Cidades

alexandre & Gerson

Escândalo deve tirar outro cliente de escritório ligado a desembargador e deputado

Ministério Público recomenda que a câmara de vereadores rompa contrato feito sem licitação com o escritório de advocacia Bastos, Claro & Duailibi

Continue lendo...

Publicação do diário oficial do Ministério Público desta quarta-feira (25) recomenda que o presidente da câmara de vereadores de Costa Rica rompa o contrato com o escritório de advocacia Bastos, Claro & Duailibi e com o advogado Kleber Furtado Coelho.  

Ambos foram contratados sem licitação e, segundo a promotoria, os serviços que prestam não têm nada de extraordinário e poderiam ser realizados por qualquer profissional que já atua na casa de leis.

Por conta das mesmas razões, no ano passado o escritório Bastos/Claro já foi demitido da câmara de vereadores de Campo Grande, para a qual prestava serviços desde 2012. O contrato  com o escritório havia sido renova em março de 2025 por R$ 300 mil anuais, dobro do valor dos anos anteriores. Mas, em meio à repercussão negativa da operação Ultima Ratio, o Ministério Público recomendou a rescisão do contrato.

Entre os sócios do escritório estão a advogada Camila Cavalcante Bastos, filha do desembargador Alexandre Bastos, e a esposa do presidente da Assembleia Legislativa, Katia Regina Bernardo Claro.

O desembargador está afastado do Tribunal de Justiça desde outubro de 2024 por envolvimento em um suposto esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A investigação está nas mãos da Polícia Federal. Por conta das denúncias, o desembargador também está sendo investigado pelo Conselho Nacional de Justiça. 

E, conforme a publicação do Ministério Público, o escritório contratado sem licitação presta serviço à câmara de Costa Rica faz dez anos. Alexandre Bastos foi empossado no TJ  em dezembro de 2016. O escritório também chegou a ser contratado sem licitação pela prefeitura daquele município.

Apesar de o escritório da filha prestar serviços à administração municipal, o pai desembargador julgou pelo menos duas ações relativas à prefeitura de Costa Rica. "Portanto, independentemente da legalidade ou ilegalidade, entendemos que o fato de ALEXANDRE BASTOS julgar processos de prefeituras clientes do escritório de seus filhos é um forte indício de conluio/vínculo fraudulento, com uso do cargo de magistrado para beneficiar interesses pessoais dos filhos advogados, justificando a inclusão destes na presente investigação, pois a possível associação criminosa estará sendo também utilizada na intermediação da venda de decisões dele, atuando como seus operadores", diz trecho da investigação da Polícia Federal que resultou no afastamento do desembargador. Camila Bastos alega que nunca atuou pessoalmente nestas ações judiciais.

A mesma investigação também revela que o escritório, que inicialmente pertencia ao desembargador Alexandre Bastos e ao deputado Gerson Claro (PP), os quais se afastaram após serem empossados nos cargos públicos, firmou contratos semelhantes nos municípios de Terenos, Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti e Paranaíba. 

A recomendação do MPE, assinada pelo promotor Jorge Cássio Tiosso Abbud, publicada nesta quarta-feira também exige a demissão do advogado Kleber Furtado Coelho. Segundo a promotoria, o advogado é amigo pessoal do presidente da Câmara, Artur Delgado Baird, e inclusive chegou a trabalhar em sua campanha eleitoral no ano anterior. 

Juntos, os dois escritórios receberam R$ 324 ao longo de 2025, "quantia mais do que suficiente para o pagamento de remuneração dos cargos de Assessor Jurídico e de Advogado, previstos pelo Plano de Cargos da Câmara Municipal, sobretudo para a execução de atribuições que, como visto nos Relatórios das Atividades prestadas pelos Escritórios de Advocacia contratados, não desbordam das atribuições previstas para os cargos jurídicos da Casa de Leis local. Ofensa patente, portanto, ao princípio da eficiência administrativa, otimização dos recursos públicos para a obtenção dos melhores resultados na atividade-fim", diz trecho da recomendação publicada no diário oficial desta quarta-feira.

No final da publicação o promotor dá prazo de dez dias para que o presidente da câmara diga se acata ou não a recomendação. E, caso resolva manter e/ou renovar o contrato, corre o risco de ser acionado judicialmente, alerta a promotoria. 
 

