas da lei e fazem atentados diários contra a vida e o patrimônio do cidadão e não são presos, não são punidos. O cidadão passa a não acreditar mais nesta proteção do Estado. Eu digo que a polícia cumpre o seu papel, porque a cada ano aumenta o número de criminosos que são levados para a cadeia, que estão presos. Mas, infelizmente, esses mesmos criminosos pouco tempo depois estão nas ruas cometendo os mesmos crimes contra o cidadão.

Pesquisas mostram que a polícia brasileira é a que mais mata e morre, em comparação a outros países. Com sua experiência de 30 anos na área, a que o senhor atribui tal estatística?
Eu vejo com tristeza que realmente há uma pesquisa que indica que os policiais brasileiros são os que mais morrem. Com isso, volto à pergunta anterior, nem sempre é reconhecido isso pela sociedade. E eu tenho bem claro o lado que eu estou nesta questão, eu estou sempre do lado do policial. Porque ele, quando entra no confronto, além de proteger a vida dele, tem de proteger a vida do cidadão. E as pessoas têm de entender que isso é o mandamento da vida do policial, um dever dele.  

Mas o policial brasileiro também não é o que mata mais?
Na defesa da sociedade, do cidadão e dele próprio. Eu torço para que não aconteça nada com ele nem com o cidadão, que se tiver de morrer alguém, que morra o bandido. 

O senhor é um dos apoiadores do Marco Legal na Primeira Infância (ações voltadas à promoção do desenvolvimento infantil, desde a concepção até os seis anos de idade). Como acredita que seria um plano de educação ideal?
Às vezes eu sou abordado e as pessoas perguntam qual é a solução para a segurança pública. Poderiam esperar de mim “olha, nós precisamos de mais efetivo, de viaturas, de salários melhores”. Na verdade, precisamos realmente, sempre, porque a demanda na sociedade cada dia cresce mais. Mas a solução para tudo é a educação. No dia que nós fizemos a audiência pública do Marco Legal da Infância, fiz um pronunciamento no qual disse sobre a importância, que aqui eu seria um defensor árduo da segurança pública, mas também da educação, porque enxergo na educação a solução de vários problemas que a gente tem, inclusive dentro da segurança pública, em relação ao aumento e a este estágio de criminalidade que temos no País. Hoje, é preciso que haja investimento sério, que independa de partido, independa de governo, em que todos deem as mãos e construam, com a participação de universidades, um plano de educação que tenha uma extensão de 30 a 40 anos e a gente possa criar uma referência na questão da educação. É preciso criar realmente uma condição de civismo, de moralidade, de respeito às leis. E isso tudo a gente tem de aprender na escola. Tem a base familiar que é importante, mas, com certeza, o professor exerce hoje papel fundamental na formação da cidadania das pessoas.

Quando era comandante, o senhor fez ações para pacificação da Vila Nhá-Nhá e do Bairro Tiradentes, locais onde é frequente a presença de usuários de drogas e bocas de fumo. Por que o trabalho não deu certo? Faltou ação social?
Na verdade, quando a gente pensou nesse projeto, fizemos levantamento dos locais que tinham mais problemas de tráfico de drogas e que causavam incômodo para a população daquela comunidade. E nós chegamos até a Vila Nhá-Nhá, que representava tudo isso, fizemos um planejamento com a ocupação daquele local com a força policial, mas que previa, em um segundo momento, outras forças do Estado, como assistência social, como a questão de criarmos condições para emprego, termos um local destinado na comunidade para fazermos uma base de policiamento comunitário para haver realmente a integração da PM com aquela comunidade. E, a partir daí, criarmos um ambiente favorável para que o tráfico de drogas, que corria solto por ali, deixasse de existir, e que a comunidade, sentindo a presença do Estado, pudesse ter elevada sua autoestima, sua melhoria de qualidade de vida, e por aí afora. Nós não conseguimos a área para fazer a base da polícia comunitária e não houve, infelizmente, por parte da Secretaria de Segurança Pública da época, o apoio que nós precisávamos fazer naquele local.  

Não seria a hora, então, de o senhor propor novamente esta ação?
Eu já propus isso ao governador Reinaldo Azambuja e também ao secretário Barbosinha, e eles receberam muito bem a ideia. Eu expliquei que precisamos criar, dentro desses ambientes, uma forma para que o Estado se faça presente. Só desta maneira conseguiremos, porque a polícia não tem condições de ficar indo a cada momento em que o cidadão se surpreende ou vê algo de criminoso acontecendo em determinada região. Mas se nós tivermos a possibilidade de colocar um posto avançado dentro da comunidade, criarmos condições para que aquela comunidade tenha acesso a outros serviços públicos, que com qualidade poderão atender na questão da assistência social, geração de emprego e de renda, não tenho dúvida de que conseguiríamos mudar. 

Como o senhor vê a fragilidade de nossas fronteiras em relação à segurança? Fará alguma cobrança a respeito?
Eu sempre faço, como comandante que fui e agora como parlamentar, continuarei fazendo. Todos os estados brigam para recebimento de recursos e a gente sempre recebe uma das menores partes, mesmo tendo a maior fronteira seca do País. O problema está aí, existe. Hoje, o Estado dispõe do Departamento de Operações de Fronteira, dispõe das unidades de polícia militar que estão localizadas na fronteira, delegacias de polícia civil, também na fronteira. Houve um plano federal conhecido como Enafrom  (Estratégia Nacional de Fronteiras), em que o Estado foi aquinhoado com recursos, mas eu acho que muito pouco em relação à importância que nós temos se compararmos ao cenário nacional. Agora temos também o Sisfrom, que está há muito tempo sendo falado, divulgado, mas nós, da segurança pública, não vimos, até o momento, a efetividade dele. O governo federal também está investindo muito pouco nisso. Nossas fronteiras acabam introduzindo muita droga e arma contrabandeada, que são encontradas em grande parte dos estados da federação e que alimentam o crime. Evitaríamos muitos crimes, mas o governo federal ainda não se atentou na importância que tem nossa fronteira e não investe nela. Agora, o importante é que tenhamos o Sisfrom e a participação efetiva das Forças Armadas, que tem a missão constitucional de defesa de nossas fronteiras. E o Estado, com suas forças policiais e as forças de policiais federais (Polícia Federal e Rodoviária Federal), em um segundo momento, dariam o apoio que as Forças Armadas precisariam. Mas nós temos de resolver o problema da fronteira. Enquanto não resolvermos, seremos aqui utilizados como passagem de droga e de armas.

O senhor faz parte de quais comissões na AL? 
De três comissões como titular e de três como suplente. Faço parte da Comissão de Segurança Pública, Educação e Sustentabilidade. Faço parte também como membro titular da CPI do combustível, e eu acho que avançaremos muito nesta questão. O cidadão tem de saber por que ele paga determinado preço em uma cidade e em outra cidade muito perto de onde ele mora o preço é outro – maior ou menor. E se cria, então, confusão na cabeça do cidadão. Verificamos quais os motivos dessa diferença gritante na bomba de combustível de um posto para outro, de uma cidade para outra, e queremos desvendar este mistério. Temos ainda 60 dias para concluir esse trabalho. Temos de chegar no final oferecendo vantagens ao cidadão do nosso Estado, para que ele tenha possibilidade de comprar combustível a preço justo. Não só para o cidadão, mas também para o dono do posto, que tem muito imposto para pagar.

águas de fevereiro

Volume de chuva em Campo Grande em fevereiro deste ano é quase o dobro do ano passado

Faltando 6 dias para o mês acabar, a média estimada do volume de chuva para fevereiro já foi alcançado com folga

22/02/2026 16h00

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A chuvarada em Campo Grande e em diversos municípios de Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro já é considerada a maior em, pelo menos, três anos. 

Na Capital, o volume de chuva registrado neste mês já é quase o equivalente ao dobro do volume observado no mesmo mês de 2025. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até hoje (22), já choveu 228,6 milímetros em Campo Grande, frente a 116,8 milímetros em fevereiro do ano passado, uma diferença de 111,8 milímetros. 

O volume de chuvas já ultrapassou com folga a média esperada para todo o mês na cidade, que era de 180 milímetros. Esse volume foi alcançado no dia 19 de fevereiro, faltando ainda 9 dias para o mês terminar. 

Com o Estado em alerta para chuvas intensas até, pelo menos, o final desta segunda-feira (23), fevereiro deste ano caminha para bater a marca de fevereiro de 2023, quando choveu 242,2 milímetros ao longo do mês. 