CAMPO GRANDE

Banco é condenado a pagar R$ 10 mil após cobrar cliente por dívida já quitada

Consumidor recebeu ligações diárias, inclusive no trabalho, mesmo após quitar financiamento; juiz considerou situação constrangedora e determinou indenização por danos morais

25/02/2026 11h45

Duas testemunhas confirmaram a frequência das ligações, que chegavam a ultrapassar dez tentativas diárias

Duas testemunhas confirmaram a frequência das ligações, que chegavam a ultrapassar dez tentativas diárias Divulgação

Continue Lendo...

A 4ª Vara Cível de Campo Grande condenou uma instituição bancária a indenizar um consumidor em R$ 10 mil por danos morais após a manutenção de cobranças indevidas mesmo com o financiamento totalmente quitado.

De acordo com o processo, o cliente pagou as 48 parcelas previstas em contrato e encerrou a dívida. Ainda assim, passou a receber ligações frequentes de cobrança relacionadas a um débito que já não existia. As chamadas eram direcionadas ao celular, telefone residencial e até ao local de trabalho do consumidor.

Conforme relato apresentado à Justiça, os contatos ocorriam diversas vezes ao dia e incluíam menções à possível apreensão do veículo financiado. Familiares e colegas de trabalho também teriam sido procurados pelos cobradores, o que teria ampliado o constrangimento.

Durante o processo, duas testemunhas confirmaram a frequência das ligações, que chegavam a ultrapassar dez tentativas diárias. Uma delas afirmou que os cobradores falavam abertamente sobre a existência de um “débito em aberto” e sobre o risco de perda do bem, inclusive no ambiente profissional do autor da ação. A situação, segundo os depoimentos, gerou comentários entre colegas e exposição indevida do consumidor.

Na defesa, o banco sustentou que não houve irregularidade e alegou ausência de provas das ligações. No entanto, o juiz Walter Arthur Alge Netto entendeu que ficou demonstrado nos autos que a dívida estava quitada e que as cobranças foram realizadas de forma indevida.

Na sentença, o magistrado destacou que, conforme o Código de Defesa do Consumidor, instituições financeiras respondem objetivamente por falhas na prestação de serviço. Também ressaltou que o consumidor não pode ser submetido a constrangimento ou exposição vexatória em razão de cobrança de dívida.

Para o juiz, a insistência nas ligações e a divulgação da suposta inadimplência no ambiente de trabalho ultrapassaram o mero aborrecimento cotidiano e atingiram a honra e a dignidade do autor.

Além da indenização por danos morais, o banco deverá pagar as custas processuais e honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor da condenação. O montante ainda será corrigido monetariamente e acrescido de juros.

Assine o Correio do Estado

OUTLET SOLIDÁRIO

Bazar da AACC-MS terá Iphone 14 lacrado por R$ 2,4 mil

É possível parcelar em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito

25/02/2026 11h40

Fila em bazar da AACC-MS

Fila em bazar da AACC-MS Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

Continue Lendo...

Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) realiza outlet de celulares e itens de decoração com preços especiais.

Os celulares à venda são iPhone, Realme e Xiaomi, novos e lacrados.

O Iphone 14 128gb será vendido a R$ 2.400,00. Já os smartphones das marcas Realme e Xiomi serão vendidos com preços a partir de R$ 810,00.

É possível parcelar em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito.

Os aparelhos são oriundos de apreensões da Receita Federal cedidas para a instituição. Não foram divulgados quantas unidades estarão disponíveis.

As formas de pagamento são PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com parcelamento para compras a partir de R$ 100.

O evento também oferece descontos de 20% em todas as peças do Bazar fixo da AACC/MS, como roupas, calçados, brinquedos, itens de casa, semijoias e itens variados, todos de qualidade e marcas reconhecidas.

Além de economizar, quem compra no bazar contribui diretamente para o atendimento prestado a crianças e adolescentes em combate ao câncer.

O outlet solidário será realizado nos dias 4 e 5 de março de 2026, das 8h às 17h, na sede da AACC/MS, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

O objetivo é arrecadar dinheiro para manter os custos mensais básicos da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 400 mil.

AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.

Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

A Casa de Apoio oferece:

  • Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino
  • Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias
  • Transporte
  • Atendimentos Multiprofissionais
  • Serviço Social
  • Atividades lúdico-pedagógicas
  • Salão de Beleza

De acordo com a instituição, em 2025, 323 crianças foram atendidas, 17.910 atendimentos multiprofissionais foram realizados, 6.346 pessoas foram hospedadas, 31.676 refeições foram servidas e 1.525 cestas básicas foram entregues.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).