O mês já é o mais chuvoso dos últimos três anos e, se a previsão do tempo se confirmar para a última semana do mês, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos, posto ocupado pelo mês de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 milímetros. 

Os alertas emitidos pelo Inmet para todos os municípios do Estado avisam sobre o risco de acumulados de chuva de até 50 milímetros no dia, acompanhados de ventos intensos, podendo chegar a 60 km/h. Há risco de alagamentos, quedas de galhos e descargas elétricas. 

No início da tarde deste domingo (22), uma chuva rápida em várias regiões de Campo Grande já foi suficiente para formação de enxurradas e lamaçal. 

No bairro Nova Lima, região Norte da cidade, crianças e adolescentes foram vistas brincando na enxurrada na rua Jerônimo de Albuquerque. 

Já no Portal Caiobá 2, na Rua Velia Berti de Souza, que não possui asfalto, moradores ficaram ilhados devido ao acúmulo de água na via. 

"A situação é recorrente e causa transtornos, risco de acidentes e sensação de abandono, já que a infraestrutura [asfalto] chegou nas ruas ao redor, mas aqui não", relatou um morador. 

La Niña

Atualmente, o clima brasileiro está sob influência do fenômeno La Niña, quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se resfriam de forma anormal, favorecendo chuvas irregulares e volumosas especialmente na região Centro-Oeste.

Normalmente, o fenômeno deixa de atuar no mês de abril, contribuindo para o retorno de períodos de seca. 

Para a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec), Valesca Fernandes, no segundo semestre, o Estado deve ser impactado por outro fenômeno, o El Niño, responsável pelo aumento das temperaturas. 

"Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém, quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro", afirmou. 

O El Niño foi um dos responsáveis pela formação dos incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente no ano de 2024, época em que Mato Grosso do Sul estava sob influência do fenômeno. 


 

Oportunidade

Inscrições para concurso para diplomata com salário de R$22,5 mil vão até quarta-feira

As provas serão aplicadas em duas fases, sendo a primeira em todas as capitais do País, inclusive Campo Grande

22/02/2026 14h30

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty Divulgação

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriu um concurso para o cargo de diplomata com 60 vagas e salário inicial de R$ 22.558,56. Pela primeira vez, duas vagas estão reservadas a candidatos indígenas. 

A seleção terá duas fases e as provas da primeira fase serão aplicadas em todas as capitais do Brasil, inclusive Campo Grande. 

Os interessados na seletiva devem fazer sua inscrição pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo, até a próxima quarta-feira (25) às 17 horas (horário de MS). 

Das 60 vagas, três são destinadas à pessoas com deficiência, 15 são para candidatos pretos e pardos, uma para quilombola e duas para indígenas. As demais são para a ampla concorrência. 

Para participar do concurso, não é exigido formação específica. Porém, o candidato deve possuir algum diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. 

Fases

A primeira fase do concurso é composta por uma prova objetiva no modelo certo ou errado, com questões de Língua Portuguesa, Inglês, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Direito e Política Internacional.

A segunda fase terá provas escritas das mesmas matérias e de um idioma adicional, podendo ser espanhol ou francês. 

A primeira fase terá provas aplicadas em todas as capitais do País e no Distrito Federal. Já na segunda fase, a prova será realizada nas capitais estaduais e no Distrito Federal, desde que hajam candidatos aprovados na primeira fase nessas cidades. 

Para concorrer às vagas reservas, o candidato deve se autodeclarar no momento da inscrição. Será realizada verificação documental por uma comissão no caso de candidatos indígenas e quilombolas. 

O valor da taxa de inscrição é de R$ 229 e os candidatos doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem solicitar a isenção. 

Cronograma

  • Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro
  • Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março
  • Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março
  • Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde)
  • Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril
  • Aplicação da prova escrita:
  • 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde)
  • 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde)
  • 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde)
  • 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde)
  • Resultado final da Segunda Fase: 3 de junho
  • Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho

Os aprovados ingressarão no cargo de Terceiro Secretário, classe inicial da carreira de Diplomata e farão parte do Curso de Formação do Instituto Rio Branco, etapa obrigatória para a confirmação no cargo. 

Entre as principais responsabilidades da função estão a representação, negociação e defesa dos interesses do Brasil no exterior. 
 

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